Diagnóstico

Câncer nos ossos: conheça os tipos e saiba como fazer o diagnóstico precoce

Linha Fina

Neste Julho Amarelo, Mês da Conscientização sobre os Tumores Ósseos e dos Sarcomas, tenha atenção a sinais e sintomas que pedem uma consulta médica

Há vários tipos de câncer nos ossos, motivo pelo qual a campanha Julho Amarelo levanta a bandeira da conscientização para tumores ósseos e sarcomas.

A seguir, conheça quais são os tipos e aprenda a identificar sinais e sintomas que poderiam sinalizar um câncer e indicam que você marque uma ida ao médico. 

Tais sintomas não significam necessariamente um câncer nos ossos, mas pedem uma investigação.


Osteossarcoma

Também conhecido como sarcoma osteogênico, é o tumor ósseo primário mais comum.

A incidência anual é de aproximadamente 4,4 para 1 milhão de indivíduos entre 0 a 24 anos de idade.

Se inicia nas células ósseas e se desenvolve com mais frequência nos ossos das pernas, pelve e braços.


Fatores de risco
A causa do osteossarcoma é desconhecida, mas alguns fatores colocam crianças e adolescentes em maior risco de desenvolver a doença:

•    Idade: o osteossarcoma é mais comum na faixa dos 10 aos 30 anos de idade, particularmente nas fases de estirões de crescimento
•    Altura: a maioria das crianças que desenvolve osteossarcomas é mais alta do que a média para sua idade
•    Sexo: a doença é mais comum em meninos do que em meninas
•    Radioterapia prévia
•    Doenças ósseas como doença de Paget
•    Síndromes familiais de câncer como Li-Fraumeni, Rothmund-Thompson e a mutação gene RB1, que causa retinoblastoma (câncer da retina)
•    Doenças genéticas como síndrome de Bloom e síndrome de Werner


Principais sinais e sintomas
Os sintomas do osteossarcoma variam de uma criança para outra, mas geralmente o primeiro indício é dor no osso ou articulação.

•    Dor: de início é uma dor que vai e volta, mas, aos poucos, ela piora e se torna mais constante, agravando-se à noite
•    Nódulo, inchaço ou sensibilidade perto de uma articulação – a área também pode ficar quente e avermelhada
•    Andar mancando
•    Febre
•    Fadiga
•    Perda de peso inexplicável
•    Nódulo, inchaço ou sensibilidade no local do tumor
•    Fratura após acidentes banais ou atividades normais
•    Anemia


Sarcoma de Ewing 

Geralmente, atinge os ossos da pelve (quadril), tórax (costelas ou omoplatas) e coxas, particularmente ossos longos como o fêmur e o úmero (osso do braço). 

Os cientistas sabem que esse câncer é causado por mutações genéticas que ocorrem após o nascimento, mas ainda não entendem porque elas acontecem, embora se saiba que é mais comum em adolescentes e nos homens.


Principais sinais e sintomas
•    Dor no local do tumor (piora durante a noite ou durante a prática de exercícios e pode ser causada tanto pelo crescimento do tumor como pela fratura de um osso enfraquecido pela doença)
•    Nódulo, inchaço ou sensibilidade no local do tumor
•    Febre
•    Fratura após acidentes banais ou atividades normais
•    Fadiga
•    Andar mancando
•    Perda de peso inexplicável
•    Fraqueza, falta de sensibilidade ou paralisia dos braços e pernas se o tumor atingiu áreas próximas da coluna espinhal
•    Falta de ar, se o tumor se espalhou para os pulmões


Condrossarcoma 

Raro, é um câncer produtor de células cartilaginosas. É o segundo tipo de tumor ósseo mais comum no adulto, representando cerca de 20 a 25% dos casos. Em 70% dos casos ocorrem em pacientes acima dos 40 anos. 

Condrossarcomas tendem a ser diagnosticados em estágio inicial e geralmente são de baixo grau (ou seja, crescem mais lentamente e não costumam se espalhar). 

Esse tipo de tumor pode se desenvolver em qualquer área do corpo, especialmente nos ossos da pelve, braços e coxas.


Principais sinais e sintomas
•    Dor local, que vai piorando e pode ser mais forte à noite
•    Aparecimento de massa no local do tumor
•    Inchaço no local do tumor
 

Cordoma 

É um tumor maligno que geralmente aparece na espinha e na base do crânio. Acomete principalmente indivíduos entre 40 e 70 anos de idade, embora qualquer faixa etária possa ser afetada.

De crescimento lento, o cordoma não costuma se disseminar para outras partes do corpo, mas podem retornar no mesmo local se não forem retirados completamente. 


Principais sinais e sintomas
•    Dor na coluna
•    Formigamento, queimação e fraqueza nos membros superiores ou inferiores
•    Aumento de volume na região 
•    Dificuldade para evacuar
•    Perda de controle de urina


Mieloma múltiplo 

É um câncer primitivo da medula óssea. Pode ser solitário quando acomete apenas um local (plasmocitoma) ou múltiplo. 

O mieloma múltiplo compromete principalmente as vértebras, costelas, crânio, ossos chatos das cinturas pélvica e escapular, úmero (osso do braço) e fêmur. 

É o tumor ósseo maligno mais comum na vida adulta e geralmente atinge pacientes com mais de 40 anos, com um pico de incidência aos 60 anos. 


Principais sinais e sintomas
Dor é a queixa clínica mais frequente, associada ou não ao aumento de volume. 

Às vezes, a primeira manifestação pode ser por ocorrência de uma fratura – que, muitas vezes, é causada mesmo sem um trauma importante, pois o osso encontra-se fragilizado pela lesão.


Sarcoma pleomórfico indiferenciado de alto grau

Outrora conhecido como histiocitoma fibroso maligno, acontece com mais frequência no tecido conjuntivo (ligamentos, tendões e músculo). 

Apesar de raro nos ossos, quando é diagnosticado costuma afetar as pernas ou braços. É mais comum em idosos e adultos – dificilmente atinge crianças. 


Principais sinais e sintomas
•    Crescimento de nódulo ou caroço em qualquer parte do corpo
•    Dor abdominal que piora com o tempo
•    Sangue nas fezes ou vômito
•    Fezes escuras ou negras, sinal de que há sangramento interno


Linfoma não Hodgkin

Esse tipo de câncer quase sempre se desenvolve no sistema linfático, mas não em 100% das pessoas.

No caso do linfoma difuso de grandes células B, que representa 30% dos linfomas não Hodgkin e é o mais comum entre eles, o câncer começa como uma massa de crescimento rápido em órgãos como ossos, intestinos, cérebro, medula ou em um gânglio linfático. 

Ele pode atingir pessoas de qualquer faixa etária, mas é mais frequente em homens de mais idade.


Principais sinais e sintomas
•    Inchaço indolor dos gânglios linfáticos da virilha, axilas e pescoço
•    Suores noturnos intensos, com ou sem febre
•    Febre
•    Erupção cutânea avermelhada, disseminada pelo corpo
•    Náusea, vômitos ou dor abdominal
•    Perda de peso inexplicável
•    Cansaço
•    Coceira
•    Tosse ou dificuldade para respirar
•    Dor de cabeça e dificuldade de concentração
As formas mais agressivas dos linfomas não Hodgkin podem incluir:
•    Dor no pescoço, nos braços ou no abdome
•    Dificuldade para respirar
•    Fraqueza nos braços e/ou nas pernas
•    Confusão mental

 

Tumor de células gigantes (TGC)

É um tumor localmente agressivo e que raramente desenvolve metástases, que corresponde a cerca de 4% a 5% dos tumores primários ósseos. 

Pode ser diagnosticado em qualquer idade, embora seja mais frequente nos adultos jovens, entre os 20 e os 40 anos. 

Os locais mais frequentes de acometimento são a região do joelho (fêmur, osso da coxa; e tíbia, osso da perna) e punho (rádio, osso do antebraço). Alguns casos raros podem apresentar disseminação à distância, com metástases pulmonares.  


Principais sinais e sintomas
•    Dor, que inicialmente é de caráter intermitente
•    Aumento de volume no local

Câncer de garganta: 5 dicas para você se prevenir

Linha Fina

Assista ao vídeo e saiba como se proteger neste Julho Verde, mês de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço

O câncer de garganta desenvolve-se na parte da garganta que fica logo atrás da boca, conhecida como orofaringe. Ela inclui a base da língua (a parte posterior da língua), o palato mole, as amígdalas, os pilares e as paredes laterais e posterior da garganta.

A boa notícia é que, ao evitar alguns comportamentos, você pode se prevenir de um câncer de garganta, como se vê no vídeo abaixo.

Lembrando que Julho Verde é o mês de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço, mais um motivo para você se proteger.

Assista:

Dia do Oncologista: por que me tornei um médico especializado em câncer

Linha Fina

Para marcar a data de 9 de julho, confira o depoimento do Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo

A data de 9 de julho marca o Dia do Oncologista e fui convidado para escrever sobre como é a rotina dessa especialidade. Primeiramente, vamos iniciar pelo básico, uma vez que muitas pessoas não sabem o que um médico oncologista trata.


O que é um oncologista?

Oncologia é um ramo da ciência que lida com tumores e cânceres. “Onco” tem origem no grego e significa, literalmente, volume, massa ou tumor, enquanto “logia”, também do grego, significa estudo. 

Um oncologista é um médico especializado no diagnóstico e no tratamento do câncer. Os três principais tipos de médicos que tratam câncer são oncologistas clínicos, oncologistas cirúrgicos e radioterapeutas.


Como é o trabalho de um oncologista?

O oncologista cuida do paciente na fase de rastreio, diagnóstico e tratamento do câncer, além de realizar o acompanhamento após a conclusão do tratamento.

Também dedica boa parte do seu tempo ao ensino e à pesquisa do câncer.

Eu, como oncologista clínico, me especializei na administração de medicamentos para eliminar células cancerígenas, como quimioterapia, terapia-alvo, hormonioterapia e imunoterapia. 

Oncologistas cirúrgicos, como o nome indica, realizam procedimentos cirúrgicos para identificar e remover tumores cancerígenos. 

Já os radioterapeutas cuidam do câncer com radioterapia, um tratamento à base de radiação. 

No exercício da profissão, os diferentes tipos de oncologistas trabalham juntos e, também, em colaboração com outras equipes, como patologistas, radiologistas, médicos nucleares, dermatologistas, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, dentre outras especialidades.


Quais são os desafios da especialidade?

O oncologista tem um contato intenso com o paciente e seus familiares. Por ser uma doença potencialmente séria, que frequentemente gera incertezas, o treinamento do oncologista envolve aprender a conversar com os pacientes. 

Faz parte da nossa rotina:

•    Explicar o diagnóstico e o estadiamento do câncer, descrever onde o câncer está localizado, se ou onde se espalhou e se está afetando outras partes do corpo; 
•    Discutir todas as opções de tratamento e recomendar o melhor curso de tratamento; 
•    Oferecer atendimento de qualidade e compassivo; 
•    Ajudar a manter a qualidade de vida do paciente, gerenciando sintomas relacionados ao câncer e possíveis efeitos colaterais do tratamento, como constipação, náusea, vômito e fadiga.


No Dia do Oncologista, a resposta: vale a pena seguir nesta especialidade?

Oncologistas são médicos altamente treinados que pesquisam, diagnosticam e tratam o câncer. 

Ser oncologista oferece várias recompensas pessoais e profissionais, como salvar vidas, melhorar a qualidade de vida, receber a gratidão dos pacientes e familiares e contribuir para a pesquisa e avanço da medicina. 

Embora haja prós e contras na oncologia, como anos de estudo rigoroso, a maioria dos médicos acha que essa carreira vale a pena. 

Pesquisas* mostram que 96% dos oncologistas escolheriam a mesma especialidade se recomeçassem na área médica.


Referência:
* Keith L. Martin. Medscape Oncologist Compensation Report 2020.

CAR-T Cells: será o fim do transplante alogênico para a leucemia linfoide aguda?

Linha Fina

Confira o que acha o Doutor Ryan Cassaday, norte-americano que deu uma aula no Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo

As CAR-T Cells, também conhecidas como células CAR-T, são uma grande novidade no tratamento de tumores hematológicos, embora seja um tratamento que não esteja disponível para o grande público.

O assunto foi tema no Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo.

No painel Neoplasias Hematológicas - Leucemia Linfoide Aguda - O futuro da terapia com células CAR-T: será o fim do transplante alogênico?, o Doutor Ryan Cassaday, norte-americano que é professor na Universidade de Washington e no Fred Hutchinson Cancer Research Center, diz que ainda são necessários alguns avanços.


CAR-T Cells: o que são 

As CAR-T Cells são terapias personalizadas e agem em alvos específicos, usando células do paciente e não medicamentos sintéticos. 

Trata-se de células de defesa do organismo, que são extraídas do paciente e moldadas em laboratório para combaterem seu próprio tumor. 

Depois, são infundidas de volta no paciente. Ou seja, elas atuam reprogramando as próprias células do paciente contra a doença. 

Segundo o Doutor Ryan Cassaday, precisamos responder a perguntas para as quais ainda não temos respostas.

"Precisamos conseguir respostas mais rápidas, eficazes e seguras. Temos diferentes prognósticos, como fatores de pré-tratamento, o peso das doenças e terapias anteriores. Também precisamos de mais centros realizando as terapias com CAR-T Cells no mundo para entender mais sobre quais pacientes respondem melhor às CAR-T Cells. Enquanto não tivermos isso, o transplante pode seguir como uma opção interessante”, analisa o médico.

Doutor Ryan, branco, 40 anos, CAR-T Cells

Julho Verde: um guia de prevenção e diagnóstico precoce para tumores de cabeça e pescoço

Linha Fina

No Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, aprenda a se proteger e a identificar um problema cedo, algo que aumenta muito a chance de cura

Julho Verde, uma campanha de conscientização mundial sobre os tumores de cabeça e pescoço, vai chegando ao fim.

O A.C.Camargo, que ano a ano dissemina informações de qualidade para a comunidade e é altamente especializado em prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação para esses tipos de tumores, preparou um guia especial para este Dia Mundial de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço.

A seguir, para fazer um eventual diagnóstico de forma precoce, algo que aumenta muito as chances de sucesso no tratamento, você confere fatores de risco, sinais e sintomas que merecem investigação em um médico. Falamos dos seguintes órgãos:

  • Tireoide
  • Boca
  • Garganta 
  • Laringe
  • Faringe
  • Paratireoide
  • Traqueia 
  • Sinonasal
  • Hipófise

Confira:

 

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indica que em 2022 haverá 13.780 novos casos de câncer de tireoide no Brasil, sendo 1.830 em homens e 11.590 em mulheres, o que o torna o sexto mais comum entre o sexo feminino. Esses números demonstram com evidência que esse tipo de câncer é muito mais frequente em mulheres do que em homens. 

A tireoide é uma glândula que fica na frente do pescoço e tem a forma de uma borboleta, com dois lobos de cada lado da traqueia unidos pelo istmo.

Nódulos na tireoide são bastante comuns e, por causa de sua localização, os médicos, e muitas vezes os pacientes, conseguem senti-los com uma simples apalpação. Felizmente, entre 90% e 95% desses nódulos são benignos. Além disso, os cânceres de tireoide podem ser detectados precocemente e o sucesso do tratamento pode chegar a 97% dos casos. 


Sinais e sintomas

Várias doenças benignas e outros cânceres de pescoço podem ter os mesmos sintomas que o câncer de tireoide. Por isso, é preciso consultar um médico se você tiver:

  • Nódulo no pescoço, que às vezes cresce muito depressa
  • Dor na parte da frente do pescoço, que pode irradiar para os ouvidos
  • Rouquidão ou mudança no timbre de voz que não passa com o tempo
  • Dificuldade para engolir
  • Dificuldade para respirar, como se você estivesse respirando por um canudinho
  • Tosse que não passa e não é causada por gripe


Fatores de risco

Vale lembrar que fatores de risco aumentam o seu risco de desenvolver câncer de tireoide, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de tireoide.

Idade: pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum na faixa dos 30 aos 50 anos.

Sexo: a incidência em mulheres é três vezes maior que a incidência em homens.

Exposição à radiação: crianças que fizeram tratamento com radiação na região da cabeça e do pescoço ou radioterapia para câncer, como linfoma de Hodgkin, também correm maior risco de ter câncer de tireoide mais tarde. Isso não ocorre com adultos que fazem radioterapia.

Doenças hereditárias: Algumas doenças como síndrome de Gardner e polipose familial aumentam o risco de câncer em vários órgãos, inclusive tireoide. A doença de Cowden, que é rara, também aumenta o risco de câncer de tireoide. Algumas famílias, que representam 5% dos casos, apresentam incidência incomum de carcinoma papilífero.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, em 2022, o País terá 15.190 novos casos de câncer de boca, 11.180 em homens e 4.010 em mulheres, sendo o sexto mais comum para o sexo masculino. O tabagismo, em todas as suas formas (cigarro, cachimbo, charutos, rapé e fumo mascado), e o consumo de bebidas alcoólicas são os principais fatores de risco para o câncer de boca.

Mas a doença pode ocorrer mesmo em pessoas que nunca fumaram ou beberam. Por causa da localização, um número significativo de casos câncer de boca pode ser identificado por dentistas ou até mesmo pelo próprio paciente. No entanto, infelizmente, a maioria é diagnosticada em estádios avançados e mais difíceis de tratar.

O câncer de boca ou câncer oral inclui tumores que podem se desenvolver em várias partes da boca, em seu revestimento interno (mucosa), nas gengivas, na parte visível da língua, no soalho bucal (a parte que fica embaixo da língua), no palato (céu da boca) e na área atrás dos dentes do siso, que os médicos chamam de trígono retromolar.


Sinais e os sintomas

Eles variam de pessoa para pessoa e muitos deles são comuns a várias doenças benignas. No entanto, como a detecção precoce é fator decisivo para o sucesso do tratamento, é importante consultar um dentista ou um especialista em otorrinolaringologia ou em cabeça e pescoço se apresentar algum dos sintomas abaixo.

  • Ferida na boca que não cicatriza (sintoma mais comum)
  • Dor na boca que não passa (comum em fases mais avançadas do câncer)
  • Nódulo persistente ou espessamento de qualquer local da boca
  • Área vermelha ou esbranquiçada de qualquer local da boca
  • Dificuldade para abrir a boca ou para mastigar
  • Dificuldade para mover a mandíbula ou a língua
  • Dormência da língua ou de outra área da boca
  • Inchaço da mandíbula que faz dentadura ou prótese desencaixar ou incomodar
  • Dentes que ficam moles ou frouxos na gengiva ou dor em torno dos dentes ou da mandíbula
  • Sangramento na boca
  • Mau hálito persistente
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Fumo: fumantes de cigarro, cachimbo (associado ao câncer de lábio), charuto ou narguilé, pessoas que mascam fumo (associado ao câncer da parte interna dos lábios, das bochechas e das gengivas) representam 90% dos casos de câncer de boca e o risco é proporcional à quantidade de fumo consumida. Ou seja, quanto maior o consumo, maior o risco. A chance de essas pessoas desenvolverem câncer de boca é de seis a 16 vezes maior que entre as não fumantes. Fumo passivo também é fator de risco.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados, que bebem mais de 21 doses de álcool por semana. O risco é seis vezes maior para quem bebe do que para quem não bebe. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.

Idade: metade dos pacientes com câncer de boca tem mais de 60 anos, mas pode aparecer em idades mais jovens, inclusive na adolescência.

Sexo: dois terços dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, é uma das causas da doença. Por isso, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral.

Irritações da mucosa bucal: dentaduras, pontes e coroas que não estão bem ajustadas e dentes fraturados podem traumatizar cronicamente a mucosa e causar câncer. Por isso, essas próteses precisam ser avaliadas periodicamente pelo dentista; as dentaduras devem ser removidas e limpas todas as noites.

Imunossupressão: pessoas que tomam drogas imunossupressoras, para evitar a rejeição de um transplante, por exemplo, também podem ter risco aumentado para câncer de boca.

Exposição ao sol: mais de 30% dos pacientes de câncer de lábio são profissionais que trabalham ao ar livre, expostos à radiação ultravioleta do sol. Protetor labial com filtro solar ajuda na prevenção.

Alimentação: dietas pobres em frutas, legumes e verduras também estão associadas a maior risco de câncer de boca.

O câncer de garganta, também conhecido como orofaríngeo, desenvolve-se na parte da garganta que fica logo atrás da boca, que os médicos chamam de orofaringe. Ela inclui a base da língua (a parte posterior da língua), o palato mole, as amígdalas, os pilares, as paredes laterais e posterior da garganta.

Como a boca, a garganta participa da respiração, fala, alimentação e deglutição, contendo vários tipos de células e tecidos, nos quais diferentes tipos de tumores podem se desenvolver.


Sinais e sintomas

Os sintomas de câncer de garganta variam de pessoa para pessoa. Porém, os sintomas iniciais mais comuns são:

  • Mudanças na voz (como se tivesse uma "batata na garganta”)
  • Dificuldade para engolir ou sensação de que alguma coisa está presa na garganta
  • Irritação da garganta que não passa
  • Dor de ouvido
  • Caroço no pescoço
  • Tosse
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de garganta.

Fumo: ainda é o principal fator de risco para o câncer de garganta.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.

Idade: pode ocorrer em qualquer idade e o risco aumenta com o passar dos anos. Até recentemente, metade dos pacientes tinha mais de 65 anos. Nos últimos anos, tem se observado muitos casos em pacientes mais jovens, que não bebem e não fumam, mas geralmente associados a infecção pelo vírus do HPV.

Sexo: a maioria dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, é uma das causas da doença. Por isso, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral.

Produtos químicos: a exposição a substâncias como níquel, amianto e gases de ácido sulfúrico também aumenta o risco de câncer de garganta.

História familiar: há maior risco de câncer de garganta para pessoas com familiares que tiveram este tipo de câncer.

De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) são esperados 6.470 novos casos de câncer de laringe em homens e 1.180 em mulheres para cada ano do triênio 2020-2022, sendo o nono mais comum para o sexo masculino.

A laringe (onde estão localizadas as cordas vocais) é o órgão da voz e fica entre a parte posterior da língua e a traqueia. Além da fala, ela é importante para a proteção dos brônquios e pulmões de partículas de alimentos durante a deglutição. A laringe é dividida em:

  • Supraglote, que fica acima das cordas vocais e contém a epiglote, responsável por fechar a laringe durante a deglutição, encaminhando o alimento para o esôfago e impedindo a passagem de partículas para os pulmões.
  • Glote, onde estão as cordas vocais;
  • Subglote, localizada abaixo das cordas vocais.

Por isso, um tumor da laringe pode afetar a voz, a deglutição ou a respiração.  


Sinais e sintomas

Rouquidão e mudança de voz persistentes são os principais sinais do câncer de laringe quando atingem as cordas vocais, o que facilita a detecção precoce. Porém, quando os tumores na laringe não começam nas cordas vocais, a rouquidão e a mudança de voz aparecem em estádios mais avançados. Por isso, algumas vezes, eles só são diagnosticados quando já se disseminaram para os gânglios linfáticos, quando o paciente nota um caroço no pescoço.

Outros sinais:

  • Irritação ou dor de garganta que piora com a deglutição e não passa em duas semanas
  • Rouquidão e mudança de voz, que persistem por mais de 15 dias
  • Aparecimento de nódulo no pescoço
  • Pigarro ou tosse constante
  • Dor ou dificuldade para engolir
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de laringe.

Fumo: é o principal fator de risco para o câncer de laringe.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante. Combinado com o fumo, o risco se multiplica. Essa combinação aumenta bastante o risco para vários tipos de câncer.

Idade: o risco aumenta com a idade; a maioria dos pacientes tem mais de 55 anos.

Sexo: homens e mulheres podem apresentar a doença, mas a maioria dos pacientes são homens.

Sexo oral e HPV: o papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, poucas vezes é uma das causas da doença. Mas, é importante utilizar preservativo, inclusive durante a prática de sexo oral, pois o HPV está muito associado a outro tumor da região, o da orofaringe.

Refluxo gastroesofágico: quando o suco gástrico sobe para o esôfago e alcança a laringe, provocando uma inflamação crônica.

A faringe é uma importante estrutura comum ao aparelho digestivo e respiratório, formada por três diferentes regiões:

  • Nasofaringe (ou rinofaringe): parte superior das vias aéreas, localizada atrás do nariz e acima do palato mole
  • Orofaringe: inclui a base da língua, o palato mole, as amígdalas e a parede posterior da faringe (a parte da garganta logo atrás da boca)
  • Hipofaringe: estende-se a partir do osso hioide, para baixo, conectando-se ao esôfago e à laringe


Sinais e sintomas

Nas fases iniciais, o câncer de faringe pode apresentar pouco ou nenhum sintoma. Nos estádios mais avançados, pode presentar:

  • Dor ou dificuldade para engolir
  • Dor de ouvido ou infecções recorrentes de ouvido em adultos
  • Sensação de congestão ou obstrução nasal, que acomete um lado e, depois de algum tempo, os dois lados
  • Alteração da fala ou até mesmo rouquidão
  • Aparecimento de nódulos (caroços) no pescoço
  • Sensação de que algo está preso na garganta
  • Engasgos com alimentos
  • Falta de ar
  • Secreção ou sangramento nasal
  • Tosse com sangue
  • Perda de peso inexplicável


Fatores de risco

Conheça os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer de faringe.

  • Sexo: grande parte dos casos ocorrem em homens.
  • Fumo: é fator de risco para o câncer de faringe, principalmente da orofaringe e da hipofaringe.
  • Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante. Combinado com o fumo, o risco se multiplica. Essa combinação aumenta bastante o risco para vários tipos de câncer.
  • Alimentação: algumas pesquisas indicam que populações que consomem muitos alimentos preservados em sal têm maior risco para desenvolver câncer de faringe e que o consumo de frutas, legumes e hortaliças pode reduzir o risco de desenvolver a doença.
  • Infecções virais: o vírus de Epstein-Baar (EBV) associa-se ao risco de câncer da nasofaringe. Já o HPV associa-se ao câncer da orofaringe.

As paratireoides são quatro glândulas que ficam no pescoço, atrás da tireoide, cuja função é controlar os níveis de cálcio no sangue por meio da produção do hormônio paratireoideano ou paratormônio (PTH).

Quando há produção excessiva de PTH, os níveis de cálcio no sangue sobem, causando uma condição chamada hipercalcemia. Em 85% dos casos, esse quadro chamado hiperparatireoidismo é causado por tumores benignos (adenomas), por hiperplasia (crescimento anormal, mas benigno da glândula). Em 1% dos casos, é resultado de um câncer raro, o carcinoma de paratireoide.

Se não for tratado, tanto as doenças benignas quanto o câncer podem causar osteoporose, fraturas e cálculos renais. Essas doenças atingem igualmente homens e mulheres, geralmente acima dos 30 anos e, costuma ser descoberto por meio de exames de sangue que mostram elevação dos níveis de cálcio.


Sinais e sintomas

A maior parte dos adenomas e hiperplasias são assintomáticas por longos períodos. Nos casos mais avançados e de câncer de paratireoide, como consequência da hipercalcemia, pode-se observar:

  • Dor nos ossos e no corpo
  • Osteoporose
  • Fraturas espontâneas
  • Massa palpável no pescoço
  • Desidratação
  • Náusea e vômito
  • Cólica renal
  • Pedras nos rins
  • Insuficiência renal
  • Arritmia cardíaca
  • Fraqueza muscular
  • Cansaço
  • Perda de peso
  • Confusão mental


Fatores de risco

As causas do adenoma e do câncer das paratireoides não são conhecidas. As hiperplasias estão associadas à insuficiência renal.

Segundo o INCA, o câncer de traqueia, numa estatística conjunta a brônquios e pulmões, é o quarto mais comum entre os homens, com projeção de 17.760 novos casos neste ano.

A traqueia é um tubo oco formado por cartilagens e músculos, localizada entre a laringe e os brônquios e responsável por conduzir o ar do ambiente externo para dentro dos pulmões.

Por isso, tumores que atingem a traqueia, benignos ou malignos, causam o estreitamento desse órgão, dificultando a passagem de ar para os pulmões.


Sinais e sintomas

Problemas respiratórios podem ser causados por várias doenças, como asma e bronquite, mas também podem estar associados ao câncer da traqueia. Por isso, não devem ser ignorados e merecem uma consulta ao médico:

  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Tosse, com ou sem sangue, que não passa
  • Sibilo ou zumbido, barulhos que acompanham a respiração quando há obstrução da passagem de ar
  • Infecções frequentes das vias aéreas
  • Rouquidão
  • Dificuldade para engolir, que pode indicar que o crescimento do tumor está pressionando o esôfago


Fatores de risco

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de traqueia.

Fumo: o tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de traqueia.

O câncer sinonasal, um tumor de incidência baixa no Brasil, assim como nos Estados Unidos, representa cerca de 2% das neoplasias do trato respiratório.

Essa raridade faz com que muitos centros tenham pouca experiência no tratamento desse grupo complexo de doenças. Uma das maiores experiências nacionais é a do A.C.Camargo, onde cerca de 100 pacientes por ano são tratados pela equipe multidisciplinar.


Sinais e sintomas

O crescimento de tumores nasossinusais pode ser lento ou muito rápido, dependendo do tipo de tumor. 

Geralmente, não há manifestação detectável nas fases iniciais – o diagnóstico é feito em fases avançadas de evolução da doença – e o tipo de manifestação clínica depende das estruturas envolvidas

A obstrução nasal unilateral com secreção sanguinolenta ou com pus misturado com sangue são os principais sintomas.

Outros sinais:

  • Alterações visuais (olho saltado, visão dupla, perda visual)
  • Lacrimejamento
  • Assimetria facial
  • Amortecimento da região malar (maçã do rosto)
  • Amolecimento e má oclusão dentária
  • Abaulamento do palato, de gengiva superior ou externamente a ela
  • Dificuldade de abertura da boca (trismo)
  • Perda do olfato (anosmia)
  • Dor de cabeça (cefaleia) 
  • Dor facial

Doenças comuns, como resfriado, gripe e sinusite, podem causar sintomas semelhantes, mas eles são de curta duração e geralmente comprometem os dois lados do nariz. 

Pelo contrário, em tumores, os sintomas começam de um lado só, pioram progressivamente e só na fase mais avançada comprometem os dois lados.
 

Fatores de risco

Tumores nasossinusais não apresentam relação com tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. 

Descreve-se um maior risco para pessoas que trabalham em indústria metalúrgica que utiliza níquel e aquelas que são expostas ao pó de serra na indústria madeireira. 

Outros riscos ocupacionais são descritos em pessoas que trabalham no processamento de couros, ou foram expostas a gás mostarda, isopropanol e à radiação ionizante pelo radium. 

O papel de sinusites crônicas é muito controverso.

A hipófise ou pituitária regula outras glândulas, como a tireoide, as adrenais, os testículos e os ovários.

Além disso, ela sintetiza uma série de hormônios, como o do crescimento, a prolactina, que estimula a produção do leite materno, a vasopressina, também chamada de hormônio antidiurético, fazendo com que os rins mantenham a água do organismo, e a oxitocina, que estimula a contração do útero durante o parto.


Sinais e sintomas

Nem todos os tumores de hipófise ou pituitária causam sintomas e alguns podem ser descobertos por acaso, quando o paciente faz uma tomografia ou ressonância por algum motivo. Adenomas funcionais, porém, geralmente produzem um dos hormônios da pituitária em excesso e macroadenomas podem causar sintomas neurológicos como:

  • Fraqueza muscular no olho, de forma que os dois olhos não se movem na mesma direção ao mesmo tempo
  • Visão dupla ou embaçada
  • Perda da visão periférica
  • Cegueira repentina
  • Dor de cabeça
  • Dor ou dormência no rosto
  • Tontura
  • Desmaios

Macroadenomas e os raros carcinomas de pituitária também podem pressionar e destruir áreas normais da glândula, reduzindo a produção de um ou mais hormônios, causando sintomas como:

  • Náuseas
  • Fraqueza
  • Perda ou ganho de peso inexplicável
  • Perda de pelos corporais
  • Sensação de frio
  • Alteração do ciclo menstrual ou ausência de menstruação
  • Disfunção erétil
  • Crescimento de tecido mamário em homens
  • Perda do desejo sexual, principalmente em homens
  • Diabetes insipidus: tumores muito grandes podem pressionar a parte posterior da hipófise, reduzindo a produção de vasopressina, o hormônio antidiurético, o que pode levar a um quadro de diabetes, em que a pessoa urina muito e sente muita sede.

Adenomas somatotróficos, que aumentam muito a produção do hormônio do crescimento, causam sintomas e quadros diferentes em crianças e adultos. Nas crianças, eles estimulam o crescimento de todos os ossos do corpo, causando gigantismo, cujos sintomas são:

  • Altura muito superior à média da idade
  • Crescimento muito acelerado
  • Dor nas juntas
  • Sudorese, isto é, aumento na produção de suor

Nos adultos, cujos ossos longos dos braços e das pernas já cresceram, eles causam acromegalia, com crescimento dos pés, das mãos e dos ossos da face. Os sintomas são:

  • Crescimento dos pés, mãos e crânio
  • Mudança do rosto, por causa do crescimento dos ossos da face
  • Espaçamento dos dentes e protuberância da mandíbula, por causa do crescimento da mandíbula
  • Dor nas juntas
  • Aumento nas taxas de glicemia (açúcar no sangue) ou diabetes mellitus
  • Pedras dos rins
  • Problemas cardíacos
  • Dor de cabeça e alterações da visão

Adenomas corticotróficos, que aumentam a produção de ACTH, fazem com que as glândulas adrenais elevem a síntese de hormônios como o cortisol, na chamada síndrome de Cushing, cujos sintomas são:

  • Ganho de peso inexplicável, principalmente no rosto, tórax e abdome
  • Aumento de pelos no rosto, tórax e abdome
  • Acne
  • Inchaço e vermelhidão no rosto
  • Acumulação de gordura atrás do pescoço
  • Aumento nas taxas de glicemia (açúcar no sangue) ou diabetes mellitus
  • Pressão alta
  • Alterações da visão
  • Perda de interesse sexual
  • Enfraquecimento dos ossos, que pode causar osteoporose ou mesmo fraturas

Adenomas lactotróficos, que estimulam a síntese de prolactina, podem causar redução na frequência dos ciclos menstruais ou sua interrupção e produção anormal de leite. Em homens, pode causar crescimento das mamas e disfunção erétil. Em ambos os sexos, esses adenomas também podem causar:

  • Infertilidade
  • Perda de interesse sexual
  • Osteoporose

Adenomas tireotróficos, que elevam a produção de TSH, causam sintomas de hipertireoidismo como:

  • Batimento cardíaco acelerado ou irregular
  • Tremores
  • Perda de peso
  • Aumento do apetite
  • Suor excessivo
  • Dificuldade para dormir
  • Ansiedade
  • Aumento do número de evacuações


Fatores de risco

Poucos fatores de risco são conhecidos para os tumores de pituitária e todos eles são genéticos, ou seja, não há fatores ambientais ou comportamentais que aumentem as chances de alguém desenvolver tumores de pituitária ou hipófise. No entanto, algumas síndromes genéticas aumentam o risco de tumores de pituitária:

Neoplasia endócrina múltipla Tipo I (MEN1): é uma doença hereditária com alto risco de desenvolvimento de tumores em três glândulas: pituitária, paratireoide e pâncreas, causada por mutação no gene MEN1, que é transmitida para metade dos filhos do portador.

Neoplasia endócrina múltipla Tipo IV (MEN4): essa síndrome, causada por mutação no gene CDKN1B, é rara, mas aumenta o risco de tumores da pituitária.

Síndrome de McCune-Albright: essa condição é causada por mutação no gene GNAS, que não é hereditária, mas ocorre durante a formação do feto. A pessoa afetada apresenta manchas de cor marrom na pele, problemas ósseos e também pode ter distúrbios hormonais e tumores de pituitária.

Complexo de Carney: é uma síndrome rara, em que o portador apresenta problemas cardíacos, de pele e de adrenais e tem risco ampliado de desenvolver vários tumores, entre eles os tumores de pituitária.

A varíola do macaco e o câncer

Linha Fina

Entenda o impacto do vírus monkeypox na vida do paciente oncológico

A varíola do macaco e o câncer: como esta doença poderia ter impacto na vida do paciente oncológico?

É uma questão que vem à cabeça graças a um caso confirmado – um homem de 41 anos, residente em São Paulo, que viajou para Portugal e Espanha e se encontra internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.


A varíola do macaco e o câncer: o que você precisa saber

O câncer em si – bem como algumas modalidades de tratamento oncológico – altera a imunidade da pessoa. Assim, ela fica mais propensa a complicações por doenças infecciosas, como é o caso da varíola do macaco. 

As complicações dessa doença incluem superinfecção bacteriana das lesões da pele, pneumonia, sepse e encefalite.

Entre os grupos que têm mais vulnerabilidade em termos de imunidade baixa e apresentam um maior risco de complicações por doenças infecciosas, destacam-se:

•    Cânceres hematológicos
•    Tumores sólidos avançados 
•    Pacientes em esquemas mais intensos de quimioterapia

Os mesmos cuidados para evitar contrair a covid-19, como distanciamento social e uso de máscaras, auxiliam na prevenção.


Varíola do macaco: sinais e sintomas

Geralmente, o monkeypox virus se inicia com sinais não muito específicos, que lembram uma virose comum: febre, dores de cabeça e garganta e gânglios aumentados em até 15 dias após a pessoa contrair a varíola do macaco. 

Apenas com o aparecimento de lesões na pele, que são bolhas que formam feridas depois de se romperem, é que pode haver suspeita de diagnóstico de varíola do macaco.


Fonte: Doutora Anna Paula Romero de Oliveira, infectologista do A.C.Camargo

Período de sazonalidade de doenças respiratórias pede atenção a sinais e sintomas do câncer de pulmão

Todos os anos, com a chegada do outono e do inverno, aumentam os números de casos de doenças respiratórias, como gripes, resfriados, bronquiolites, entre outras.

Muitas vezes, não é necessário buscar atendimento médico, pois um antigripal pode ajudar a minimizar os sintomas. Mas, como saber se uma tosse, por exemplo, deixa de ser um sintoma corriqueiro para ser um sinal de alerta?

Alguns dos sintomas do câncer de pulmão são semelhantes aos de doenças respiratórias e variam de pessoa para pessoa. Mas, ao notar algum dos sintomas abaixo, procure um médico para que este profissional avalie a necessidade de exames complementares. 

Sinais e sintomas do câncer de pulmão

•    Tosse que não passa ou piora com o tempo
•    Dor no peito que não passa e piora quando a pessoa respira fundo, tosse ou dá risada
•    Dor no braço ou no ombro
•    Tossir sangue ou catarro com cor de ferrugem
•    Falta de ar, chiado no peito ou rouquidão
•    Crises repetidas de bronquite ou pneumonia
•    Inchaço do rosto ou pescoço
•    Perda de apetite ou de peso inexplicáveis
•    Fraqueza ou cansaço

No mundo, o câncer de pulmão está entre os principais em incidência, ocupando a primeira posição entre os homens e a terceira posição entre as mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), só no Brasil, estima-se 17.760 casos novos em homens e 12.440 em mulheres para cada ano do triênio 2020-2022.

Você sabia?

É possível fazer “endoscopia dos pulmões” para diagnosticar e fazer biópsia de um possível tumor. Na broncoscopia e na ecobroncoscopia (EBUS), o médico especialista utiliza um aparelho semelhante ao equipamento utilizado em uma endoscopia digestiva, que é um tubo bem fino com uma câmera na ponta. Assim, é possível fazer diversos tipos de procedimentos de forma minimamente invasiva.

Fonte: Dra. Juliana Brandão Folador Morellato, cirurgiã do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center

O papel do(a) endocrinologista na prevenção e no diagnóstico precoce de um câncer

Linha Fina

Especialista pode observar sinais importantes que ajudam a detectar um eventual tumor brevemente, algo essencial para o sucesso de um tratamento oncológico  

O endocrinologista é um especialista que maneja cuidados importantes para o paciente oncológico, que vão além dos tumores de origem endócrina.

Ele atua desde a prevenção até o manejo de eventuais efeitos adversos, que sejam consequência do câncer em si ou do tratamento. 

É vital que tanto a população em geral como os endocrinologistas tenham muita atenção em relação à prevenção e ao diagnóstico precoce de um eventual câncer. 

Dito isso, confira a seguir os fatores de risco, sinais e sintomas que merecem uma investigação mais cuidadosa, como aquela que é feita em uma Instituição oncológica de excelência como o A.C.Camargo. 


Prevenção 

Para manter o bom andamento do tratamento sob o aspecto metabólico, é indispensável que o endocrinologista esteja sempre atualizado com as mais novas terapias e monitore questões como:

•    Peso
•    Perda de massa magra 
•    Diabetes 
•    Colesterol 
•    Alterações hormonais 
•    Prevenção de perda óssea


Sinais e sintomas que pedem atenção do endocrinologista

O endocrinologista deve suspeitar de indícios que se apresentem de forma muito mais intensa do que ele esperaria diante de suas ações frente aos pacientes – tudo aquilo que foge um pouco do comum. 

Exemplos de sinais e sintomas que poderiam sinalizar um eventual câncer:

•    Perda ou ganho de peso de forma mais acentuada do que o esperado 
•    Um paciente que, por exemplo, começa a ter uma hiperglicemia ou uma piora importante do diabetes que estava sob controle
•    Hipoglicemia
•    Nódulos no pescoço 
•    Estrias largas e violáceas 
•    Hipertensão 
•    Hirsutismo (aumento da quantidade de pelos no corpo da mulher em locais comuns ao homem)
•    Alteração visual
•    Acne 

Ou seja, em vez de achar que o paciente é um bom respondedor, o endocrinologista tem de ficar “com a pulga atrás orelha” quando esses sintomas mencionados aparecem ou aumentam de forma não usual.


Fatores de risco que poderiam levar a um câncer

O endocrinologista está apto a monitorar alguns dos principais fatores de risco associados ao câncer:

•    Alimentação desregrada – repleta de alimentos ultraprocessados, açucarados e afins – e sedentarismo, ambos maus hábitos que ficam ainda mais perigosos quando associados à obesidade e ao diabetes 
•    Tabagismo 
•    Abuso do álcool 
•    Pessoas que já fizeram radioterapia 
•    Histórico familiar de câncer 


Fontes: Doutora Joilma Rodrigues de Lima e Doutor Danilo de Souza Aranha Vieira, endocrinologistas do A.C.Camargo

Tudo sobre imunoterapia e saúde da mulher

A imunoterapia é uma modalidade de tratamento inovadora e eficaz para tumores ginecológicos.

Nesta live que foca na saúde da mulher, veja o papo entre a Dra. Rachel Simões Pimenta Riechelmann, Head da Oncologia Clínica do A.C.Camargo, e do Dr. Jayr Schmidt Filho, Head de Onco-Hematologia do A.C.Camargo.

Eles vão tirar todas as suas dúvidas sobre essa modalidade de tratamento:


+ Podcast A.C.Camargo
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Qual a relação entre o câncer e o diabetes?

Linha Fina

Neste artigo da coluna “Fala, Doutor!”, o Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico, explica como o câncer pode influenciar o diabetes e vice-versa

Por Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico

Diabetes é uma doença metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue (ou açúcar no sangue), que pode levar ao longo do tempo a danos em órgãos como o coração, vasos sanguíneos, olhos, rins e nervos. O mais comum é o diabetes tipo 2, geralmente em adultos, que ocorre quando o corpo se torna resistente à insulina ou não produz insulina suficiente. 

Nas últimas três décadas, a prevalência de diabetes tipo 2 aumentou dramaticamente em todo o mundo. Diabetes tipo 1, conhecido como diabetes insulino-dependente, é uma condição na qual o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. De 90% a 95% dos pacientes com diabetes têm o tipo 2, enquanto 5% a 10% têm o tipo 1.

Fatores de risco e epidemiologia

O câncer e o diabetes têm vários fatores de risco em comum, como obesidade, tabagismo, envelhecimento, sedentarismo e alimentação não saudável. Aproximadamente 1 em cada 5 pacientes com câncer tem diabetes. 

O diabetes, especialmente o tipo 2, também é um fator de risco para o desenvolvimento de algumas malignidades como o câncer de pâncreas, fígado, cólon, mama e endométrio. Uma revisão do tipo “guarda-chuva”, que analisou 27 estudos de metanálise, concluiu que o diabetes tipo 2 aumenta em 10% o risco relativo de desenvolver câncer. Além disso, vários novos tratamentos contra o câncer ou o uso de corticoides podem levar ao diabetes ou agravar o diabetes preexistente. 

Terapias contra o câncer e o diabetes

Nas últimas décadas, o cenário de tratamento da maioria das malignidades mudou com o surgimento das hormonioterapias, imunoterapias e terapias-alvo. Apesar dos avanços - que resultaram em aumento das taxas de cura, sobrevida e qualidade de vida dos pacientes -, estes tratamentos podem causar hiperglicemia. A quimioterapia convencional, por outro lado, tem efeito direto mínimo ou nenhum sobre a hiperglicemia, exceto quando utilizada juntamente com corticoides em doses mais elevadas.

As terapias que bloqueiam os hormônios – chamadas de hormonioterapias – revolucionaram o tratamento do câncer de mama e próstata. No entanto, também estão associadas ao aumento da resistência à insulina e desenvolvimento de diabetes.
Alguns tipos de imunoterapia ativam a imunidade e aumentam a resposta imune contra células malignas. Mas, ao mesmo tempo, podem causar fenômenos autoimunes como hipotireoidismo, hipertireoidismo, insuficiência adrenal e hipofisite. Raramente estão associados ao desenvolvimento de diabetes autoimune, reduzindo a produção de insulina das células β do pâncreas e simulando um diabetes tipo 1.

As terapias-alvo visam inibir a proliferação de células malignas, regulando o ciclo celular ou induzindo à apoptose (morte celular programada) destas células. No entanto, várias terapias-alvo têm sido associadas à hiperglicemia e uma específica pode induzir resistência à insulina semelhante à observada no diabetes tipo 2.

Screening e tratamento

A testagem para diabetes em pacientes com câncer, antes mesmo de iniciar o tratamento, é importante. Até um terço das pessoas com diabetes não são diagnosticadas. Isto é especialmente relevante em pacientes que têm fatores de risco para diabetes, como um alto índice de massa corporal (IMC), inatividade física, história familiar de diabetes e história de diabetes gestacional, ou aqueles que serão tratados com terapias associadas à hiperglicemia. Caso o tratamento indicado induza a um risco significativo de diabetes, o paciente deve ser educado sobre automonitoramento de glicose em seu domicílio.

O manejo do diabetes em pacientes com câncer deve ser idealmente multidisciplinar, envolvendo um especialista em diabetes (como o endocrinologista), nutricionista, farmacêutico e profissional de apoio psicossocial, em colaboração com a equipe de tratamento oncológico. Pacientes diabéticos em terapia anticâncer requerem controle de hiperglicemia com dieta apropriada, exercícios físicos, terapia antidiabética (hipoglicemiantes orais e/ou insulina, entre outros), controle de fluidos e eletrólitos, juntamente com tratamento das possíveis complicações do diabetes. 

 

Referência:
Shahid, R.K.; Ahmed, S.; Le, D.; Yadav, S. Diabetes and Cancer: Risk, Challenges, Management and Outcomes. Cancers 2021, 13, 5735