Tratamento

Julho Verde: tudo sobre os tipos de câncer de cabeça e pescoço

Linha Fina

Tireoide, boca, garganta... Veja uma seleção de conteúdos com as táticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação para esses tumores

Julho Verde é o mês de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço, que representam o nono tipo de câncer mais comum no mundo, de acordo com os dados do IARC (sigla para Agência Internacional de Pesquisa em Câncer), uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tumores de cabeça e pescoço são aqueles que atingem tireoide, boca, garganta, laringe, faringe, paratireoide, traqueia e região sinonasal.

A boa notícia é que, quando um câncer é detectado no início, são grandes as chances de sucesso no tratamento – sendo assim, cuide-se bem.

Para afastar o risco, inclua alimentos mais saudáveis nas refeições, faça atividade física, não fume, não beba, previna-se contra a obesidade e não deixe de realizar os exames médicos. 

Mesmo em tempos de pandemia, temos um Atendimento Oncológico Protegido, implementado para que os pacientes possam seguir seus tratamentos com segurança, além de fazer suas consultas e exames para investigar eventuais sinais e sintomas.

No A.C.Camargo Cancer Center, eles são tratados por uma equipe multidisciplinar no Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço, que entende a necessidade individualizada de cada paciente e o coloca no centro do cuidado.

Para que você saiba mais sobre o universo dos tumores de cabeça e pescoço e proteger sua saúde, apresentamos a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada do nosso paciente na Instituição.

Tem vídeos, podcasts, textos... Confira:

Podcast - Câncer de cabeça e pescoço: comportamentos a se evitar
Não vacinar, fumar, comer mal e até mesmo algumas profissões são vilões

A bebida alcoólica eleva o risco de um câncer de boca?
Descubra como é a relação entre o álcool e as neoplasias 

A vacina contra HPV para evitar o câncer de cabeça e pescoço
Vírus é responsável por 75% dos casos de câncer de amígdala e 32% dos de boca

9 mitos e verdades sobre o câncer de cabeça e pescoço
Enxaguantes bucais têm relação? Estas e outras questões

Conheça os sinais e sintomas dos tumores na garganta
Nódulo no pescoço, dificuldade para engolir e perda de peso inexplicável podem ser indícios 

Tireoide: cistos e nódulos podem virar um câncer?
A importância de manter os exames em dia para prevenir tumores

9 fatores que podem contribuir para o câncer de boca
Conheça também os sinais e os sintomas que podem indicar um tumor

Podcast - Câncer de cabeça e pescoço: prevenção e diagnóstico precoce
Aprenda a se defender e a detectar um eventual tumor

Alimentação saudável contribui para evitar o câncer
Antioxidantes e fibras ajudam a prevenir tumores

Podcast - O câncer de tireoide
Ouça esta conversa e saiba tudo sobre sinais, sintomas e fatores de risco

Prevenção e fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço
Sinais, sintomas e outros pontos para você observar

Vegetais e frutas na diminuição do risco de tumores de cabeça e pescoço
Estudo com brasileiros confirma benefícios do consumo 

Câncer de cabeça e pescoço: profissões e fatores de risco
Pesquisa internacional analisou 8839 casos

Vídeo: o papel do estomatologista em tumores de cabeça e pescoço
Este odontologista é vital para o diagnóstico das doenças da boca 

Vídeo: prevenção e diagnóstico precoce
Veja e defenda-se dos tumores de cabeça e pescoço

Pesquisa aponta aumento da incidência de câncer de orofaringe associado a HPV
Estudo feito em SP analisou mais de 15 mil casos de câncer de boca e orofaringe 

Covid-19: não pare seu tratamento
Pesquisa mostra o impacto da demora em se buscar tratamento oncológico durante a pandemia 

Vídeo: a cirurgia robótica no câncer de cabeça e pescoço
Ela representa progressos e benefícios para os pacientes

Podcast - Câncer de cabeça e pescoço: tratamentos inovadores
Ouça e conheça as principais evoluções nas técnicas terapêuticas

Vigilância Ativa em câncer de tireoide: o tratamento acompanhado de perto
Monitoramento pode proporcionar uma terapia mais benéfica e evitar a retirada da glândula

Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço
Entenda como a equipe multidisciplinar coloca o paciente no centro do cuidado 

Vídeo: evoluções no câncer de cabeça e pescoço
Assista e conheça os avanços no tratamento 

Podcast - Atendimento Oncológico Protegido
Saiba como o A.C.C. está preparado para cuidar de seus pacientes com segurança e excelência em tempos de Covid-19

Tratamento oncológico e libido: entenda a relação
Fatores orgânicos ou emocionais podem desencadear problemas

Câncer de cabeça e pescoço e Covid-19
Artigo científico traz recomendações para cirurgias oncológicas

Genômica, a ciência que faz diferença
Assista ao vídeo e entenda melhor como ela contribui para o combate ao câncer

O que o paciente com câncer deve saber sobre interações medicamentosas?
Chás e alguns medicamentos podem interferir na ação dos quimioterápicos 

Laringe: caminhos para a cura e a preservação das funções
Pesquisa estabelece biomarcadores para o melhor tratamento

Cientistas focam em evitar desnecessárias cirurgias de tireoide
pesquisas visam elucidar maior conhecimento da biologia do tumor 

As células tumorais circulantes
Pesquisa evidencia relação entre elas e a resposta ao tratamento em cabeça e pescoço

Espectrometria de massas
Pesquisa inovadora mostra que este recurso pode evitar cirurgias de tireoide

A eficácia do tratamento do câncer de cabeça e pescoço
Estudo avalia biomarcadores que podem afetar ação do cetuximab

Osteorradionecrose: entenda esse efeito colateral
Estudo inédito faz alerta aos profissionais que tratam pacientes

Laringectomizados totais: os cuidados em tempos de covid-19
Saiba como esses pacientes devem se proteger

Fonoaudiólogo: uma nova voz para quem perdeu a fala
Veja o vídeo “Dias Melhores” com o Coral Sua Voz, formado por pacientes laringectomizados

Podcast - A reabilitação de um câncer de cabeça e pescoço
Conheça as possibilidades terapêuticas da fonoaudiologia e da estomatologia

Exercício e câncer: preparação pré-cirúrgica traz vantagens aos pacientes
Descubra os inúmeros benefícios que a atividade física proporciona durante e após a cirurgia

Podcast Rádio Cancer Center - Como manter a mente calma em tempos de Covid-19
Uma conversa que ensina táticas para se reinventar e passar bem por esta atípica fase 

Vídeo: combata a disgeusia com esta salada caprese com pesto
Assista e aprenda uma receita feita para quem tem diminuição ou alteração no paladar

Disfagia: problemas na deglutição devem ser tratados
Além de comprometer o bem-estar do paciente, alteração pode levar à pneumonia 

Fonoaudiologia em vídeo: como funciona a residência
entenda como essa especialidade é fundamental na reabilitação 

Fisiatra, o médico que promove mobilidade e qualidade de vida
Conheça esse profissional de essencial importância para o “ir e vir”, inclusive para o paciente oncológico 

Exercícios durante ou após a quimioterapia em pacientes com câncer
Estudo holandês apresentado na ASCO analisou o impacto da atividade física

Dia do Oncologista: por que me tornei um médico especializado em câncer

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Para marcar a data de 9 de julho, confira o depoimento do Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo

A data de 9 de julho marca o Dia do Oncologista e fui convidado para escrever sobre como é a rotina dessa especialidade. Primeiramente, vamos iniciar pelo básico, uma vez que muitas pessoas não sabem o que um médico oncologista trata.


O que é um oncologista?

Oncologia é um ramo da ciência que lida com tumores e cânceres. “Onco” tem origem no grego e significa, literalmente, volume, massa ou tumor, enquanto “logia”, também do grego, significa estudo. 

Um oncologista é um médico especializado no diagnóstico e no tratamento do câncer. Os três principais tipos de médicos que tratam câncer são oncologistas clínicos, oncologistas cirúrgicos e radioterapeutas.


Como é o trabalho de um oncologista?

O oncologista cuida do paciente na fase de rastreio, diagnóstico e tratamento do câncer, além de realizar o acompanhamento após a conclusão do tratamento.

Também dedica boa parte do seu tempo ao ensino e à pesquisa do câncer.

Eu, como oncologista clínico, me especializei na administração de medicamentos para eliminar células cancerígenas, como quimioterapia, terapia-alvo, hormonioterapia e imunoterapia. 

Oncologistas cirúrgicos, como o nome indica, realizam procedimentos cirúrgicos para identificar e remover tumores cancerígenos. 

Já os radioterapeutas cuidam do câncer com radioterapia, um tratamento à base de radiação. 

No exercício da profissão, os diferentes tipos de oncologistas trabalham juntos e, também, em colaboração com outras equipes, como patologistas, radiologistas, médicos nucleares, dermatologistas, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, dentre outras especialidades.


