Cirurgia

A.C.Camargo atinge marca de 4 mil cirurgias robóticas oncológicas

Linha Fina

Hospital é centro de referência na América Latina em procedimentos oncológicos realizados com auxílio de robôs
 

Mais uma marca histórica foi alcançada pelo A.C.Camargo Cancer Center. Em dezembro de 2022, a instituição atingiu a marca de 4 mil cirurgias robóticas oncológicas realizadas. Ao todo, foram mais de 600 procedimentos executados durante o ano, volume 38% maior do que o registrado em 2021. Essa marca posiciona a instituição como o maior centro de cirurgia robótica oncológica da América Latina.

O A.C.Camargo Cancer Center realiza este tipo de procedimento desde 2013 quando adquiriu sua primeira plataforma de cirurgia robótica. Ao longo dos anos, com a ampliação do parque tecnológico, investimentos e a qualificação e certificação de mais profissionais a utilização se tornou mais recorrente atingindo uma média de 500 procedimentos por ano nos últimos três anos.

Atualmente, a instituição é um dos centros de formação em cirurgia robótica no Brasil certificadas pela fabricante da plataforma  e por várias sociedades de especialidade, como a Sociedade Brasileira de Urologia  (SBU) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), e conta com cerca de 40 profissionais certificados em seu corpo clínico que realizam procedimentos nas mais diversas especialidades.

O programa de formação de cirurgiões robóticos nas diversas especialidades no A.C. Camargo segue exatamente o mesmo programa didático de formação dos especialistas empregados nos principais centros universitários dos Estados Unidos e Europa conforme preconizado pela empresa desenvolvedora dessa tecnologia.

Em 2022, durante o Evento Next Frontiers to Cure Cancer, protagonizado pelo A.C. Camargo, foi realizado o primeiro “Pré Annual Meeting - Advances in Oncology Robotic Surgery”. Que contou com especialistas de vários países como convidados. Foram debatidos os mais modernos tratamentos de câncer pela Robótica, e questões de ensino e custo efetividade destes métodos.

Também em 2022, foi lançado o primeiro Curso a Distância sobre “Cistectomia Radical minimamente invasiva e robótica”, para profissionais de todo o país.

Entre os procedimentos mais realizados com auxílio da plataforma estão os relacionados a urologia, que representam 75% do volume seguidos por pulmão e tórax, colorretais, cabeça e pescoço, ginecologia, tumores abdominais e pediátricos.

O que é cirurgia robótica

Desde os primeiros rascunhos sobre anatomia feitos por Leonardo Da Vinci a medicina teve um avanço colossal até chegar aos primeiros procedimentos com auxílio de robôs. Adotada há mais de uma década no Brasil, a cirurgia robótica é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva realizada com o auxílio de uma plataforma robótica.

Este “robô cirurgião” não é autônomo e não toma decisões, ele é “pilotado” por um cirurgião que realiza seus movimentos com grande precisão por meio de conjunto de joysticks. O equipamento consiste em uma série de braços mecânicos similar a um polvo e um console onde o médico opera o robô com o auxílio de câmeras e filtros de tremores e sistemas avançados de segurança ao paciente. Além disso, uma equipe acompanha e dá suporte ao procedimento como em uma cirurgia convencional.

O console onde o cirurgião controla os braços, câmeras e outros instrumentos com uma visão 3D ampliada e de alta definição, possuindo tecnologias que maximizam o desempenho do médico.

Atualmente, a cirurgia robótica é a técnica mais moderna para procedimentos minimamente invasivos. A entrada de novos fabricantes no mercado de saúde vem permitindo o barateamento dessa tecnologia ampliando o número de procedimentos e beneficiando mais pacientes.

Segurança para médico e paciente

Por ser um procedimento que conta com um equipamento de alta tecnologia os benefícios ao paciente variam desde maior segurança durante a cirurgia até o menor tempo de recuperação e alta médica. Além disso, em algumas cirurgias específicas (como no tratamento do câncer de próstata) já existem evidências de menor risco de ocorrência de sequelas pós-operatórias. Por possuir uma câmera de alta definição em três dimensões, o robô garante um campo de visão superior aos equipamentos de videolaparoscopia. Além disso, o joystick que está no console permite movimentos precisos em escala milimétrica dando ao cirurgião mais precisão em suas incisões e suturas, por exemplo.

Estes avanços reduzem o tamanho e número das incisões, possibilitando uma melhor recuperação do paciente, redução no risco de infecções e complicações. Tudo isso impacta no tempo de internação e recuperação do paciente que, dependendo do procedimento realizado pode ser reduzido de 15 dias para 4 dias.

É importante ressaltar que, mesmo trazendo uma série de benefícios e ser cada vez mais usado, este tipo de procedimento ainda não consta no rol de procedimento da maioria dos planos de saúde. Por esse motivo é importante conversar com seu médico e sua operadora para entender as políticas de reembolso ou alternativas como a laparoscopia, por exemplo.

Futuro

A recente quebra de patente desta tecnologia permitirá a entrada de novos fabricantes no mercado de saúde. Este movimento proporcionará equipamentos mais modernos e com valor mais acessível às instituições. Além disso, a evolução nas tecnologias de telecomunicação – como o 5G – trará um novo marco para este tipo de procedimento, a telecirurgia, onde o profissional poderá operar um paciente de qualquer lugar do mundo.

Em 2001, este conceito já era abordado e experiências de sucesso foram registradas como a chamada “Operação Lindbergh”, onde um médico em Nova York (EUA) fez um procedimento em um paciente na cidade de Estrasburgo, na França.

Alguns anos depois, com a evolução da telecomunicação, que ficou mais segura, estável e veloz, foram realizadas as primeiras cirurgias robóticas à distância na China. Em 2019, médicos da Jiaotong University School of Medicine, em Xangai, substituíram com sucesso a articulação do joelho de duas pacientes localizadas em pontos diferentes do país.

Colaboraram para esta matéria:

  • Dr. Walter Henriques da Costa,  médico urologista especialista em cirurgia robótica e Gerente Médico do A.C.Camargo Cancer.
  • Dr. Stênio Zequi, líder do Centro de referência urológica e coordenador do programa de Cirurgia Robótica do A.C.Camargo Cancer Center.

Podcast Rádio Cancer Center #71 - Funções urológicas, sexuais e de fertilidade do homem

Linha Fina

Entenda tudo neste papo com o Doutor Bruno Rodrigues Lebani, urologista do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo

Funções urológicas, sexuais e de fertilidade do homem que está em tratamento de um câncer ou já foi um paciente oncológico. Está aí uma temática importante, que é tratada neste episódio do podcast do A.C.Camargo.

Entre outros assuntos, confira quais tipos de câncer mais comprometem a função urinária masculina, as cirurgias que podem interferir, como reabilitar esses pacientes e a questão da fertilidade para a paternidade.

Neste caso da fertilidade, no momento do diagnóstico de um tumor, é possível pensar em alternativas de preservação de espermatozoides, como o banco de sêmen. Dá para se antecipar, por exemplo, a um câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens, 

Isso se vê em um estudo internacional que contou com a equipe do A.C.Camargo, Circulating mRNA signature as a marker for high-risk prostate cancer (em tradução livre, Assinatura de mRNA circulante como marcador de câncer de próstata de alto risco). A pesquisa mostra que é possível mapear uma molécula que está associada ao câncer de próstata de alto risco e tentar se antecipar a um eventual tumor.

Saiba tudo neste papo com o Doutor Bruno Rodrigues Lebani, urologista do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo:
 

 

 

Se preferir, ouça este podcast em nossos agregadores de streaming: Spotify, SoundCloud, Google Podcasts e Deezer.

 

Cirurgia oncológica e outros procedimentos com alta no mesmo dia: Unidade Pires da Mota dispõe de estrutura que beneficia os pacientes com excelência e agilidade

Linha Fina

Quem tem câncer tem pressa! E a velocidade que o ser humano em tratamento oncológico precisa, sobretudo em tempos de covid-19, é a tônica dos centros cirúrgicos ambulatorial e geral do A.C.Camargo 

A cirurgia oncológica é utilizada em cerca de 80% dos casos de câncer, seja para tratar, diagnosticar ou mesmo avaliar o estadiamento de um tumor.

E a técnica cirúrgica não para de evoluir: tem apresentado muitos benefícios aos pacientes, seja por via robótica ou mesmo em procedimentos menores, que possibilitam alta no mesmo dia.

É assim, com as melhores práticas, que o A.C.Camargo cuida de seus pacientes em todas as suas unidades.

Aqui, destacamos a Unidade Pires da Mota. Inaugurada em 2019 em uma torre com 18 andares e 12 mil metros quadrados equipados com a mais avançada tecnologia, conta com procedimentos eficazes e rápidos em seus centros cirúrgicos ambulatorial e geral.

O modelo de atendimento da Pires da Mota descentraliza procedimentos que podem ser realizados com segurança em ambiente ambulatorial, ou seja, a unidade sedia cirurgias de menor complexidade – o paciente só vai para a Unidade Antônio Prudente, de alta complexidade, quando necessário. 

Recepção do 9º andar da unidade Pires da Mota


Centro Cirúrgico Ambulatorial 

O Centro Cirúrgico Ambulatorial da Pires da Mota possui quatro salas cirúrgicas que “dialogam” com um parque tecnológico moderno para prestar uma assistência eficiente.

Nesta ala, os pacientes realizam os procedimentos com anestesia local e, em seguida, têm alta e vão para casa. 

Um exemplo é a cirurgia para o câncer de pele não melanoma.


Cirurgia oncológica: pele não melanoma 

O tipo de câncer mais comum no Brasil é o de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa anual é de 93.170 novos casos para mulheres e 83.770 para homens.

Entre os tumores de pele não melanoma, o carcinoma basocelular é o tipo mais comum e também o menos agressivo.

Esse carcinoma basocelular, bem como boa parte das cirurgias para câncer de pele não melanoma, é operado com anestesia local, no Centro Cirúrgico Ambulatorial. O paciente tem alta logo após o procedimento, não necessitando de internação.


Colocação de cateter

O procedimento de colocação de cateter PICC, dispositivo muito utilizado para pacientes em quimioterapia, também é realizado no Centro Cirúrgico Ambulatorial.

A colocação do cateter dura, em média, 60 minutos. 


Centro Cirúrgico Geral: gineco, mama, uro...

O Centro Cirúrgico Geral da Unidade Pires da Mota dispõe de cinco salas cirúrgicas com um parque tecnológico moderno para prestar uma assistência eficiente.

Nessas salas são realizadas cirurgias de baixa complexidade pelas equipes das áreas de Ginecologia, Mastologia, Coloproctologia, Urologia, Cabeça e Pescoço, Vascular e Central da Dor.

Nossos pacientes realizam os procedimentos com anestesia local, sedação ou anestesia geral. Após o término, são encaminhados para a Recuperação Pós-Anestésica, composta por 13 leitos. 

E, depois que o médico autoriza, são direcionados para um leito no chamado Hospital Dia.


Hospital Dia

O espaço, que conta com 15 leitos, é voltado para os pacientes permanecerem com seus acompanhantes após os procedimentos.

Nele, os pacientes se alimentam, são avaliados pela equipe médica e têm alta para casa.


Anatomia patológica

Por fim, o setor anatomopatológico da Unidade Pires da Mota auxilia os procedimentos do Centro Cirúrgico Ambulatorial e do Centro Cirúrgico Geral. 

Por exemplo, caso seja necessário, é possível realizar congelações na hora da cirurgia para fazer diagnósticos. 


Faça um tour virtual pela Pires da Mota

 

Fontes: Larissa Paschoal Deghi, enfermeira supervisora da unidade Pires da Mota do A.C.Camargo + Dr. João Pedreira Duprat Neto, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência em Tumores Cutâneos do A.C.Camargo

Podcast Rádio Cancer Center #68 - Novembro Azul: cirurgias minimamente invasivas e outros avanços nos tratamentos

Linha Fina

Ouça este episódio e conheça as novidades e os perfis de pacientes que se encaixam

As cirurgias minimamente invasivas para tumores urológicos estão em pauta neste episódio do podcast de Novembro Azul.

Nele, o Dr. Stênio de Cássio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo, fala de como essas cirurgias fazem diferença no desfecho clínico.

Destaque para a cirurgia robótica para o câncer de próstata e rim e para a cistectomia robótica minimamente invasiva para câncer de bexiga.

O médico também conta mais sobre o tratamento do câncer de próstata, cuja estimativa para este ano é de 65.840 novos casos, sendo o segundo tipo de tumor mais comum em homens no Brasil, de acordo com o INCA. 

