Mulher de uns 60 anos, branca e de óculos, segura um copo olhando para o infinito

A síndrome de ovários policísticos aumenta o risco para um câncer ginecológico?

Publicado em: 30/03/2021 - 16:03:00
Linha Fina

Compreenda os sinais que podem ou não indicar o diagnóstico da SOP nas mulheres

A síndrome de ovários policísticos (SOP) acontece quando há um aumento no volume ovariano devido à presença de pequenos e múltiplos cistos ao redor do ovário.

Isso ocorre quando é detectada, via ultrassom, uma elevação de hormônios masculinos no corpo da mulher. Outro sinal que ajuda no diagnóstico da SOP é a menstruação irregular. 

O súbito aumento de peso e o aparecimento de pelos e espinhas pelo corpo também podem ser um indicativo para que a mulher procure um ginecologista – um acompanhamento que deve ser recorrente, pensando em prevenção. 


Síndrome de ovários policísticos seria sinal de câncer?

“Ao contrário do que muita gente pensa, não há relação entre a síndrome de ovários policísticos e o aumento do risco para câncer de ovário, colo do útero ou mama”, explica a Dra. Andréa Gadêlha, oncologista clínica do A.C.Camargo Cancer Center. 

Por outro lado, a SOP pode aumentar em até três vezes o risco de câncer do corpo uterino, sobretudo no endométrio, que é a camada que reveste a parte interna do útero e que é eliminada durante a menstruação.

O câncer de endométrio é o mais frequente dos tumores de corpo de útero, que ocupam o oitavo lugar no ranking entre os cânceres mais incidentes nas mulheres, com previsão de 6.540 novos casos em 2020, de acordo com projeção do Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

Quando detectado precocemente, porém, o câncer de endométrio é curável em 95% dos casos.


A SOP e sua prevenção 

O uso de pílulas anticoncepcionais pode contribuir para colocar os ovários “em repouso”, e isso ajuda a minimizar a produção de cistos e repor a progesterona pouco produzida na SOP.

Exercícios aeróbicos também dão uma força para a regulação dos hormônios. 


Sobre os tumores ginecológicos

Em março, mês da mulher, o portal do A.C.Camargo Cancer Center publica diversos conteúdos informativos para a prevenção e a conscientização do câncer ginecológico.

Os tumores ginecológicos atingem, a cada ano, mais de 30 mil mulheres, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A alta incidência decorre da descoberta tardia, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor.

No entanto, baseado no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo. 

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