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Câncer de cabeça e pescoço: artigo científico traz recomendações para cirurgias oncológicas

 
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Câncer de cabeça e pescoço: artigo científico traz recomendações para cirurgias oncológicas

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Estudo internacional teve a contribuição do Dr. Luiz Paulo Kowalski, líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço

Câncer de cabeça e pescoço e Covid-19. Em artigo divulgado pela revista científica The Lancet Oncology, especialistas representando mais de 30 sociedades médicas do mundo elaboraram algumas recomendações fundamentais para o atendimento multidisciplinar de pacientes com câncer de cabeça e pescoço – antes e depois da pandemia.

Segundo o estudo, as indicações de atendimento nesse tipo de paciente permanecem as mesmas. O que muda são os cuidados, como a aplicação de testes laboratoriais para confirmar ou não a presença do novo Coronavírus no organismo.


Prioridade para cirurgia de cabeça e pescoço

“Tendo por base as necessidades de cada paciente, abordamos no artigo a priorização de procedimentos cirúrgicos, como por exemplo, aqueles que apresentam sintomas severos de câncer em estado avançado, que não podem esperar por uma cirurgia”, explica o Dr. Luiz Paulo Kowalski, líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo e um dos autores do artigo.

O estudo aponta que cânceres de boca, laringe e maxila são os mais graves e que não podem esperar para serem operados. “A maior urgência para tratamento desses tumores leva em conta a história natural da doença e o risco de perda de oportunidade de tratamento curativo, ou a perda de oportunidade de tratamento mais conservador. No caso da laringe, um paciente candidato à laringectomia parcial poderá ter que ser submetido à laringectomia total ou à quimiorradioterapia se houver progressão tumoral”, diz.

O pesquisador também ressalta que o programa de cada cirurgia permanece o mesmo e as equipes cirúrgicas devem redobrar os cuidados com proteção, com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) apropriados contra a contaminação da Covid-19.

“É recomendado que o paciente permaneça o menor tempo possível no hospital, após concluir o pós-operatório de forma saudável e longe de alguma contaminação. Assim ele pode fazer o isolamento social em casa”, diz.


Covid-19 x câncer

Para o paciente, as recomendações permanecem as mesmas: usar máscara de proteção sempre, lavar as mãos durante 20 segundos e praticar o distanciamento social. “O importante é jamais parar o tratamento durante a pandemia”, completa o médico.


Cuidados para os profissionais da saúde

Em outro artigo, Dr. Kowalski também fala sobre a Covid-19 e o risco aumentado de contaminação para anestesistas, dentistas, cirurgiões de cabeça e pescoço, cirurgiões maxilofaciais, oftalmologistas e otorrinolaringologistas.
“Estes profissionais realizam procedimentos com maior risco de dispersão de partículas de secreção no ar, como intubação traqueal e ventilação não invasiva. Por isso, esses procedimentos que aumentam o risco de infecção devem ser evitados ou empregados apenas quando obrigatório”, explica.

O médico também ressalta que os especialistas em cabeça e pescoço não devem permitir que seu compromisso com o atendimento ao paciente anule a autopreservação “O profissional da saúde constitui o recurso mais valioso em todos os países durante a pandemia. É necessário que as instituições de saúde tomem decisões para apoiar as equipes assistenciais, que são compostas por indivíduos dedicados, mas vulneráveis”, finaliza.


O Atendimento Oncológico Protegido

O sucesso de uma terapia oncológica depende muito do diagnóstico precoce e do tratamento adequado de um tumor, pois um dos fatores que aumenta a chance de cura da doença é tratá-lo em até 30 ou no máximo 60 dias a partir do início dos sintomas ou do diagnóstico.

Dessa forma, estabelecemos o Atendimento Oncológico Protegido – um conjunto de processos que garante segurança para o paciente prosseguir com seu tratamento, em tempos de pandemia.

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Por isso, não interrompa seu tratamento.

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