Sarcoma: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento
Sarcoma: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento
O sarcoma é um tipo raro de câncer que se forma nos tecidos de sustentação do corpo. Por reunir mais de 80 subtipos e provocar sintomas pouco específicos, conhecer os primeiros sinais faz diferença no diagnóstico precoce e no resultado do tratamento.
O que são os sarcomas?
Os sarcomas são um grupo raro de cânceres que se desenvolvem nos tecidos de sustentação do corpo, como músculos, gordura, tendões, nervos, vasos sanguíneos e ossos. Existem mais de 80 tipos diferentes de sarcoma, cada um com características próprias. Embora sejam incomuns em adultos (cerca de 1% de todos os cânceres), correspondem a até 15% dos cânceres em crianças e adolescentes.
Quais são os principais tipos de sarcoma?
Os sarcomas costumam ser divididos em dois grandes grupos, conforme o tecido de origem. Os sarcomas de partes moles surgem em músculos, gordura, vasos e outros tecidos que sustentam e conectam o corpo. Já os sarcomas ósseos se formam nos ossos.
Entre os subtipos mais conhecidos estão:
- Osteossarcoma, o sarcoma ósseo mais frequente, comum em adolescentes e adultos jovens;
- Sarcoma de Ewing, que atinge principalmente ossos e tecidos moles de crianças e adolescentes;
- Rabdomiossarcoma, o sarcoma de partes moles mais comum na infância;
- Lipossarcoma e leiomiossarcoma, entre os sarcomas de partes moles mais frequentes em adultos.
Onde os sarcomas podem surgir?
Os sarcomas podem aparecer em praticamente qualquer parte do corpo. Os locais mais frequentes são:
- Braços e pernas;
- Tronco;
- Abdome e retroperitônio (região profunda do abdome);
- Cabeça e pescoço;
- Ossos.
Quais são os principais sinais e sintomas?
São inespecíficos, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Os mais comuns são:
- Caroço ou nódulo que aumenta de tamanho ao longo do tempo;
- Ausência de dor na maioria das fases iniciais;
- Dor ou desconforto quando o tumor comprime nervos, músculos ou outros órgãos;
- Dor óssea persistente (mais comum nos sarcomas dos ossos).
É importante lembrar que a maioria dos caroços não é um sarcoma. Ainda assim, qualquer massa que aumente de tamanho ou tenha mais de 5 cm deve ser avaliada por um médico.
Como é feito o diagnóstico?
Ele normalmente envolve:
- Avaliação médica;
- Exames de imagem (como radiografia, ressonância magnética ou tomografia);
- Biópsia, que consiste na retirada de uma pequena amostra do tumor para análise em laboratório.
Como é o tratamento?
Depende do tipo de sarcoma, do tamanho do tumor, da sua localização e da presença ou não de metástases.
As principais opções incluem:
- Cirurgia;
- Radioterapia;
- Quimioterapia;
- Terapias-alvo e outros tratamentos específicos para alguns subtipos.
Na maioria dos casos, o tratamento é definido por uma equipe multidisciplinar composta por cirurgiões, oncologistas, radioterapeutas, patologistas e radiologistas.
O que esperar daqui para frente?
As chances de cura variam conforme o tipo de sarcoma e o estágio da doença no momento do diagnóstico.
Quando identificados precocemente e tratados de forma adequada, muitos pacientes podem ser curados. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento em centros especializados fazem toda a diferença.
Quando procurar um médico?
Procure atendimento médico se você apresentar:
- Um caroço que cresce progressivamente, independentemente do tamanho;
- Uma massa maior que 5 cm;
- Dor persistente nos ossos sem causa aparente;
- Um caroço que voltou a aparecer após ter sido retirado.
O que fica dessa análise?
- Os sarcomas são doenças raras, mas possuem tratamento;
- Nem todo caroço é câncer, mas lesões que crescem devem ser investigadas;
- O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento;
- Sempre que houver suspeita de sarcoma, o ideal é procurar um centro com experiência no tratamento dessa doença.
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Perguntas frequentes
Sim, o sarcoma pode ter cura. As chances variam de acordo com o subtipo, o tamanho e a localização do tumor e o estágio da doença no diagnóstico. Quando o sarcoma é identificado cedo e tratado em um centro especializado, muitos pacientes alcançam a cura.
Os dois são tipos de câncer, mas se originam em tecidos diferentes. O carcinoma surge nas células que revestem órgãos e a pele, como mama, pulmão e intestino, e responde pela maioria dos tumores. O sarcoma se forma nos tecidos de sustentação do corpo, como ossos, músculos e gordura, e é bem mais raro.
Os sarcomas se dividem em sarcomas de partes moles (músculos, gordura, vasos e tecidos moles) e sarcomas ósseos (ossos). Entre os subtipos mais conhecidos estão o osteossarcoma, o sarcoma de Ewing, o rabdomiossarcoma, o lipossarcoma e o leiomiossarcoma.
Nem sempre. Nas fases iniciais, o sarcoma costuma se manifestar como um caroço que cresce sem causar dor. O desconforto tende a aparecer quando o tumor cresce e comprime nervos, músculos ou órgãos vizinhos. No caso dos sarcomas ósseos, a dor persistente nos ossos é mais comum.
Não. A grande maioria dos caroços e nódulos é benigna e não corresponde a um sarcoma. Ainda assim, qualquer massa que cresce de forma progressiva, tem mais de 5 cm ou reaparece depois de retirada merece avaliação médica.
O ideal é procurar um oncologista e, sempre que possível, um centro especializado no tratamento de câncer. Por ser uma doença rara e com muitos subtipos, o sarcoma costuma ser conduzido por uma equipe multidisciplinar, que reúne cirurgiões, oncologistas, radioterapeutas, patologistas e radiologistas.