Quais são os desafios da especialidade?

O oncologista tem um contato intenso com o paciente e seus familiares. Por ser uma doença potencialmente séria, que frequentemente gera incertezas, o treinamento do oncologista envolve aprender a conversar com os pacientes. 

Faz parte da nossa rotina:

•    Explicar o diagnóstico e o estadiamento do câncer, descrever onde o câncer está localizado, se ou onde se espalhou e se está afetando outras partes do corpo; 
•    Discutir todas as opções de tratamento e recomendar o melhor curso de tratamento; 
•    Oferecer atendimento de qualidade e compassivo; 
•    Ajudar a manter a qualidade de vida do paciente, gerenciando sintomas relacionados ao câncer e possíveis efeitos colaterais do tratamento, como constipação, náusea, vômito e fadiga.


No Dia do Oncologista, a resposta: vale a pena seguir nesta especialidade?

Oncologistas são médicos altamente treinados que pesquisam, diagnosticam e tratam o câncer. 

Ser oncologista oferece várias recompensas pessoais e profissionais, como salvar vidas, melhorar a qualidade de vida, receber a gratidão dos pacientes e familiares e contribuir para a pesquisa e avanço da medicina. 

Embora haja prós e contras na oncologia, como anos de estudo rigoroso, a maioria dos médicos acha que essa carreira vale a pena. 

Pesquisas* mostram que 96% dos oncologistas escolheriam a mesma especialidade se recomeçassem na área médica.


Referência:
* Keith L. Martin. Medscape Oncologist Compensation Report 2020.

Nutrição para pacientes com câncer: os desafios

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Conversa, medicamentos adequados e alimentação correta estão entre eles

A nutrição para pacientes com câncer é um pilar muito importante do tratamento, assunto abordado no do Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo de 22 a 25 de junho.

No Simpósio de Nutrição e Nutrologia do evento, foi lembrado que é essencial que as equipes de nutrição tenham empatia e se dediquem ao ter uma conversa com os pacientes, pois assim é possível entendê-los por completo, já que eles chegam com uma grande carga psicológica e física.

“Muitas vezes, o paciente não consegue compreender o que estamos explicando. Ele até diz que entendeu, mas tem dificuldade por todo o contexto”, alerta Lidiane Pereira Magalhães, tutora do Programa de Residência Multi em Oncologia (Nutrição) e nutricionista do ambulatório de Nutrição em Oncologia do Departamento de Oncologia Clínica e Experimental da UNIFESP/HSP.


Uso inadequado de medicamentos e alimentação 

Esta é uma questão importante. “Por vezes, eles têm um tumor no estômago que está sendo tratado como gastrite e já chegam com o problema avançado. Ou eles acham que já tomam muito remédio e deixam de tomar, por exemplo, algo para a náusea. Ou o estômago está doendo e eles tomam Omeprazol por conta própria”, explica Lidiane.

A alimentação também é vital. “Às vezes, eles vêm de outros estados com um hábito alimentar diferente e ficam na casa de parentes, o que faz que ele coma menos. Economizar também é um ponto importante, pois eles podem apelar, por exemplo, por se alimentar com macarrão instantâneo. Se eles não se tratarem direito, vão desidratar”, acrescenta a especialista, que diz que faz falta um cuidador para monitorar essas questões. 


Nutrição para pacientes com câncer: outros desafios

De acordo com Lidiane, muitas coisas envolvem o paciente. Falta orientação e atendimento correto – muitos profissionais não têm paciência de explicar o quadro.

“Pode haver medo e preconceito, eles ‘não querem encontrar doença’. Às vezes, na região em que eles moram não há acesso ao serviço que eles necessitam, então eles precisam ir a outra cidade ou não conseguem a medicação para o problema que eles têm, e tudo isso agrava mais a saúde”, alerta a nutricionista Lidiane Pereira Magalhães.

Nutrição para pacientes com câncer: lidiane, branca, 40 anos

 

“A imunoterapia está mudando o tratamento do câncer e o futuro parece bem iluminado”

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Entenda mais sobre este tipo de tratamento e sobre as CAR-T Cells com o Doutor David Maloney, norte-americano da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center

As CAR-T Cells – em português, células CAR-T – são uma modalidade de imunoterapia que promete revolucionar o tratamento do câncer, sobretudo tumores hematológicos.

Trata-se de terapias personalizadas que agem em alvos específicos, usando células do paciente e não medicamentos sintéticos. 

Nela, as células de defesa do organismo são extraídas do paciente e moldadas em laboratório para combaterem seu próprio tumor. Depois, são infundidas de volta no paciente. Ou seja, elas atuam reprogramando as próprias células do paciente contra a doença.

Essa modalidade de tratamento imunoterápico foi discutida não apenas em painéis do Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo: foi o assunto da aula magna Terapias com células CAR-T na prática clínica, dada pelo Doutor David Maloney, norte-americano da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center.


CAR-T Cells e imunoterapia: futuro promissor

“A imunoterapia está mudando o tratamento do câncer e o futuro parece bem iluminado”, comemora o Doutor David Maloney, sem se esquecer que ainda há desafios importantes, principalmente em relação às CAR-T Cells.

“Há vários estudos em andamento nos quais estamos discutindo o poder das CAR-T Cells para acabar com as células cancerígenas, mas é difícil, precisamos compreender melhor como os receptores funcionam e cuidar da questão da toxicidade”, acrescenta o médico.

O Doutor David Maloney explicou que os estudos demonstram que há melhores respostas em leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, mas ainda é preciso avançar, por exemplo, em compreensão para tumores sólidos e de pulmão.

Doutor David, cabelo e cavanhaque brancos, fala de imunoterapia
"
Para avançarmos para este futuro iluminado, há estudos em andamento que discutem o poder das CAR-T Cells para acabar com as células cancerígenas, mas precisamos compreender melhor como os receptores funcionam e cuidar da questão da toxicidade.
Doutor David Maloney, da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center

CAR-T Cells: será o fim do transplante alogênico para a leucemia linfoide aguda?

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Confira o que acha o Doutor Ryan Cassaday, norte-americano que deu uma aula no Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo

As CAR-T Cells, também conhecidas como células CAR-T, são uma grande novidade no tratamento de tumores hematológicos, embora seja um tratamento que não esteja disponível para o grande público.

O assunto foi tema no Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo.

No painel Neoplasias Hematológicas - Leucemia Linfoide Aguda - O futuro da terapia com células CAR-T: será o fim do transplante alogênico?, o Doutor Ryan Cassaday, norte-americano que é professor na Universidade de Washington e no Fred Hutchinson Cancer Research Center, diz que ainda são necessários alguns avanços.


CAR-T Cells: o que são 

As CAR-T Cells são terapias personalizadas e agem em alvos específicos, usando células do paciente e não medicamentos sintéticos. 

Trata-se de células de defesa do organismo, que são extraídas do paciente e moldadas em laboratório para combaterem seu próprio tumor. 

Depois, são infundidas de volta no paciente. Ou seja, elas atuam reprogramando as próprias células do paciente contra a doença. 

Segundo o Doutor Ryan Cassaday, precisamos responder a perguntas para as quais ainda não temos respostas.

"Precisamos conseguir respostas mais rápidas, eficazes e seguras. Temos diferentes prognósticos, como fatores de pré-tratamento, o peso das doenças e terapias anteriores. Também precisamos de mais centros realizando as terapias com CAR-T Cells no mundo para entender mais sobre quais pacientes respondem melhor às CAR-T Cells. Enquanto não tivermos isso, o transplante pode seguir como uma opção interessante”, analisa o médico.

Doutor Ryan, branco, 40 anos, CAR-T Cells

Terapia canabinoide no tratamento do câncer: estudos mostram benefícios

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Entre eles, diminuição de náusea e vômito, ação ansiolítica e anti-inflamatória e redução de dores crônicas e neuropáticas 

A terapia canabinoide no tratamento do câncer é algo comprovado por vários estudos, sobretudo internacionais, inclusive reconhecidos pela ASCO (Sociedade Americana de Oncologia).

Foi esta a temática de uma das aulas de abertura do Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo de 22 a 25 de junho.

No painel Cannabis no Controle de Sintomas em Oncologia, a Doutora Carolina Nocetti, Coordenadora Internacional da Academia Americana de Medicina Canabinoide e que tem larga experiência internacional no assunto, explicou que há mais de 100 fitocanabinoides.

"O sistema canabinoide é complexo e se relaciona com outros sistemas fisiológicos. O CB1 atua no sistema nervoso central e o CB2 nas células imunológicas", diz a médica. 


Terapia canabinoide no tratamento do câncer: não cura, mas melhora a qualidade de vida

Segundo a Doutora Carolina Nocetti, há inúmeros estudos que mostram a associação positiva do uso da terapia canabinoide no manejo de sintomas oncológicos, algo que inclusive é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina. 

“O CBD pode atuar na diminuição de náusea e vômito induzidos por quimioterápicos, além de atenuar dores crônicas e neuropáticas, ter ação ansiolítica e anti-inflamatória e ajudar no apetite. O CBD não cura, mas pode trazer uma melhor qualidade de vida”, afirma a Doutora Carolina Nocetti.

Doutora Carolina, 40 anos, branca e cabelo curto negro, Terapia canabinoide no tratamento do câncer

Dia Mundial do Câncer de Rim: a importância de médicos e pacientes tomarem decisões juntos

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A campanha internacional “Precisamos Falar sobre Opções de Tratamento” chama a atenção para que haja mais conversas que discutam as diferentes possibilidades terapêuticas para se tratar um tumor renal – conheça as seis perguntas que todo paciente deve fazer a seu médico

O Dia Mundial do Câncer de Rim, que neste 2022 está marcado para 16 de junho, chama a atenção para os tumores renais, cuja ocorrência é de 431 mil novos casos por ano mundo afora.

Inciativa da International Kidney Cancer Coalition, a IKCC (Coalizão Internacional do Câncer de Rim, em tradução livre), a campanha “Precisamos Falar sobre Opções de Tratamento” é tão clara quanto fundamental, pois é muito importante que médicos e pacientes tomem decisões juntos, algo que acontece no A.C.Camargo. 


Por que médicos e pacientes não conversam?

A depender das características do paciente – como sua situação clínica (comorbidades), o estadiamento de seu tumor, sua idade e sua expectativa de vida, por exemplo –, há uma variedade de tratamentos disponíveis.

Segundo a IKCC, estudos mostram que há melhores resultados quando médico e paciente tomam a decisão juntos. No entanto, essas decisões compartilhadas não ocorrem com a frequência necessária. 

Entre os motivos, o paciente não pergunta sobre as possibilidades de tratamento porque não sabe que há um leque de opções ou tem medo de incomodar o médico. Já os doutores, muitas vezes, não expõem os diferentes caminhos por acharem que o paciente não vai entender.


Opções de tratamento para o câncer de rim

O câncer de rim apresenta diversos graus de agressividade e formas de apresentação, definidas através do estadiamento clínico.

Curiosamente, há casos de pacientes que têm tumores que estão no mesmo estadiamento, mas evoluem de forma diferente – um apresenta boa evolução e o outro, não.

Entre as formas mais comuns de tratamento estão as cirurgias (da convencional à robótica, que garante os melhores resultados), a imunoterapia e as terapias-alvo, por exemplo.

Há ainda tumores renais de agressividade baixa cujo tratamento poderia até ser adiado, mas a equipe e o paciente mantêm a chamada “vigilância ativa”, repetindo periodicamente exames de imagem, como tomografia, ressonância ou ultrassom. Depois, reavaliam o caso. Se houver qualquer sinal de progressão, o tratamento é rapidamente realizado.


6 perguntas que todo paciente deveria fazer ao médico

Esta é uma proposta que a IKCC tem para o Dia Mundial do Câncer de Rim. São elas:

•    Quais são as minhas opções de tratamento e quais são meus benefícios e riscos?
•    Como vou me sentir com este tratamento?
•    Quanta experiência você tem com este tratamento?
•    Existe algum estudo clínico que eu possa fazer parte?
•    Como saberemos se este tratamento está funcionando?
•    Posso buscar uma segunda opinião?

Para saber mais, baixe gratuitamente o PDF que dá mais detalhes sobre esses questionamentos e leve em sua próxima consulta.


O Dia Mundial do Câncer de Rim e os estudos clínicos

Outro ponto importante da campanha são os estudos clínicos, pesquisas que visam descobrir tratamentos inovadores. 

O principal objetivo de um estudo clínico é gerar conhecimento médico-científico, protegendo o participante da pesquisa, enquanto busca-se avaliar se o medicamento realmente apresenta a eficácia a que se propõe.

Muitos pacientes não querem participar porque têm medo de serem “cobaias”, mas não é o caso: além de poderem se beneficiar de um medicamento mais moderno e das melhores alternativas terapêuticas existentes, eles podem sair do estudo quando quiserem.

Seu médico pode convidar você a participar se notar que você está dentro dos critérios de elegibilidade para um determinado estudo. 
Você também pode perguntar diretamente a ele sobre a possibilidade de participar de um estudo. 

Para saber se você está apto integrar algum de nossos estudos clínicos, mande um e-mail para [email protected]. Nosso time irá avaliar a mensagem e responder com todos os esclarecimentos.


Fonte: Doutor Stênio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo, membro do Medical Advisory Board da IKCC e coordenador do Latin American Renal Cancer Group (LARCG)

Você sabe porquê o estoque do nosso banco de sangue está frequentemente no limite?

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No Dia Mundial do Doador de Sangue, entenda a importância da doação de sangue para um paciente oncológico

Os bancos de sangue trabalham sempre com os estoques no limite. Devemos considerar que, por mais que a medicina tenha evoluído e a tecnologia proporcione aos pacientes transfusões mais seguras e componentes do sangue mais específicos para cada situação, ainda não se descobriu um substituto tão eficiente e seguro – ou até mesmo uma forma de “fabricar” o sangue.

Até os dias atuais, o paciente que necessita de transfusões para o sucesso de seu tratamento depende completamente da solidariedade do doador voluntário. Por isso, a doação de sangue deve ser estimulada constantemente e é fundamental a conscientização de todos sobre a sua importância.

Doação de sangue para o paciente oncológico

A doação de sangue é essencial para pacientes com câncer. Em muitos casos, eles são tratados com cirurgias de alta complexidade que demandam ampla reposição de sangue.

Há também tratamentos com radioterapia ou quimioterapia que podem afetar a medula óssea e, assim, alterar a produção de sangue, levando a quadros de anemia e níveis baixos de leucócitos e plaquetas.

Estas situações são comuns no cotidiano de um centro especializado em tratamento de câncer, como é o caso do A.C.Camargo Cancer Center. Por isso, é fundamental que nosso banco de sangue seja constantemente abastecido para suprir a demanda.

Faça sua doação: agendamento online

Com o objetivo de oferecer mais segurança e agilidade em nosso Banco de Sangue, é possível fazer o agendamento para a doação por este formulário ou pelo telefone (11) 2189-5000, opção 5.

Essa é mais uma das medidas de segurança que tomamos para garantir os bons níveis do estoque do nosso Banco de Sangue, que, com a evolução da pandemia da Covid-19 e as orientações para que a população permaneça em casa, passaram a diminuir.

Importante: se o doador tomou a vacina da gripe, a doação pode ser feita após 48 horas.

Horário de funcionamento

De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Sábado, das 8h às 15h
O Banco de Sangue não abre aos domingos e feriados.
Endereço: Rua Castro Alves, 131 – Aclimação, São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2189-5000 – opção 5

Para doar, lembre-se de levar um documento oficial com foto.

Entenda a diferença entre quimioterapia vermelha e branca

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Esclarecemos essa dúvida de muitas pessoas, que associam a quimioterapia vermelha a efeitos colaterais mais fortes e ação mais intensa e a quimioterapia branca a efeitos e ação mais leves

Muitas pessoas quando ouvem falar de quimioterapia vermelha ou branca têm dúvidas do que essas cores significam. Uma é mais “forte” do que a outra? A vermelha tem mais efeito colateral do que a branca? Entenda o que significa essas cores.

A quimioterapia e as cores

A quimioterapia vermelha é formada por uma classe de medicamentos chamada antraciclinas, que apresentam tons avermelhados. A quimioterapia branca é formada por diversas classes de medicamentos que não apresentam nenhuma cor, como ciclofosfamida, taxanos, gencitabina e vinorelbina.

Ou seja, a cor do medicamento é devido às características físico-químicas dos seus componentes e não influencia nos efeitos colaterais. O que determina se um é “mais forte” que o outro não é a cor, mas a dosagem, a combinação dos medicamentos e o protocolo para cada tipo de tumor.

A única diferença entre a quimioterapia vermelha e a branca é a forma de administração. Enquanto a vermelha é administrada exclusivamente de forma endovenosa, a branca pode ser endovenosa, intramuscular, subcutânea ou intratecal.

Além da vermelha e da branca, existem quimioterápicos que apresentam outras cores, como é o caso do metotrexato, de coloração amarela, e da mitoxantrona, de coloração azul.

Combinação de medicamentos

O tratamento quimioterápico pode contar com um único medicamento ou com a combinação de vários deles com doses diferentes e variadas formas de administração.

Os medicamentos da quimioterapia vermelha, por exemplo, são muito utilizados para pacientes com câncer de mama. Mas, é mais comum ainda a paciente fazer o tratamento com uma combinação de quimioterapia branca e vermelha.

Cada dose e combinação de medicamento é única, preparada de acordo com as recomendações do médico e com o peso e a altura do paciente.

Manipulação de quimioterápico: escolha uma instituição de confiança

A manipulação do quimioterápico segue legislações, normas e protocolos de segurança. Por isso, todo farmacêutico contratado pelo A.C.Camargo, mesmo que já tenha experiência com quimioterápicos, passa por um treinamento de três meses para garantir a aderência aos rígidos protocolos de segurança da Instituição.

Como somente um farmacêutico é capaz de verificar se a medicação foi preparada de forma correta, é importante o paciente escolher bem onde fazer seu tratamento. Neste cenário, uma instituição especializada, como um cancer center, torna-se a opção mais segura. No A.C.Camargo, nossa Farmácia não só é diferenciada como também é referência em todo o Brasil. 

Tudo sobre quimioterapia

Se você tem dúvidas ou quer saber mais sobre o tratamento quimioterápico, clique aqui. Você poderá conferir diversas respostas para as principais perguntas sobre este tratamento.

 

Fonte: Aline Rezende, farmacêutica do setor de quimioterapia do A.C.Camargo Cancer Center
 

O resultado inesperado de um estudo sobre câncer: remissão em todos os pacientes

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O estudo foi pequeno e especialistas dizem que precisa ser replicado. A head de oncologia clínica do A.C.Camargo aponta que este será o novo protocolo adotado a partir de hoje

Foi um pequeno teste, apenas 18 pacientes com câncer de reto, onde cada paciente tomou o mesmo medicamento imunoterápico. Mas os resultados foram surpreendentes. O câncer desapareceu em todos os pacientes, indetectável por exame físico, endoscopia, PET ou ressonância magnética.

Dr. Luis A. Diaz Jr., do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, autor de um artigo publicado neste domingo (05), no New England Journal of Medicine, descrevendo os resultados da pesquisa, disse que não conhecia nenhum outro estudo em que um tratamento eliminou completamente um câncer em cada paciente testado. "Acredito que esta é a primeira vez que isso acontece na história do câncer", destaca.

O tratamento revelado no congresso da ASCO (Sociedade Americana de Oncologia Clínica), que termina na próxima terça-feira (07), em Chicago, mostrou um tumor que desapareceu completamente em todos os pacientes testados.

“Um tratamento de imunoterapia em pacientes com câncer de reto localizado (sem metástases) levou a resolução de 100% dos casos. Esses pacientes deixaram de receber radioterapia, quimioterapia e não precisaram ser operados”, explica a Dra. Rachel Riechelmann, head de oncologia clínica do A.C.Camargo Cancer Center.

Apesar da amostra ser considerada pequena, 100% de resposta é um resultado inédito e chama a atenção da comunidade médica mundial. “Quanto submetido a uma cirurgia, a maioria dos pacientes fica com uma bolsa de colostomia definitiva. A partir de hoje, esse deve ser o novo padrão de tratamento”, aponta a oncologista.

Esses pacientes com câncer retal enfrentavam tratamentos extenuantes – quimioterapia, radiação e, muito provavelmente, cirurgias que podem resultar em disfunção intestinal, urinária e sexual.

Eles entraram no estudo pensando que, quando terminasse, teriam que passar por esses procedimentos porque ninguém esperava realmente que seus tumores desaparecessem.

Mas eles tiveram uma surpresa: nenhum tratamento adicional foi necessário.

"Houve muitas lágrimas de felicidade", disse a Dra. Andrea Cercek, oncologista do Memorial Sloan Kettering Cancer Center e autora do artigo, que foi apresentado domingo na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.

Em média, um em cada cinco pacientes tem algum tipo de reação adversa a medicamentos como o que esses pacientes tomaram, o dostarlimabe, conhecido como inibidor de marcações. A medicação foi dada a cada três semanas durante seis meses e custou cerca de US$ 11.000 por dose. Ele desmascara as células cancerosas, permitindo que o sistema imunológico as identifique e destrua.

Embora a maioria das reações adversas seja facilmente gerenciada, de 3% a 5% dos pacientes que tomam inibidores apresentam complicações mais graves que, em alguns casos, resultam em fraqueza muscular e dificuldade em engolir e mastigar.

Em um editorial que acompanha o artigo, a Dra. Hanna K. Sanoff, do Lineberger Comprehensive Cancer Center da Universidade da Carolina do Norte, que não esteve envolvida no estudo, o chamou de “pequeno, mas atraente”. Ela acrescentou, porém, que não está claro se os pacientes estão curados.

"Muito pouco se sabe sobre a duração do tempo necessário para descobrir se uma resposta clínica completa ao dostarlimabe equivale à cura", disse o Dr. Sanoff no editorial.

Dr. Kimmie Ng, especialista em câncer colorretal da Harvard Medical School, disse que, embora os resultados fossem “notáveis” e “sem precedentes”, eles precisariam ser replicados.

A inspiração para o estudo do câncer retal veio de um ensaio clínico que o Dr. Diaz liderou em 2017. Envolveu 86 pessoas com câncer metastático que se originou em várias partes de seus corpos. Mas todos os cânceres compartilhavam uma mutação genética que impedia as células de reparar danos no DNA. Essas mutações ocorrem em 4% de todos os pacientes com câncer.

Os pacientes nesse estudo tomaram um inibidor de marcação por até dois anos. Os tumores encolheram ou estabilizaram em cerca de um terço a metade dos pacientes, e eles viveram mais. Os tumores desapareceram em 10% dos participantes do estudo.

Isso levou o Dr. Cercek e o Dr. Diaz a perguntarem: o que aconteceria se a droga fosse usada muito mais cedo no curso da doença, antes que o câncer tivesse a chance de se espalhar?

Eles promoveram um estudo de pacientes com câncer retal avançado – tumores que se espalharam no reto e às vezes para os gânglios linfáticos, mas não para outros órgãos. O Dr. Cercek notou que a quimioterapia não estava ajudando uma parte dos pacientes que tinham as mesmas mutações que afetaram os pacientes no estudo de 2017. Em vez de encolher durante o tratamento, seus tumores retais cresceram.

Talvez, Dr. Cercek e Dr. Diaz raciocinaram, a imunoterapia com um inibidor de checkpoint permitiria que tais pacientes evitassem quimioterapia, radiação e cirurgia.

O Dr. Diaz começou a perguntar às empresas que fabricavam inibidores de marcação se eles patrocinariam um pequeno teste. Eles o recusaram, dizendo que era muito arriscado. Ele e o Dr. Cercek queriam dar a droga a pacientes que poderiam ser curados com tratamentos padrão. O que os pesquisadores estavam propondo pode acabar permitindo que os cânceres cresçam além do ponto em que possam ser curados.

"É muito difícil alterar o padrão de atendimento", disse o Dr. Diaz. “Todo o maquinário de tratamento padrão quer fazer a cirurgia.”
Finalmente, uma pequena empresa de biotecnologia, concordou em patrocinar o estudo. 

Seu primeiro paciente foi Sascha Roth, então com 38 anos. Ela notou um sangramento retal pela primeira vez em 2019, mas se sentiu bem - ela é uma corredora e ajuda a administrar uma loja de móveis da família em Bethesda, Maryland.

Durante uma rodada de exames, ela lembrou, seu gastroenterologista disse: “Ah, não. Eu não esperava isso!”

No dia seguinte, o médico ligou para a Sra. Roth. Ele havia feito uma biópsia do tumor. “Definitivamente é câncer”, ele disse a ela. "Eu derreti completamente", disse ela.

Logo, ela estava programada para começar a quimioterapia na Universidade de Georgetown, mas um amigo insistiu que ela visse primeiro o Dr. Philip Paty no Memorial Sloan Kettering. Dr. Paty disse a ela que estava quase certo de que seu câncer incluía a mutação que tornava improvável que respondesse bem à quimioterapia. Descobriu-se, porém, que a Sra. Roth era elegível para entrar no ensaio clínico. Se ela tivesse começado a quimioterapia, ela não estaria.

Não esperando uma resposta completa ao dostarlimab, a Sra. Roth tinha planejado se mudar para Nova York para radioterapia, quimioterapia e possivelmente cirurgia após o término do teste. Para preservar sua fertilidade após o tratamento de radiação esperado, ela teve seus ovários removidos e colocados de volta sob as costelas.

Após o julgamento, o Dr. Cercek deu-lhe a notícia.

"Nós analisamos seus exames", disse ela. “Não há absolutamente nenhum câncer.” Ela não precisou de mais nenhum tratamento.

“Eu contei para minha família”, disse Roth. “Eles não acreditaram em mim.” Mas dois anos depois, ela ainda não tem nenhum traço de câncer.

*Conteúdo adaptado do texto de Gina Kolata, publicado no The New York Times em 5 de junho. Gina escreve sobre ciência e medicina. Ela foi duas vezes finalista do Prêmio Pulitzer e é autora de seis livros, incluindo “Mercies in Disguise: A Story of Hope, a Family's Genetic Destiny, and The Science That Saved Them”.