Em tempos de Novembro Azul, saiba tudo neste podcast:


Se preferir, ouça este podcast em nossos agregadores de streaming: Spotify, SoundCloud, Google Podcasts e Deezer.

 

Reconstrução mamária com expansor: entenda tudo

Linha Fina

Neste Outubro Rosa, saiba mais sobre esta possibilidade cirúrgica de tratamento e reabilitação para pacientes com câncer de mama 

A reconstrução mamária com expansor de mama é uma técnica muito empregada em mulheres que fazem a mastectomia, tanto logo depois da retirada da mama como de forma posterior. 

Normalmente, os resultados estéticos são satisfatórios e a recuperação costuma ser relativamente rápida.


Primeiramente, o que é o expansor?

O expansor é parecido com uma prótese de mama. Na verdade, é como se fosse um balão. É feito de silicone, como as próteses, mas o conteúdo, ao invés de ter silicone, vem vazio. 

Depois, o cirurgião vai fazendo o preenchimento desse interior com soro fisiológico – de maneira progressiva, vai preenchendo, em sessões, através de uma válvula que fica por baixo da pele. 

Essa válvula, geralmente, fica próxima à região da mama ou, às vezes, é incluída dentro do próprio expansor, e isso é feito ambulatorialmente – ocorre uma punção com uma agulha em um processo que costuma ser indolor. 

Em alguns casos, algumas pacientes podem sentir um leve desconforto na área no momento da expansão ou algumas horas depois. É um desconforto parecido como se elas tivessem feito um esforço físico um pouco mais intenso, mas que costuma ceder naturalmente ou, em alguns raros casos, com medicações analgésicas comuns.


Casos indicados para reconstrução mamária com expansor 

A escolha do uso dos expansores na reconstrução da mama vai depender de vários fatores. Entre eles:

  • O principal: a qualidade do retalho, que seria a pele e a musculatura remanescentes que vão ser utilizadas para fazer uma cobertura dessa prótese. Então, em alguns casos, quando a pele e a musculatura ou não possuem o volume adequado ou não estão fortes o suficiente, é preciso usar o expansor para fazer o estiramento gradual dessa pele e dessa musculatura. 
  • Nos casos em que a paciente tem um volume de mama maior e gostaria de mantê-lo: como grandes volumes exigem uma musculatura mais forte e um maior espaço, o expansor também estaria indicado. 
  • Quando as pacientes precisam retirar uma maior quantidade de pele durante a mastectomia: por conta disso, por essa falta de tecido que fica remanescente, é preciso usar o expansor.
  • A preferência de alguns cirurgiões: eles acabam analisando o quadro e optando pelo uso do expansor ao invés dos implantes de mama. 


Vantagem

A principal vantagem dos expansores é a possibilidade de se fazer um estiramento, uma mobilização dessa musculatura de uma maneira mais gradual, tanto da musculatura quanto da pele, aos poucos, diferentemente de quando se coloca o implante de uma vez só. 

É como se fosse uma musculação de dentro para fora: tem de fortalecer essa musculatura para propiciar o uso do implante depois, no volume necessário. 


Cuidados especiais

A princípio, o expansor não precisa de um cuidado específico. O importante é evitar qualquer trauma muito intenso na região, como uma batida muito forte, para não causar um rompimento do expansor, por exemplo.

De resto, a paciente pode levar uma vida normal com o expansor. Ela pode fazer atividade física, só deve prevenir esse trauma mais intenso na região. 

Se o expansor sofrer uma ruptura, não há motivo para muita preocupação porque o soro fisiológico é absorvido pelo organismo. A única desvantagem, se isso acontecer, é que perde-se ali todo o processo de expansão, de volume – a mama murcha.

Mas, tirando esse fator, não há motivos para grandes preocupações.


Fonte: Dra. Priscilla da Rocha Pinho Gaiato, cirurgiã plástica do A.C.Camargo + Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama
 

Os diferentes tipos de mastectomia

Linha Fina

Existem desde as cirurgias mais simples, capazes de preservar músculo, pele e aréola, quanto as mais radicais, que podem remover além de toda a glândula mamária, músculo peitoral e também pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares

A mastectomia é uma das opções existentes para o tratamento do câncer de mama. Este procedimento é adotado quando a paciente não pode ser tratada com cirurgia conservadora, que remove apenas o setor mamário em que o tumor se encontra. 

É importante destacar que, todo e qualquer procedimento ou conduta de tratamento, após o diagnóstico, deve ser discutido com o médico que, além de esclarecer todas as dúvidas, conduzirá o tratamento mais eficiente para o tipo de câncer diagnosticado. 

Existem diversos tipos de mastectomia, desde as mais simples, capazes de preservar músculo, pele e aréola, quanto as mais radicais que podem remover além de toda a glândula mamária, músculo peitoral e também pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares.

Conheça a seguir.

Mastectomia radical à Halsted: pouco frequente nos dias de hoje, é utilizada para tratar tumores muito grandes com infiltração da musculatura e que não tiveram resposta ao tratamento com quimioterapia ou possuem alguma contraindicação a radioterapia. Neste tipo, são retirados toda glândula mamária, pele, aréola, mamilo, músculos peitorais maior e menor e linfonodos axilares em monobloco. 

Mastectomia radical modificada: são retirados toda a mama, pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares e preserva-se músculos peitoral maior e menor. 

Mastectomia simples: nessa opção, o cirurgião retira toda a mama, incluindo aréola, mamilo e pele. Em determinados casos, alguns linfonodos axilares podem ser removidos também. A alta, hospitalar, na maioria dos casos, ocorre um dia após a cirurgia.

Mastectomia poupadora da pele: ao contrário da opção anterior a maior parte da pele da mama pode ser preservada. No entanto, parte do tecido mamário, mamilo e aréola também são removidos. Nesse tipo de procedimento, para a reconstrução da mama, são utilizados implantes ou tecidos retirados de outras partes do corpo da paciente. No entanto, a cirurgia pode não ser recomendada em caso de tumores maiores ou que comprometem a pele. 

Mastectomia poupadora do mamilo: é um procedimento similar a mastectomia poupadora de pele e é considerada uma opção para pacientes com tumores localizados mais distantes da pele e do mamilo. O tecido mamário é removido, porém a pele da mama e o mamilo são preservados e o procedimento de reconstrução é realizada na sequência. É importante destacar que, nesse tipo de procedimento, pode haver alguns problemas como a deficiência no suprimento de sangue para o mamilo, fazendo com que ele fique “murcho” ou deformado. Além disso, a perda de sensibilidade total ou parcial pode ocorrer, uma vez que os nervos dessa parte do corpo são seccionados durante o procedimento cirúrgico.


Fonte: Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama

Câncer de pulmão: em busca de melhores resultados pós-cirúrgico

Linha Fina

Projeto piloto de protocolo de recuperação precoce para pacientes cirúrgicos com tumores no pulmão busca reduzir risco de complicações e tempo de internação, por meio de uma recuperação rápida e eficiente

A equipe do Centro de Referência em Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center implantou um projeto piloto de protocolo de recuperação precoce para pacientes cirúrgicos com tumores no pulmão. 

O protocolo estabelece rotinas e padroniza os cuidados antes, durante e depois da cirurgia, com objetivo de acelerar o restabelecimento pós-operatório e para que os resultados sejam melhores. Assim, o paciente pode ter uma recuperação mais rápida e eficiente, reduzindo o tempo de internação, os riscos de complicações e de mortalidade. 

Para que o resultado da cirurgia seja o melhor possível, este protocolo conta com uma abordagem multidisciplinar, com profissionais da enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia, anestesia, pneumologia, entre outros.

Como funciona

A principal mudança é a abordagem multidisciplinar que começa antes mesmo da cirurgia. Para receber orientações pré-operatórias, todos os pacientes passam necessariamente por uma avaliação da nutrição e de enfermagem; se houver necessidade, passam também em consulta com fisioterapeuta e psicólogo.

No pós-operatório, a equipe trabalha para que o paciente tenha uma mobilização precoce, ou seja, que ele possa levantar da cama mais rápido, com retirada de sonda e acessos venosos para que tenha condição melhor de se recuperar. Também atua com um controle mais rigoroso de dor no pós-operatório, a fim de evitar desconforto para o paciente. 

Apoio da navegação

A taxa de complicação em pacientes que passaram por cirurgia no pulmão é alta, em torno de 30%. Por isso, o paciente passa por diversas avaliações profissionais e exames pré-operatórios.

Nesse contexto, a equipe de navegação é essencial para auxiliar o paciente, coordenando as avaliações e exames necessários e funcionando como uma ponte entre todas as especialidades. Para conhecer melhor o trabalho da equipe de navegação, clique aqui.

Câncer de pulmão no Brasil e no mundo 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se 17.760 novos casos de câncer de pulmão em homens e 12.440 em mulheres em 2022. Esses valores correspondem a um risco estimado de 16,99 casos novos a cada 100 mil homens e 11,56 para cada 100 mil mulheres. 

No mundo, o câncer de pulmão configura-se entre os principais em incidência, ocupando a primeira posição entre os homens e terceira posição entre as mulheres. 

Clique aqui para saber mais sobre o câncer de pulmão. 

 

Fonte: Dr. Jefferson Gross, líder do Centro de Referência de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center
INCA 
 

Câncer de fígado: quando é necessário fazer o transplante hepático

Linha Fina

Há diversos formas de tratamento para um paciente com câncer de fígado e o transplante pode ser feito em casos específicos, trazendo melhores resultados para o paciente

O câncer de fígado atingiu mais de 900 mil pessoas no mundo em 2020, segundo estimativas mais recentes. Para 2040, a expectativa é que esse número cresça para 1,4 milhão de pessoas.

O tratamento da doença não depende apenas do estadiamento (sua extensão e presença ou não de metástases), mas também das condições clínicas do paciente, principalmente da função hepática, já que em muitos casos a cirrose está associada ao câncer. 

O transplante de fígado, tanto para adultos quanto para crianças, é feito quando os tumores estão restritos ao fígado e localizados em área de difícil remoção por cirurgia.

Pioneirismo

A equipe de hepatologia e transplante hepático do A.C.Camargo Cancer Center existe desde 2001, quando um grupo de médicos do hospital foi buscar especialização em países que já realizavam transplantes de fígado, como Japão, Estados Unidos e Europa. 

Ao aperfeiçoar a técnica e trazê-la para o Brasil, a equipe conquistou índices de sobrevida superiores a 85% e é referência nacional em diversas áreas da hepatologia, como câncer de fígado, transplante hepático pediátrico (especialmente em crianças de baixo peso) e transplante de fígado intervivos em adultos e crianças, técnica em que a equipe possui uma das maiores experiências do país, com resultados comparáveis aos dos melhores centros do mundo.

Além da preocupação em oferecer um atendimento globalizado, cerca de 1/3 dos pacientes que serão submetidos a um transplante de fígado já tem câncer e o restante tem potencial e fatores de riscos altos para desenvolver algum tumor. Assim, percebemos a importância de oferecer tratamentos complementares e paralelos ao tratamento oncológico, como o transplante.

Composta por sete cirurgiões, cinco hepatologistas pediátricos e três hepatologistas adultos, nossa equipe atua de forma multidisciplinar e integrada com anestesistas, intensivistas, hematologistas, infectologistas, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais.

Como fazemos 

A equipe recebe a informação sobre um potencial doador pela Central de Transplantes. Se a condição do doador for considerada aceitável, a equipe de transplante entra em contato com o receptor designado pela Central, solicitando sua internação hospitalar.

A seguir, o paciente é avaliado por um dos membros da equipe. Enquanto o receptor é preparado, uma equipe de cirurgiões é encarregada de fazer a captação do fígado do doador. Durante a cirurgia, o órgão é cuidadosamente avaliado. Caso o fígado do doador (enxerto hepático) não seja considerado viável para o transplante, a operação é cancelada e o receptor recebe alta hospitalar.

Ao mesmo tempo, a equipe do receptor é informada sobre as condições do fígado do doador, para só então dar início à cirurgia. A cirurgia do receptor dura em média de 6 a 8 horas, consistindo na retirada de todo o fígado doente, seguida do implante do novo fígado por meio de suturas (conexões) vasculares e biliares.

Transplante intervivos

O preparo pré-operatório do candidato é semelhante ao realizado com doador falecido, e as cirurgias do doador e do receptor são programadas e realizadas simultaneamente, por duas equipes cirúrgicas.

Esperando pelo transplante

Os pacientes são submetidos a exames clínicos, laboratoriais, exames de imagem e avaliações: pré-anestésica, psicológica, dentária e nutricional. Os exames e as avaliações são realizados para a confirmação diagnóstica, a determinação de outras terapias disponíveis para o tratamento da doença hepática e o descarte de possíveis contraindicações ao transplante hepático.

As consultas são realizadas sempre com a presença de um hepatologista e um cirurgião da equipe de transplante. 
Se o paciente for considerado candidato ao procedimento, ele será incluído na lista de Transplante com Doador Falecido da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Durante o período de espera na lista de transplante, o paciente deverá manter contato com a equipe através de consultas regulares para a reclassificação de acordo com o índice de gravidade (MELD).
Pós-operatório: a evolução pós-operatória e o tempo de internação variam de acordo com as condições clínicas do paciente. Na maioria das vezes, o paciente permanece de dois a três dias na unidade de cuidados intensivos e o tempo médio de internação hospitalar varia de 10 a 14 dias.

Após a alta, os pacientes devem manter contato regular com a equipe de transplante, recebendo todas as informações e orientações necessárias para os cuidados em casa. Inicialmente, o retorno para consulta é semanal, com intervalos sucessivamente maiores até a estabilização do paciente. No longo prazo, o paciente deve retornar para consulta pelo menos a cada 6 meses.

Sinais e sintomas do câncer de fígado

•    Perda de peso inexplicável
•    Dor do lado direito na parte de cima do abdome
•    Perda do apetite
•    Náusea ou vômitos
•    Febre
•    Cansaço ou fraqueza
•    Inchaço do abdômen
•    Presença de caroço duro do lado direito, abaixo das costelas
•    Icterícia, que deixa a pele e os olhos amarelados e a urina escura
•    Coceira
•    Sensação de empachamento mesmo após uma pequena refeição
•    Agravamento da hepatite ou cirrose


FONTE: Dr. Eduardo Antunes da Fonseca, head de hepatologia do A.C.Camargo Cancer Center
Global Cancer Observatory
 

Cirurgia endoscópica na base do crânio para tumores nasossinusais

Linha Fina

Neste infográfico, veja como a técnica cirúrgica funciona para cânceres que atingem a região do nariz 

A cirurgia endoscópica para tumores nasossinusais, aqueles que afetam a cavidade nasal e os seios paranasais, proporciona inúmeros benefícios curativos e estéticos para os pacientes.

Devido ao fato de os cânceres nasossinusais serem raros, apenas os grandes centros e cirurgiões podem realizar esta técnica – uma das maiores experiências nacionais é a do A.C.Camargo.

Até o início dos anos 2000, todas as cirurgias de câncer nasal eram realizadas com incisões faciais, seja externamente ou pelo interior da cavidade oral. Até que a operação endoscópica passou a ser adotada – são realizadas cerca de 25 cirurgias desse tipo por ano no A.C.Camargo.

Segundo o Doutor Ronaldo Nunes Toledo, cirurgião do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo, esse processo de ressecção endoscópica de tumores malignos nasossinusais exige uma curva de aprendizado que leva anos. 

É necessário começar com ressecções menores, somente na cavidade nasal, e depois aprender a fechar a fístula liquórica e a transição crânio-nasal, ressecar o tumor de maneira oncológica, manusear vasos, nervos e assim por diante.

E é por isso que existem poucas pessoas que fazem essas cirurgias, porque o processo é muito longo e também há necessidade de realizar cirurgias com frequência para manter a prática. 

A seguir, entenda as vantagens da cirurgia endoscópica para tumores nasossinusais:
 

infográfico cirurgia endoscópica

 

Dia do Cirurgião Oncológico: saiba mais sobre a técnica que salva vidas

Linha Fina

Assista ao vídeo e conheça o Dr. Luiz Paulo Kowalski, cirurgião do A.C.Camargo e referência mundial na especialidade de cabeça e pescoço

Em 17 de julho é comemorado o Dia do Cirurgião Oncológico, como forma de reconhecer a importância deste profissional na remoção de tumores.

Para celebrar a data, queremos que você conheça o Prof. Dr. Luiz Paulo Kowalski, líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo, referência mundial no assunto e um dos cirurgiões que está há mais tempo na instituição.

Trata-se de um profissional que foi listado entre os 100 mil top cientistas do mundo em todos os tempos.

Confira o vídeo abaixo: