Epidemiologia

Mitos & verdades sobre o câncer de próstata

Câncer de próstata é uma doença só de idosos?

Mito. A doença costuma aparecer em homens mais velhos, na média aos 66 anos de idade, mas pode ser diagnosticada também em pacientes mais jovens, sendo extremamente raro em homens com menos de 40 anos.

Se um homem da minha família já teve câncer de próstata, tenho mais chance de ter?

Verdade.  Quanto maior o grau de parentesco (pai, tio, irmão), maiores são as chances. E se houver mais de um caso na família, o risco é ainda maior.
 

A atividade sexual aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata?

Mito. Alguns estudos até apontam que um maior número de ejaculações mensais ajudaria na redução de casos da doença.
 

Homens negros têm maior risco de desenvolver a doença?

Verdade. De acordo com estatísticas médicas, a incidência de câncer de próstata é maior nos negros.
 

O exame de toque retal não é necessário se eu fizer o exame PSA?

Mito. Os exames são complementares e por isso é importante que sejam feitos os dois. É possível que um homem com PSA normal esteja com câncer ou aquele com o PSA alterado não tenha a doença.
 

A vasectomia causa câncer de próstata?

Mito. Durante alguns anos esta questão foi levantada entre especialistas, mas a hipótese foi rejeitada baseada em estudos.
 

O aumento da próstata é um sinal de câncer?

Mito. O aumento é chamado de hiperplasia benigna da próstata, doença que pode ser tratada com medicações orais ou mesmo com cirurgias endoscópicas.  
 

Vacinas para pacientes com câncer: A.C.Camargo inaugura centro de imunização

Durante o tratamento oncológico, o paciente pode ficar vulnerável a diversas infecções, devido ao comprometimento da imunidade causado tanto pela doença quanto por seu tratamento.

Através da vacinação é possível adquirir proteção contra inúmeras infecções e dessa forma, não impactar o tratamento oncológico – por exemplo, não atrasar cirurgias e sessões de quimioterapia ou radioterapia.  

Pensando em proteger nossos pacientes durante o tratamento, o A.C.Camargo Cancer Center inaugurou um Centro de Imunização na unidade Antônio Prudente. 

O Centro de Imunização do A.C.Camargo Cancer Center disponibiliza com comodidade e agilidade as vacinas para pacientes e também para seus familiares.  

Dúvidas podem existir: “Devo tomar vacinas?”, “Quais vacinas tomar?”, “Por que tomar?”… Para entender melhor, fale com o seu médico ou marque uma consulta como o nosso time de infectologistas no ambulatório de imunização. 

Confira as vacinas disponíveis

Estes são os 12 tipos de vacinas que podem ser aplicados em nosso centro de imunização:

•    Vacina adsorvida para hepatite A inativada (pediatria) 
•    Vacina adsorvida para hepatite A inativada (adultos) 
•    Vacina para HPV (papilomavírus humano) 6, 11, 16 e 18 (recombinante)
•    Vacina para sarampo, caxumba e rubéola (atenuada)
•    Vacina para varicela (catapora, atenuada)
•    Vacina para herpes-zoster (recombinante)
•    Vacina para influenza tetravalente (fragmentada, inativada)
•    Vacina contra Haemophilus influenzae tipo B (Hib)
•    Vacina meningocócica ACWY (conjugada)
•    Vacina adsorvida meningocócica B (recombinante)
•    Vacina adsorvida para difteria, tétano e coqueluche (pertussis, acelular)
•    Vacina pneumocócica 13-valente (conjugada)

Para mais informações, ligue: (11) 2189-5000.

Fonte: Dr. Ivan França, infectologista do A.C.Camargo + Hernandes Cerqueira, enfermeiro supervisor do A.C.Camargo

Orientações para acompanhantes dos pacientes oncohematológicos

A pandemia de covid-19 nos mantém alertas para que todos os pacientes e seus acompanhantes tenham segurança no processo de internação. 

Acompanhando o avanço no número de pessoas vacinadas na cidade de São Paulo e visando proporcionar mais conforto para nossos pacientes, sabendo o quanto a presença de um acompanhante contribui para o suporte afetivo, além de proporcionar outros benefícios, revisamos a nossa política de acompanhantes, e, a partir do dia 06/10/2022 (quinta-feira), está permitida a troca de acompanhante 1x/dia. 

Ressaltamos que os pacientes oncohematológicos, quando contraem covid-19, possuem um pior prognóstico e um aumento na mortalidade se comparado com outros tipos de câncer. Desta forma, reforçamos as seguintes orientações: 

•    Recomendamos a apresentação do comprovante das três ou quatro doses da vacina contra a covid-19;
•    Caso não tenha recebido a terceira dose da vacina contra a covid-19, o acompanhante deverá realizar a coleta de RT-PCR a cada troca;
•    Durante a internação, não é permitido transitar pelas áreas comuns do hospital; 
•    Todas as refeições deverão ser realizadas dentro do quarto;
•    Durante a permanência no quarto, a utilização da máscara é obrigatória;

Caso apresente um dos sintomas abaixo, não venha para o hospital

•    Febre;
•    Falta de ar ou dificuldade para respirar;
•    Dificuldade em desempenhar atividades habituais; 
•    Diarreia e dor abdominal;
•    Dor de garganta;
•    Perda de olfato ou paladar.

Suas ações podem definir o desfecho de saúde do seu familiar. Siga as recomendações e, se tiver alguma dúvida, as equipes de infectologia e hematologia da nossa Instituição estão à disposição para esclarecê-la.

Tumores ginecológicos: um infográfico que conscientiza para a prevenção

Linha Fina

Entenda mais sobre os cânceres que atingem mais de 30 mil brasileiras 

Os tumores ginecológicos atingem, a cada ano, mais de 30 mil mulheres, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A alta incidência decorre da descoberta tardia, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor. No entanto, baseado no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.

“Os cânceres ginecológicos são passíveis de prevenção e de curabilidade, por isso é preciso investir na disseminação do tema”, orienta a Dra. Andréa Gadêlha, oncologista clínica do A.C.Camargo Cancer Center.

Para a médica, a importância da vacinação começa na infância e na adolescência, antes mesmo do início da atividade sexual, assim como a orientação sobre o uso do preservativo para o sexo seguro e a recomendação dos testes Papanicolau e de HPV de alto risco.

Assim, no mês dedicado à mulher, confira um infográfico que dá um panorama sobre os cinco principais cânceres do sistema reprodutor feminino: colo do útero, corpo do útero (endométrio e sarcoma uterino), ovário, vagina e vulva.

Tumores ginecológicos infográfico

Monkeypox: informações importantes para o paciente oncológico

Linha Fina

Neste infográfico, entenda o impacto do vírus na vida de quem tem câncer

Os sintomas iniciais da Monkeypox assemelham-se a uma virose: febre, dores de cabeça e gânglios aumentados. O período de incubação do vírus (do contágio às primeiras manifestações clínicas) varia entre 5 e 21 dias. 

Apenas após o aparecimento de lesões na pele é que surge a suspeita de Monkeypox. Principalmente, se houve contato com uma pessoa com diagnóstico confirmado da doença. 


Monkeypox e câncer: o A.C.Camargo Cancer Center está preparado

Para a segurança do paciente atendido no A.C.Camargo, um fluxo de atendimento protegido para casos suspeitos e confirmados foi criado.

Na identificação dos sinais e sintomas, o caso será discutido com a nossa equipe de Infectologistas que se mantida a suspeita, exames específicos das lesões de pele serão coletados e enviados para o Instituto Adolfo Lutz para diagnóstico. 

Os pacientes suspeitos serão mantidos em isolamento para proteção da equipe e dos demais pacientes. No momento da alta hospitalar receberá orientações de isolamento domiciliar para minimizar a transmissão da doença na comunidade.

Contamos com a possibilidade de seguimento por telemedicina com a equipe especialista.


Monkeypox e câncer: entenda

As complicações da doença são raras, podendo aparecer mais comumente em pacientes oncológicos. O câncer em si – bem como algumas modalidades de tratamento oncológico – altera a imunidade da pessoa. Dessa forma, ela fica mais propensa a doenças infecciosas, como é o caso da monkeypox.

As complicações incluem infecção bacteriana das lesões de pele, pneumonia e até infecção em sistema nervoso central.

Dentre os grupos que têm maior vulnerabilidade e maior risco de complicações destacam-se:

•   Cânceres hematológicos
•   Tumores sólidos avançados 
•   Pacientes em esquemas mais intensos de quimioterapia


Desafios para o diagnóstico

Uma dificuldade para médicos e pacientes identificarem a Monkeypox é que seus sinais e sintomas são similares aos da sífilis e herpes – apresenta, ainda, abcessos que podem provocar um tempo maior de internação.

Outro desafio é que o vírus permanece até 21 dias incubado e 16 dias ativo.

monkeypox infográfico


Fonte: Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do A.C.Camargo

COVID longa e seus efeitos no paciente com câncer

Linha Fina

Entenda como eventuais sequelas tardias podem afetar pessoas em tratamento oncológico 

A COVID longa, também conhecida como síndrome pós-aguda da COVID-19, é relatada por muitas pessoas que foram infectadas pelo Novo Coronavírus, até mesmo algumas que estiveram assintomáticas durante a infecção.

Com os pacientes oncológicos, não é diferente: eles também são afetados, e os efeitos podem durar por tempo indeterminado.


A COVID longa no paciente com câncer

Pesquisas recentes revelaram que pacientes com câncer também são suscetíveis à COVID longa. 

Foi demonstrado em um estudo que 16% dos pacientes com câncer podem apresentar sequelas diversas pós-infecção de COVID-19, até mesmo no caso daqueles que apresentaram forma assintomática da doença.

Entre elas, cansaço persistente, complicações respiratórias e neurológicas.

Sequelas mais comuns:

•    Alterações da memória e do raciocínio
•    Cansaço
•    Fraqueza muscular
•    Falta de ar
•    Perda de paladar e olfato (temporária ou duradoura)
•    Agravamento de problemas de saúde que já existiam
•    Insônia 
•    Depressão 
•    Ansiedade
•    Dor de cabeça
•    Problemas de raciocínio e memória
•    Fibrose nos pulmões 
•    Fibrose nos rins

Se um paciente oncológico se identificar com as características acima, é importante que relate ao seu médico, especialista que pode avaliar o caso de forma personalizada. 

Fonte: Doutor Ivan França, Head de Infectologia do A.C.Camargo 

A varíola do macaco e o câncer

Linha Fina

Entenda o impacto do vírus monkeypox na vida do paciente oncológico

A varíola do macaco e o câncer: como esta doença poderia ter impacto na vida do paciente oncológico?

É uma questão que vem à cabeça graças a um caso confirmado – um homem de 41 anos, residente em São Paulo, que viajou para Portugal e Espanha e se encontra internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.


A varíola do macaco e o câncer: o que você precisa saber

O câncer em si – bem como algumas modalidades de tratamento oncológico – altera a imunidade da pessoa. Assim, ela fica mais propensa a complicações por doenças infecciosas, como é o caso da varíola do macaco. 

As complicações dessa doença incluem superinfecção bacteriana das lesões da pele, pneumonia, sepse e encefalite.

Entre os grupos que têm mais vulnerabilidade em termos de imunidade baixa e apresentam um maior risco de complicações por doenças infecciosas, destacam-se:

•    Cânceres hematológicos
•    Tumores sólidos avançados 
•    Pacientes em esquemas mais intensos de quimioterapia

Os mesmos cuidados para evitar contrair a covid-19, como distanciamento social e uso de máscaras, auxiliam na prevenção.


Varíola do macaco: sinais e sintomas

Geralmente, o monkeypox virus se inicia com sinais não muito específicos, que lembram uma virose comum: febre, dores de cabeça e garganta e gânglios aumentados em até 15 dias após a pessoa contrair a varíola do macaco. 

Apenas com o aparecimento de lesões na pele, que são bolhas que formam feridas depois de se romperem, é que pode haver suspeita de diagnóstico de varíola do macaco.


Fonte: Doutora Anna Paula Romero de Oliveira, infectologista do A.C.Camargo

Webinar: O HPV e o câncer de colo do útero

O HPV e o câncer de colo do útero: segundo o INCA, o Brasil deve registrar cerca de 16 mil novos casos de câncer de colo do útero em 2022. Sua principal causa é a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), transmitido pelo contato sexual. Mesmo existindo algumas medidas simples que podem evitar a doença, a desinformação e as fake news impedem que muitas pessoas se previnam. 

Pensando nisso, preparamos uma live explicativa com a participação do Dr. Glauco Baiocchi, líder do Centro de Referência de Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo, e o Dr. Ivan França, Head de Infectologia do A.C.Camargo, 

Falamos, entre outras coisas, um pouco mais sobre a importância da vacinação, exames para a detecção precoce e outras medidas preventivas.

Assista ao papo e saiba como isso funciona no A.C.Camargo:


+ Podcast A.C.Camargo
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Dengue em pacientes com câncer: um manual de prevenção

Linha Fina

Quais tipos de tumores exigem mais cuidados? Como evitar a contaminação? Quem pode tomar a vacina? Regras para utilizar o repelente? Como saber se tenho dengue? Descubra tudo a seguir 

A dengue em pacientes com câncer é uma questão que pede a atenção de todos, ainda mais para tumores hematológicos (leucemias, linfomas e mieloma múltiplo) e no fígado.

Há um perigo sobretudo se a dengue atingir sua forma mais grave, a hemorrágica. 

É que a dengue hemorrágica diminui as plaquetas de forma que o sangue passa a ter dificuldade de coagulação, então a doença causa muitos sangramentos – e risco de vida. 


Perigo para tumores hematológicos e no fígado 

No caso dos pacientes com um câncer hematológico ou hepático com alteração de função no fígado, já existe algum tipo de distúrbio de baixa de plaquetas ou anemia, por causa da doença crônica.

E a dengue pode agravar tudo isso, além de causar eventos hemorrágicos graves.

A dengue também pode acometer as células do fígado e provocar lesões hepáticas, algo mais perigoso para quem tem um câncer de fígado e uma disfunção do órgão do que para a população comum.


Dengue em pacientes com câncer: como prevenir

Primeiramente, sabendo que você vive em uma área endêmica, que abriga o Aedes aegypit, mosquito que espalha a dengue pela picada e que já se disseminou pelas regiões urbanas, redobre os cuidados para não favorecer sua multiplicação.

Como se defender: 

  • Não permitia água parada nos vasos de planta, pneus, no quintal e na piscina, por exemplo;
  • Use repelente: existem alguns comprovadamente eficazes contra o mosquito, compostos por ao menos 20% de icaridina;
  • O Aedes aegypit costuma circular mais durante o final da tarde, período do dia em que o paciente oncológico não pode se esquecer de repassar o repelente.

 

Como utilizar o repelente 

Os repelentes com icaridina são recomendados por comprovação de eficácia e proteção, porém, se o produto não for tolerado, também podem ser aplicados na pele aqueles à base de DEET, IR3535 e óleo de citronela.

Já os repelentes com vitamina B e óleo de alho não se mostraram eficazes para insetos e devem ser evitados.

Regras para a aplicação do repelente:

  • Durante o tratamento oncológico, a pele tende a ficar mais ressecada e o uso diário de hidratante é muito importante, pois ajuda no restauro da pele, evita pequenas fissuras e mantém o manto lipídico, evitando que o repelente cause irritações;
  • Cuidado para não passar o repelente na região dos olhos, mucosas e áreas com feridas;
  • O repelente deve ser aplicado sobre a roupa e não na pele que será coberta. Exemplo: se for colocar uma calça, vista essa peça de roupa e somente depois aplique o repelente sobre a calça. Nas áreas que não serão cobertas pelas roupas, basta aplicar o repelente sobre a pele descoberta;
  • O aparecimento de uma alergia causada pelo uso de repelente é raro, mas pode acontecer. Ao sinal de prurido (coceira) e urticária (placas vermelhas pelo corpo), suspenda o uso do repelente e fale com o seu médico. 

 

Vacina para a dengue? Quem pode tomar?

Para começar, saiba que só uma pessoa que já teve dengue pode tomar a vacina contra a dengue, seja ela paciente oncológico ou não. 
A vacina da dengue contém o vírus vivo atenuado, então ela é contraindicada para pessoas com qualquer tipo de imunossupressão, caso dos pacientes oncológicos com doença ativa – por exemplo, em tratamento de quimioterapia ou radioterapia.

Essas pessoas só podem tomar a vacina contra a dengue em pelo menos seis meses após o tratamento de controle do câncer. 

Se esse é o seu caso, ainda assim, não deixe de consultar seu médico antes de tomar a vacina.


Como saber se tenho dengue?

Um dos sinais mais comuns é a febre, acompanhada de dores de cabeça, no corpo e nas articulações.

A dor de cabeça costuma aparecer na região atrás dos olhos, mas pode ocorrer de outras maneiras, a depender do paciente. O surgimento de lesões avermelhadas na pele com descamação residual pode acontecer em alguns casos.

Não há como prevenir ou tratar as manifestações cutâneas, que tendem a regredir com a resolução da doença.

Também podem haver manifestações hemorrágicas discretas como pontos avermelhados, sangramento nasal e gengival. Se isso acontecer, vá ao serviço médico para uma reavaliação.


Fontes: Doutora Anna Claudia Turdo, infectologista do A.C.Camargo + Doutor Marco Antonio de Oliveira, dermatologista do A.C.Camargo
 

HPV: vacina previne vários tipos de câncer

Linha Fina

No Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV (4/3), saiba como a imunização contra o papilomavírus humano pode evitar o desenvolvimento de tumores de colo do útero, vagina e pênis, entre outros – e como o desconhecimento e as fake news impedem que vidas sejam salvas

O HPV, também conhecido como papilomavírus humano, é uma doença sexualmente transmissível (DST).

Esse vírus pode ser transmitido por relações sem proteção e infectar pele ou mucosas.

A boa notícia é que há uma vacina para inibir o HPV, mas o problema é que existe muito desconhecimento e preconceito sobre essa imunização.

Embora haja consolidados programas nacionais de imunização em boa parte do Brasil e da América Latina, eles seguem sendo pouco utilizados. 

É que, para conseguir uma melhor proteção, a vacina deve ser aplicada cedo.

Se isso não é feito, há um terreno fértil para a infecção por HPV, que pode desencadear, em casos extremos, vários tipos de câncer. 


HPV e os tipos de câncer relacionados

A infecção pelo HPV é comum, mas regride espontaneamente na maioria das vezes. 

Quando a infecção persiste e é causada por um tipo viral oncogênico, ocasionalmente acontecem lesões precursoras. Estas, se não identificadas e tratadas, podem evoluir para um câncer. 

Ocorre principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis e orofaringe.


Por que vacinar tão cedo?

Em 2014, o Ministério da Saúde implantou no SUS a vacinação gratuita tetravalente contra o HPV em meninas entre 9 e 13 anos. Na época, a recomendação era de três doses.

Tal faixa etária foi eleita por ser a que apresenta maior benefício pela grande produção de anticorpos e por ter sido menos exposta ao vírus por meio de relações sexuais.

Em 2017, o esquema vacinal do SUS foi ampliado para meninos de 11 a 14 anos, e as garotas de 14 anos também foram incluídas – passaram a ser recomendadas duas doses com intervalo de seis meses. Mulheres e homens com imunossupressão até 26 anos de idade também foram incluídos. Em março de 2021, o Ministério da Saúde ampliou esta proteção para mulheres imunossuprimidas até os 45 anos. No setor privado, a vacina já está disponível para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos, independentemente de ser ou não imunodeprimido.

A dificuldade de alcançar crianças e adolescentes, que já não vão aos postos de saúde regularmente, como faziam na primeira infância, está longe de ser o maior problema para combater o HPV. 

 

Barreiras: desconhecimento e fake news

Vários são os obstáculos para a adesão à vacinação contra o HPV, mas dois são os principais:

  • Desconhecimento: se trata de uma vacina que previne alguns tipos de câncer, mas as pessoas não sabem;
  • Fake news: além de alguns grupos relacionarem vacinas a eventos adversos muitas vezes de forma errônea, há aqueles que associam a vacinação contra o HPV como estímulo ao início precoce da atividade sexual, algo que não é verdade.

É importante desmistificar esses conceitos equivocados e ratificar que a criança deve ser imunizada contra o HPV da mesma forma que ocorre com outras vacinas. Essa imunização é segura e deve ser realizada idealmente antes do início da atividade sexual, pois ainda não ocorreu a exposição ao HPV e se garante uma maior resposta protetora da vacina.

Se tiver outras dúvidas sobre o tema, clique aqui ou ouça o podcast abaixo, que foi dividido em duas partes.

Parte 1:

Parte 2:


Fonte: Doutora Andréa Gadêlha, oncologista clínica e vice-líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo