Próstata

O câncer mais comum da próstata é o adenocarcinoma, que tem origem nessas glândulas produtoras de sêmen. Na maioria das vezes, o câncer de próstata tem desenvolvimento lento.

Câncer de próstata: um infográfico com todas as etapas de diagnóstico e tratamento

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Entenda tudo que pode acontecer durante a jornada do paciente no A.C.Camargo Cancer Center

O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor mais comum entre os homens (atrás do câncer de pele não melanoma), com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para 2021, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Para que você saiba exatamente como funciona o diagnóstico e o tratamento de um eventual câncer de próstata, preparamos este infográfico abaixo, com imagens que apresentam todas as etapas do cuidado.

Ou seja, tudo que pode acontecer durante a jornada do paciente no A.C.Camargo Cancer Center.

Sim, Novembro Azul está aí para reafirmar a conscientização sobre a saúde masculina e os tumores urológicos, mas você deve se cuidar o ano todo.

Confira:

Infográfico Câncer de próstata
Infográfico Câncer de próstata
Infográfico Câncer de próstata
Infográfico Câncer de próstata

+ Infográficos:

- Tudo sobre o câncer de mama

- Aproveite o verão sem riscos

O câncer de próstata tem cura

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Fique atento aos fatores de risco e aos exames de rastreamento, pois a detecção precoce é fator determinante de sucesso

O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura do câncer de próstata. Fique atento aos fatores de risco, formas de prevenção e quais exames são indicados para detectar precocemente o tumor.

Fatores de risco e prevenção

  • Idade: é o fator de risco mais importante. A maioria dos pacientes tem mais de 50 anos e dois terços têm mais de 65 anos. O risco vai aumentando, à medida que o homem envelhece.
  • Histórico familiar: o risco é maior quando parentes próximos, especialmente pai, irmão, avós, tios ou filho têm ou tiveram câncer de próstata, especialmente se eram jovens na época do diagnóstico. Vale destacar ainda que o histórico familiar de câncer de mama (mãe, irmã e tias) também confere maior risco de desenvolvimento de câncer de próstata nos homens.
  • Alimentação: uma dieta gordurosa, especialmente com gorduras de origem animal, com alto teor de cálcio, pode aumentar o risco. Uma alimentação rica em legumes e frutas pode reduzir esse risco.

Manter o peso corporal adequado, alimentação balanceada, praticar atividade física regularmente, exposição ao sol em horários adequados, evitar fumar e consumir bebidas alcoólicas pode reduzir as chances de ter um tumor.

Números do câncer de próstata
  • 1º tipo de câncer com maior incidência em homens no Brasil, em todas as regiões.
  • 97,3 mil casos em 2020 no Brasil.
  • Para 2040, é esperado um crescimento de cerca de 83% de casos.
  • No mundo, foram 1,4 milhão de casos.
  • Para 2040, estima-se 2,43 milhões de casos de câncer de próstata.

Detecção precoce

Os dois exames utilizados para detectar o câncer de próstata são o toque retal e o de sangue.

O exame de toque retal é rápido e indolor, com poucos segundos de duração. Por meio dele, o médico pode identificar alterações suspeitas na glândula prostática, além de estimar o volume do órgão e obter informações que ajudam a escolher o melhor tratamento para cada caso.

O exame de sangue mede os níveis de PSA, sigla em inglês para antígeno prostático específico. O PSA é uma substância produzida normalmente pela próstata. Os níveis de normalidade de PSA variam de acordo com a faixa etária. Nos homens acima de 55 anos, os níveis de PSA devem estar abaixo dos 4 ng/ml (nanogramas por mililitro). Mas, se estiver entre 4 ng/ml e 10 ng/ml, há 1 chance em 4 de diagnóstico de câncer de próstata. Acima de 10 ng/ml, as chances de se diagnosticar câncer vão subindo à medida que aumentam os níveis de PSA. 

Os homens devem iniciar a rotina de exames anuais aos 50 anos. Naqueles pacientes com histórico familiar de câncer de próstata e/ou afrodescendentes, deve-se começar a avaliação preventiva aos 45 anos de idade. Para esses casos, recomenda-se conversar com o urologista para checar a necessidade de se fazer testes genéticos, a fim de verificar se há mutações em genes como o BRCA1, BRCA2 e ATM.

Tratamento do câncer de próstata

O tratamento para cada caso depende de vários fatores, como idade, estado geral de saúde do paciente, os sentimentos em relação aos efeitos colaterais de cada terapia, o estadiamento da doença e a chance de cada tratamento curar o câncer.

As opções mais comuns de tratamento da doença localizada, isto é, que está restrita à próstata e não se espalhou, são a cirurgia e a radioterapia. A cirurgia de remoção da próstata pode ser feita por meio de técnicas diferentes. Recentemente, os métodos minimamente invasivos, como a cirurgia videolaparoscópica e a cirurgia robótica têm ganhado mais espaço devido a menor morbidade e menores riscos de complicações. O A.C.Camargo Cancer Center é o centro com maior volume de cirurgia robótica no tratamento de câncer de próstata da América Latina.

Nos casos em que cirurgia e radioterapia não são uma boa opção de tratamento (quando o câncer se espalha para outros órgãos ou volta depois do tratamento), a hormonioterapia pode ser empregada. É feita com objetivo de baixar os níveis de hormônios masculinos que estimulam o crescimento das células cancerosas, a fim de encolher o tumor e reduzir o seu ritmo de crescimento. A hormonioterapia pode ser usada depois da cirurgia e antes ou depois da radioterapia, principalmente em tumores de maior agressividade. Já o uso de quimioterapia só é empregado em fases mais tardias do tratamento.

Como alguns tipos de câncer de próstata crescem devagar, certos pacientes, que apresentam tumores de baixa agressividade, podem nunca precisar de tratamento, especialmente quando eles são idosos ou têm outros problemas de saúde. Mesmo pacientes jovens, com tumores pequenos e pouco agressivos e que desejam preservar suas atividades sexuais e padrões de micção, podem ser acompanhados por meio de consultas regulares, teste de PSA e toque retal regulares e, se necessário, novas biópsias e exames por imagem. Esse procedimento se chama vigilância ativa e, se o crescimento do tumor se acelerar, médico e paciente discutem a forma de tratamento.

Para saber mais detalhes sobre tratamentos, clique aqui.

 

Fonte: Dr. Walter Henriques da Costa, urologista do A.C.Camargo Cancer Center

Novembro Azul: uma seleção de conteúdos para você saber tudo sobre tumores urológicos (e se prevenir)

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Separadas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, pilares que definem a jornada do paciente no A.C.Camargo, confira dezenas de publicações (textos, vídeos e podcasts) que abordam a saúde masculina

Novembro Azul, o mês de conscientização para a saúde masculina. Uma campanha que reafirma a importância de focar a atenção nos tumores urológicos. 

O assunto não se resume ao câncer de próstata, embora ele seja o primeiro mais comum para os homens (exceto câncer de pele não melanoma), com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para 2021, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Novembro Azul também tem como premissa o cuidado com os tumores de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, as pautas do mês também giram em torno de tumores de pênis, rim e testículos.

Para que você saiba mais sobre o universo da campanha Novembro Azul, o A.C.Camargo Cancer Center apresenta a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada do nosso paciente na Instituição.

Tem textos, vídeos, podcasts... Confira:

 

Podcast - Tumores urológicos: prevenção e diagnóstico precoce
Neste Novembro Azul, a Rádio Cancer Center #29 tem dicas para minimizar os riscos

Câncer de testículo é altamente curável e predominante em jovens
Tudo sobre fertilidade, atividade sexual, fatores de risco, indícios e formas de diagnóstico

Função sexual e câncer urológico: mitos e verdades
Impotência, fertilidade e outras questões que geram dúvidas 

Novembro Azul: uma live que vai além do câncer de próstata
Os especialistas do Centro de Referência em Tumores Urológicos debatem a saúde do homem

6 informações essenciais sobre o câncer de pênis
Uma delas é que a água e o sabonete são fundamentais para a prevenção

Câncer de rim: atividade física ajuda a reduzir este risco
A adoção de hábitos saudáveis ainda atua na melhoria de problemas cardiovasculares ou diabetes

Podcast Rádio Cancer Center - Um guia de prevenção
Ouça o episódio, adote estes hábitos simples e proteja a sua saúde

HPV, a vacina vital que previne vários tipos de câncer
Segura, essencial e subutilizada, a imunização pode evitar tumores como os de pênis, entre outros 

O manual sobre o câncer de pênis
O problema é evitável, já que suas principais causas são a falta de higiene e a fimose 

Novembro Azul em tirinhas
Cartunistas deixam a piada de lado para conscientizar sobre o câncer de próstata

Prevenção primária e prevenção secundária
É importante conhecer as formas de proteção para cuidar bem da saúde

Mitos e verdades: a função urinária e o tratamento oncológico 
Esclareça suas principais dúvidas sobre incontinência e afins

Câncer de rim: pesquisa do A.C.Camargo recebe prêmio internacional
Com base em xenoenxertos, conheça esta técnica importante para a oncologia personalizada 

Coluna Fala, Doutor: o câncer de próstata
Saiba mais sobre as mutações genéticas e como se antecipar ao problema

Câncer de pênis: estudo mostra alta infecção por HPV na Amazônia
Trabalho apoiado pelo A.C.Camargo Cancer Center analisou tecidos de pacientes da região 

A detecção precoce do câncer de testículo salva vidas
É importante o homem conhecer o corpo para, caso perceba alterações no órgão, procurar um médico

Novembro Azul: atente-se ao diagnóstico precoce
Fique ligado nos exames que você deve fazer para monitorar a próstata

Mitos & verdades sobre o câncer de próstata
7 fatos que informam a população neste Novembro Azul

Um manual sobre o câncer de bexiga
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de próstata
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de rim
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de testículos 
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Câncer de rim: pesquisa é reconhecida internacionalmente
Projeto visa descobrir biomarcadores de prognóstico usando xenoenxertos em camundongos

O câncer de rim e sua relação com a renina
A nova perspectiva sobre a função endócrina: este hormônio seria fator prognóstico para câncer?

No A.C.Camargo Cancer Center, a tecnologia salva vidas
Conheça as vantagens tecnológicas que operam a serviço do paciente e garantem as melhores práticas no combate ao câncer 

Câncer de rim: estudos do A.C.Camargo são o trunfo para personalizar ainda mais o tratamento
Saiba como o modelo integrado de um Cancer Center, que une assistência, ensino e pesquisa, está produzindo achados inéditos mundialmente 

Transplante de medula óssea para tratamento contra o câncer de testículo
Saiba como este tratamento contribui no combate à doença

Vantagens da cirurgia robótica para câncer de próstata
Redução no número de complicações é uma das diversas vantagens

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos: as evoluções no tratamento
Ouça esta conversa e conheça as novidades que salvam vidas

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos: os avanços em radioterapia
Uma conversa objetiva que mostra as vantagens desse tipo de terapia

Novembro Azul: é possível “não tratar” um câncer de rim ou de próstata
Saiba quando a melhor alternativa é apenas monitorar um tumor urológico 

Vídeo: tendências no tratamento do câncer de próstata
Assista e conheça as possibilidades para o segundo tumor mais comum entre os homens

Vídeo: o Novembro Azul e a evolução no tratamento sistêmico
Assista e saiba sobre avanços como a imunoterapia para tumores urológicos

Vídeo: a radioterapia para tumores urológicos
Assista e compreenda como esta terapia age durante o tratamento

Covid-19: A.C.Camargo ajuda a definir condutas oncológicas nacionais e internacionais
Corpo clínico participou da elaboração de diretrizes em especialidades como a urologia

Vídeo: o Novembro Azul e os caminhos para tratar o câncer de rim
Assista e entenda as tendências terapêuticas para os tumores renais

Tumores renais: a excelência em pesquisa no A.C.Camargo
Estudos analisam técnicas minimamente invasivas como a cirurgia robótica

Transplante de medula óssea pode ajudar no tratamento de um tumor de testículo
Oncologista explica sobre este tipo de câncer, que é mais comum em jovens entre 15 e 35 anos

Teranóstica, a medicina nuclear no tratamento do câncer
Inovador, este conceito usa materiais radioativos para obter informações sobre tumores 

Imunoterapia: medicamento para o câncer renal é aprovado pela ANVISA
Outros dois tratamentos se mostram eficazes para o combate a tumores de rim

Terapia-alvo é um dos pilares contra o câncer de rim
Pesquisa identificou biomarcadores tumorais que determinam se o tratamento é indicado

A.C.Camargo Cancer Center, um especialista em cirurgia robótica
Mais precisa, ela reduz o tempo no hospital e o tamanho de cicatrizes, entre outras vantagens

Nefrostomia guiada por tomografia é eficaz para melhorar a função renal
Pesquisa avalia procedimento necessário quando há obstrução das vias urinárias na pelve

Os principais trabalhos da ASCO 2020 em tumores urológicos
As novidades em tratamento apresentadas no congresso norte-americano

Estudo consolida benefício da terapia hormonal combinada no câncer de próstata metastático 
Apresentada na ASCO, a análise envolveu 1125 pacientes divididos em dois grupos

Os avanços no tratamento do câncer de próstata metastático 
Pesquisa internacional que envolve o A.C.Camargo mostra melhora significativa 

“Depois de 18 anos curado de um câncer, quero viver uma vida mais leve”
Conheça a história do Adelso, que tratou e curou um tumor de próstata no A.C.Camargo

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos e atividade física
Você não precisa virar maratonista para ter prevenção e reabilitação: vale até passear com o cachorro

Fisiatra, o médico que promove mobilidade e qualidade de vida
Conheça este profissional de essencial importância para o “ir e vir”

A qualidade de vida e a reabilitação do paciente oncológico
Um olhar sobre o papel da fisioterapia na vida das pessoas

No A.C.Camargo Cancer Center, a tecnologia salva vidas

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Cirurgia robótica, inteligência artificial, dermatoscopia, monitoramento remoto... Conheça as vantagens tecnológicas que operam a serviço do paciente e garantem as melhores práticas no combate ao câncer 

Para garantir as melhores práticas em oncologia, não basta ter um corpo clínico de excelência, ainda que isso seja essencial.

A tecnologia é uma grande aliada e tem de se fazer presente para ajudar a melhorar as vidas dos pacientes.

Quando se fala em tecnologia em saúde, abordamos uma ampla gama de recursos, que vão desde medicamentos até dispositivos e equipamentos, passando pelo que chamamos de saúde digital – o uso de aplicativos, softwares e algoritmos de inteligência artificial que ajudam a diagnosticar e tratar os pacientes.


Cirurgia robótica: vantagens 

Uma das grandes inovações deste milênio foi a cirurgia robótica

Desde que o FDA americano aprovou a utilização da plataforma robótica para cirurgias, a técnica não para de crescer.

Cerca de 1,2 milhão de cirurgias robóticas são realizadas anualmente mundo afora. No Brasil, onde a técnica começou em 2008, o número de operações por robô se aproxima dos 40 mil, com estimativa de aumento de 20% ao ano, de 2022 em diante.

O A.C.Camargo, que adquiriu seu primeiro robô Da Vinci em 2013, já realizou 2.829 cirurgias robóticas até o final do ano passado – em 2020 aconteceram 264 destas operações na Instituição, 175 delas em urologia. 

Esse crescimento acontece porque a robótica proporciona ao cirurgião uma melhor visão da área que está sendo operada, além de contar com instrumentos robóticos que permitem movimentos mais precisos que os utilizados nas cirurgias convencionais (aberta ou videolaparoscopia).

É que o robô Da Vinci conta com quatro braços manipuláveis: em um deles está a câmera e, nos demais, os instrumentos da cirurgia. O cirurgião pode fazer até cinco pequenos cortes no local a ser operado. A câmera e os instrumentos são colocados por meio das incisões.

O cirurgião fica posicionado na unidade de controle e enxerga a área de operação em uma tela que permite uma visão 3D (com noção de profundidade, ao contrário da laparoscopia, que é 2D), que pode ampliar de 10 a 12 vezes a imagem para observar pequenos detalhes.

Outras vantagens da robótica são: o menor tempo de internação, menos tempo com o dreno, menor perda sanguínea, menos dor, avaliação mais precisa do estadiamento do câncer, ou seja, a pessoa se recupera mais rapidamente.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Ricetto Sacomani, assessor médico de TI e urologista do A.C.Camargo, a Instituição sempre se notabilizou pela incorporação das mais novas tecnologias para o benefício dos pacientes.

“Em 2013, quando começamos, poucos hospitais no país dispunham de cirurgias robóticas. Já na radioterapia, instalamos, recentemente, um novo acelerador linear. Na anatomia patológica, buscamos ampliar os recursos de patologia digital. Já na área de saúde digital, estamos analisando aplicativos e algoritmos de inteligência artificial possam ser utilizados no auxílio ao diagnóstico e tratamento dos pacientes, algo que deve ser feito com cuidado e respaldo científico”, explica o Dr. Sacomani.

No âmbito do Ensino, o A.C.Camargo Cancer Center é a primeira instituição a ter um programa de treinamento (fellowship) para cirurgiões em robótica nas especialidades de urologia, cabeça e pescoço.


Exames e monitoramento remoto 

Todas essas tecnologias têm impacto no desfecho clínico. No diagnóstico, um exame de destaque é a dermatoscopia, método não invasivo que auxilia na avaliação das lesões pigmentadas da pele.

É feito com o dermatoscópio, instrumento que permite uma visualização precisa para o diagnóstico de suspeitas de câncer de pele, o mais comum no Brasil.

Além de um pronto atendimento digital, importante sobretudo em tempos de covid-19, o Dr. Sacomani destaca ainda o pioneirismo no monitoramento remoto iniciado para pacientes que fazem imunoterapia – as queixas dos pacientes são divididas em alertas vermelho e amarelo.

De janeiro a julho de 2021, dos 166 pacientes que interagiram com a plataforma de monitoramento remoto – muitos, mais de uma vez –, houve 169 queixas de perda de força nos membros, 150 de dores musculares e 111 reclamações de náusea, por exemplo, todos estes sintomas que são analisados e trabalhados à distância.

“Esta tecnologia nos aproxima mais do paciente, mesmo que ele não esteja no A.C. fisicamente. Sem dúvida, um acompanhamento mais frequente e à distância poderá detectar mais precocemente eventos adversos e, com isso, atuar rapidamente para tratá-los, com claro impacto nos desfechos clínicos”, afirma o especialista. 


Custo-efetividade

Com a gestão correta dos recursos, o A.C.Camargo consegue direcionar melhor seus investimentos, sempre com o foco em trazer o melhor para o paciente.

Em janeiro, a equipe de urologia publicou um estudo no Journal of Robotic Surgery com 149 pacientes tratados com cirurgia de próstata aberta e outros 56 pacientes tratados com cirurgia robótica.

“A robótica demonstrou melhor custo-efetividade. Este tipo de análise em todas as tecnologias empregadas é importantíssimo para evitar o desperdício e alocarmos os recursos adequadamente”, encerra o Dr. Carlos Sacomani. 

Doutor Sacomani, branco, cabelo branco, jaleco branco, óculos preto, sorri de braços cruzados
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Da mesma forma que hoje usamos o celular em uma série de atividades diárias, o profissional da saúde do século 21 terá aplicativos que o apoiarão. Por mais que possa parecer um afastamento entre esses profissionais e o paciente, representa o contrário.
Dr. Carlos Alberto Ricetto Sacomani, assessor médico de TI e urologista do A.C.Camargo

Churrasco e câncer: há relação?

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Descubra se a carne vermelha no carvão sabota a sua saúde 

Churrasco e câncer, uma relação que gera muitas dúvidas nas cabeças dos brasileiros.

Afinal, aquela carninha que você (que não é vegetariano ou vegano) come com os amigos e a família poderia estar sabotando a sua saúde?

Certo é que o consumo de carne vermelha é associado ao risco aumentado para alguns tumores, como o câncer de cólon, pâncreas e próstata.

Segundo o Dr. Victor Hugo Fonseca de Jesus, vice-líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo, no processo de preparo da carne no churrasco são gerados dois tipos de substâncias: as aminas policíclicas aromáticas (APA) e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA). 

“Estas substâncias, após serem metabolizadas no nosso organismo, geram compostos químicos que lesam o nosso DNA e que são mutagênicos”, afirma o Dr. Victor Hugo.


Churrasco e câncer: bem passado, risco maior

Pesquisas com animais já demonstraram que esses compostos podem levar ao desenvolvimento de tumores. Além disso, a maior parte dos estudos epidemiológicos sugere uma associação entre o consumo excessivo de carne com consequentes níveis mais altos de ingestão de APA e HPA e um risco aumentado de câncer. 

“Tanto é verdade que, hoje, a IARC, Associação Internacional para Pesquisa em Câncer, categoriza a carne vermelha como provavelmente carcinogênica para seres humanos”, explica o médico. 

A produção dessas substâncias varia consideravelmente de acordo com o tipo de carne e com o modo, o tempo e a temperatura de preparo. 

“De modo geral, na carne bem passada e chamuscada há maiores concentrações de APA e HPA, que podem elevar mais significativamente o risco de desenvolver câncer”, diz o Dr. Victor Hugo.


Solução: saiba como equilibrar a dieta

O mais importante é manter uma dieta balanceada

“De forma alguma estes dados devem ser interpretados como uma evidência de que não se deva comer carne vermelha ou carne processada. Aqui, a palavra-chave é moderação. De maneira geral, deve-se evitar o consumo de carne vermelha ou processada mais de duas a três vezes por semana”, avisa o Dr. Victor Hugo. 

Além disso, é importante privilegiar o consumo de frutas e vegetais. Adicionalmente, outros aspectos da dieta parecem tão relevantes quanto a carne. 

“A obesidade é um fator de risco tão ou mais importante do que o consumo de carne para o desenvolvimento de câncer. Desta forma, não podemos nos descuidar com os doces ou alimentos muito ricos em carboidratos, pois estes também podem conferir indiretamente um risco aumentado de câncer”, finaliza o especialista. 

Doutor Victor Hugo Fonseca de Jesus, branco, cabelos negros, óculos e jaleco
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De modo geral, na carne bem passada e chamuscada há maiores concentrações de APA e HPA, que podem elevar mais significativamente o risco de desenvolver câncer.
Doutor Victor Hugo Fonseca, vice-líder do CR em Tumores do Aparelho Digestivo Alto

Câncer de próstata - estudo: PREVALENCE

O estudo PREVALENCE (64091742PCR0002) é um estudo de biomarcador para determinar a frequência de anomalias de reparo do DNA em homens com câncer de próstata metastático.

Tratamento

Não há tratamento.

População

Pacientes com câncer de próstata metastático - hormônio sensível.

Objetivo

Avaliar mutações em pacientes com câncer de próstata.

 

Publicação autorizada pelo CEP FAP - A.C.Camargo Cancer Center em 11 de maio de 2022.

Urologia em Oncologia: Programa de Aperfeiçoamento (Fellow)

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Assista ao vídeo e conheça os diferenciais do A.C.Camargo Cancer Center 

Urologia em oncologia: uma especialidade fundamental.

A começar pelo cuidado com o câncer de próstata, o segundo mais comum para os homens, com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para 2020, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Tem ainda o câncer de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, a urologia prevê ainda cuidar de tumores de pênis, rim e testículos.

Por isso, o Dr. Stênio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos, destaca os principais diferenciais do nosso Programa de Aperfeiçoamento na área de Urologia em Oncologia.

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Câncer de próstata: sinais, sintomas e um manual completo de informações sobre cirurgia

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Aprenda a identificar os indícios, baixe nosso guia e tire todas as suas dúvidas sobre o processo operatório, que cada vez mais é minimamente invasivo 

O câncer de próstata deverá acometer 65.840 brasileiros e causar quase 15.576 mortes em 2020, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

É o segundo tumor mais comum entre os homens no país, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. 

Na maioria das vezes, quando em estágio inicial, o câncer de próstata não causa sintomas.

Quando está avançado, porém, pode causar sintomas, os quais são facilmente confundidos com os sintomas da hiperplasia prostática benigna, afecção benigna, muito comum na mesma idade em que ocorre a maioria de casos de câncer prostático. 

Somente o médico poderá avaliar e diagnosticas a causa desses problemas. Assim, é importante ter atenção a estes sinais e sintomas:

• Urinar pouco de cada vez
• Urinar com mais frequência, especialmente à noite, quando o paciente se levanta várias vezes da cama para ir ao banheiro
• Dificuldade para urinar
• Redução da força ou do calibre do jato urinário
• Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após urinar
• Demora para iniciar o ato de urinar
• Dor ou ardência ao urinar
• Presença de sangue na urina
• Podem ser sintomas de câncer de próstata metastático: dores ósseas persistentes ou fraturas decorrentes de traumas menos intensos – por exemplo, no fêmur –, além de fraqueza, emagrecimento e anemia


Cirurgia robótica: método que preserva a qualidade de vida

As opções mais comuns de tratamento para o câncer de próstata são as cirurgias. 

Conhecida como prostatectomia radical, a cirurgia para a retirada da próstata pode ser convencional, por via robótica ou por via videolaparoscópica. 

“No A.C.Camargo, ela tem sido realizada, cada vez mais, por vias robótica e laparoscópica, que são mais precisas, permitem melhor visualização das estruturas e reduzem sangramentos, culminando em recuperação e alta hospitalar mais rápidas. Somadas, são cerca de 50 cirurgias por mês”, conta o Dr. Stênio.

Já a radioterapia pode ser uma opção para pacientes que não desejam ser operados – há ainda aqueles que não podem fazer a cirurgia por problemas clínicos ou outras questões de saúde comuns conforme a idade avança.

Casos muito pouco agressivos podem permanecer apenas sob vigilância, sem tratamento no momento inicial, mantendo a qualidade de vida.

Certo é que somente os especialistas, após a consulta, exames físicos, laboratoriais e de imagem estão aptos a decidir, em conjunto com pacientes e familiares, o melhor tratamento para cada caso. 


O manual da cirurgia de próstata 

O médico relata que muitos homens têm várias dúvidas importantes em relação à cirurgia. Muitos deles nunca foram operados e necessitam de uma orientação especializada para sanar as múltiplas questões, desde as mais simples, que surgem, principalmente, após a saída do hospital e durante os primeiros dias depois da cirurgia.

Para isso foi desenvolvido um manual (veja a seguir).

“Eles querem saber como funciona a cirurgia robótica, se há risco de disfunção erétil, como se cuida da sonda e dos curativos, entre outros questionamentos, então esse material esclarece bastante”, explica o Dr. Stênio.

Para conhecer o manual da prostatectomia radical, desenvolvido por nossos médicos e enfermeiros, clique no botão abaixo: 

Função sexual e câncer urológico: mitos e verdades

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Conversamos com o Dr. Stênio de Cássio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo Cancer Center, para esclarecer as principais dúvidas sobre saúde do homem (tumores de bexiga, pelve, pênis, próstata, rim e testículos), impotência sexual e outras questões. Confira:

Todo tipo de tratamento contra câncer urológico pode resultar em impotência sexual.

Mito. Não é todo câncer urológico que pode causar impotência sexual após o tratamento. Na maioria das vezes, a disfunção erétil ocorre durante o tratamento cirúrgico para tumores de próstata ou de bexiga. Isso depende da condição física prévia do paciente, assim como o tipo e o nível do tumor. Atualmente, muitos médicos utilizam a cirurgia robótica, uma técnica minimamente invasiva que ajuda a proteger os tecidos e músculos da região. De qualquer forma, na maioria das vezes, existem alternativas para contornar o problema, como tratamentos hormonais, medicamentos ou próteses penianas.

Quanto mais cedo descobrir o câncer, menos devo sofrer com impotência sexual.

Verdade. Quanto mais cedo o câncer for descoberto, menores são as chances de uma possível impotência sexual. Os tratamentos empregados são menos agressivos e podem não impactar a função erétil do pênis.

É possível recuperar a impotência sexual após o tratamento oncológico.

Verdade. Mas, é importante analisar caso a caso. A resposta depende de alguns fatores, como idade do paciente, tipo do câncer e outros. No geral, homens jovens e sadios, que não sofriam de impotência sexual previamente, tendem a voltar com a disposição de antes. A notícia do câncer também pode impactar a condição psicológica do paciente, deixando-o ansioso e influenciando na qualidade da função erétil do pênis.

Posso ficar infértil após o tratamento contra um câncer urológico.

Verdade. A depender do tipo do câncer, saúde e idade do paciente e tratamento aplicado, o paciente pode sim ficar infértil. Portanto, para aqueles que desejam ser pais no futuro, é importante ter uma conversa franca com o médico urologista para pensar em alternativas de preservação de espermatozoides, como banco de sêmen.

Sou jovem, não terei problemas com impotência sexual após o tratamento contra o câncer.

Depende. Pacientes com menos de 65 anos e que já possuem uma boa potência sexual prévia, podem sofrer menos com disfunção erétil ou outros fatores decorrentes do tratamento oncológico.
 

Dr. Stênio de Cássio explica sobre impotência sexual, mitos e verdades sobre o tratamento do câncer urológico

 

 

Novembro Azul: uma live que vai além do câncer de próstata

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Os especialistas do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo debatem a saúde do homem; assista

Novembro Azul, o mês de conscientização para a saúde masculina. Uma campanha que reafirma a importância de focar a atenção nos tumores urológicos. 

O assunto não se resume ao câncer de próstata, embora ele seja o segundo mais comum para os homens, com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para este 2020, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Novembro Azul também tem como premissa o cuidado com os tumores de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, as pautas do mês também giram em torno de tumores de pênis, rim e testículos.

Neste Novembro Azul, saiba tudo sobre os tumores urológicos e a saúde do homem no vídeo: