Cirurgia

Os diferentes tipos de mastectomia

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Existem desde as cirurgias mais simples, capazes de preservar músculo, pele e aréola, quanto as mais radicais, que podem remover além de toda a glândula mamária, músculo peitoral e também pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares

A mastectomia é uma das opções existentes para o tratamento do câncer de mama. Este procedimento é adotado quando a paciente não pode ser tratada com cirurgia conservadora, que remove apenas o setor mamário em que o tumor se encontra. 

É importante destacar que, todo e qualquer procedimento ou conduta de tratamento, após o diagnóstico, deve ser discutido com o médico que, além de esclarecer todas as dúvidas, conduzirá o tratamento mais eficiente para o tipo de câncer diagnosticado. 

Existem diversos tipos de mastectomia, desde as mais simples, capazes de preservar músculo, pele e aréola, quanto as mais radicais que podem remover além de toda a glândula mamária, músculo peitoral e também pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares.

Conheça a seguir.

Mastectomia radical à Halsted: pouco frequente nos dias de hoje, é utilizada para tratar tumores muito grandes com infiltração da musculatura e que não tiveram resposta ao tratamento com quimioterapia ou possuem alguma contraindicação a radioterapia. Neste tipo, são retirados toda glândula mamária, pele, aréola, mamilo, músculos peitorais maior e menor e linfonodos axilares em monobloco. 

Mastectomia radical modificada: são retirados toda a mama, pele, aréola, mamilo e os linfonodos axilares e preserva-se músculos peitoral maior e menor. 

Mastectomia simples: nessa opção, o cirurgião retira toda a mama, incluindo aréola, mamilo e pele. Em determinados casos, alguns linfonodos axilares podem ser removidos também. A alta, hospitalar, na maioria dos casos, ocorre um dia após a cirurgia.

Mastectomia poupadora da pele: ao contrário da opção anterior a maior parte da pele da mama pode ser preservada. No entanto, parte do tecido mamário, mamilo e aréola também são removidos. Nesse tipo de procedimento, para a reconstrução da mama, são utilizados implantes ou tecidos retirados de outras partes do corpo da paciente. No entanto, a cirurgia pode não ser recomendada em caso de tumores maiores ou que comprometem a pele. 

Mastectomia poupadora do mamilo: é um procedimento similar a mastectomia poupadora de pele e é considerada uma opção para pacientes com tumores localizados mais distantes da pele e do mamilo. O tecido mamário é removido, porém a pele da mama e o mamilo são preservados e o procedimento de reconstrução é realizada na sequência. É importante destacar que, nesse tipo de procedimento, pode haver alguns problemas como a deficiência no suprimento de sangue para o mamilo, fazendo com que ele fique “murcho” ou deformado. Além disso, a perda de sensibilidade total ou parcial pode ocorrer, uma vez que os nervos dessa parte do corpo são seccionados durante o procedimento cirúrgico.


Fonte: Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama

Reconstrução mamária com expansor: entenda tudo

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Neste Outubro Rosa, saiba mais sobre esta possibilidade de tratamento e reabilitação para pacientes com câncer de mama 

A reconstrução mamária com expansor de mama é uma técnica muito empregada em mulheres que fazem a mastectomia, tanto logo depois da retirada da mama como de forma posterior. 

Normalmente, os resultados estéticos são satisfatórios e a recuperação costuma ser relativamente rápida.


Primeiramente, o que é o expansor?

O expansor é parecido com uma prótese de mama. Na verdade, é como se fosse um balão. É feito de silicone, como as próteses, mas o conteúdo, ao invés de ter silicone, vem vazio. 

Depois, o cirurgião vai fazendo o preenchimento desse interior com soro fisiológico – de maneira progressiva, vai preenchendo, em sessões, através de uma válvula que fica por baixo da pele. 

Essa válvula, geralmente, fica próxima à região da mama ou, às vezes, é incluída dentro do próprio expansor, e isso é feito ambulatorialmente – ocorre uma punção com uma agulha em um processo que costuma ser indolor. 

Em alguns casos, algumas pacientes podem sentir um leve desconforto na área no momento da expansão ou algumas horas depois. É um desconforto parecido como se elas tivessem feito um esforço físico um pouco mais intenso, mas que costuma ceder naturalmente ou, em alguns raros casos, com medicações analgésicas comuns.


Casos indicados para reconstrução mamária com expansor 

A escolha do uso dos expansores na reconstrução da mama vai depender de vários fatores. Entre eles:

  • O principal: a qualidade do retalho, que seria a pele e a musculatura remanescentes que vão ser utilizadas para fazer uma cobertura dessa prótese. Então, em alguns casos, quando a pele e a musculatura ou não possuem o volume adequado ou não estão fortes o suficiente, é preciso usar o expansor para fazer o estiramento gradual dessa pele e dessa musculatura. 
  • Nos casos em que a paciente tem um volume de mama maior e gostaria de mantê-lo: como grandes volumes exigem uma musculatura mais forte e um maior espaço, o expansor também estaria indicado. 
  • Quando as pacientes precisam retirar uma maior quantidade de pele durante a mastectomia: por conta disso, por essa falta de tecido que fica remanescente, é preciso usar o expansor.
  • A preferência de alguns cirurgiões: eles acabam analisando o quadro e optando pelo uso do expansor ao invés dos implantes de mama. 


Vantagem

A principal vantagem dos expansores é a possibilidade de se fazer um estiramento, uma mobilização dessa musculatura de uma maneira mais gradual, tanto da musculatura quanto da pele, aos poucos, diferentemente de quando se coloca o implante de uma vez só. 

É como se fosse uma musculação de dentro para fora: tem de fortalecer essa musculatura para propiciar o uso do implante depois, no volume necessário. 


Cuidados especiais

A princípio, o expansor não precisa de um cuidado específico. O importante é evitar qualquer trauma muito intenso na região, como uma batida muito forte, para não causar um rompimento do expansor, por exemplo.

De resto, a paciente pode levar uma vida normal com o expansor. Ela pode fazer atividade física, só deve prevenir esse trauma mais intenso na região. 

Se o expansor sofrer uma ruptura, não há motivo para muita preocupação porque o soro fisiológico é absorvido pelo organismo. A única desvantagem, se isso acontecer, é que perde-se ali todo o processo de expansão, de volume – a mama murcha.

Mas, tirando esse fator, não há motivos para grandes preocupações.


Fonte: Dra. Priscilla da Rocha Pinho Gaiato, cirurgiã plástica do A.C.Camargo + Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama
 

Câncer de pulmão: em busca de melhores resultados pós-cirúrgico

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Projeto piloto de protocolo de recuperação precoce para pacientes cirúrgicos com tumores no pulmão busca reduzir risco de complicações e tempo de internação, por meio de uma recuperação rápida e eficiente

A equipe do Centro de Referência em Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center implantou um projeto piloto de protocolo de recuperação precoce para pacientes cirúrgicos com tumores no pulmão. 

O protocolo estabelece rotinas e padroniza os cuidados antes, durante e depois da cirurgia, com objetivo de acelerar o restabelecimento pós-operatório e para que os resultados sejam melhores. Assim, o paciente pode ter uma recuperação mais rápida e eficiente, reduzindo o tempo de internação, os riscos de complicações e de mortalidade. 

Para que o resultado da cirurgia seja o melhor possível, este protocolo conta com uma abordagem multidisciplinar, com profissionais da enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia, anestesia, pneumologia, entre outros.

Como funciona

A principal mudança é a abordagem multidisciplinar que começa antes mesmo da cirurgia. Para receber orientações pré-operatórias, todos os pacientes passam necessariamente por uma avaliação da nutrição e de enfermagem; se houver necessidade, passam também em consulta com fisioterapeuta e psicólogo.

No pós-operatório, a equipe trabalha para que o paciente tenha uma mobilização precoce, ou seja, que ele possa levantar da cama mais rápido, com retirada de sonda e acessos venosos para que tenha condição melhor de se recuperar. Também atua com um controle mais rigoroso de dor no pós-operatório, a fim de evitar desconforto para o paciente. 

Apoio da navegação

A taxa de complicação em pacientes que passaram por cirurgia no pulmão é alta, em torno de 30%. Por isso, o paciente passa por diversas avaliações profissionais e exames pré-operatórios.

Nesse contexto, a equipe de navegação é essencial para auxiliar o paciente, coordenando as avaliações e exames necessários e funcionando como uma ponte entre todas as especialidades. Para conhecer melhor o trabalho da equipe de navegação, clique aqui.

Câncer de pulmão no Brasil e no mundo 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se 17.760 novos casos de câncer de pulmão em homens e 12.440 em mulheres em 2022. Esses valores correspondem a um risco estimado de 16,99 casos novos a cada 100 mil homens e 11,56 para cada 100 mil mulheres. 

No mundo, o câncer de pulmão configura-se entre os principais em incidência, ocupando a primeira posição entre os homens e terceira posição entre as mulheres. 

Clique aqui para saber mais sobre o câncer de pulmão. 

 

Fonte: Dr. Jefferson Gross, líder do Centro de Referência de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo Cancer Center
INCA 
 

Câncer de fígado: quando é necessário fazer o transplante hepático

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Há diversos formas de tratamento para um paciente com câncer de fígado e o transplante pode ser feito em casos específicos, trazendo melhores resultados para o paciente

O câncer de fígado atingiu mais de 900 mil pessoas no mundo em 2020, segundo estimativas mais recentes. Para 2040, a expectativa é que esse número cresça para 1,4 milhão de pessoas.

O tratamento da doença não depende apenas do estadiamento (sua extensão e presença ou não de metástases), mas também das condições clínicas do paciente, principalmente da função hepática, já que em muitos casos a cirrose está associada ao câncer. 

O transplante de fígado, tanto para adultos quanto para crianças, é feito quando os tumores estão restritos ao fígado e localizados em área de difícil remoção por cirurgia.

Pioneirismo

A equipe de hepatologia e transplante hepático do A.C.Camargo Cancer Center existe desde 2001, quando um grupo de médicos do hospital foi buscar especialização em países que já realizavam transplantes de fígado, como Japão, Estados Unidos e Europa. 

Ao aperfeiçoar a técnica e trazê-la para o Brasil, a equipe conquistou índices de sobrevida superiores a 85% e é referência nacional em diversas áreas da hepatologia, como câncer de fígado, transplante hepático pediátrico (especialmente em crianças de baixo peso) e transplante de fígado intervivos em adultos e crianças, técnica em que a equipe possui uma das maiores experiências do país, com resultados comparáveis aos dos melhores centros do mundo.

Além da preocupação em oferecer um atendimento globalizado, cerca de 1/3 dos pacientes que serão submetidos a um transplante de fígado já tem câncer e o restante tem potencial e fatores de riscos altos para desenvolver algum tumor. Assim, percebemos a importância de oferecer tratamentos complementares e paralelos ao tratamento oncológico, como o transplante.

Composta por sete cirurgiões, cinco hepatologistas pediátricos e três hepatologistas adultos, nossa equipe atua de forma multidisciplinar e integrada com anestesistas, intensivistas, hematologistas, infectologistas, enfermeiras, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais.

Como fazemos 

A equipe recebe a informação sobre um potencial doador pela Central de Transplantes. Se a condição do doador for considerada aceitável, a equipe de transplante entra em contato com o receptor designado pela Central, solicitando sua internação hospitalar.

A seguir, o paciente é avaliado por um dos membros da equipe. Enquanto o receptor é preparado, uma equipe de cirurgiões é encarregada de fazer a captação do fígado do doador. Durante a cirurgia, o órgão é cuidadosamente avaliado. Caso o fígado do doador (enxerto hepático) não seja considerado viável para o transplante, a operação é cancelada e o receptor recebe alta hospitalar.

Ao mesmo tempo, a equipe do receptor é informada sobre as condições do fígado do doador, para só então dar início à cirurgia. A cirurgia do receptor dura em média de 6 a 8 horas, consistindo na retirada de todo o fígado doente, seguida do implante do novo fígado por meio de suturas (conexões) vasculares e biliares.

Transplante intervivos

O preparo pré-operatório do candidato é semelhante ao realizado com doador falecido, e as cirurgias do doador e do receptor são programadas e realizadas simultaneamente, por duas equipes cirúrgicas.

Esperando pelo transplante

Os pacientes são submetidos a exames clínicos, laboratoriais, exames de imagem e avaliações: pré-anestésica, psicológica, dentária e nutricional. Os exames e as avaliações são realizados para a confirmação diagnóstica, a determinação de outras terapias disponíveis para o tratamento da doença hepática e o descarte de possíveis contraindicações ao transplante hepático.

As consultas são realizadas sempre com a presença de um hepatologista e um cirurgião da equipe de transplante. 
Se o paciente for considerado candidato ao procedimento, ele será incluído na lista de Transplante com Doador Falecido da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Durante o período de espera na lista de transplante, o paciente deverá manter contato com a equipe através de consultas regulares para a reclassificação de acordo com o índice de gravidade (MELD).
Pós-operatório: a evolução pós-operatória e o tempo de internação variam de acordo com as condições clínicas do paciente. Na maioria das vezes, o paciente permanece de dois a três dias na unidade de cuidados intensivos e o tempo médio de internação hospitalar varia de 10 a 14 dias.

Após a alta, os pacientes devem manter contato regular com a equipe de transplante, recebendo todas as informações e orientações necessárias para os cuidados em casa. Inicialmente, o retorno para consulta é semanal, com intervalos sucessivamente maiores até a estabilização do paciente. No longo prazo, o paciente deve retornar para consulta pelo menos a cada 6 meses.

Sinais e sintomas do câncer de fígado

•    Perda de peso inexplicável
•    Dor do lado direito na parte de cima do abdome
•    Perda do apetite
•    Náusea ou vômitos
•    Febre
•    Cansaço ou fraqueza
•    Inchaço do abdômen
•    Presença de caroço duro do lado direito, abaixo das costelas
•    Icterícia, que deixa a pele e os olhos amarelados e a urina escura
•    Coceira
•    Sensação de empachamento mesmo após uma pequena refeição
•    Agravamento da hepatite ou cirrose


FONTE: Dr. Eduardo Antunes da Fonseca, head de hepatologia do A.C.Camargo Cancer Center
Global Cancer Observatory
 

Cirurgia endoscópica na base do crânio para tumores nasossinusais

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Neste infográfico, veja como a técnica cirúrgica funciona para cânceres que atingem a região do nariz 

A cirurgia endoscópica para tumores nasossinusais, aqueles que afetam a cavidade nasal e os seios paranasais, proporciona inúmeros benefícios curativos e estéticos para os pacientes.

Devido ao fato de os cânceres nasossinusais serem raros, apenas os grandes centros e cirurgiões podem realizar esta técnica – uma das maiores experiências nacionais é a do A.C.Camargo.

Até o início dos anos 2000, todas as cirurgias de câncer nasal eram realizadas com incisões faciais, seja externamente ou pelo interior da cavidade oral. Até que a operação endoscópica passou a ser adotada – são realizadas cerca de 25 cirurgias desse tipo por ano no A.C.Camargo.

Segundo o Doutor Ronaldo Nunes Toledo, cirurgião do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo, esse processo de ressecção endoscópica de tumores malignos nasossinusais exige uma curva de aprendizado que leva anos. 

É necessário começar com ressecções menores, somente na cavidade nasal, e depois aprender a fechar a fístula liquórica e a transição crânio-nasal, ressecar o tumor de maneira oncológica, manusear vasos, nervos e assim por diante.

E é por isso que existem poucas pessoas que fazem essas cirurgias, porque o processo é muito longo e também há necessidade de realizar cirurgias com frequência para manter a prática. 

A seguir, entenda as vantagens da cirurgia endoscópica para tumores nasossinusais:
 

infográfico cirurgia endoscópica

 

Dia do Cirurgião Oncológico: saiba mais sobre a técnica que salva vidas

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Assista ao vídeo e conheça o Dr. Luiz Paulo Kowalski, cirurgião do A.C.Camargo e referência mundial na especialidade de cabeça e pescoço

Em 17 de julho é comemorado o Dia do Cirurgião Oncológico, como forma de reconhecer a importância deste profissional na remoção de tumores.

Para celebrar a data, queremos que você conheça o Prof. Dr. Luiz Paulo Kowalski, líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo, referência mundial no assunto e um dos cirurgiões que está há mais tempo na instituição.

Trata-se de um profissional que foi listado entre os 100 mil top cientistas do mundo em todos os tempos.

Confira o vídeo abaixo:
 

 

Cirurgia oncológica e outros procedimentos com alta no mesmo dia: Unidade Pires da Mota dispõe de estrutura que beneficia os pacientes com excelência e agilidade

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Quem tem câncer tem pressa! E a velocidade que o ser humano em tratamento oncológico precisa, sobretudo em tempos de covid-19, é a tônica dos centros cirúrgicos ambulatorial e geral do A.C.Camargo 

A cirurgia oncológica é utilizada em cerca de 80% dos casos de câncer, seja para tratar, diagnosticar ou mesmo avaliar o estadiamento de um tumor.

E a técnica cirúrgica não para de evoluir: tem apresentado muitos benefícios aos pacientes, seja por via robótica ou mesmo em procedimentos menores, que possibilitam alta no mesmo dia.

É assim, com as melhores práticas, que o A.C.Camargo cuida de seus pacientes em todas as suas unidades.

Aqui, destacamos a Unidade Pires da Mota. Inaugurada em 2019 em uma torre com 18 andares e 12 mil metros quadrados equipados com a mais avançada tecnologia, conta com procedimentos eficazes e rápidos em seus centros cirúrgicos ambulatorial e geral.

O modelo de atendimento da Pires da Mota descentraliza procedimentos que podem ser realizados com segurança em ambiente ambulatorial, ou seja, a unidade sedia cirurgias de menor complexidade – o paciente só vai para a Unidade Antônio Prudente, de alta complexidade, quando necessário. 

Recepção do 9º andar da unidade Pires da Mota


Centro Cirúrgico Ambulatorial 

O Centro Cirúrgico Ambulatorial da Pires da Mota possui quatro salas cirúrgicas que “dialogam” com um parque tecnológico moderno para prestar uma assistência eficiente.

Nesta ala, os pacientes realizam os procedimentos com anestesia local e, em seguida, têm alta e vão para casa. 

Um exemplo é a cirurgia para o câncer de pele não melanoma.


Cirurgia oncológica: pele não melanoma 

O tipo de câncer mais comum no Brasil é o de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa anual é de 93.170 novos casos para mulheres e 83.770 para homens.

Entre os tumores de pele não melanoma, o carcinoma basocelular é o tipo mais comum e também o menos agressivo.

Esse carcinoma basocelular, bem como boa parte das cirurgias para câncer de pele não melanoma, é operado com anestesia local, no Centro Cirúrgico Ambulatorial. O paciente tem alta logo após o procedimento, não necessitando de internação.


Colocação de cateter

O procedimento de colocação de cateter PICC, dispositivo muito utilizado para pacientes em quimioterapia, também é realizado no Centro Cirúrgico Ambulatorial.

A colocação do cateter dura, em média, 60 minutos. 


Centro Cirúrgico Geral: gineco, mama, uro...

O Centro Cirúrgico Geral da Unidade Pires da Mota dispõe de cinco salas cirúrgicas com um parque tecnológico moderno para prestar uma assistência eficiente.

Nessas salas são realizadas cirurgias de baixa complexidade pelas equipes das áreas de Ginecologia, Mastologia, Coloproctologia, Urologia, Cabeça e Pescoço, Vascular e Central da Dor.

Nossos pacientes realizam os procedimentos com anestesia local, sedação ou anestesia geral. Após o término, são encaminhados para a Recuperação Pós-Anestésica, composta por 13 leitos. 

E, depois que o médico autoriza, são direcionados para um leito no chamado Hospital Dia.


Hospital Dia

O espaço, que conta com 15 leitos, é voltado para os pacientes permanecerem com seus acompanhantes após os procedimentos.

Nele, os pacientes se alimentam, são avaliados pela equipe médica e têm alta para casa.


Anatomia patológica

Por fim, o setor anatomopatológico da Unidade Pires da Mota auxilia os procedimentos do Centro Cirúrgico Ambulatorial e do Centro Cirúrgico Geral. 

Por exemplo, caso seja necessário, é possível realizar congelações na hora da cirurgia para fazer diagnósticos. 


Faça um tour virtual pela Pires da Mota

 

Fontes: Larissa Paschoal Deghi, enfermeira supervisora da unidade Pires da Mota do A.C.Camargo + Dr. João Pedreira Duprat Neto, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência em Tumores Cutâneos do A.C.Camargo

Cirurgia robótica: o futuro da medicina chegou e veio para ficar

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Procedimento minimamente invasivo traz diversos benefícios para pacientes com tumores gastrointestinais quando comparado à cirurgia convencional

É um fato que a cirurgia robótica veio para ficar e revolucionou a forma de operar pacientes. Cerca de 1,2 milhão de cirurgias robóticas são realizadas anualmente no mundo. 

No Brasil, onde a técnica começou em 2008, o número de operações por robô se aproxima dos 40 mil, com estimativa de aumento de 20% ao ano, de 2022 em diante. 

A percepção da equipe especializada em tumores gastrointestinais do A.C.Camargo é de que os pacientes já têm ciência de que a cirurgia robótica pode trazer benefícios em relação ao procedimento convencional e perguntam pelo procedimento antes mesma da indicação do cirurgião.

Benefícios da cirurgia robótica

Para o paciente, a cirurgia robótica proporciona diversos benefícios por ser minimamente invasiva, pois os cortes são pequenos. Dessa forma, ocorre menor perda de sangue – o que reduz a necessidade de transfusão sanguínea, menos dor no pós-operatório, recuperação mais rápida e cicatrizes menores. 

Para os pacientes com tumores gastrointestinais, além de todos os benefícios já citados, a cirurgia robótica permite a reconstrução do caminho do alimento de forma mais simples e segura, proporcionando agilidade na retomada da dieta, além de recuperação e retorno às atividades diárias de forma mais rápida. É importante destacar que o método também aumenta a chance de que o paciente inicie mais rapidamente a quimioterapia ou a radioterapia após a cirurgia.

A cirurgia robótica permite manipulação mais cuidadosa dos tecidos, o que contribui para a diminuição do risco de disseminação do tumor, e uma limpeza melhor dos gânglios (linfadenectomia), que é um dos pontos considerados importantes para o sucesso de uma cirurgia de tumores gastrointestinais.

Diferencial do A.C.Camargo

O A.C.Camargo Cancer Center é um dos principais centros da América Latina especializados em cirurgia robótica para o câncer. Além de especialista em oncologia, a experiência em robótica torna a instituição uma referência neste tipo de procedimento para tratamento de tumores. 

Porém, para aproveitar o máximo potencial da cirurgia robótica, é preciso uma equipe multidisciplinar de especialistas em oncologia que atuam de forma integrada. Por isso, esse tipo de procedimento desse levar em consideração também o contexto de tratamento e como os demais profissionais, como nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo, estão capacitados.

O trabalho destes profissionais na preparação do paciente para o procedimento também é importante. O preparo físico, nutricional e psicológico antes da cirurgia são essências para que o paciente tenha uma recuperação mais segura e eficiente.

Pacientes eletivos para cirurgia robótica de tumores gastrointestinais

O câncer abdominal engloba tumores de esôfago, estômago, pâncreas, fígado, vesícula biliar, metástases hepáticas, tumores gastrointestinais, neuroendócrinos, entre outros. Umas das principais indicações da cirurgia robótica para tumores abdominais são para aqueles localizados no trato digestivo alto, já que a técnica permite dissecções mais precisas e melhor acesso às áreas mais profundas.

A exceção é para os casos em que o tumor é muito grande, o que impede a adequada movimentação dos braços do robô, sendo indicada a cirurgia convencional. Por isso, o médico avalia cada caso para indicar a melhor opção: cirurgia convencional, por vídeo ou robótica, pois precisa ser a melhor possível, independentemente da técnica.

Tudo sobre cirurgia robótica

Essa técnica empreende alta tecnologia e realiza procedimentos cirúrgicos por meio de pequenas incisões. Braços mecânicos completamente articulados e com precisão absoluta, somados o uso de microcâmeras de alta definição que transmitem imagens ampliadas das estruturas corpóreas em três dimensões, realizam a cirurgia comandada pelo cirurgião especialista.  

Se você quer saber mais sobre o tema, clique aqui e confira as respostas para as principais perguntas sobre cirurgia robótica.

 

 

FONTE: Dr. Felipe Coimbra, especialista em cirurgia oncológica do abdômen e líder do Centro de Referência de Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center
 

Sua doação de sangue é vital para nossos pacientes cirúrgicos

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Além de ser importante para a continuidade do tratamento oncológico, a doação de sangue também garante a segurança necessária para o paciente cirúrgico em caso de necessidade de transfusão

Quando você faz uma doação de sangue, está doando também a esperança para quem mais precisa e ajudando na continuidade do tratamento dos pacientes com câncer.

Por isso, a manutenção do estoque de sangue é um fator primordial para não haver risco de cancelamento de procedimentos eletivos e cirúrgicos.

Doar sangue é essencial para os pacientes cirúrgicos

Para as cirurgias oncológicas, o banco de sangue deve garantir estoque necessário para o atendimento destes pacientes durante a cirurgia e no pós-operatório, além dos demais pacientes da Instituição.

Os pacientes são avaliados antes do procedimento pelas equipes médicas da cirurgia, da anestesia e da hemoterapia. Alguns critérios são analisados e considerados quanto à necessidade de transfusão, como:

  • Tipo/tamanho da cirurgia
  • Idade do paciente
  • Outras comorbidades que podem aumentar a chance de transfusão (como resultados de exames alterados antes da cirurgia)

Considerando estes critérios, o Banco de Sangue do A.C.Camargo já prepara uma reserva de sangue para o paciente, imediatamente disponível caso necessite de transfusão durante a cirurgia.

Tudo sobre doação de sangue

Tem dúvidas sobre doação de sangue? Clique aqui e confira as respostas para as perguntas mais frequentes sobre o tema.

Faça sua doação: agendamento online

Com o objetivo de oferecer mais segurança e agilidade em nosso Banco de Sangue, é possível fazer o agendamento para a doação por este formulário ou pelo telefone (11) 2189-5000, opção 5. Essa é mais uma das medidas de segurança que tomamos para garantir os bons níveis do estoque do nosso Banco de Sangue, que, com a evolução da pandemia da Covid-19 e as orientações para que a população permaneça em casa, passaram a diminuir. Importante: se o doador tomou a vacina da gripe, a doação pode ser feita após 48 horas.

Horário de funcionamento
De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Sábado, das 8h às 15h
O Banco de Sangue não abre aos domingos e feriados.
Endereço: Rua Castro Alves, 131 – Aclimação, São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2189-5000 – opção 5

Para doar, lembre-se de levar um documento oficial com foto.

 

 

Atividade física e câncer: preparação pré-cirúrgica traz inúmeras vantagens aos pacientes

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Condicionamento orgânico ajuda a reduzir o risco de eventuais complicações e o tempo de internação, além de facilitar a reabilitação de quem opera órgãos como o fígado, o esôfago e o estômago 

Atividade física e câncer. Nem todos sabem, mas o bom condicionamento físico pode contribuir de forma significativa para o sucesso de uma cirurgia de tumores no aparelho digestivo alto – por exemplo, no fígado, pâncreas, esôfago e estômago.

Essa já é uma recomendação praticada pelo grupo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo e em grandes Cancer Centers mundo afora. 

Segundo o Dr. Felipe Coimbra, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo, é muito importante este preparo muscular, nutricional, cardiológico e respiratório antes da cirurgia.

“A chamada pré-habilitação é essencial sobretudo para os pacientes mais idosos. Uma vez condicionada, a pessoa suporta melhor a cirurgia e tem uma recuperação mais rápida”, explica o Dr. Felipe. 

Ou seja, diminui-se o tempo de internação, eventuais complicações e mortalidade, entre outras vantagens.


Atividade física e câncer: a preparação para a cirurgia

A chamada pré-habilitação funciona com lógica parecida à de quem vai se preparar para uma corrida, por exemplo, pois leva em conta aspectos multidisciplinares, além de visar afastar os maus hábitos, como o tabagismo e a bebida alcoólica.

“A gente orienta a fazer caminhada, procurar uma academia, realizar exercícios respiratórios, além de avaliações pelas equipes de fisioterapia e nutrição. É uma avaliação geral, com suporte nutricional, motor, físico e psicológico”, afirma o médico.

“O objetivo é que após o tratamento oncológico, o paciente ganhe qualidade de vida e fique, se possível, numa condição mais saudável do que era antes”, complementa o médico.


Cirurgias em tempos de Covid-19

Muitas vezes, essas cirurgias em tumores do aparelho digestivo alto são realizadas após tratamento com quimioterapia, por exemplo – que pode durar poucas semanas ou mesmo alguns meses, períodos em que acontecem esse condicionamento físico. 

Ademais, mesmo nos casos em que a cirurgia deve ser realizada primeiro, normalmente ainda é possível uma boa orientação e um preparo inicial para a cirurgia.

Quanto ao preparo nos dias atuais, além de todos os cuidados com o uso correto das máscaras, a lavagem das mãos e a vacinação (se disponível), recomenda-se o isolamento social rigoroso nas semanas que antecedem a cirurgia e a testagem para a Covid-19, alguns dias antes do procedimento. 

Já nos casos em que a pessoa é diagnosticada com a Covid-19, para as cirurgias não emergenciais, ela tem de esperar cerca de seis semanas para a realização do procedimento.