Ovário

Os ovários são dois órgãos que se ligam junto com trompas ao útero, um de cada lado. O câncer de ovário mais comum é o que começa nas suas células epiteliais (90%), ou seja, nas células de revestimento da parte externa dos ovários.

Tumores ginecológicos: uma seleção de conteúdos para você saber tudo sobre a saúde da mulher

Linha Fina

São dezenas de publicações divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, pilares que definem a jornada da paciente no A.C.Camargo Cancer Center

Tumores ginecológicos: mais de 30 mil mulheres são diagnosticadas anualmente, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor, muitas vezes fica complicado perceber precocemente um câncer de colo de útero, endométrio, ovário, vagina e vulva.

No entanto, baseado no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.

Sim, Setembro em Flor é uma campanha de conscientização sobre a saúde da mulher, mas você tem de se cuidar o ano todo. 

Por exemplo, inclua alimentos mais saudáveis nas refeições, faça atividade física e não deixe de realizar os exames médicos. 

Para que você saiba mais sobre o universo dos tumores ginecológicos e da saúde da mulher, o A.C.Camargo Cancer Center apresenta a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada da nossa paciente na Instituição.

Tem textos, vídeos, podcasts, infográfico... Confira:

O que é a touca de resfriamento? Ela evita a queda de cabelo causada pela quimioterapia?
Tecnologia disponível no A.C.Camargo Cancer Center ajuda a combater esse efeito colateral 

Um cisto no ovário pode estar relacionado a um câncer?
Entenda o que é e como é possível tratar esta pequena lesão

Endometriose pode virar câncer?
Descubra mais sobre um problema que afeta cerca de 10% das brasileiras

Tumores ginecológicos: um infográfico que conscientiza para a prevenção
Entenda mais sobre os cânceres que atingem cerca de 30 mil brasileiras por ano

Podcast Rádio Cancer Center - Sinais e sintomas dos tumores ginecológicos
Aprenda a reconhecer os alertas que pedem uma consulta médica

HPV: tudo o que você queria saber da doença, mas tinha vergonha de perguntar
Veja respostas para as dúvidas mais frequentes, sem tabus

Tumores ginecológicos além do colo de útero: informe-se e cuide-se!
Saiba tudo sobre os cânceres de ovário, endométrio e vulva 

Conheça os tipos de câncer no útero
Tumores uterinos podem estar situados no colo do útero ou no endométrio; entenda 

Câncer de colo de útero: 3 formas de erradicar a doença
Segundo a OMS, a vacinação contra o HPV é uma delas

Podcast Rádio Cancer Center - O câncer de ovário
Previna-se contra o sétimo câncer mais comum em mulheres no país

Podcast Rádio Cancer Center - HPV e câncer de colo do útero
Ouça um papo descomplicado e entenda a relação e os mecanismos de proteção

Vídeo: prevenção e diagnóstico precoce para o câncer de colo do útero
Uma conversa objetiva com Dra. Andréa Gadelha, oncologista clínica do A.C.Camargo 

HPV, a vacina vital que previne vários tipos de câncer
Segura, essencial e subutilizada, a imunização pode evitar o desenvolvimento de tumores

Ingestão de álcool contribui para a formação de tumores
Entenda como a bebida alcoólica pode agir em diferentes partes do corpo

Obesidade é fator de risco para câncer
Saiba como o excesso de peso contribui para a formação de tumores 

A preservação da fertilidade em pacientes com câncer
Discussão buscou aproximar oncologistas e fertileutas

O futuro da oncologia por métodos genômicos e moleculares
Nesta conversa, saiba mais sobre prevenção e tratamento contra os tumores

A síndrome de ovários policísticos aumenta o risco para um câncer ginecológico?
Compreenda os sinais que podem ou não indicar o diagnóstico da SOP nas mulheres

Menopausa: um sangramento poderia ser sinal de câncer?
Entenda a relação entre o período e os tumores ginecológicos 

Mioma no útero poderia ser um sinal de câncer?
Quase sempre sem sintomas, quadro pode atingir até 70% das mulheres em fase reprodutiva

Sangramento atípico fora da menstruação: posso estar com câncer?
Este sinal pode ser um recado do seu organismo para questões que pedem atenção

Papanicolau é a principal forma de rastreamento de câncer do colo do útero
Exame é simples, rápido e eficaz para detectar lesões pré-malignas de forma precoce

Mitos & verdades sobre o câncer ginecológico
A informação correta é uma arma para diagnosticar

Um manual sobre o câncer de colo do útero
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

Um manual sobre o câncer de endométrio
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

Um manual sobre o câncer de ovário
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

Um manual sobre o câncer de vulva
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

Mitos & verdades: síndrome de ovários policísticos
A SOP poderia aumentar o risco de câncer?

Existe exame “preventivo” para o câncer de ovário?
Compreenda se os testes de rastreio funcionam

HPV e papanicolau
Entenda se a investigação do vírus inviabiliza a realização do exame

Genômica, a ciência que faz diferença
Assista ao vídeo e entenda melhor como ela contribui para o combate ao câncer

Tratamento oncológico e libido: entenda a relação
Fatores orgânicos ou emocionais podem desencadear problemas

Touca de resfriamento colabora com a autoestima
Outra vantagem: ajuda a preservar a privacidade das pacientes

O que o paciente com câncer deve saber sobre interações medicamentosas?
Chás e alguns medicamentos podem interferir na ação dos quimioterápicos 

Quimioterapia de consolidação traz benefício para pacientes com câncer de colo de útero
Confira este tratamento estudo por pesquisadores do A.C.Camargo

Braquiterapia guiada por ultrassom evita em até 90% os riscos de perfuração do útero
Revisão de estudos comprova a eficácia da técnica usada no A.C.Camargo em pacientes com câncer de colo uterino 

O câncer de colo do útero e sua cirurgia
Pesquisa avalia quais pacientes se beneficiam de um procedimento menos radical

A eficácia da braquiterapia
Tratamento desempenha papel importante para os cânceres de endométrio e colo do útero

Um tratamento mais eficaz do câncer de vulva
Pesquisa de Linfonodo Sentinela é um método que contribui

Câncer ginecológico: novidades e consolidação dos tratamentos
Câncer de ovário, endométrio e colo do útero foram destaque na ASCO 

Podcast Rádio Cancer Center #41 - "Engravidei após um câncer de endométrio"
Ouça e saiba como foi a inspiradora trajetória da Barbara até conseguir seu grande objetivo

Vídeo - Histórias reais sobre o câncer: conheça Amanda Benites
Assista a este capítulo da série com vivências inspiradoras de mulheres diagnosticadas

Fisiatra, o médico que promove mobilidade e qualidade de vida
Conheça esse profissional de essencial importância para o “ir e vir”, inclusive para o paciente oncológico 

Exercícios durante ou após a quimioterapia em pacientes com câncer
Estudo holandês apresentado na ASCO analisou o impacto da atividade física

Fisioterapia contribui para a qualidade de vida de mulheres com câncer
Pacientes com tumores de mama e ginecológicos podem prevenir o acúmulo de líquido

Um cisto no ovário pode estar relacionado a um câncer?

Linha Fina

Entenda o que é e como é possível tratar esta pequena lesão, muito comum nas mulheres durante o ciclo menstrual 

O cisto no ovário é uma preocupação que pode surgir para algumas mulheres ao relacioná-lo com tumores no ovário. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 6.650 novos casos de câncer de ovário no Brasil em 2022, sendo o sétimo tipo de câncer mais comum no país entre elas.

Os ovários são órgãos responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e pelo armazenamento dos óvulos. São duas glândulas localizadas na cavidade pélvica da mulher, com formato parecido ao de uma amêndoa.

A partir de exames periódicos, caso do ultrassom, algumas mulheres podem perceber o surgimento de um cisto no ovário, ou seja, uma alteração na formação dos óvulos que não apresenta sintomas, a depender de seu tamanho.


Cisto no ovário: o que é?

Primeiramente, é preciso entender o que são essas alterações. Antes da ovulação, os ovários trabalham continuamente para desenvolver óvulos, necessários para gerar uma vida. Neste período, a pessoa produz mensalmente o cisto folicular, formado pelos óvulos em desenvolvimento, que acumulam líquidos para ficarem maiores no período de ovulação.

Caso não haja concepção, ou seja, se o óvulo não for fecundado, esse cisto vira um corpo lúteo, que se desintegra do ovário cerca de 14 dias após a ovulação. Os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona caem e ocorre a menstruação.

Contudo, algumas vezes, esses cistos viram bolsas cheias de líquido que se formam dentro do ovário, o que pode causar desconforto se a formação for volumosa ou se estiver relacionada com sangramento ou torção do ovário, por exemplo.

A grande maioria desses casos não apresenta sintomas e surge durante a vida reprodutiva da mulher. Alguns cistos podem não ter relação com ovulação e estes podem crescer lentamente e não regredir.

Como os cistos são parte natural da fisiologia humana, não existe prevenção. Já a detecção é feita a partir de um diagnóstico clínico pós-ultrassom pélvico.


Cisto no ovário pode virar câncer?

Boa notícia: não. Cistos benignos não são lesões pré-câncer e só é recomendada a retirada caso traga desconforto para a paciente.

Além disso, contrariando os boatos, quem tem cisto no ovário não desenvolve tendência a ganhar peso. 

Não há também correlação com a síndrome do ovário policístico (SOP) – quando não há ovulação e os ovários apresentam vários cistos pequenos.

Sobre o câncer de ovário

O câncer de ovário é silencioso, demora a apresentar sintomas e pode crescer bastante antes de ser detectado. Por isso, cerca de 75% dos casos têm o diagnóstico quando a doença já está avançada. Cerca de 10% dos casos têm um componente genético e podem estar relacionados com a síndrome familial de mama e ovário.

Clique aqui e saiba mais.


Sobre os tumores ginecológicos

Os tumores ginecológicos atingem, a cada ano, mais de 30 mil mulheres, de acordo com o INCA.

A alta incidência decorre da descoberta tardia, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor. 

No entanto, baseado no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.

 


Fonte: Doutor Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo 

Saúde da mulher: prevenção e outros cuidados oncológicos

Linha Fina

Assista ao papo em vídeo e aprenda sobre o tema

Saúde da mulher: prevenção e outros cuidados oncológicos.

Você sabia que estão previstos 66 mil novos casos de câncer de mama, representando 29,7% da incidência em mulheres? Por isso, tomar medidas preventivas contra esse e outros tumores é extremamente importante.

Assista:

 

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Laserterapia: conheça a técnica que diminui possíveis sequelas do câncer ginecológico

Linha Fina

Procedimento pode ser usado como opção terapêutica na abrasão de lesões de HPV induzidas, por exemplo, bem como lesões precursoras do câncer de vagina e vulva

Laserterapia: durante o tratamento contra o câncer na região ginecológica, algumas lesões originadas de HPV induzidas, assim como a síndrome urogenital, por exemplo, podem ser tratados com a laserterapia.

O procedimento consiste em um aparelho transdutor, semelhante a um ultrassom transvaginal, que é introduzido na vagina. Quando acionado, libera feixes de laser que estimulam a região.

Laserterapia x câncer

Mais recentemente, a terapia em laser ginecológica passou a ser utilizada de forma fracionada, pelo método Monalisa Touch. O procedimento, inicialmente usado para rejuvenescimento vaginal, pode ser aplicado como coadjuvante no tratamento sintomático da síndrome urogenital provocada pela menopausa.

“A laserterapia diminui os sintomas relacionados à síndrome urogenital, tanto no pós-menopausa natural quanto naquelas induzidas por condições ou tratamentos que promovem o bloqueio ovariano hormonal temporário ou irreversível, como pode acontecer nas mulheres em tratamento para câncer de mama, ou por irradiação ovariana, como em alguns casos de mulheres submetidas ao tratamento adjuvante de câncer de útero”, explica a médica ginecologista Angélica Bogatzky Ribeiro, do Centro de Referência de Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo Cancer Center.

A síndrome urogenital é um conjunto de alterações que ocorrem no sistema reprodutivo biologicamente feminino, que se dá pela falta de estrogênio durante a menopausa. Seus principais sintomas são atrofia genital, ressecamento vulvovaginal, dispareunia (dor durante a relação sexual), ardor urogenital e, em alguns casos, incontinência ou infecção urinária.

Como funciona na prática

“A laserterapia é uma técnica minimamente invasiva que emite luz monocromática. Quando direcionada de forma fracionada para o tecido genital, produz inúmeros estímulos microscópicos, em forma de microescoriações”, diz. “O resultado é uma rápida recuperação do tecido exposto, possibilitando uma ação remodeladora que pode melhorar de forma significativa e com mínimos efeitos colaterais os sintomas relacionados à atrofia vulvovaginal”.

O procedimento, porém, não é indolor. A paciente poderá sentir, sobretudo na região vulvar, desde simples desconforto quanto dor de leve a moderada e sensação de calor ou queimação. Por esse motivo, é recomendado o uso de pomada anestésica na região vulvar para realização do procedimento.

Os efeitos colaterais, quando ocorrem, são mínimos, como vermelhidão, inchaço e dor local, que usualmente desaparecem após um ou dois dias de repouso e com medidas simples.

“Por vezes, após o procedimento, pode haver secreção vaginal e até mesmo pequenas fissuras, eventos esses que, quando presentes, devem ser tratados de acordo com a orientação prévia emitida pelo médico assistente por ocasião do procedimento”, explica a especialista.

Cuidados da laserterapia

O efeito do laser Monalisa Touch é local e temporário. Os efeitos desejados sobre os sintomas podem, eventualmente, depender de fatores externos ao próprio procedimento, não orgânicos, de ordem emocional ou sexual, comprometendo à uma expectativa eventualmente superestimada pela paciente. 

De acordo com critérios médicos, uma mesma paciente poderá ser submetida a mais de uma aplicação de laser para o resultado almejado (normalmente três sessões em quatro meses), podendo se estender conforme a necessidade.

O A.C.Camargo oferece a laserterapia utilizando equipamentos e aparelhos de última geração, o que amplia de forma consciente e autônoma, a gama de benefícios ofertados ao suporte da paciente com câncer.

Com uma equipe multidisciplinar e capacitada para aplicar o procedimento, a paciente conta com um espaço com todo suporte técnico e humano para realizar a aplicação de forma confortável e segura. “Nossa luta diária é que esse importante procedimento possa ser disseminado e popularizado entre as pacientes oncológicas para que nossos sinceros esforços possam ser ferramentas de ajuda e superação dessas pessoas!”, diz Dra. Angélica. 

Uma sessão de laserterapia dura, aproximadamente 15 minutos. A paciente não pode estar no período menstrual e deve fazer a depilação íntima de três a cinco dias antes. A terapia não é indicada para grávidas ou usuárias de marca-passo e, após o tratamento, deve-se evitar relações sexuais por sete dias.

Câncer de ovário: oito possíveis sintomas para você ficar alerta

Linha Fina

O Dia Mundial do Câncer de Ovário promove a conscientização sobre a doença. Conheça quais são os fatores de risco, sinais e sintomas desse tipo de tumor

O Dia Mundial do Câncer de Ovário, em 8 de maio, foi criado para promover a conscientização sobre a doença que atinge o órgão reprodutor feminino. Os ovários são dois órgãos que se ligam junto com as trompas ao útero, um de cada lado.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 6.650 casos novos de câncer de ovário para o triênio 2020-2022 no Brasil. Esse valor corresponde a um risco estimado de 6,18 casos novos a cada 100 mil mulheres.

O câncer de ovário é silencioso, demora a apresentar sintomas e pode crescer bastante antes de ser detectado. Por isso, cerca de 75% dos casos têm o diagnóstico quando a doença já está avançada.
Dr. Glauco Baiocchi, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência de Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo Cancer Center, explica sobre os fatores de risco, sinais e sintomas da doença.

Fatores de risco

  • Idade: o risco de câncer de ovário aumenta com a idade; cerca de metade das pacientes tem mais de 60 anos.
  • Não ter filhos: quanto maior o número de filhos, menor o risco de ter esse tipo de câncer.
  • Histórico familiar: as chances aumentam caso a mulher tenha casos de câncer de ovário na família.
  • Síndromes familiais de câncer: portadoras de síndrome familial de mama e ovário, de câncer colorretal hereditário (também chamada de síndrome de Lynch), de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 entre outros têm alto risco de desenvolver câncer de ovário e precisam ser acompanhadas regularmente por serviço especializado.

Sinais e sintomas

Mulheres com câncer de ovário costumam ter sintomas vagos e pouco específicos, que se confundem com um mal-estar banal como indigestão, gases ou dor abdominal, e que são comuns na menopausa. Os sintomas variam de mulher para mulher, mas podem incluir:

  • Desconforto ou dor abdominal, como gases, indigestão, cólicas e inchaço
  • Sensação de empachamento mesmo depois de refeição leve
  • Náusea, diarreia, prisão de ventre ou necessidade frequente de urinarPerda ou ganho de peso inexplicável
  • Perda de apetite
  • Sangramento vaginal anormal
  • Cansaço incomum
  • Dor nas costas
  • Dor durante o ato sexual

Diagnóstico

Ainda não existe nenhum método totalmente eficaz no diagnóstico precoce do câncer de ovário. Mas, para o diagnóstico precoce da doença, o médico deve avaliar a história da paciente, o exame físico, o ultrassom transvaginal e a medida no sangue do marcador tumoral CA-125.

Cisto no ovário x câncer

Muitas mulheres também têm dúvidas sobre a possibilidade de cistos no ovário, algo muito comum, tornar-se um câncer.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.
 

A síndrome de ovários policísticos aumenta o risco para um câncer ginecológico?

Linha Fina

Compreenda os sinais que podem ou não indicar o diagnóstico da SOP nas mulheres

A síndrome de ovários policísticos (SOP) acontece quando há um aumento no volume ovariano devido à presença de pequenos e múltiplos cistos ao redor do ovário.

Isso ocorre quando é detectada, via ultrassom, uma elevação de hormônios masculinos no corpo da mulher. Outro sinal que ajuda no diagnóstico da SOP é a menstruação irregular. 

O súbito aumento de peso e o aparecimento de pelos e espinhas pelo corpo também podem ser um indicativo para que a mulher procure um ginecologista – um acompanhamento que deve ser recorrente, pensando em prevenção. 


Síndrome de ovários policísticos seria sinal de câncer?

“Ao contrário do que muita gente pensa, não há relação entre a síndrome de ovários policísticos e o aumento do risco para câncer de ovário, colo do útero ou mama”, explica a Dra. Andréa Gadêlha, oncologista clínica do A.C.Camargo Cancer Center. 

Por outro lado, a SOP pode aumentar em até três vezes o risco de câncer do corpo uterino, sobretudo no endométrio, que é a camada que reveste a parte interna do útero e que é eliminada durante a menstruação.

O câncer de endométrio é o mais frequente dos tumores de corpo de útero, que ocupam o oitavo lugar no ranking entre os cânceres mais incidentes nas mulheres, com previsão de 6.540 novos casos em 2020, de acordo com projeção do Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

Quando detectado precocemente, porém, o câncer de endométrio é curável em 95% dos casos.


A SOP e sua prevenção 

O uso de pílulas anticoncepcionais pode contribuir para colocar os ovários “em repouso”, e isso ajuda a minimizar a produção de cistos e repor a progesterona pouco produzida na SOP.

Exercícios aeróbicos também dão uma força para a regulação dos hormônios. 


Sobre os tumores ginecológicos

Em março, mês da mulher, o portal do A.C.Camargo Cancer Center publica diversos conteúdos informativos para a prevenção e a conscientização do câncer ginecológico.

Os tumores ginecológicos atingem, a cada ano, mais de 30 mil mulheres, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A alta incidência decorre da descoberta tardia, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor.

No entanto, baseado no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo. 

O que é a touca de resfriamento? Ela evita a queda de cabelo causada pela quimioterapia?

Linha Fina

Tecnologia disponível no A.C.Camargo Cancer Center ajuda a combater esse efeito colateral 

A touca de resfriamento, como o nome diz, resfria o couro cabeludo e reduz a queda dos fios de cabelo durante a quimioterapia.

É uma forma de ajudar a preservar a saúde psicológica e a privacidade do paciente. A touca diminui a circulação sanguínea no couro cabeludo e isso reduz muito a queda de cabelo.

Em média, 50% dos fios são preservados em tratamentos os quais acontecem a queda de cabelo.

A touca é colocada 30 minutos antes de começar a quimioterapia e o paciente permanece com ela durante toda a sessão e, depois, por mais 90 minutos.

Depois disso, a touca é retirada e o paciente fica por mais 10 minutos em observação – a pessoa pode ler, ocupar-se com outras atividades e até mesmo ir ao banheiro, sem afetar o tratamento.


Touca de resfriamento: contraindicações 

O uso da touca de resfriamento, quando aplicada logo antes do início da quimioterapia, pode prevenir a queda dos cabelos, mas não é garantido. 

O médico oncologista precisa estar de acordo, uma vez que, em alguns tumores, há contraindicação para o uso da touca de resfriamento, como, por exemplo, leucemias, linfomas e tumores que afetam o couro cabeludo.

Tumores ginecológicos além do colo de útero: informe-se e cuide de você!

Linha Fina

Preparamos um conteúdo especial sobre tumores ginecológicos para você saber como se manifestam no sistema reprodutor feminino 

Os tumores ginecológicos envolvem muito mais do que o câncer de colo de útero, o terceiro mais frequente em mulheres.

Estima-se que, em 2020, cerca de 16 mil novos casos de câncer de colo de útero foram diagnosticados no Brasil, assim como 6650 novos casos para câncer de ovário e 6540 novos casos para câncer de corpo de útero (ou endométrio) – não há estatísticas oficiais para os raros tumores de vulva e vagina.

Ou seja, aproximadamente 13 a cada 100 mil mulheres brasileiras desenvolveram algum câncer ginecológico no ano passado.

Abaixo, conheça um pouco mais de cada tipo de tumor ginecológico, e também formas de prevenção.


Câncer de ovário

O câncer de ovário costuma atingir mulheres após os 45 anos e tem seu pico de incidência entre os 60 e 70 anos.

O principal fator de risco é a idade, assim como não ter engravidado durante a vida, histórico prévio de endometriose e principalmente ter nascido com alguma mutação genética que aumente o risco para a doença.

"Isso ocorre em 25% dos casos de câncer de ovário, sendo os principais aqueles dos genes BRCA1 e BRCA2", explica o Dr. Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo Cancer Center.

Geralmente, os casos já chegam ao consultório em estágio avançado, e é recomendado que o tratamento seja feito com cirurgia e quimioterapia. Na maioria dos casos de câncer de ovário, a doença já está disseminada na pelve e abdome. Para esse diagnóstico, na maioria das vezes não é possível preservar o útero e os ovários e a mulher pode ficar infértil.

"O uso de anticoncepcional regular é fator de proteção para o câncer de ovário", diz o especialista. "Contraceptivos de emergência, como a pílula do dia seguinte, não alteram o risco de surgimento do câncer".

Muitas vezes, o câncer de ovário é silencioso, mas também pode apresentar sintomas, como desconforto abdominal, sensação de empachamento, náuseas, diarreias e dor na relação sexual.

É fundamental consultar um(a) médico(a) ginecologista no aparecimento de sintomas – tal profissional poderá indicar o melhor contraceptivo para sua realidade.


Câncer de endométrio

O endométrio é o tecido que reveste o interior do corpo do útero.

O câncer de endométrio geralmente apresenta sintomas e todos merecem uma visita ao seu médico(a) ginecologista. “Sangramento pós-menopausa pode indicar câncer de endométrio. Mas a paciente também pode se queixar de dores na pelve e sentimento de ‘massa’ na região pélvica”, diz o Dr. Glauco.

O principal fator de risco para o câncer de endométrio é a obesidade.

“Pacientes que fazem o não controlado de medicamentos de reposição hormonal, principalmente de estrogênio isolado, têm chances altas de desenvolver a doença”, conta o especialista.

Mulheres que nunca tiveram filhos (nulíparas) também têm chances maiores de desenvolver a doença.

Dispositivos intrauterinos como o DIU de cobre ou hormonais não causam o surgimento da doença. “Inclusive o DIU com progesterona diminui muito o risco de aparecimento do câncer de endométrio”, afirma o Dr. Glauco.

O tratamento do câncer de endométrio pode ser feito com técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e cirurgia robótica.

Dependendo do tipo de câncer e de seu estadiamento, quimioterapia e radioterapia também podem ser usadas no tratamento.

“A cirurgia ainda é o método padrão que utilizamos no tratamento da doença. É retirado o útero, acompanhado das trompas e dos ovários, assim como são avaliados os gânglios linfáticos da pelve e retroperitônio”, explica o doutor.


Câncer de vulva

A vulva é a parte externa do sistema reprodutor feminino e é formada pelos lábios maiores e menores, clitóris, introito vaginal e glândulas de Bartholin, que ajudam a lubrificar a vagina durante o sexo.

Cerca de 40% dos tumores originados nesta região quase sempre estão relacionados com o HPV de alto risco, assim como a idade avançada e a atrofia da vulva.

Os principais sintomas do câncer de vulva são nódulo vermelho na região, úlceras, ardência na área genital, dor ao urinar e sangramento fora da menstruação.

Mulheres idosas são o grupo de risco e devem ficar atentas. Esse grupo desenvolve atrofia da vulva – condição natural do organismo que diminui a produção de estrogênio e que afeta entre 60 a 80% das mulheres durante a menopausa –, algo que influencia no desenvolvimento do câncer de vulva, assim como a líquen escleroso, uma doença inflamatória.

“É importante ressaltar que o tratamento do câncer de vulva depende da evolução local do tumor, que pode tratado com sua retirada total ou até mesmo a retirada de toda a vulva com os gânglios da região da virilha”, explica Dr. Glauco.

Apesar de raro, o câncer de vulva merece atenção especial. A vacina contra o HPV ajuda a prevenir a doença e, caso a paciente note alguma alteração na vulva, deve procurar um(a) médico(a) ginecologista.


Sinais e sintomas

Fique atenta aos sinais e sintomas dos tumores ginecológicos e não deixe sua saúde para depois. Confira nossa página especial sobre o tema, informe-se e compartilhe com suas amigas! 

Em caso de dúvidas, marque uma consulta com algum de nossos especialistas. Quem tem câncer, tem pressa.

Tumores ginecológicos: um infográfico para a prevenção

Podcast Rádio Cancer Center #39 - Sinais e sintomas de um câncer ginecológico: previna-se!

Linha Fina

Ouça e aprenda como se prevenir e detectar um eventual tumor no aparelho reprodutor feminino 

Câncer ginecológico, um problema que atinge mais de 30 mil mulheres a cada ano, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).

São tumores no colo de útero, endométrio, ováriovulva e vagina.

A alta incidência decorre da descoberta tardia, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor.

No entanto, baseado no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.

Neste episódio, o Dr. Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência de Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo Cancer Center, detalha os principais sinais e sintomas destes tumores para a prevenção e o diagnóstico precoce.

O especialista também fala sobre tratamento e sobre quando é necessário procurar um especialista para uma consulta ou exame.

Confira:


Saiba mais:

- Agende sua consulta ou seu exame

- Vacinação Covid-19: neste primeiro momento, não faremos aplicação no A.C.Camargo

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Cisto no ovário pode estar relacionado a um câncer?

Linha Fina

 

Entenda o que é e como é possível tratar o cisto no ovário, muito comum nas mulheres durante o ciclo menstrual 

 

Cisto no ovário, uma preocupação que pode surgir entre algumas mulheres.

Os ovários são órgãos responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e pelo armazenamento dos óvulos. São duas glândulas localizadas na cavidade pélvica da mulher, com formato parecido ao de uma amêndoa.
A partir de exames periódicos, caso do ultrassom, algumas mulheres podem perceber o surgimento de um cisto no ovário, ou seja, uma alteração na formação dos óvulos que não apresenta sintomas, a depender de seu tamanho.

Cisto no ovário: o que é?

Primeiramente, é preciso entender o que são essas alterações. Antes da ovulação, os ovários trabalham continuamente para desenvolver óvulos, necessários para gerar uma vida. Neste período, a pessoa produz mensalmente o cisto folicular, formado pelos óvulos em desenvolvimento, que acumulam líquidos para ficarem maiores no período de ovulação.

Caso não haja concepção, ou seja, se o óvulo não for fecundado, esse cisto vira um corpo lúteo, que se desintegra do ovário cerca de 14 dias após a ovulação. Os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona caem e ocorre a menstruação.

“Contudo, algumas vezes, esses cistos viram bolsas cheias de líquido que se formam dentro do ovário, o que pode causar desconforto se a formação for volumosa ou se estiver relacionada com sangramento ou torção do ovário, por exemplo”, explica o Dr. Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo Cancer Center. 

“A grande maioria desses casos não apresenta sintomas e surge durante a vida reprodutiva da mulher com mais frequência em mulheres a partir dos 45 anos, principalmente na sexta e sétima década de vida. Alguns cistos podem não ter relação com ovulação e estes podem crescer lentamente e não regredir”, acrescenta o médico.

Como os cistos são parte natural da fisiologia humana, não existe prevenção. Já a detecção é feita a partir de um diagnóstico clínico pós-ultrassom pélvico.

Cisto no ovário pode virar câncer?

“Não. Cistos benignos não são lesões pré-câncer e só é recomendada a retirada caso traga desconforto para a paciente”, tranquiliza o Dr. Baiocchi.

Além disso, contrariando os boatos, quem tem cisto no ovário não desenvolve tendência a ganhar peso. 
Não há também correlação com a síndrome do ovário policístico (SOP) – quando não há ovulação e os ovários apresentam vários cistos pequenos.

Sobre os tumores ginecológicos


Em março, mês da mulher, publicamos diversos conteúdos informativos para prevenção e conscientização do câncer ginecológico.

Os tumores ginecológicos atingem, a cada ano, mais de 30 mil mulheres, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A alta incidência decorre da descoberta tardia, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor. No entanto, baseado no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.