Prevenção

Confira o bate-papo sobre câncer colorretal que aconteceu na nossa live

Durante a live “Câncer colorretal: prevenção, diagnósticos e novos tratamentos”, recebemos nossos especialistas para, entre outros pontos, falarem sobre a importância dos hábitos saudáveis para evitarmos o surgimento da doença e como a descoberta precoce do tumor é importante, podendo trazer 90% de chances de um desfecho positivo.

No encontro, os médicos também abordaram as diferentes terapias e as principais pesquisas relacionadas.

Você pode assistir a essa conversa no vídeo abaixo.

Chegada do outono: pacientes oncológicos precisam de atenção redobrada com doenças respiratórias

Por Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo Cancer Center
 

O outono é uma estação caracterizada por mudanças na temperatura e na umidade, bem como pelo aumento da poluição do ar em algumas áreas. Esses fatores contribuem para aumentar a incidência de doenças respiratórias em geral, como gripes e resfriados, e condições respiratórias crônicas, como a asma.

Neste cenário, o paciente oncológico precisa de cuidado em dobro, pois pode ter um sistema imunológico enfraquecido devido ao próprio câncer ou ao tratamento, tornando-os mais vulneráveis a infecções respiratórias. Alguns tipos de câncer, como de pulmão, podem afetar diretamente a função pulmonar e aumentar o risco de complicações. 

Atenção aos sinais e aos sintomas

Pacientes oncológicos com sintomas de doenças respiratórias devem entrar em contato com sua equipe médica imediatamente para obter orientação sobre o gerenciamento de seus sintomas. 

Em alguns casos, se os sintomas forem graves ou houver suspeita de complicações respiratórias, pode ser necessário procurar um pronto atendimento ou hospital. Confira:

  • Dificuldade para respirar, respiração acelerada, chiado no peito ou falta de ar;
  • Febre acima ou igual a 37,8 graus; 
  • Tosse persistente com catarro ou sangue;
  • Dor no peito, especialmente se for acompanhada de falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • Fadiga extrema ou fraqueza.


Importante: se o paciente precisar alterar sua medicação por causa de uma doença respiratória, deve entrar em contato a equipe médica para orientações. 

Como evitar as doenças respiratórias

Os pacientes oncológicos podem desenvolver várias doenças respiratórias, incluindo infecções como pneumonia, bronquite, sinusite e tuberculose, bem como a piora de condições crônicas, como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e fibrose pulmonar. 

Por isso, é importante manter a higiene das mãos, evitar contato próximo com pessoas doentes e procurar atendimento médico imediatamente se apresentar os sintomas acima. Também é essencial conversar com seu médico sobre a vacinação contra a gripe e outras infecções respiratórias, como coronavírus e pneumococo.

Live sobre câncer colorretal: prevenção, diagnósticos e novos tratamentos

Neste mês de conscientização e prevenção do câncer colorretal, faremos uma live especial sobre os tumores que têm origem no intestino grosso, região envolvendo o cólon, reto ou ânus.

Contaremos com a participação dos nossos especialistas. Entre outros pontos, eles abordarão como um estilo de vida saudável, incluindo alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, pode evitar o surgimento da doença, a relevância do diagnóstico precoce, assim como os diferentes tratamentos e as principais pesquisas clínicas.

Não perca. Marque na agenda: dia 21 de março, às 18h, nas nossas redes sociais.

Você é nosso convidado. Traga suas dúvidas e compartilhe o evento. Informação de qualidade faz diferença.

Informações live

 

Saúde feminina e prevenção oncológica

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Que tal aproveitar este mês para cuidar ainda mais da sua saúde oncológica?

A Dra. Andréa Paiva Gadêlha Guimarães, vice-líder do nosso Centro de Referência em Tumores Ginecológicos, gravou um vídeo abordando os principais cuidados para uma vida saudável.

Entre eles, a realização dos exames de rastreamento, como a mamografia de rotina (a partir dos 40 anos), a colonoscopia (a partir dos 45) e o exame de Papanicolau de rotina (anual).

Parabenizamos nossas pacientes, as profissionais que integram nossa equipe e todas as mulheres que nos inspiram a ser cada vez mais especializados em vida.

Dê o play e confira o conteúdo.

No mês da mulher, é preciso lembrar que prevenção deve fazer parte da rotina

Muitos dos tumores ginecológicos são preveníveis e têm alta taxa de cura quando detectados precocemente. Mas, além da alta incidência na população feminina, costumam ser descobertos tardiamente, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial.

Com base no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.

Confira abaixo quais são os sinais e sintomas dos tumores ginecológicos e seus fatores de risco.

Colo do útero 

Sinais e sintomas

O objetivo do exame preventivo é diagnosticar as lesões pré-malignas que são assintomáticas. As lesões mais avançadas podem apresentar: 

  • Secreção, corrimento ou sangramento vaginal incomum;
  • Sangramento leve, fora do período menstrual;
  • Sangramento ou dor após a relação sexual, ducha íntima ou exame ginecológico.

Fatores de risco

  • Infecção por HPV de alto risco: é o principal fator de risco associado ao câncer de colo de útero. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus geralmente transmitido por relações sexuais que infecta pele ou mucosas, podendo causar câncer de colo do útero e também de boca, faringe, vulva, vagina, pênis e canal anal.
  • Infecção por HIV: o vírus da Aids diminui as defesas do organismo e reduz a capacidade de combater o vírus HPV;
  • Fumo: mulheres fumantes têm duas vezes mais risco de ter câncer de colo do útero do que aquelas que não fumam.

Endométrio

Sinais e sintomas

  • Sangramento anormal: 90% das mulheres com câncer de endométrio têm sangramento vaginal anormal após a menopausa ou entre períodos menstruais. Entre 5% e 20% das mulheres na pós-menopausa com esse sintoma têm câncer de endométrio. Isso pode indicar uma série de outras doenças, mas é preciso consultar um especialista para saber a causa;
  • Dor na pelve;
  • Sentir uma massa na região da pelve;
  • Perda de peso inexplicável.

Fatores de risco

  • Idade: geralmente ocorre em mulheres na pós-menopausa - 20% dos casos são diagnosticados em mulheres entre 40 e 50 anos e 5% abaixo dos 40 anos;
  • Estrogênio: terapia de reposição hormonal, menarca (primeira menstruação) precoce e menopausa tardia e nunca ter tido filhos;
  • Hiperplasia atípica: é o espessamento do endométrio causado por exposição ao estrogênio, presente em mulheres que não ovulam todos os meses.
  • Obesidade;
  • Pressão alta;
  • Diabetes;
  • Câncer prévio: câncer de mama ou de ovário e tratamento com tamoxifeno ou radioterapia na região pélvica;
  • Histórico familiar: mulheres com síndrome de Lynch (câncer colorretal hereditário não polipose) também correm maior risco de desenvolver câncer de endométrio.

Ovário

Sinais e sintomas

  • Desconforto ou dor abdominal, como gases, indigestão, cólicas e inchaço;
  • Sensação de empachamento mesmo depois de refeição leve;
  • Náusea, diarreia, prisão de ventre ou necessidade frequente de urinar;
  • Perda ou ganho de peso inexplicável;
  • Perda de apetite;
  • Sangramento vaginal anormal;
  • Cansaço incomum;
  • Dor nas costas;
  • Dor durante o ato sexual;
  • Alterações na menstruação.

Fatores de risco

  • Idade: o risco de câncer de ovário aumenta com a idade e metade das pacientes tem mais de 60 anos;
  • Não ter filhos: quanto mais filhos você tem, menor o risco de ter esse câncer;
  • Histórico familiar: casos de câncer de ovário na família aumentam seu risco de ter a doença;
  • Síndromes familiais de câncer: portadoras de síndrome familial de mama e ovário, de câncer colorretal hereditário não polipose, também chamada de síndrome de Lynch, de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 e alterações nos genes BRIP1, RAP51C ou RAD51D têm alto risco de desenvolver câncer de ovário.

Vulva

Sinais e sintomas

  • Nódulo vermelho, rosa ou branco, de superfície áspera ou rugosa na vulva;
  • Ardência, dor ou coceira na área genital;
  • Dor ao urinar;
  • Sangramento fora do período menstrual.

Fatores de risco

  • Idade: a maioria das mulheres diagnosticadas tem mais de 50 anos e a incidência é maior nas que têm mais de 70 anos;
  • Infecção por HPV: os papilomavírus humanos (HPVs) são causa de 40% dos cânceres da vulva;
  • Neoplasia intraepitelial vulvar: é uma lesão pré-cancerosa, geralmente causada pelo HPV, formada por células anormais na camada mais superficial da pele da vulva, que pode e deve ser tratada antes que evolua para o câncer;
  • Infecção por HIV: o vírus diminui as defesas do organismo e reduz sua capacidade de combater o vírus HPV.
Fonte: Dr. Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo

Leucemia: informação e conhecimento são aliados da detecção precoce

Linha Fina

Baixe nosso e-book gratuito com informações sobre fatores de risco, sinais e sintomas, além de explicações sobre como fazemos o diagnóstico e o tratamento, os quais têm avançado muito nos últimos anos

Popularmente conhecida como “câncer no sangue”, a leucemia é uma doença que afeta adultos e crianças

Estimativas mostram que, no Brasil, teremos cerca de 11.540 novos casos da patologia em 2023. Desses, 5.290 serão em mulheres e 6.250 serão em homens. Para 2040, a previsão é a de que o número total de novos casos aumente para 17,9 mil.

Por isso, neste e-book, trazemos informações sobre fatores de risco, sinais e sintomas para contribuir com a detecção precoce, além de explicações acerca de como fazemos o diagnóstico e o tratamento, os quais têm avançado muito nos últimos anos.

A relação entre os alimentos ultraprocessados e o câncer

Linha Fina

Confira o artigo publicado na Veja pelo Dr. Victor Piana de Andrade, CEO do A.C.Camargo, Liane Brescovici Nunes de Matos, head da Nutrologia, e Thais Manfrinato Miola, nutricionista

No tempo dos nossos avós, as pessoas frequentemente se deslocavam para trabalhar – iam a pé, de bicicleta, bonde ou ônibus – e costumavam comer em casa. A alimentação contava com frutas, vegetais e cereais, e doces eram feitos dentro do próprio lar. Enquanto isso, a oferta de industrializados era escassa.

Hoje, por outro lado, é o tempo de profissões com atividades sedentárias, seja em escritórios ou home office. Para se deslocar, as pessoas recorrem aos carros. Ao chegar em casa, sentam no sofá, diante da televisão. O pouco tempo para comer leva à escolha recorrente de alimentos ultraprocessados – que não demandam tempo de preparo. Muitas vezes, o prato chega na garupa de um motoboy, após alguns cliques no celular.

Considerando ainda o preço e a inflação de alimentos frescos, com a logística mais complexa de produção-transporte-aquisição, comer saudável pode ser um enorme desafio para grande parte da população.

Para enriquecer essa conversa, é importante entender que os alimentos são classificados de acordo com a sua composição e, a partir daí, separados em quatro grupos. Veja:

In natura

São aqueles obtidos diretamente de plantas ou animais. Eles não sofrem nenhuma alteração após deixar a natureza. Maximizam nossa ingestão de nutrientes.

Entram aqui frutas, verduras, legumes e tubérculos e produtos animais, como ovos, leite, músculos, vísceras.

Minimamente processados

São submetidos a processos de limpeza, remoção de partes não comestíveis, moagem, fermentação, pasteurização, congelamento e processos similares – mas que não envolvem agregação de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original.

A depender do processamento, podem preservar parte das vitaminas e nutrientes essenciais.

Arroz e feijão são bons exemplos.

Processados

A indústria adiciona sal, açúcar ou outra substância de uso culinário a alimentos in natura para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar.

Processar alimentos simplifica a vida porque prolonga a validade, elimina bactérias, preserva a textura e garante outras propriedades dos alimentos. Mas também traz a desvantagem da destruição de grande parte dos nutrientes essenciais.

Dá para citar as compotas de frutas, peixes em conserva e carnes salgadas ou defumadas.

Ultraprocessados

São formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão.

Corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos são usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes.

Favorecem apresentações variadas nas cores, nas texturas e nos aromas dos alimentos. Além disso, facilitam o preparo.

Mas tem uma relação muito desfavorável de calorias/nutrientes essenciais. O processamento pode adicionar elementos químicos, como conservantes associados ao risco de câncer.

Como esse é o tema do nosso artigo, vamos explorar mais esse grupo.

Até porque, com o preço cada vez mais acessível, ele tem invadido nossas vidas com a promessa de conveniência e agilidade. Mas, junto a isso, traz excesso de calorias, gorduras e açúcar.

Para ter ideia, os ultraprocessados já representam mais de 50% da ingestão calórica dos indivíduos na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Para que não reste dúvida sobre essa participação expressiva em nosso dia a dia, segue uma lista exemplificativa de alimentos pertencentes a essa categoria de alto risco para o câncer e outras doenças:

•    Produtos congelados pronto pra aquecer e comer
•    Macarrão e sopas instantâneas
•    Pão de forma
•    Hambúrguer, salsichas, mortadela, nuggets de frango
•    Salgadinhos de pacote
•    Misturas para bolo
•    Biscoitos
•    Balas
•    Sorvete
•    Barras de cereal
•    Cereal matinal açucarado
•    Sucos adoçados
•    Refrigerantes
•    Refrescos
•    Bebidas energéticas
•    Iogurtes e bebidas lácteas adoçadas e aromatizadas

Os impactos no organismo

Esses alimentos modificam nossa flora intestinal, matam nossas bactérias do bem, causam inflamação crônica no trato gastrointestinal, desregulam nosso metabolismo, oferecem mais calorias diárias do que precisamos (aumentando o risco de obesidade) e sobrecarregam alguns dos nossos órgãos que, dessa forma, podem entrar em falência precocemente.

O que você come quando jovem afeta sua longevidade e o bem-estar na terceira idade.
A obesidade e as alterações metabólicas, somadas ao sedentarismo da vida moderna, têm forte associação com o câncer.

Esperamos, no mundo, um aumento superior a 40% nos casos de câncer até 2040. Perto de 50% desses casos são preveníveis, porque estão associados a fatores evitáveis – como o sedentarismo e uma dieta menos ultraprocessada.

Temos visto casos de câncer acontecendo em pacientes cada vez mais jovens e a participação dos ultraprocessados na rotina desde os primeiros anos de vida já está reconhecido como um fator relevante.

Um recente estudo, com participação da pesquisadora brasileira Fernanda Rauber, da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, avaliou o efeito de alimentos ultraprocessados na incidência e mortalidade de 34 tipos de câncer diferentes.

Essa pesquisa se baseou em dados coletados prospectivamente, entre 2007 e 2010, sobre a alimentação de 500 mil indivíduos entre 40 e 69 anos, na Inglaterra.

Ficou claro que quanto maior o consumo de ultraprocessados, maior o risco de câncer – sendo que, nesse estudo, o maior risco foi de câncer de ovário.

A alta ingestão de ultraprocessados aumentou em 7% o risco de câncer em geral, em 25% o risco de câncer de pulmão, em 52% o risco de câncer de cérebro e em 63% o risco de linfoma, quando comparados com indivíduos com baixa ingestão.

A cada 10 pontos percentuais de crescimento no consumo de ultraprocessados, maior a mortalidade por câncer em geral (6%), em especial por câncer de mama (16%) e ovário (30%).

Outros estudos já mostraram uma relação do tipo com câncer de intestino, estômago, fígado e útero.

Como mudar esse padrão

Não ingerir alimentos in natura leva à falta de uma série de micronutrientes, como vitaminas e minerais, necessários ao metabolismo. Em resumo, eles proporcionam as condições adequadas para o bem-estar físico e mental.

Para integrá-los ao dia a dia, experimente colocar verduras, legumes ou frutas de cores variadas em metade do prato.

Lembre-se de que a comida faz parte da nossa vida, da socialização e do nosso “conforto” emocional. Por isso é importante começar com pequenas mudanças. Assim, os bons hábitos passam a fazer parte da vida de uma maneira leve e constante.

Não há milagre

Não existe um alimento que, isoladamente, seja capaz de prevenir o câncer. O conjunto de alimentos saudáveis que ingerimos ao longo da vida toda é que reduz esse risco.

Você tem ou já teve câncer? Bem, siga as mesmas recomendações. Primeiro, porque elas trarão mais bem-estar físico e mental e te ajudarão a superar o tratamento e a reabilitação. E, segundo, porque quem enfrentou um câncer apresenta risco aumentado para encarar um segundo tumor em outro órgão. Portanto, reduzir esse perigo deve ser parte da rotina.

Vale ressaltar que uma dieta equilibrada acomoda o consumo pontual ou em baixa quantidade de alimentos processados ou ultraprocessados.

Até porque consumir exclusivamente alimentos in natura, orgânicos e livre conservantes – atitude conhecida como clean eating – não é tarefa simples no mundo moderno. Fora que pode levar a distúrbios alimentares.

Em 1997, foi cunhado o termo “ortorexia nervosa” para descrever a situação extrema de clean-eating, onde a busca pela dieta in natura puríssima leva a comportamentos compulsivos e distúrbios de ansiedade e estresse – incluindo não frequentar ambientes ou eventos onde não é servida a alimentação esperada. Como essa condição vem disfarçada de saúde e bem-estar, é pouco reconhecida.

A importância das consultas de rotina

Mudar os hábitos não é uma tarefa fácil. Nesse cenário, os exames de prevenção são ainda mais importantes.

Ora, se evitar o câncer nem sempre é possível, então devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para diagnosticá-lo – sobretudo quando a solução é simples, barata e efetiva, com menor impacto para o indivíduo, para a família e para a sociedade.

Há uma lista de exames orientados por uma consulta médica a serem realizados pelas mulheres e pelos homens a partir dos 40 anos, quando a incidência do câncer aumenta.

Aqueles recomendados de forma ampla são:

•    Mamografia para detecção do câncer de mama
•    O teste de PSA para detecção precoce do câncer de próstata
•    A colonoscopia para o câncer de intestino
•    O teste de HPV, ou pelo menos o exame de papanicolau, para o câncer do colo uterino
•    A tomografia de baixa dose do tórax no caso dos fumantes, para detecção precoce do câncer de pulmão

Outros cânceres podem ser rastreados com exame físico minucioso, como o câncer de pele e o de boca.

Essas recomendações foram estabelecidas com a visão populacional, considerando o custo e o ganho de anos de vida se a população aderir aos exames.

Mas, para cada indivíduo, a lista de exames e/ou a frequência com que são realizados pode ser diferente. Por exemplo: se você fizer parte de uma família que acumula muitos tumores em pacientes jovens, as recomendações são diferentes em relação às de uma pessoa sem esse histórico.

Para modular a prevenção, o ideal é, portanto, cada um entender seu risco individual, que é resultado da sua história familiar de câncer e também dos seus hábitos de vida.

Há muita investigação sobre novos métodos diagnósticos, incluindo ferramentas de inteligência artificial que prometem revolucionar a forma como fazemos detecção precoce de tumores. Mas nenhuma delas consegue, ainda, tirar do próprio indivíduo o protagonista da sua saúde.
 

Dia Mundial do Câncer: por cuidados mais justos

Linha Fina

Conheça o tema da campanha global, que tem o objetivo de aumentar a conscientização sobre a inequidade no tratamento do câncer

O câncer é a segunda principal causa de mortes em todo o mundo. Mas, a cada ano, novas formas de diagnóstico, tratamento e prevenção estão surgindo em decorrência do avanço da ciência e das novas tecnologias. A grande questão é: todas as pessoas terão acesso a esses cuidados e de forma adequada? 

Por isso, para marcar o Dia Mundial do Câncer neste 4 de fevereiro, a Union for International Cancer Control (UICC – em português, União Internacional para o Controle do Câncer) lançou a campanha global “Por cuidados mais justos”, com duração de três anos – de 2022 a 2024.

O tema tem o objetivo de aumentar a conscientização sobre a inequidade no tratamento do câncer e quais são as barreiras enfrentadas por muitos pacientes. Tanto em países de baixa quanto de média renda, a falta de equidade está custando vidas.


Dia Mundial do Câncer: o que é inequidade na saúde?

Na saúde, a inequidade se refere à distribuição desigual de recursos. Em contraste, injustiça significa diferenças injustas e evitáveis nos cuidados ou nos desfechos. A diferença pode parecer sutil, mas fechar a lacuna dos cuidados do câncer não significa simplesmente fornecer a todos recursos iguais.

Uma medida não serve para todos, e cada desafio exige uma solução diferente. Equidade é dar a todos o que precisam, para colocá-los no mesmo nível.

Cada pessoa é única

Cada pessoa é um universo. No A.C.Camargo, quando tratamos um paciente, tratamos também familiares e amigos. Consideramos a pessoa, seu contexto, seu corpo e sua mente no mesmo olhar, no mesmo lugar.

Nosso diferencial é o atendimento de forma multidisciplinar para todos os tipos de câncer, mesmo os mais raros, da criança ao idoso, com todas as tecnologias em um só lugar. Isso evita a fragmentação do cuidado e o desperdício de tempo, fator decisivo para casos oncológicos.

Temos taxas de sobrevida superiores às de hospitais gerais e equiparadas aos melhores Cancer Centers do mundo. Tudo isso mostra que faz diferença se tratar no A.C.Camargo.
 

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Faça sua parte na luta contra o câncer

Clique aqui e conheça as formas de prevenção do câncer. Depois, compartilhe seu conhecimento com familiares, amigos e vizinhos! Você também pode compartilhar essas dicas no WhatsApp e nas suas redes sociais.

Cada pessoa tem a capacidade de fazer a diferença, grande ou pequena. Juntos, podemos fazer um progresso real na redução do impacto global do câncer.

 

FONTES:
www.worldcancerday.org
INCA
Globocan
Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo Cancer Center

Câncer de pulmão: como fazer o rastreamento

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Entenda se você tem perfil para buscar o diagnóstico precoce

O câncer de pulmão é um dos mais frequentes em todo o mundo. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 32.560 novos casos de pulmão, brônquio e traqueia no triênio 2023/2025. Destes, 18.020 serão em homens e 14.540 em mulheres.

Na maioria das vezes, o câncer de pulmão não apresenta nenhum sintoma nas fases iniciais, ou os sintomas podem ser confundidos com outras doenças, como pneumonia, bronquite, enfisema pulmonar, entre outras. 

Por este motivo, aguardar a presença de sintomas para fazer o diagnóstico leva à descoberta da doença em estágios mais avançados e, consequentemente, com menores chances de cura. 

O rastreamento do câncer de pulmão é realizado para diagnosticar a doença em indivíduos assintomáticos, considerados de alto risco para desenvolver um tumor pulmonar. 

As pessoas com as seguintes características são consideradas de alto risco para ter câncer de pulmão:

1.    Idade acima de 55 anos
2.    Fumante ativo
3.    Ex-fumante que cessou há menos de 15 anos

Os tabagistas ou ex-tabagistas são considerados de risco alto quando tiverem carga tabágica acima de 30 maços/ano (deve-se multiplicar o número de maços de cigarro fumados por dia pelo número total de anos de tabagismo).


Câncer de pulmão: exames 

O exame de rastreamento que deve ser realizado nas pessoas classificadas como de alto risco é uma tomografia computadorizada de baixa dose de radiação. 

É um tipo de tomografia que utiliza pouca radiação, mas que identifica lesões pulmonares que podem ser câncer. 

O objetivo do exame de rastreamento é identificar câncer de pulmão em estágios iniciais, que são curáveis, na grande maioria das vezes. Estudos já demonstraram que realizar tomografia de tórax de baixa dose em indivíduos de risco reduz a chance de se morrer por câncer de pulmão. 

Aconselha-se que os fumantes e os ex-fumantes procurem orientação médica para serem avaliados quanto à necessidade de realizar o exame de rastreamento. 

A interpretação do exame também é muito importante, pois a tomografia pode mostrar muitas alterações e o radiologista deve classificar estes achados conforme o risco de câncer. 

Exames adicionais podem ser necessários para a investigação diagnóstica de lesões pulmonares suspeitas.


Benefícios 

O benefício de realizar o rastreamento em indivíduos assintomáticos de alto risco é aumentar significativamente as chances de cura do câncer de pulmão.

Para aqueles que ainda continuam fumando, é fundamental verificar com o médico sobre a indicação de realizar o exame de rastreamento, mas ainda mais importante é parar de fumar o quanto antes, pois cessar o tabagismo reduz significativamente o risco de morte por câncer de pulmão e por diversas outras doenças causadas pelo consumo de tabaco.


Texto: Dr. Jefferson Gross, líder do Centro de Referência em Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo

Doutor Jefferson Gross, 55 anos, grisalho, magro, de jaleco, trata Câncer de Pulmão

Leucemia, linfoma e mieloma: atenção aos sinais e sintomas

Linha Fina

Fazer o diagnóstico precoce de um câncer hematológico é fundamental para o sucesso do tratamento

Leucemia, linfoma e mieloma são tumores hematológicos que merecem total atenção.

Sim, a pandemia de Covid-19 permanece em curso, mas o câncer não espera. Por isso, o A.C.Camargo Cancer Center conta com um Atendimento Oncológico Protegido, para que seus pacientes possam vir à Instituição para fazer consultas, exames e outros procedimentos com total segurança. 

Algo muito importante. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é que 5.920 homens tenham sido diagnosticados com leucemia em 2020. Ao considerarmos as mulheres, o câncer hematológico mais recorrente foi o linfoma não Hodgkin, com 5.450 novos casos.

Assim, é vital que as pessoas se atentem a sinais e sintomas e, ao notá-los, procurem ajuda médica.

Para isso, veja a seguir os sinais e sintomas dos tumores hematológicos e aprenda a detectar os indícios.


Leucemia

•    Febre inexplicável
•    Sensação de fraqueza e fadiga persistente
•    Perda de apetite
•    Perda de peso inexplicável
•    Sangramentos e hematomas que aparecem com facilidade e sangramentos nasais
•    Dificuldade para respirar
•    Petéquias, pequenos pontos vermelhos que aparecem na pele por causa de sangramentos
•    Anemia
•    Suores noturnos
•    Inchaço dos gânglios linfáticos
•    Dor nos ossos ou nas juntas
•    Infecções recorrentes
•    No caso da Leucemia Linfocítica Aguda (LLA), os sintomas podem incluir o aparecimento de nódulos indolores sob a pele na virilha, nas axilas ou no pescoço e/ou dor na região abaixo das costelas


Linfomas 

Linfoma Hodgkin

•    Dor nos gânglios inflamados
•    Suores noturnos intensos, com ou sem febre
•    Febre ou calafrios à noite ou mesmo durante o dia
•    Perda de apetite
•    Perda de peso inexplicável
•    Fadiga ou perda de energia
•    Pele seca e com coceira
•    Erupção cutânea avermelhada, disseminada pelo corpo
•    Tosse e dificuldade para respirar ou desconforto no peito, causados por um gânglio linfático grandemente aumentado nessa região
•    Aumento do fígado ou do baço


Linfoma não Hodgkin

Os sintomas dos linfomas não Hodgkin variam de pessoa para pessoa, mas costumam apresentar:

•    Inchaço indolor dos gânglios linfáticos da virilha, axilas e pescoço
•    Suores noturnos intensos, com ou sem febre
•    Febre
•    Erupção cutânea avermelhada, disseminada pelo corpo
•    Náusea, vômitos ou dor abdominal
•    Perda de peso inexplicável
•    Cansaço
•    Coceira
•    Tosse ou dificuldade para respirar
•    Dor de cabeça e dificuldade de concentração

As formas mais agressivas dos linfomas não Hodgkin podem ter estes e outros sintomas, que incluem:

•    Dor no pescoço, nos braços ou no abdome
•    Dificuldade para respirar
•    Fraqueza nos braços e/ou nas pernas
•    Confusão mental


Mieloma múltiplo

O mieloma múltiplo é o câncer de um tipo de células da medula óssea chamadas de plasmócitos, responsáveis pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias.

No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue. 

Por isso, os pacientes podem ter anemia e ficam sujeitos a infecções. 

Os plasmócitos cancerosos também produzem uma proteína anormal, chamada de proteína monoclonal, que se acumula no sangue e na urina. As células doentes também podem afetar os ossos, causando dores e fraturas espontâneas.