Sinais e Sintomas

Podcast Rádio Cancer Center #72 - Fevereiro Laranja: tudo sobre leucemias

Linha Fina

Saiba como se prevenir, diagnosticar e tratar esse tipo de câncer

Fevereiro Laranja é o mês da conscientização sobre as leucemias.

Leucemia é o câncer que tem origem na medula óssea, onde são produzidas as células do sangue. 

Da medula, essas células alcançam o sangue e, a partir dele, podem atingir os gânglios linfáticos, o baço, o fígado, o sistema nervoso central (cérebro e coluna vertebral), os testículos e outros órgãos.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para este ano é de 10.810 novos casos, sendo 5.920 homens e 4.890 mulheres.

Mulheres com leucemia, aliás, foram objeto de um estudo que contou com o corpo clínico do A.C.Camargo Cancer Center: Management of chronic myeloid leukemia during pregnancy: a retrospective analysis at a single center (em tradução livre, Manejo da leucemia mieloide crônica durante a gravidez: uma análise retrospectiva em um único centro). A pesquisa mostrou que não houve eventos adversos maternos, malformação fetal ou óbito em nenhuma das gestações, mas, claro, são necessários cuidados muito especiais.


Fevereiro Laranja: o podcast

Neste podcast, a Doutora Marina de Mattos Nascimento, hematologista do Centro de Referência em Tumores Hematológicos do A.C.Camargo, fala tudo sobre:

  • O que são as leucemias e quais são os seus subtipos
  • Fatores de risco e sinais e sintomas importantes para o adulto fazer o diagnóstico precoce
  • Tratamentos como as revolucionárias células car-t (ou car-t cells)
  • Mitos e verdades: por exemplo, se a anemia pode se tornar leucemia

Confira:

 

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Saiba se prevenir de um câncer de cólon

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Aprenda a identificar sinais e sintomas da doença que vitimou Pelé; Rei do Futebol estava internado desde 29 de novembro, em São Paulo

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, faleceu aos 82 anos, em São Paulo, devido a um câncer de cólon – segundo o boletim médico do hospital em que ele estava internado, a causa foi falência múltipla dos órgãos em decorrência do câncer de colón.

Pelé estava internado desde o dia 29 de novembro, quando passou por uma reavaliação da terapia quimioterápica para o tumor de cólon que vinha tratando, além de cuidar de uma infecção respiratória. Ele foi diagnosticado com câncer em setembro de 2021 e, em fevereiro deste ano, foi internado para dar continuidade à quimioterapia.

Ainda no início de 2022, foram identificadas metástases nos pulmões, fígado e intestino. No início de dezembro, o ex-jogador foi colocado sob cuidados paliativos pela equipe do hospital onde estava sendo tratado após não apresentar resposta aos tratamentos. 


Confira aqui alguns mitos e verdades sobre este tipo de câncer


O que é o câncer de cólon?

O câncer de cólon é um tipo de tumor que se desenvolve em uma parte do intestino grosso, chamada de cólon.

Este tipo de câncer surge devido a alterações genéticas que provocam a multiplicação anormal de células na parede do cólon, e o surgimento é mais comum após os 45 anos em pacientes fumantes e pessoas com doenças, como diabetes e obesidade.

De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a neoplasia maligna de cólon e reto representa 6,5% dos 704 mil casos de câncer previstos para 2023, ocupando a quarta posição, atrás somente de melanoma, câncer de mama e de próstata, respectivamente.


Sinais e sintomas do câncer de cólon

Para realizar um diagnóstico precoce aumentando as chances de tratamento, é muito importante ficar atento aos sinais e sintomas. Confira:

  • Mudança injustificada de hábito intestinal
  • Diarreia ou prisão de ventre recorrentes
  • Sangue nas fezes (pode ser de coloração clara ou escura)
  • Evacuações dolorosas
  • Afinamento das fezes
  • Constante flatulência
  • Desconforto gástrico
  • Sensação de constipação intestinal
  • Perda injustificada de peso
  • Cansaço constante
Câncer colorretal infográfico

Adenomas de hipófise são tumores benignos raros que exigem atenção; saiba como fazer o diagnóstico precoce

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Apesar de pouco frequentes, causam forte impacto na qualidade de vida dos pacientes, aumentando as taxas de mortalidade e ocasionando comorbidades, como diabetes e outras doenças

Adenomas de hipófise: diferentemente de alguns outros tipos de tumores que possuem como causa relação com fatores ambientais, radiação, estilo de vida, entre outros, ainda não se sabe quais são os gatilhos que levam ao desenvolvimento desses tumores.

Esse grupo de tumores neuroendócrinos benignos são difíceis de diagnosticar e podem ser confundidos com outros males. 

Geralmente pequenos, necessitam de alguns exames especializados para serem reconhecidos, principalmente dosagens hormonais e ressonância magnética da hipófise. Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico, podendo também ser medicamentoso ou por auxílio da radioterapia.

Apesar de serem doenças raras, causam forte impacto na qualidade de vida dos pacientes, aumentando as taxas de mortalidade e ocasionando comorbidades, como diabetes e outras doenças.


O que são os adenomas de hipófise?

São tumores que afetam a hipófise, uma glândula considerada uma das mais importantes do corpo. Considerados raros, os adenomas de hipófise representam cerca de 15% dos tumores intracranianos, que em sua maioria são benignos, apenas 0,1% dos casos possui malignidade.

Os principais tumores dessa região são os produtores de prolactina (prolactinomas), GH - hormônio do crescimento (acromegalia) e ACTH (doença de Cushing).

Esses tumores podem levar a uma produção excessiva de hormônios ou podem ser clinicamente não funcionantes. Além disso, podem ser micro ou macroadenomas, quando possuem tamanho maior que 1 centímetro.


Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico inclui o quadro clínico do paciente, exames de sangue e de imagem. Os adenomas não são fáceis de serem diagnosticados, por isso, o médico faz a avaliação do quadro clínico, descartando outras hipóteses diagnósticas.

Não existem marcadores comuns dessas doenças como, por exemplo, o PSA para a suspeita de carcinoma de próstata.

Novos medicamentos de ação e novas moléculas vêm sendo intensamente pesquisadas para o tratamento dos adenomas da hipófise, em especial, para a acromegalia e Cushing.


Prolactinomas

No caso dos prolactinomas, há a hiperprolactinemia, ou seja, excesso da produção de prolactina, hormônio responsável pela produção de leite.

A fase diagnóstica inclui a dosagem do hormônio no sangue e exames de imagem, como a ressonância magnética, que captem alguma alteração na glândula hipófise. O tratamento padrão é por via oral do medicamento cabergolina.


Acromegalia

Caracterizada pela hipersecreção do hormônio de crescimento (GH). Mais de 80% dos tumores são macroadenomas. Além disso, há um tempo alto que varia em média de 10 anos para a realização do diagnóstico. 

O diagnóstico inclui testes de sangue para dosagem do hormônio do crescimento,  IGF1 e o teste oral de tolerância à glicose. Confirmada a doença, a indicação de tratamento é individualizada mas a cirurgia hipofisária por via transefenoidal é uma das mais comuns opções iniciais.


Doença de Cushing

O quadro clínico é variável e por vezes não é muito exuberante podendo o diagnóstico levar meses para ser concluído.

Caracterizada por altos níveis de cortisol, a investigação da doença de Cushing inclui a dosagem do hormônio no sangue, na urina e na saliva.

Em 50% dos casos não é possível localizar o tumor hipofisário na ressonância de hipófise. Por isso, lançamos mão de outros métodos como o cateterismo de seios petrosos inferiores.

O tratamento também é cirúrgico e possui remissão de 85% no A.C.Camargo, taxa excelente se comparada às melhores do mundo em centros especializados.


Fonte: Dr. Marcio Carlos Machado, endocrinologista do A.C.Camargo 

E-book: novembro azul e a saúde do homem

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Faça download do nosso e-book e confira informações como sinais e sintomas e fatores de risco para câncer de próstata, de pênis e de testículo

Novembro Azul é o mês de conscientização para a saúde masculina. Uma campanha que reafirma a importância de focar a atenção nos tumores urológicos.

O assunto não se resume ao câncer de próstata, embora ele seja o primeiro mais comum para os homens. Novembro Azul também tem como premissa a conscientização para a prevenção e a detecção precoce dos tumores de pênis e testículos.

Para que você possa saber mais sobre esses tipos de tumores e tenha acesso à informação de qualidade, preparamos este e-book, que explica quais são os fatores de risco, sinais e sintomas, como é a prevenção e a detecção precoce da doença.
 

Leucoplasia: saiba mais sobre essa lesão que acomete a laringe

Em exame de rotina do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, foram apontadas inflamação nas cordas vocais e manchas brancas na laringe.

Essas manchas são chamadas de leucoplasia, alterações nas células que não representam uma “emergência médica”, mas precisam ser acompanhadas pois há risco de evoluírem para um câncer. A boa notícia é que esse risco é considerado baixo, cerca de 10%.

Para o câncer de laringe, são esperados 6.470 novos casos em homens e 1.180 em mulheres em 2022, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Fumo, álcool e refluxo gastroesofágico são alguns dos fatores de risco. Enquanto as leucoplasias geralmente são assintomáticas, os sinais e sintomas do câncer de laringe são:
•    Irritação ou dor de garganta que piora com a deglutição e não passa em duas semanas;
•    Rouquidão e mudança de voz, que persistem por mais de 15 dias;
•    Aparecimento de nódulo no pescoço;
•    Pigarro ou tosse constante;
•    Dor ou dificuldade para engolir;
•    Dificuldade para respirar;
•    Perda de peso inexplicável.

Para saber mais sobre diagnóstico e tratamento do câncer de laringe, clique aqui.
 

Os Tumores Neuroendócrinos e seu Dia Mundial de Conscientização

Linha Fina

Para marcar o dia 10 de novembro, assista ao vídeo e conheça mais sobre esses tipos de câncer pouco comuns

Os tumores neuroendócrinos são considerados raros. Eles se originam de células neuroendócrinas – estas estão espalhadas por todo o corpo, principalmente pelo pulmão e pelo trato gastrointestinal.

Tais células têm características tanto de células endócrinas produtoras de hormônios quanto de células nervosas. 

Poucos fatores de risco são conhecidos como vilões para o desenvolvimento de tumores neuroendócrinos. Alimentação, álcool e cigarro, aparentemente, não apresentam relação. 

Existe alguma conexão com hereditariedade, com algumas síndromes genéticas que aumentam o risco de tumores neuroendócrinos. 

Entre elas, as mais comuns são: a neoplasia endócrina múltipla (tipos 1 e 2) e a Síndrome de Von Hippel-Lindau.

 

Tumores neuroendócrinos: sinais variados

São tumores muito diversos, que podem desencadear diferentes sintomas e sinais

Então, se um tumor neuroendócrino se instala no pâncreas, por exemplo, e produz um hormônio chamado glucagon, o paciente pode apresentar quadro clínico de diabetes.

Outra possibilidade é haver quadro de diarreia e rubor facial quando o tumor está no intestino fino.

O diagnóstico é detectado por meio de exames PET Scan – tomografias computadorizadas por emissão de pósitrons. Há dois tipos: 

- PET Scan Gálio 68: é um exame específico para um tumor neuroendócrino.
- PET-FDG: é um PET Scan utilizado tanto para aferir vários tipos de tumores sólidos como para avaliar a agressividade dos tumores neuroendócrinos.

Há até uma data para lembrar esse tipo de câncer, o Dia Mundial de Conscientização sobre Tumores Neuroendócrinos, marcado para todo 10 de novembro.

Para entender mais, veja este vídeo com a Dra Rachel Riechelmann, head da Oncologia Clínica do A.C.Camargo e membro do conselho consultivo da Sociedade Europeia de Tumores Neuroendócrinos.

Doença de Paget: conheça este tipo de câncer de mama

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Neste Outubro Rosa, saiba identificar sinais e sintomas e, se for o caso, fazer o diagnóstico precoce 

Considerada um tipo de câncer de mama raro, a Doença de Paget, descoberta em 1877 pelo médico inglês, Sir James Paget, atinge o mamilo e a aréola do seio e tem uma incidência variável entre 0,4% e 5% dos casos de câncer de mama.

A doença, que leva o nome do primeiro médico que a tratou, é mais comum em mulheres na faixa-etária dos 60 aos 70 anos e raramente atinge homens.

Neste tipo de câncer, ainda em estágio inicial, a pele do mamilo e da aréola se torna mais espessa, podendo apresentar irritação (vermelhidão e coceira). A maioria das mulheres diagnosticadas com doença de Paget podem apresentar também adenocarcinoma (câncer) de mama ductal, in situ (restrito ao local) ou invasivo. 

Nesses casos, tanto as células de Paget (células cancerosas), quanto as células tumorais do interior da mama podem apresentar receptores hormonais positivos como Estrogênio e Progesterona e também receptor Her2, este último pode se expressar em 20-30% dos casos de câncer de mama. 


É raro, mas exige atenção 

É importante lembrar que o surgimento do câncer de mama é raro em mulheres jovens, mas isso não descarta a realização do autoexame e outras medidas preventivas. Sua incidência aumenta com a idade e a maior parte dos casos ocorre em mulheres a partir dos 50 anos.

As estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que, em 2022, são esperados 66.280 novos casos de câncer de mama no Brasil. 


Fatores de risco, sinais e sintomas da Doença de Paget

•    Vermelhidão no mamilo e aréola
•    Coceira
•    Espessamento da pele do mamilo e aréola
•    Descamação da pele nessa região
•    Sensação de queimação no mamilo e aréola
•    Sangramento do mamilo

Sexo: a doença de Paget é mais comum em mulheres.

Idade: esse tipo de câncer é raro geralmente aparece na faixa dos 60 aos 70 anos.

Diagnóstico: a realização do autoexame além de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética também são recomendadas para complementar o diagnóstico avaliando se a neoplasia é pura ou se está associada a um carcinoma da mama.

Fonte: Dra. Marina de Paula Canal, mastologista do A.C.Camargo Cancer Center

Câncer de mama em homens: sinais, sintomas, diagnóstico e tratamento

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Apesar de ser muito raro, é preciso atenção aos sinais e sintomas que indicam este tipo de tumor em homens

Câncer de mama em homens: sim, eles também podem ter câncer de mama, já que têm glândulas mamárias e hormônios femininos, ainda que em quantidade pequena.

"A mama masculina é um órgão pequeno e o câncer de mama em homens é bem mais raro, mas acontece", explica a Dra. Fabiana Makdissi, mastologista e líder do Centro de Referência em Tumores da Mama do A.C.Camargo Cancer Center.

Enquanto o câncer de mama é o mais frequente nas mulheres, apenas 1% do total de casos de câncer de mama é masculino.

Normalmente, ele aparece em homens mais velhos, acima dos 60 anos, e pode ser mais frequente em homens cujas famílias apresentam muitos casos de câncer de mama (mesmo que em mulheres) e câncer de ovário (neste caso, a idade de aparecimento pode ser em homens mais jovens). 


Câncer de mama em homens: diagnóstico

Justamente por ser mais raro, não existe rastreamento de câncer de mama (ou seja, não há recomendação para fazer a mamografia de rotina), a não ser que cheguem ao médico com alguma queixa na mama. Portanto, o mais importante: que cada homem preste atenção ao seu corpo.

Ao primeiro sinal de um caroço na mama e alterações no mamilo, é bom agendar uma consulta com um mastologista. O aumento da mama no homem, ou mesmo o caroço, pode ser só uma ginecomastia – o que é mais comum –, que significa um aumento totalmente benigno da glândula mamária do homem, sem risco para câncer de mama.


Sintomas

  • Surgimento de um caroço próximo ao mamilo
  • Retração do mamilo
  • Dor unilateral na mama
  • Secreção pelo mamilo


Tratamento do câncer de mama em homens

Como a mama masculina é pequena e os nódulos são atrás do mamilo, geralmente não é possível fazer cirurgias conservadoras (que retiram apenas parte da mama). A cirurgia costuma ser a retirada de toda a mama com a aréola e o mamilo (mastectomia total), com a cirurgia axilar (retirada de um gânglio – linfonodo sentinela – ou de vários gânglios da axila) no mesmo tempo cirúrgico.

Outros tratamentos podem ser necessários, como nas mulheres: quimioterapia, radioterapia ou bloqueio dos hormônios, dependendo do tamanho do tumor e de suas características biológicas.

Mitos e verdades sobre o câncer de mama

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Para desmitificar alguns conceitos, confira as dúvidas mais comuns

O câncer de mama é um tumor frequente: até o fim de 2022, são esperados mais de 60 mil novos casos, mas a informação correta é uma arma contra a doença

É tempo de Outubro Rosa, movimento mundial para a conscientização sobre o câncer de mama. A campanha, criada em 1997 nos Estados Unidos, enfatiza a importância de disseminar informações e adotar medidas de prevenção da doença, a fim ajudar as pessoas a terem um diagnóstico precoce, estratégia crucial para o sucesso do tratamento do tumor.

Embora grande parcela da população já tenha ouvido falar sobre a doença, o câncer de mama ainda envolve muito tabu, assim como informações equivocadas.

Para desmitificar alguns conceitos, confira os mitos e verdades mais comuns:

Câncer de mama só aparece em quem tem histórico familiar

Mito. A maioria das mulheres acometidas pelo câncer de mama não tem familiares com a doença. As estimativas mostram que aproximadamente 10 % dos casos têm origem hereditária.

A história familiar, porém, influencia quando o parentesco é de primeiro grau, ou seja, se a mãe, a irmã ou a filha foram diagnosticadas. E ainda mais quando o tumor apareceu antes dos 40 anos. Nessas situações, a mulher deve redobrar a atenção e procurar o médico para a orientação da conduta adequada, inclusive com a realização de rastreamento genético.

Os principais fatores de risco para a doença incluem o tabagismo, a obesidade, o alcoolismo e o envelhecimento. Portanto, algumas medidas preventivas podem começar muito cedo, ainda na infância. Fique atenta! 

Câncer de mama é uma doença só

Mito. São vários os tipos e cada um tem nome e sobrenome. Por essa razão, as respostas às terapias e a evolução da doença são diferentes. Há desde os tumores restritos à mama, até aqueles que escapam para outros tecidos. Existem os que crescem de maneira rápida e os que se desenvolvem lentamente, entre outras peculiaridades.

Graças aos avanços das últimas décadas, hoje também é possível classificar subtipos de acordo com estruturas da superfície celular e que estão envolvidas na divisão e multiplicação de células cancerosas. A partir dessa identificação, o médico elege drogas que agem direto no alvo e barram esse processo.

Amamentar protege contra o câncer de mama

Verdade. Especialmente se a gestação for antes dos 30 anos de idade. Também deve se considerar o período de aleitamento. Há evidências de que quanto mais prolongado, maior a proteção.

Esse elo se dá porque a amamentação reduz o número de ciclos menstruais e, consequentemente, da exposição a certos hormônios femininos que podem estar por trás do surgimento de tumores, caso do estrógeno. 

Ressalte-se que existem vários outros fatores que levam ao câncer e que, infelizmente, para algumas mulheres o fato de amamentar não determina prevenção.

O câncer de mama pode ser causado por um trauma (batida) nos seios

Mito. A batida não é capaz de desencadear o tumor. Não é por causa de um trauma que as células malignas vão se multiplicar de maneira desenfreada.

Entretanto, os machucados e hematomas ajudam despertar a atenção da mulher para essa região do seu corpo. Ela tende a examinar com mais cautela a mama e pode deparar com nódulos já existentes.

Desodorante pode causar câncer de mama 

Mito. Tudo indica que essa história começou por causa da presença de sais de alumínio nas formulações dos antitranspirantes – produtos que inibem a transpiração. Mas a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – assegura que não existe relação entre a substância e o tumor.

Parte dessa crença também se deve ao fato de que os desodorantes são aplicados na axila, região próxima ao tecido mamário. Mas não há dados na literatura científica que comprovem o elo. O mesmo vale para as hastes de metal que sustentam o bojo de alguns sutiãs. Não existe qualquer relação.

Se eu fizer o autoexame todos os meses, não preciso fazer a mamografia 

Mito. Embora seja um aliado para despertar a consciência corporal, o autoexame, na grande maioria das vezes, não é capaz de flagrar o início de um tumor, na fase em que as lesões são muito pequenas. A palpação detecta caroços maiores.

Então, por mais que seja desconfortável, a mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce. Ela revela microcalcificações, nódulos menores e outras irregularidades. Toda mulher, após os 40 anos de idade, deve realizar.

Também é importante estar atenta a alguns sinais, como diferenças consideráveis entre o tamanho dos seios, alterações nos mamilos e na pele da mama, inchaços incomuns na área, presença de secreções ou mesmo sangue, entre outros.

Câncer de mama tem cura

Verdade. Aqui muitos fatores devem ser considerados. Um dos mais importantes é o diagnóstico precoce. Quanto menor a lesão identificada, maior a chance de cura. Entretanto, há que se ressaltar as diferenças entre os tipos de tumor. Cada paciente é única.

Também é fundamental destacar, que mesmo para os casos sem cura, os saltos da oncologia e o leque de opções terapêuticas, com medicamentos e tecnologias modernas, permitem o controle da doença e resultam em qualidade de vida.

Dor no seio significa câncer de mama

Mito. Geralmente, nódulos benignos na mama provocam dor ou desconforto, pois costumam ser causados por uma inflamação ou infecção no seio. No entanto, nódulos na mama doloridos também podem ser um indício de tumor na mama.

Tomar qualquer vacina da covid-19 aumenta os seios e pode desencadear em câncer de mama

Mito. A vacina pode causar inchaço nos linfonodos axilares (conhecido como "íngua"), que nada mais é que uma reação à inflamação causada pela injeção. Esse inchaço dos linfonodos é transitório e eles voltam ao normal após um tempo da vacinação. Confira tudo sobre vacinação contra covid-19 e câncer neste especial.

Silicone pode causar câncer e próteses mais antigas podem causar a doença

Mito, considerando o carcinoma, que é o câncer mais comum da mama (mais de 95% dos casos). Próteses de silicone talvez estejam associadas com um tipo de câncer muito raro (chamado de linfoma de grandes células da mama).

Todo caroço na mama é um câncer

Mito. Pelo contrário, nódulos mamários são comuns e a maioria é benigna (ou seja, não são nem viram câncer).

Chás, "gummy bears", shots da imunidade, remédios e outros “milagres” ajudam a prevenir câncer de mama

Mito. A melhor maneira de prevenir o câncer de mama é ter uma vida saudável, com atividade física regular, dieta pobre em gordura e peso adequado para altura. Existe boa evidência científica que isto reduz o risco de câncer de mama.

Os únicos medicamentos que podem reduzir o risco da doença são os chamados bloqueadores hormonais (como tamoxifeno, por exemplo), mas que devem ser utilizados apenas em casos muito específicos e com indicação médica.

Usar anticoncepcionais desde a infância pode desencadear câncer

Mito. Os anticoncepcionais têm uma dose muito pequena de hormônios, são medicamentos seguros. 

Tristeza, depressão e ansiedade são fatores de risco para o câncer de mama

Mito. Depressão não é um fator de risco para câncer, porém pode atrapalhar na manutenção de uma rotina saudável.