Sinais e Sintomas

Tudo sobre o câncer de pulmão

Linha Fina

Confira uma seleção de conteúdos com as táticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação para esse tipo de tumor

O câncer de pulmão é um dos mais comuns no mundo todo.

No Brasil, estima-se que, neste ano, mais de 30 mil pessoas serão diagnosticadas com câncer de pulmão. Destes casos, por volta de 60% a 80% serão descobertos em estágios localmente avançados ou metastáticos. 

Por isso há até a campanha Agosto Branco, que visa a conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz do câncer de pulmão.

No A.C.Camargo Cancer Center, os pacientes são cuidados por uma equipe multidisciplinar no Centro de Referência em Tumores de Pulmão e Tórax, que entende a necessidade individualizada de cada paciente.

Para que você saiba mais sobre o universo dos tumores de pulmão e tórax e proteja sua saúde, apresentamos a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididos pelas temáticas de prevenção, diagnóstico e tratamento, alguns dos pilares que definem a jornada do paciente no A.C.Camargo.

Há vídeos, podcasts, textos objetivos... Confira:

Câncer de pulmão: prevenção e fatores de risco
Especialista ensina a se proteger da doença, que é evitável em 90% dos casos

Câncer de pulmão: e-book gratuito
Saiba tudo sobre o tema ao baixar o material de graça

Mitos & verdades sobre câncer de pulmão
Materiais de construção atrapalham? E o mofo? 

Tuberculose pode causar câncer de pulmão?
Pneumologista explica as diferenças entre as doenças, como é feito o diagnóstico e a prevenção

O que o tabagismo faz com a minha saúde?
Especialistas do A.C.Camargo alertam sobre os danos causados por esse hábito

Quais são os benefícios de se largar o cigarro? E se eu parar por um ano?
Veja abaixo os benefícios para quem larga o vício

Vídeo: a prevenção 
Assista e entenda o câncer de pulmão

Cigarro eletrônico é droga?
Neste infográfico, confira as características deste dispositivo

O cigarro eletrônico é seguro?
A falsa sensação de segurança desse dispositivo esconde riscos que muitos não buscam conhecer antes de utilizá-lo

Cigarro na gravidez
Os possíveis riscos para mãe e bebê

O que acontece com o jovem que fuma?
Entenda essa perigosa relação 

Alimentos que ajudam na prevenção do câncer...
... para colo do útero, pulmão e estômago

Podcast Rádio Cancer Center #59 - Dia Mundial de Combate ao Câncer
Assista ao vídeo e aprenda a se defender

Podcast Rádio Cancer Center #14 - O cigarro eletrônico
Ouça e compreenda melhor este hábito que tem alcançado muita gente, sobretudo os jovens

Câncer de pulmão em não fumantes
Por que a incidência aumenta?

Câncer de pulmão: como fazer o rastreamento
Entenda se você tem perfil para buscar o diagnóstico precoce

Câncer de pulmão: e-book gratuito
Saiba tudo sobre o tema ao baixar o material de graça

Broncoscopia e ecobroncoscopia pulmonar: a endoscopia dos pulmões
Exames permitem visualização e biópsia do sistema respiratório feitos de forma minimamente invasiva

Vídeo: prevenção e diagnóstico precoce
Assista e entenda o câncer de pulmão

Tenho casos de câncer na família, devo me preocupar?
Ouça o podcast e saiba como se antecipar

Tomografia computadorizada 
Exame favorece o diagnóstico precoce do câncer de pulmão em fumantes

O diagnóstico precoce do câncer de pulmão
Menos casos e maior sobrevida: a importância 

Genômica, a ciência que faz diferença
Assista ao vídeo e entenda melhor como ela contribui para o combate ao câncer

Cirurgia robótica para câncer de pulmão: 7 vantagens
Técnica é utilizada em tumores pulmonares malignos e benignos, do mediastino e da parede torácica

Tenho câncer de pulmão: preciso parar de fumar?
Confira a coluna “Fala, Doutor”, que traz as dúvidas mais frequentes

Pulmão, um guia
Tudo sobre o tratamento

Vídeo: novos tratamentos no câncer de pulmão
Assista e confira os avanços

Câncer de pulmão: participe de nossos estudos clínicos
Com segurança, você pode contribuir com a ciência e ajudar a salvar vidas

Adenocarcinoma de pulmão: a transformação nos últimos 15 anos
Terapias-alvo e imunoterapia melhoraram o tratamento

O que o paciente com câncer deve saber sobre interações medicamentosas?
Chás e alguns medicamentos podem interferir na ação dos quimioterápicos 

Podcast Rádio Cancer Center - Como manter a mente calma em tempos de Covid-19
Uma conversa que ensina táticas para se reinventar e passar bem por esta atípica fase 

Vídeo: combata a disgeusia com esta salada caprese com pesto
Assista e aprenda uma receita feita para quem tem diminuição ou alteração no paladar

Tratamento oncológico e libido: entenda a relação
Fatores orgânicos ou emocionais podem desencadear problemas

Julho Verde: um guia de prevenção e diagnóstico precoce para tumores de cabeça e pescoço

Linha Fina

No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, aprenda a se proteger e a identificar um problema cedo, algo que aumenta muito a chance de cura

Julho Verde, uma campanha de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço, vai chegando ao fim.

O A.C.Camargo, que ano a ano dissemina informações de qualidade para a comunidade e é altamente especializado em prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação para esses tipos de tumores, preparou um guia especial para este Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço.

A seguir, para fazer um eventual diagnóstico de forma precoce, algo que aumenta muito as chances de sucesso no tratamento, você confere fatores de risco, sinais e sintomas que merecem investigação em um médico. Falamos dos seguintes órgãos:

  • Tireoide
  • Boca
  • Garganta 
  • Laringe
  • Faringe
  • Paratireoide
  • Traqueia 
  • Sinonasal
  • Hipófise

Confira:

 

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica que em 2022 haverá 13.780 novos casos de câncer de tireoide no Brasil, sendo 1.830 em homens e 11.590 em mulheres, o que o torna o sexto mais comum entre o sexo feminino. Esses números demonstram com evidência que esse tipo de câncer é muito mais frequente em mulheres do que em homens. 

A tireoide é uma glândula que fica na frente do pescoço e tem a forma de uma borboleta, com dois lobos de cada lado da traqueia unidos pelo istmo.

Nódulos na tireoide são bastante comuns e, por causa de sua localização, os médicos, e muitas vezes os pacientes, conseguem senti-los com uma simples apalpação. Felizmente, entre 90% e 95% desses nódulos são benignos. Além disso, os cânceres de tireoide podem ser detectados precocemente e o sucesso do tratamento pode chegar a 97% dos casos. 


Sinais e sintomas

Várias doenças benignas e outros cânceres de pescoço podem ter os mesmos sintomas que o câncer de tireoide. Por isso, é preciso consultar um médico se você tiver:

  • Nódulo no pescoço, que às vezes cresce muito depressa
  • Dor na parte da frente do pescoço, que pode irradiar para os ouvidos
  • Rouquidão ou mudança no timbre de voz que não passa com o tempo
  • Dificuldade para engolir
  • Dificuldade para respirar, como se você estivesse respirando por um canudinho
  • Tosse que não passa e não é causada por gripe


Fatores de risco

Vale lembrar que fatores de risco aumentam o seu risco de desenvolver câncer de tireoide, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de tireoide.

Idade: pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum na faixa dos 30 aos 50 anos.

Sexo: a incidência em mulheres é três vezes maior que a incidência em homens.

Exposição à radiação: crianças que fizeram tratamento com radiação na região da cabeça e do pescoço ou radioterapia para câncer, como linfoma de Hodgkin, também correm maior risco de ter câncer de tireoide mais tarde. Isso não ocorre com adultos que fazem radioterapia.

Doenças hereditárias: Algumas doenças como síndrome de Gardner e polipose familial aumentam o risco de câncer em vários órgãos, inclusive tireoide. A doença de Cowden, que é rara, também aumenta o risco de câncer de tireoide. Algumas famílias, que representam 5% dos casos, apresentam incidência incomum de carcinoma papilífero.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, em 2022, o País terá 15.190 novos casos de câncer de boca, 11.180 em homens e 4.010 em mulheres, sendo o sexto mais comum para o sexo masculino. O tabagismo, em todas as suas formas (cigarro, cachimbo, charutos, rapé e fumo mascado), e o consumo de bebidas alcoólicas são os principais fatores de risco para o câncer de boca.

Mas a doença pode ocorrer mesmo em pessoas que nunca fumaram ou beberam. Por causa da localização, um número significativo de casos câncer de boca pode ser identificado por dentistas ou até mesmo pelo próprio paciente. No entanto, infelizmente, a maioria é diagnosticada em estádios avançados e mais difíceis de tratar.

O câncer de boca ou câncer oral inclui tumores que podem se desenvolver em várias partes da boca, em seu revestimento interno (mucosa), nas gengivas, na parte visível da língua, no soalho bucal (a parte que fica embaixo da língua), no palato (céu da boca) e na área atrás dos dentes do siso, que os médicos chamam de trígono retromolar.


Sinais e os sintomas

Eles variam de pessoa para pessoa e muitos deles são comuns a várias doenças benignas. No entanto, como a detecção precoce é fator decisivo para o sucesso do tratamento, é importante consultar um dentista ou um especialista em otorrinolaringologia ou em cabeça e pescoço se apresentar algum dos sintomas abaixo.

  • Ferida na boca que não cicatriza (sintoma mais comum)
  • Dor na boca que não passa (comum em fases mais avançadas do câncer)
  • Nódulo persistente ou espessamento de qualquer local da boca
  • Área vermelha ou esbranquiçada de qualquer local da boca
  • Dificuldade para abrir a boca ou para mastigar
  • Dificuldade para mover a mandíbula ou a língua
  • Dormência da língua ou de outra área da boca
  • Inchaço da mandíbula que faz dentadura ou prótese desencaixar ou incomodar
  • Dentes que ficam moles ou frouxos na gengiva ou dor em torno dos dentes ou da mandíbula
  • Sangramento na boca
  • Mau hálito persistente
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Fumo: fumantes de cigarro, cachimbo (associado ao câncer de lábio), charuto ou narguilé, pessoas que mascam fumo (associado ao câncer da parte interna dos lábios, das bochechas e das gengivas) representam 90% dos casos de câncer de boca e o risco é proporcional à quantidade de fumo consumida. Ou seja, quanto maior o consumo, maior o risco. A chance de essas pessoas desenvolverem câncer de boca é de seis a 16 vezes maior que entre as não fumantes. Fumo passivo também é fator de risco.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados, que bebem mais de 21 doses de álcool por semana. O risco é seis vezes maior para quem bebe do que para quem não bebe. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.

Idade: metade dos pacientes com câncer de boca tem mais de 60 anos, mas pode aparecer em idades mais jovens, inclusive na adolescência.

Sexo: dois terços dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, é uma das causas da doença. Por isso, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral.

Irritações da mucosa bucal: dentaduras, pontes e coroas que não estão bem ajustadas e dentes fraturados podem traumatizar cronicamente a mucosa e causar câncer. Por isso, essas próteses precisam ser avaliadas periodicamente pelo dentista; as dentaduras devem ser removidas e limpas todas as noites.

Imunossupressão: pessoas que tomam drogas imunossupressoras, para evitar a rejeição de um transplante, por exemplo, também podem ter risco aumentado para câncer de boca.

Exposição ao sol: mais de 30% dos pacientes de câncer de lábio são profissionais que trabalham ao ar livre, expostos à radiação ultravioleta do sol. Protetor labial com filtro solar ajuda na prevenção.

Alimentação: dietas pobres em frutas, legumes e verduras também estão associadas a maior risco de câncer de boca.

O câncer de garganta, também conhecido como orofaríngeo, desenvolve-se na parte da garganta que fica logo atrás da boca, que os médicos chamam de orofaringe. Ela inclui a base da língua (a parte posterior da língua), o palato mole, as amígdalas, os pilares, as paredes laterais e posterior da garganta.

Como a boca, a garganta participa da respiração, fala, alimentação e deglutição, contendo vários tipos de células e tecidos, nos quais diferentes tipos de tumores podem se desenvolver.


Sinais e sintomas

Os sintomas de câncer de garganta variam de pessoa para pessoa. Porém, os sintomas iniciais mais comuns são:

  • Mudanças na voz (como se tivesse uma "batata na garganta”)
  • Dificuldade para engolir ou sensação de que alguma coisa está presa na garganta
  • Irritação da garganta que não passa
  • Dor de ouvido
  • Caroço no pescoço
  • Tosse
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de garganta.

Fumo: ainda é o principal fator de risco para o câncer de garganta.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.

Idade: pode ocorrer em qualquer idade e o risco aumenta com o passar dos anos. Até recentemente, metade dos pacientes tinha mais de 65 anos. Nos últimos anos, tem se observado muitos casos em pacientes mais jovens, que não bebem e não fumam, mas geralmente associados a infecção pelo vírus do HPV.

Sexo: a maioria dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, é uma das causas da doença. Por isso, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral.

Produtos químicos: a exposição a substâncias como níquel, amianto e gases de ácido sulfúrico também aumenta o risco de câncer de garganta.

História familiar: há maior risco de câncer de garganta para pessoas com familiares que tiveram este tipo de câncer.

De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) são esperados 6.470 novos casos de câncer de laringe em homens e 1.180 em mulheres para cada ano do triênio 2020-2022, sendo o nono mais comum para o sexo masculino.

A laringe (onde estão localizadas as cordas vocais) é o órgão da voz e fica entre a parte posterior da língua e a traqueia. Além da fala, ela é importante para a proteção dos brônquios e pulmões de partículas de alimentos durante a deglutição. A laringe é dividida em:

  • Supraglote, que fica acima das cordas vocais e contém a epiglote, responsável por fechar a laringe durante a deglutição, encaminhando o alimento para o esôfago e impedindo a passagem de partículas para os pulmões.
  • Glote, onde estão as cordas vocais;
  • Subglote, localizada abaixo das cordas vocais.

Por isso, um tumor da laringe pode afetar a voz, a deglutição ou a respiração.  


Sinais e sintomas

Rouquidão e mudança de voz persistentes são os principais sinais do câncer de laringe quando atingem as cordas vocais, o que facilita a detecção precoce. Porém, quando os tumores na laringe não começam nas cordas vocais, a rouquidão e a mudança de voz aparecem em estádios mais avançados. Por isso, algumas vezes, eles só são diagnosticados quando já se disseminaram para os gânglios linfáticos, quando o paciente nota um caroço no pescoço.

Outros sinais:

  • Irritação ou dor de garganta que piora com a deglutição e não passa em duas semanas
  • Rouquidão e mudança de voz, que persistem por mais de 15 dias
  • Aparecimento de nódulo no pescoço
  • Pigarro ou tosse constante
  • Dor ou dificuldade para engolir
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de laringe.

Fumo: é o principal fator de risco para o câncer de laringe.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante. Combinado com o fumo, o risco se multiplica. Essa combinação aumenta bastante o risco para vários tipos de câncer.

Idade: o risco aumenta com a idade; a maioria dos pacientes tem mais de 55 anos.

Sexo: homens e mulheres podem apresentar a doença, mas a maioria dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, poucas vezes é uma das causas da doença. Mas, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral, pois o HPV está muito associado a outro tumor da região, o da orofaringe.

Refluxo gastroesofágico: quando o suco gástrico sobe para o esôfago e alcança a laringe, provocando uma inflamação crônica.

A faringe é uma importante estrutura comum ao aparelho digestivo e respiratório, formada por três diferentes regiões:

  • Nasofaringe (ou rinofaringe): parte superior das vias aéreas, localizada atrás do nariz e acima do palato mole
  • Orofaringe: inclui a base da língua, o palato mole, as amígdalas e a parede posterior da faringe (a parte da garganta logo atrás da boca)
  • Hipofaringe: estende-se a partir do osso hioide, para baixo, conectando-se ao esôfago e à laringe


Sinais e sintomas

Nas fases iniciais, o câncer de faringe pode apresentar pouco ou nenhum sintoma. Nos estádios mais avançados, pode presentar:

  • Dor ou dificuldade para engolir
  • Dor de ouvido ou infecções recorrentes de ouvido em adultos
  • Sensação de congestão ou obstrução nasal, que acomete um lado e, depois de algum tempo, os dois lados
  • Alteração da fala ou até mesmo rouquidão
  • Aparecimento de nódulos (caroços) no pescoço
  • Sensação de que algo está preso na garganta
  • Engasgos com alimentos
  • Falta de ar
  • Secreção ou sangramento nasal
  • Tosse com sangue
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de faringe.

  • Sexo: grande parte dos casos ocorrem em homens.
  • Fumo: é fator de risco para o câncer de faringe, principalmente da orofaringe e da hipofaringe.
  • Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante. Combinado com o fumo, o risco se multiplica. Essa combinação aumenta bastante o risco para vários tipos de câncer.
  • Alimentação: algumas pesquisas indicam que populações que consomem muitos alimentos preservados em sal têm maior risco para desenvolver câncer de faringe e que o consumo de frutas, legumes e hortaliças pode reduzir o risco de desenvolver a doença.
  • Infecções virais: o vírus de Epstein-Baar (EBV) associa-se ao risco de câncer da nasofaringe. Já o HPV associa-se ao câncer da orofaringe.

As paratireoides são quatro glândulas que ficam no pescoço, atrás da tireoide, cuja função é controlar os níveis de cálcio no sangue por meio da produção do hormônio paratireoideano ou paratormônio (PTH).

Quando há produção excessiva de PTH, os níveis de cálcio no sangue sobem, causando uma condição chamada hipercalcemia. Em 85% dos casos, esse quadro chamado hiperparatireoidismo é causado por tumores benignos (adenomas), por hiperplasia (crescimento anormal, mas benigno da glândula). Em 1% dos casos, é resultado de um câncer raro, o carcinoma de paratireoide.

Se não for tratado, tanto as doenças benignas quanto o câncer podem causar osteoporose, fraturas e cálculos renais. Essas doenças atingem igualmente homens e mulheres, geralmente acima dos 30 anos e, costuma ser descoberto por meio de exames de sangue que mostram elevação dos níveis de cálcio.


Sinais e sintomas

A maior parte dos adenomas e hiperplasias são assintomáticas por longos períodos. Nos casos mais avançados e de câncer de paratireoide, como consequência da hipercalcemia, pode-se observar:

  • Dor nos ossos e no corpo
  • Osteoporose
  • Fraturas espontâneas
  • Massa palpável no pescoço
  • Desidratação
  • Náusea e vômito
  • Cólica renal
  • Pedras nos rins
  • Insuficiência renal
  • Arritmia cardíaca
  • Fraqueza muscular
  • Cansaço
  • Perda de peso
  • Confusão mental


Fatores de risco

As causas do adenoma e do câncer das paratireoides não são conhecidas. As hiperplasias estão associadas à insuficiência renal.

Segundo o INCA, o câncer de traqueia, numa estatística conjunta a brônquios e pulmões, é o quarto mais comum entre os homens, com projeção de 17.760 novos casos neste ano.

A traqueia é um tubo oco formado por cartilagens e músculos, localizada entre a laringe e os brônquios e responsável por conduzir o ar do ambiente externo para dentro dos pulmões.

Por isso, tumores que atingem a traqueia, benignos ou malignos, causam o estreitamento desse órgão, dificultando a passagem de ar para os pulmões.


Sinais e sintomas

Problemas respiratórios podem ser causados por várias doenças, como asma e bronquite, mas também podem estar associados ao câncer da traqueia. Por isso, não devem ser ignorados e merecem uma consulta ao médico:

  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Tosse, com ou sem sangue, que não passa
  • Sibilo ou zumbido, barulhos que acompanham a respiração quando há obstrução da passagem de ar
  • Infecções frequentes das vias aéreas
  • Rouquidão
  • Dificuldade para engolir, que pode indicar que o crescimento do tumor está pressionando o esôfago


Fatores de risco

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de traqueia.

Fumo: o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de traqueia.

O câncer sinonasal, um tumor de incidência baixa no Brasil, assim como nos Estados Unidos, representa cerca de 2% das neoplasias do trato respiratório.

Essa raridade faz com que muitos centros tenham pouca experiência no tratamento desse grupo complexo de doenças. Uma das maiores experiências nacionais é a do A.C.Camargo, onde cerca de 100 pacientes por ano são tratados pela equipe multidisciplinar.


Sinais e sintomas

O crescimento de tumores nasossinusais pode ser lento ou muito rápido, dependendo do tipo de tumor. 

Geralmente, não há manifestação detectável nas fases iniciais – o diagnóstico é feito em fases avançadas de evolução da doença – e o tipo de manifestação clínica depende das estruturas envolvidas

A obstrução nasal unilateral com secreção sanguinolenta ou com pus misturado com sangue são os principais sintomas.

Outros sinais:

  • Alterações visuais (olho saltado, visão dupla, perda visual)
  • Lacrimejamento
  • Assimetria facial
  • Amortecimento da região malar (maçã do rosto)
  • Amolecimento e má oclusão dentária
  • Abaulamento do palato, de gengiva superior ou externamente a ela
  • Dificuldade de abertura da boca (trismo)
  • Perda do olfato (anosmia)
  • Dor de cabeça (cefaleia) 
  • Dor facial

Doenças comuns, como resfriado, gripe e sinusite, podem causar sintomas semelhantes, mas eles são de curta duração e geralmente comprometem os dois lados do nariz. 

Pelo contrário, em tumores, os sintomas começam de um lado só, pioram progressivamente e só na fase mais avançada comprometem os dois lados.
 

Fatores de risco

Tumores nasossinusais não apresentam relação com tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. 

Descreve-se um maior risco para pessoas que trabalham em indústria metalúrgica que utiliza níquel e aquelas que são expostas ao pó de serra na indústria madeireira. 

Outros riscos ocupacionais são descritos em pessoas que trabalham no processamento de couros, ou foram expostas a gás mostarda, isopropanol e à radiação ionizante pelo radium. 

O papel de sinusites crônicas é muito controverso.

A hipófise ou pituitária regula outras glândulas, como a tireoide, as adrenais, os testículos e os ovários.

Além disso, ela sintetiza uma série de hormônios, como o do crescimento, a prolactina, que estimula a produção do leite materno, a vasopressina, também chamada de hormônio antidiurético, fazendo com que os rins mantenham a água do organismo, e a oxitocina, que estimula a contração do útero durante o parto.


Sinais e sintomas

Nem todos os tumores de hipófise ou pituitária causam sintomas e alguns podem ser descobertos por acaso, quando o paciente faz uma tomografia ou ressonância por algum motivo. Adenomas funcionais, porém, geralmente produzem um dos hormônios da pituitária em excesso e macroadenomas podem causar sintomas neurológicos como:

  • Fraqueza muscular no olho, de forma que os dois olhos não se movem na mesma direção ao mesmo tempo
  • Visão dupla ou embaçada
  • Perda da visão periférica
  • Cegueira repentina
  • Dor de cabeça
  • Dor ou dormência no rosto
  • Tontura
  • Desmaios

Macroadenomas e os raros carcinomas de pituitária também podem pressionar e destruir áreas normais da glândula, reduzindo a produção de um ou mais hormônios, causando sintomas como:

  • Náuseas
  • Fraqueza
  • Perda ou ganho de peso inexplicável
  • Perda de pelos corporais
  • Sensação de frio
  • Alteração do ciclo menstrual ou ausência de menstruação
  • Disfunção erétil
  • Crescimento de tecido mamário em homens
  • Perda do desejo sexual, principalmente em homens
  • Diabetes insipidus: tumores muito grandes podem pressionar a parte posterior da hipófise, reduzindo a produção de vasopressina, o hormônio antidiurético, o que pode levar a um quadro de diabetes, em que a pessoa urina muito e sente muita sede.

Adenomas somatotróficos, que aumentam muito a produção do hormônio do crescimento, causam sintomas e quadros diferentes em crianças e adultos. Nas crianças, eles estimulam o crescimento de todos os ossos do corpo, causando gigantismo, cujos sintomas são:

  • Altura muito superior à média da idade
  • Crescimento muito acelerado
  • Dor nas juntas
  • Sudorese, isto é, aumento na produção de suor

Nos adultos, cujos ossos longos dos braços e das pernas já cresceram, eles causam acromegalia, com crescimento dos pés, das mãos e dos ossos da face. Os sintomas são:

  • Crescimento dos pés, mãos e crânio
  • Mudança do rosto, por causa do crescimento dos ossos da face
  • Espaçamento dos dentes e protuberância da mandíbula, por causa do crescimento da mandíbula
  • Dor nas juntas
  • Aumento nas taxas de glicemia (açúcar no sangue) ou diabetes mellitus
  • Pedras dos rins
  • Problemas cardíacos
  • Dor de cabeça e alterações da visão

Adenomas corticotróficos, que aumentam a produção de ACTH, fazem com que as glândulas adrenais elevem a síntese de hormônios como o cortisol, na chamada síndrome de Cushing, cujos sintomas são:

  • Ganho de peso inexplicável, principalmente no rosto, tórax e abdome
  • Aumento de pelos no rosto, tórax e abdome
  • Acne
  • Inchaço e vermelhidão no rosto
  • Acumulação de gordura atrás do pescoço
  • Aumento nas taxas de glicemia (açúcar no sangue) ou diabetes mellitus
  • Pressão alta
  • Alterações da visão
  • Perda de interesse sexual
  • Enfraquecimento dos ossos, que pode causar osteoporose ou mesmo fraturas

Adenomas lactotróficos, que estimulam a síntese de prolactina, podem causar redução na frequência dos ciclos menstruais ou sua interrupção e produção anormal de leite. Em homens, pode causar crescimento das mamas e disfunção erétil. Em ambos os sexos, esses adenomas também podem causar:

  • Infertilidade
  • Perda de interesse sexual
  • Osteoporose

Adenomas tireotróficos, que elevam a produção de TSH, causam sintomas de hipertireoidismo como:

  • Batimento cardíaco acelerado ou irregular
  • Tremores
  • Perda de peso
  • Aumento do apetite
  • Suor excessivo
  • Dificuldade para dormir
  • Ansiedade
  • Aumento do número de evacuações


Fatores de risco

Poucos fatores de risco são conhecidos para os tumores de pituitária e todos eles são genéticos, ou seja, não há fatores ambientais ou comportamentais que aumentem as chances de alguém desenvolver tumores de pituitária ou hipófise. No entanto, algumas síndromes genéticas aumentam o risco de tumores de pituitária:

Neoplasia endócrina múltipla Tipo I (MEN1): é uma doença hereditária com alto risco de desenvolvimento de tumores em três glândulas: pituitária, paratireoide e pâncreas, causada por mutação no gene MEN1, que é transmitida para metade dos filhos do portador.

Neoplasia endócrina múltipla Tipo IV (MEN4): essa síndrome, causada por mutação no gene CDKN1B, é rara, mas aumenta o risco de tumores da pituitária.

Síndrome de McCune-Albright: essa condição é causada por mutação no gene GNAS, que não é hereditária, mas ocorre durante a formação do feto. A pessoa afetada apresenta manchas de cor marrom na pele, problemas ósseos e também pode ter distúrbios hormonais e tumores de pituitária.

Complexo de Carney: é uma síndrome rara, em que o portador apresenta problemas cardíacos, de pele e de adrenais e tem risco ampliado de desenvolver vários tumores, entre eles os tumores de pituitária.

Saiba tudo sobre câncer de pulmão com nosso e-book gratuito

No mundo, o câncer de pulmão está entre os principais em incidência, ocupando a primeira posição entre os homens e a terceira posição entre as mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), só no Brasil, estima-se 17.760 casos novos em homens e 12.440 em mulheres para cada ano do triênio 2020-2022.

Os principais responsáveis por esse quadro, sem dúvida, são o tabagismo e a exposição passiva ao tabaco. Eles são os maiores fatores de risco para o desenvolvimento da doença e que, felizmente, podem e devem ser evitados. Para contribuir com esse esforço, desenvolvemos este e-book.

Aqui, você poderá conhecer melhor o câncer de pulmão, a relação que o hábito de fumar tem com essa doença e as melhores alternativas para prevenir ou tratar um possível tumor:
 

Julho Verde: os sinais que podem mudar histórias

Linha Fina

Assista ao vídeo e saiba como se prevenir neste mês de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço

Julho Verde é o mês de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço, aqueles que atingem tireoide, boca, garganta, laringe, faringe, paratireoide, traqueia e região sinonasal.

A boa notícia é que, quando um câncer é detectado no início, são grandes as chances de sucesso no tratamento.

Assim, assista ao vídeo e entenda mais como se prevenir:

Câncer nos ossos: conheça os tipos e saiba como fazer o diagnóstico precoce

Linha Fina

Neste Julho Amarelo, Mês da Conscientização sobre os Tumores Ósseos e dos Sarcomas, tenha atenção a sinais e sintomas que pedem uma consulta médica

Há vários tipos de câncer nos ossos, motivo pelo qual a campanha Julho Amarelo levanta a bandeira da conscientização para tumores ósseos e sarcomas.

A seguir, conheça quais são os tipos e aprenda a identificar sinais e sintomas que poderiam sinalizar um câncer e indicam que você marque uma ida ao médico. 

Tais sintomas não significam necessariamente um câncer nos ossos, mas pedem uma investigação.


Osteossarcoma

Também conhecido como sarcoma osteogênico, é o tumor ósseo primário mais comum.

A incidência anual é de aproximadamente 4,4 para 1 milhão de indivíduos entre 0 a 24 anos de idade.

Se inicia nas células ósseas e se desenvolve com mais frequência nos ossos das pernas, pelve e braços.


Fatores de risco
A causa do osteossarcoma é desconhecida, mas alguns fatores colocam crianças e adolescentes em maior risco de desenvolver a doença:

•    Idade: o osteossarcoma é mais comum na faixa dos 10 aos 30 anos de idade, particularmente nas fases de estirões de crescimento
•    Altura: a maioria das crianças que desenvolve osteossarcomas é mais alta do que a média para sua idade
•    Sexo: a doença é mais comum em meninos do que em meninas
•    Radioterapia prévia
•    Doenças ósseas como doença de Paget
•    Síndromes familiais de câncer como Li-Fraumeni, Rothmund-Thompson e a mutação gene RB1, que causa retinoblastoma (câncer da retina)
•    Doenças genéticas como síndrome de Bloom e síndrome de Werner


Principais sinais e sintomas
Os sintomas do osteossarcoma variam de uma criança para outra, mas geralmente o primeiro indício é dor no osso ou articulação.

•    Dor: de início é uma dor que vai e volta, mas, aos poucos, ela piora e se torna mais constante, agravando-se à noite
•    Nódulo, inchaço ou sensibilidade perto de uma articulação – a área também pode ficar quente e avermelhada
•    Andar mancando
•    Febre
•    Fadiga
•    Perda de peso inexplicável
•    Nódulo, inchaço ou sensibilidade no local do tumor
•    Fratura após acidentes banais ou atividades normais
•    Anemia


Sarcoma de Ewing 

Geralmente, atinge os ossos da pelve (quadril), tórax (costelas ou omoplatas) e coxas, particularmente ossos longos como o fêmur e o úmero (osso do braço). 

Os cientistas sabem que esse câncer é causado por mutações genéticas que ocorrem após o nascimento, mas ainda não entendem porque elas acontecem, embora se saiba que é mais comum em adolescentes e nos homens.


Principais sinais e sintomas
•    Dor no local do tumor (piora durante a noite ou durante a prática de exercícios e pode ser causada tanto pelo crescimento do tumor como pela fratura de um osso enfraquecido pela doença)
•    Nódulo, inchaço ou sensibilidade no local do tumor
•    Febre
•    Fratura após acidentes banais ou atividades normais
•    Fadiga
•    Andar mancando
•    Perda de peso inexplicável
•    Fraqueza, falta de sensibilidade ou paralisia dos braços e pernas se o tumor atingiu áreas próximas da coluna espinhal
•    Falta de ar, se o tumor se espalhou para os pulmões


Condrossarcoma 

Raro, é um câncer produtor de células cartilaginosas. É o segundo tipo de tumor ósseo mais comum no adulto, representando cerca de 20 a 25% dos casos. Em 70% dos casos ocorrem em pacientes acima dos 40 anos. 

Condrossarcomas tendem a ser diagnosticados em estágio inicial e geralmente são de baixo grau (ou seja, crescem mais lentamente e não costumam se espalhar). 

Esse tipo de tumor pode se desenvolver em qualquer área do corpo, especialmente nos ossos da pelve, braços e coxas.


Principais sinais e sintomas
•    Dor local, que vai piorando e pode ser mais forte à noite
•    Aparecimento de massa no local do tumor
•    Inchaço no local do tumor
 

Cordoma 

É um tumor maligno que geralmente aparece na espinha e na base do crânio. Acomete principalmente indivíduos entre 40 e 70 anos de idade, embora qualquer faixa etária possa ser afetada.

De crescimento lento, o cordoma não costuma se disseminar para outras partes do corpo, mas podem retornar no mesmo local se não forem retirados completamente. 


Principais sinais e sintomas
•    Dor na coluna
•    Formigamento, queimação e fraqueza nos membros superiores ou inferiores
•    Aumento de volume na região 
•    Dificuldade para evacuar
•    Perda de controle de urina


Mieloma múltiplo 

É um câncer primitivo da medula óssea. Pode ser solitário quando acomete apenas um local (plasmocitoma) ou múltiplo. 

O mieloma múltiplo compromete principalmente as vértebras, costelas, crânio, ossos chatos das cinturas pélvica e escapular, úmero (osso do braço) e fêmur. 

É o tumor ósseo maligno mais comum na vida adulta e geralmente atinge pacientes com mais de 40 anos, com um pico de incidência aos 60 anos. 


Principais sinais e sintomas
Dor é a queixa clínica mais frequente, associada ou não ao aumento de volume. 

Às vezes, a primeira manifestação pode ser por ocorrência de uma fratura – que, muitas vezes, é causada mesmo sem um trauma importante, pois o osso encontra-se fragilizado pela lesão.


Sarcoma pleomórfico indiferenciado de alto grau

Outrora conhecido como histiocitoma fibroso maligno, acontece com mais frequência no tecido conjuntivo (ligamentos, tendões e músculo). 

Apesar de raro nos ossos, quando é diagnosticado costuma afetar as pernas ou braços. É mais comum em idosos e adultos – dificilmente atinge crianças. 


Principais sinais e sintomas
•    Crescimento de nódulo ou caroço em qualquer parte do corpo
•    Dor abdominal que piora com o tempo
•    Sangue nas fezes ou vômito
•    Fezes escuras ou negras, sinal de que há sangramento interno


Linfoma não Hodgkin

Esse tipo de câncer quase sempre se desenvolve no sistema linfático, mas não em 100% das pessoas.

No caso do linfoma difuso de grandes células B, que representa 30% dos linfomas não Hodgkin e é o mais comum entre eles, o câncer começa como uma massa de crescimento rápido em órgãos como ossos, intestinos, cérebro, medula ou em um gânglio linfático. 

Ele pode atingir pessoas de qualquer faixa etária, mas é mais frequente em homens de mais idade.


Principais sinais e sintomas
•    Inchaço indolor dos gânglios linfáticos da virilha, axilas e pescoço
•    Suores noturnos intensos, com ou sem febre
•    Febre
•    Erupção cutânea avermelhada, disseminada pelo corpo
•    Náusea, vômitos ou dor abdominal
•    Perda de peso inexplicável
•    Cansaço
•    Coceira
•    Tosse ou dificuldade para respirar
•    Dor de cabeça e dificuldade de concentração
As formas mais agressivas dos linfomas não Hodgkin podem incluir:
•    Dor no pescoço, nos braços ou no abdome
•    Dificuldade para respirar
•    Fraqueza nos braços e/ou nas pernas
•    Confusão mental

 

Tumor de células gigantes (TGC)

É um tumor localmente agressivo e que raramente desenvolve metástases, que corresponde a cerca de 4% a 5% dos tumores primários ósseos. 

Pode ser diagnosticado em qualquer idade, embora seja mais frequente nos adultos jovens, entre os 20 e os 40 anos. 

Os locais mais frequentes de acometimento são a região do joelho (fêmur, osso da coxa; e tíbia, osso da perna) e punho (rádio, osso do antebraço). Alguns casos raros podem apresentar disseminação à distância, com metástases pulmonares.  


Principais sinais e sintomas
•    Dor, que inicialmente é de caráter intermitente
•    Aumento de volume no local

Julho Verde: tudo sobre os tipos de câncer de cabeça e pescoço

Linha Fina

Tireoide, boca, garganta... Veja uma seleção de conteúdos com as táticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação para esses tumores

Julho Verde é o mês de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço, que representam o nono tipo de câncer mais comum no mundo, de acordo com os dados do IARC (sigla para Agência Internacional de Pesquisa em Câncer), uma agência da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tumores de cabeça e pescoço são aqueles que atingem tireoide, boca, garganta, laringe, faringe, paratireoide, traqueia e região sinonasal.

A boa notícia é que, quando um câncer é detectado no início, são grandes as chances de sucesso no tratamento – sendo assim, cuide-se bem.

Para afastar o risco, inclua alimentos mais saudáveis nas refeições, faça atividade física, não fume, não beba, previna-se contra a obesidade e não deixe de realizar os exames médicos. 

Mesmo em tempos de pandemia, temos um Atendimento Oncológico Protegido, implementado para que os pacientes possam seguir seus tratamentos com segurança, além de fazer suas consultas e exames para investigar eventuais sinais e sintomas.

No A.C.Camargo Cancer Center, eles são tratados por uma equipe multidisciplinar no Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço, que entende a necessidade individualizada de cada paciente e o coloca no centro do cuidado.

Para que você saiba mais sobre o universo dos tumores de cabeça e pescoço e proteger sua saúde, apresentamos a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada do nosso paciente na Instituição.

Tem vídeos, podcasts, textos... Confira:

Podcast - Câncer de cabeça e pescoço: comportamentos a se evitar
Não vacinar, fumar, comer mal e até mesmo algumas profissões são vilões

A bebida alcoólica eleva o risco de um câncer de boca?
Descubra como é a relação entre o álcool e as neoplasias 

A vacina contra HPV para evitar o câncer de cabeça e pescoço
Vírus é responsável por 75% dos casos de câncer de amígdala e 32% dos de boca

9 mitos e verdades sobre o câncer de cabeça e pescoço
Enxaguantes bucais têm relação? Estas e outras questões

Conheça os sinais e sintomas dos tumores na garganta
Nódulo no pescoço, dificuldade para engolir e perda de peso inexplicável podem ser indícios 

Tireoide: cistos e nódulos podem virar um câncer?
A importância de manter os exames em dia para prevenir tumores

9 fatores que podem contribuir para o câncer de boca
Conheça também os sinais e os sintomas que podem indicar um tumor

Podcast - Câncer de cabeça e pescoço: prevenção e diagnóstico precoce
Aprenda a se defender e a detectar um eventual tumor

Alimentação saudável contribui para evitar o câncer
Antioxidantes e fibras ajudam a prevenir tumores

Podcast - O câncer de tireoide
Ouça esta conversa e saiba tudo sobre sinais, sintomas e fatores de risco

Prevenção e fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço
Sinais, sintomas e outros pontos para você observar

Vegetais e frutas na diminuição do risco de tumores de cabeça e pescoço
Estudo com brasileiros confirma benefícios do consumo 

Câncer de cabeça e pescoço: profissões e fatores de risco
Pesquisa internacional analisou 8839 casos

Vídeo: o papel do estomatologista em tumores de cabeça e pescoço
Este odontologista é vital para o diagnóstico das doenças da boca 

Vídeo: prevenção e diagnóstico precoce
Veja e defenda-se dos tumores de cabeça e pescoço

Pesquisa aponta aumento da incidência de câncer de orofaringe associado a HPV
Estudo feito em SP analisou mais de 15 mil casos de câncer de boca e orofaringe 

Covid-19: não pare seu tratamento
Pesquisa mostra o impacto da demora em se buscar tratamento oncológico durante a pandemia 

Vídeo: a cirurgia robótica no câncer de cabeça e pescoço
Ela representa progressos e benefícios para os pacientes

Podcast - Câncer de cabeça e pescoço: tratamentos inovadores
Ouça e conheça as principais evoluções nas técnicas terapêuticas

Vigilância Ativa em câncer de tireoide: o tratamento acompanhado de perto
Monitoramento pode proporcionar uma terapia mais benéfica e evitar a retirada da glândula

Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço
Entenda como a equipe multidisciplinar coloca o paciente no centro do cuidado 

Vídeo: evoluções no câncer de cabeça e pescoço
Assista e conheça os avanços no tratamento 

Podcast - Atendimento Oncológico Protegido
Saiba como o A.C.C. está preparado para cuidar de seus pacientes com segurança e excelência em tempos de Covid-19

Tratamento oncológico e libido: entenda a relação
Fatores orgânicos ou emocionais podem desencadear problemas

Câncer de cabeça e pescoço e Covid-19
Artigo científico traz recomendações para cirurgias oncológicas

Genômica, a ciência que faz diferença
Assista ao vídeo e entenda melhor como ela contribui para o combate ao câncer

O que o paciente com câncer deve saber sobre interações medicamentosas?
Chás e alguns medicamentos podem interferir na ação dos quimioterápicos 

Laringe: caminhos para a cura e a preservação das funções
Pesquisa estabelece biomarcadores para o melhor tratamento

Cientistas focam em evitar desnecessárias cirurgias de tireoide
pesquisas visam elucidar maior conhecimento da biologia do tumor 

As células tumorais circulantes
Pesquisa evidencia relação entre elas e a resposta ao tratamento em cabeça e pescoço

Espectrometria de massas
Pesquisa inovadora mostra que este recurso pode evitar cirurgias de tireoide

A eficácia do tratamento do câncer de cabeça e pescoço
Estudo avalia biomarcadores que podem afetar ação do cetuximab

Osteorradionecrose: entenda esse efeito colateral
Estudo inédito faz alerta aos profissionais que tratam pacientes

Laringectomizados totais: os cuidados em tempos de covid-19
Saiba como esses pacientes devem se proteger

Fonoaudiólogo: uma nova voz para quem perdeu a fala
Veja o vídeo “Dias Melhores” com o Coral Sua Voz, formado por pacientes laringectomizados

Podcast - A reabilitação de um câncer de cabeça e pescoço
Conheça as possibilidades terapêuticas da fonoaudiologia e da estomatologia

Exercício e câncer: preparação pré-cirúrgica traz vantagens aos pacientes
Descubra os inúmeros benefícios que a atividade física proporciona durante e após a cirurgia

Podcast Rádio Cancer Center - Como manter a mente calma em tempos de Covid-19
Uma conversa que ensina táticas para se reinventar e passar bem por esta atípica fase 

Vídeo: combata a disgeusia com esta salada caprese com pesto
Assista e aprenda uma receita feita para quem tem diminuição ou alteração no paladar

Disfagia: problemas na deglutição devem ser tratados
Além de comprometer o bem-estar do paciente, alteração pode levar à pneumonia 

Fonoaudiologia em vídeo: como funciona a residência
entenda como essa especialidade é fundamental na reabilitação 

Fisiatra, o médico que promove mobilidade e qualidade de vida
Conheça esse profissional de essencial importância para o “ir e vir”, inclusive para o paciente oncológico 

Exercícios durante ou após a quimioterapia em pacientes com câncer
Estudo holandês apresentado na ASCO analisou o impacto da atividade física

Período de sazonalidade de doenças respiratórias pede atenção a sinais e sintomas do câncer de pulmão

Todos os anos, com a chegada do outono e do inverno, aumentam os números de casos de doenças respiratórias, como gripes, resfriados, bronquiolites, entre outras.

Muitas vezes, não é necessário buscar atendimento médico, pois um antigripal pode ajudar a minimizar os sintomas. Mas, como saber se uma tosse, por exemplo, deixa de ser um sintoma corriqueiro para ser um sinal de alerta?

Alguns dos sintomas do câncer de pulmão são semelhantes aos de doenças respiratórias e variam de pessoa para pessoa. Mas, ao notar algum dos sintomas abaixo, procure um médico para que este profissional avalie a necessidade de exames complementares. 

Sinais e sintomas do câncer de pulmão

•    Tosse que não passa ou piora com o tempo
•    Dor no peito que não passa e piora quando a pessoa respira fundo, tosse ou dá risada
•    Dor no braço ou no ombro
•    Tossir sangue ou catarro com cor de ferrugem
•    Falta de ar, chiado no peito ou rouquidão
•    Crises repetidas de bronquite ou pneumonia
•    Inchaço do rosto ou pescoço
•    Perda de apetite ou de peso inexplicáveis
•    Fraqueza ou cansaço

No mundo, o câncer de pulmão está entre os principais em incidência, ocupando a primeira posição entre os homens e a terceira posição entre as mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), só no Brasil, estima-se 17.760 casos novos em homens e 12.440 em mulheres para cada ano do triênio 2020-2022.

Você sabia?

É possível fazer “endoscopia dos pulmões” para diagnosticar e fazer biópsia de um possível tumor. Na broncoscopia e na ecobroncoscopia (EBUS), o médico especialista utiliza um aparelho semelhante ao equipamento utilizado em uma endoscopia digestiva, que é um tubo bem fino com uma câmera na ponta. Assim, é possível fazer diversos tipos de procedimentos de forma minimamente invasiva.

Fonte: Dra. Juliana Brandão Folador Morellato, cirurgiã do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center

Câncer de tireoide: entenda quais são os sinais da doença

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Confira este artigo do Dr. André Ywata de Carvalho, cirurgião de cabeça e pescoço do A.C.Camargo, publicado na Veja

Em artigo publicado na revista Veja, o Dr. André Ywata de Carvalho, cirurgião de cabeça e pescoço do A.C.Camargo Cancer Center, explica que análise brasileira com 4.085 pacientes aponta os principais fatores preditivos de recorrência para o principal tumor que atinge a tireoide.

Segundo projeções do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 13.780 novos casos de câncer de tireoide no Brasil, sendo 1.830 em homens e 11.590 em mulheres no triênio 2020-2022. Os números deixam claro que esse tumor é bem mais frequente no sexo feminino. 
 

Dia Internacional da Tireoide: tudo sobre prevenção e diagnóstico precoce

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Neste 25 de maio, conheça sinais, sintomas e fatores de risco 

O Dia Internacional da Tireoide, lembrado sempre em 25 de maio, chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce.

As projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que, este ano, haverá 13.780 novos casos de câncer de tireoide no Brasil, sendo 1.830 em homens e 11.590 em mulheres. Esses números demonstram com evidência que esse tipo de câncer é muito mais frequente em mulheres do que em homens. 

Nódulos na tireoide são bastante comuns e, por causa de sua localização, os médicos, e muitas vezes os pacientes, conseguem senti-los com uma simples apalpação. Felizmente, entre 90% e 95% desses nódulos são benignos. Além disso, os cânceres de tireoide podem ser detectados precocemente e o sucesso do tratamento pode chegar a 97% dos casos. 

Dito isso, confira a seguir sinais, sintomas e fatores de risco.


Dia Internacional da Tireoide: sinais e sintomas

Várias doenças benignas e outros cânceres de pescoço podem ter os mesmos sintomas que o câncer de tireoide. Por isso, é preciso consultar um médico se você tiver:

  • Nódulo no pescoço, que às vezes cresce muito depressa
  • Dor na parte da frente do pescoço, que pode irradiar para os ouvidos
  • Rouquidão ou mudança no timbre de voz que não passa com o tempo
  • Dificuldade para engolir
  • Dificuldade para respirar, como se você estivesse respirando por um canudinho
  • Tosse que não passa, que não seja causada por gripe

 

Fatores de risco

Vale lembrar que fatores de risco aumentam o seu risco de desenvolver câncer de tireoide, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de tireoide.

  • Idade: pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum na faixa dos 30 aos 50 anos.
  • Sexo: a incidência em mulheres é três vezes maior que a incidência em homens.
  • Exposição à radiação: crianças que fizeram tratamento com radiação na região da cabeça e do pescoço ou radioterapia para câncer, como linfoma de Hodgkin, também correm maior risco de ter câncer de tireoide mais tarde. Isso não ocorre com adultos que fazem radioterapia.
  • Doenças hereditárias: Algumas doenças como síndrome de Gardner e polipose familial aumentam o risco de câncer em vários órgãos, inclusive tireoide. A doença de Cowden, que é rara, também aumenta o risco de câncer de tireoide. Algumas famílias, que representam 5% dos casos, apresentam incidência incomum de carcinoma papilífero.

Um cisto no ovário pode estar relacionado a um câncer?

Linha Fina

Entenda o que é e como é possível tratar esta pequena lesão, muito comum nas mulheres durante o ciclo menstrual 

O cisto no ovário é uma preocupação que pode surgir para algumas mulheres ao relacioná-lo com tumores no ovário. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 6.650 novos casos de câncer de ovário no Brasil em 2022, sendo o sétimo tipo de câncer mais comum no país entre elas.

Os ovários são órgãos responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e pelo armazenamento dos óvulos. São duas glândulas localizadas na cavidade pélvica da mulher, com formato parecido ao de uma amêndoa.

A partir de exames periódicos, caso do ultrassom, algumas mulheres podem perceber o surgimento de um cisto no ovário, ou seja, uma alteração na formação dos óvulos que não apresenta sintomas, a depender de seu tamanho.


Cisto no ovário: o que é?

Primeiramente, é preciso entender o que são essas alterações. Antes da ovulação, os ovários trabalham continuamente para desenvolver óvulos, necessários para gerar uma vida. Neste período, a pessoa produz mensalmente o cisto folicular, formado pelos óvulos em desenvolvimento, que acumulam líquidos para ficarem maiores no período de ovulação.

Caso não haja concepção, ou seja, se o óvulo não for fecundado, esse cisto vira um corpo lúteo, que se desintegra do ovário cerca de 14 dias após a ovulação. Os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona caem e ocorre a menstruação.

Contudo, algumas vezes, esses cistos viram bolsas cheias de líquido que se formam dentro do ovário, o que pode causar desconforto se a formação for volumosa ou se estiver relacionada com sangramento ou torção do ovário, por exemplo.

A grande maioria desses casos não apresenta sintomas e surge durante a vida reprodutiva da mulher. Alguns cistos podem não ter relação com ovulação e estes podem crescer lentamente e não regredir.

Como os cistos são parte natural da fisiologia humana, não existe prevenção. Já a detecção é feita a partir de um diagnóstico clínico pós-ultrassom pélvico.


Cisto no ovário pode virar câncer?

Boa notícia: não. Cistos benignos não são lesões pré-câncer e só é recomendada a retirada caso traga desconforto para a paciente.

Além disso, contrariando os boatos, quem tem cisto no ovário não desenvolve tendência a ganhar peso. 

Não há também correlação com a síndrome do ovário policístico (SOP) – quando não há ovulação e os ovários apresentam vários cistos pequenos.

Sobre o câncer de ovário

O câncer de ovário é silencioso, demora a apresentar sintomas e pode crescer bastante antes de ser detectado. Por isso, cerca de 75% dos casos têm o diagnóstico quando a doença já está avançada. Cerca de 10% dos casos têm um componente genético e podem estar relacionados com a síndrome familial de mama e ovário.

Clique aqui e saiba mais.


Sobre os tumores ginecológicos

Os tumores ginecológicos atingem, a cada ano, mais de 30 mil mulheres, de acordo com o INCA.

A alta incidência decorre da descoberta tardia, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor. 

No entanto, baseado no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.

 


Fonte: Doutor Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo