Mieloma Múltiplo

O mieloma múltiplo é o câncer de um tipo de células da medula óssea chamadas de plasmócitos, responsáveis pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias. No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue.

Mieloma múltiplo - estudo: MINK 1305

O estudo: MINK 1305 é um estudo aberto de fase I de segurança, tolerabilidade e atividade clínica preliminar de células alogênicas invariantes natural killer (intk) não transduzidas (agent-797) em pacientes com mieloma múltiplo recidivante/refratário.

Tratamento

População

Pacientes com mieloma múltiplo refratário/recidivado, já tratados previamente.

Objetivo

O objetivo é determinar a dose mais alta do produto experimental que pode ser administrada (dose máxima tolerada). Serão observados os efeitos colaterais que os pacientes experimentam, com base nas diferentes doses usadas em diferentes grupos de pacientes. Cada paciente será designado a um pequeno grupo (também denominado coorte) e receberá uma dose específica do produto experimental. O principal objetivo desta parte do estudo é descobrir se o medicamento do estudo é seguro e aceitável para pacientes com mieloma múltiplo recidivado/refratário.

 

Publicação autorizada pelo CEP FAP - A.C.Camargo Cancer Center em 11 de maio de 2022.

“A imunoterapia está mudando o tratamento do câncer e o futuro parece bem iluminado”

Linha Fina

Entenda mais sobre este tipo de tratamento e sobre as CAR-T Cells com o Doutor David Maloney, norte-americano da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center

As CAR-T Cells – em português, células CAR-T – são uma modalidade de imunoterapia que promete revolucionar o tratamento do câncer, sobretudo tumores hematológicos.

Trata-se de terapias personalizadas que agem em alvos específicos, usando células do paciente e não medicamentos sintéticos. 

Nela, as células de defesa do organismo são extraídas do paciente e moldadas em laboratório para combaterem seu próprio tumor. Depois, são infundidas de volta no paciente. Ou seja, elas atuam reprogramando as próprias células do paciente contra a doença.

Essa modalidade de tratamento imunoterápico foi discutida não apenas em painéis do Next Frontiers to Cure Cancer, congresso internacional organizado pelo A.C.Camargo: foi o assunto da aula magna Terapias com células CAR-T na prática clínica, dada pelo Doutor David Maloney, norte-americano da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center.


CAR-T Cells e imunoterapia: futuro promissor

“A imunoterapia está mudando o tratamento do câncer e o futuro parece bem iluminado”, comemora o Doutor David Maloney, sem se esquecer que ainda há desafios importantes, principalmente em relação às CAR-T Cells.

“Há vários estudos em andamento nos quais estamos discutindo o poder das CAR-T Cells para acabar com as células cancerígenas, mas é difícil, precisamos compreender melhor como os receptores funcionam e cuidar da questão da toxicidade”, acrescenta o médico.

O Doutor David Maloney explicou que os estudos demonstram que há melhores respostas em leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, mas ainda é preciso avançar, por exemplo, em compreensão para tumores sólidos e de pulmão.

Doutor David, cabelo e cavanhaque brancos, fala de imunoterapia
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Para avançarmos para este futuro iluminado, há estudos em andamento que discutem o poder das CAR-T Cells para acabar com as células cancerígenas, mas precisamos compreender melhor como os receptores funcionam e cuidar da questão da toxicidade.
Doutor David Maloney, da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center

Dengue em pacientes com câncer: um manual de prevenção

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Quais tipos de tumores exigem mais cuidados? Como evitar a contaminação? Quem pode tomar a vacina? Regras para utilizar o repelente? Como saber se tenho dengue? Descubra tudo a seguir 

A dengue em pacientes com câncer é uma questão que pede a atenção de todos, ainda mais para tumores hematológicos (leucemias, linfomas e mieloma múltiplo) e no fígado.

Há um perigo sobretudo se a dengue atingir sua forma mais grave, a hemorrágica. 

É que a dengue hemorrágica diminui as plaquetas de forma que o sangue passa a ter dificuldade de coagulação, então a doença causa muitos sangramentos – e risco de vida. 


Perigo para tumores hematológicos e no fígado 

No caso dos pacientes com um câncer hematológico ou hepático com alteração de função no fígado, já existe algum tipo de distúrbio de baixa de plaquetas ou anemia, por causa da doença crônica.

E a dengue pode agravar tudo isso, além de causar eventos hemorrágicos graves.

A dengue também pode acometer as células do fígado e provocar lesões hepáticas, algo mais perigoso para quem tem um câncer de fígado e uma disfunção do órgão do que para a população comum.


Dengue em pacientes com câncer: como prevenir

Primeiramente, sabendo que você vive em uma área endêmica, que abriga o Aedes aegypit, mosquito que espalha a dengue pela picada e que já se disseminou pelas regiões urbanas, redobre os cuidados para não favorecer sua multiplicação.

Como se defender: 

  • Não permitia água parada nos vasos de planta, pneus, no quintal e na piscina, por exemplo;
  • Use repelente: existem alguns comprovadamente eficazes contra o mosquito, compostos por ao menos 20% de icaridina;
  • O Aedes aegypit costuma circular mais durante o final da tarde, período do dia em que o paciente oncológico não pode se esquecer de repassar o repelente.

 

Como utilizar o repelente 

Os repelentes com icaridina são recomendados por comprovação de eficácia e proteção, porém, se o produto não for tolerado, também podem ser aplicados na pele aqueles à base de DEET, IR3535 e óleo de citronela.

Já os repelentes com vitamina B e óleo de alho não se mostraram eficazes para insetos e devem ser evitados.

Regras para a aplicação do repelente:

  • Durante o tratamento oncológico, a pele tende a ficar mais ressecada e o uso diário de hidratante é muito importante, pois ajuda no restauro da pele, evita pequenas fissuras e mantém o manto lipídico, evitando que o repelente cause irritações;
  • Cuidado para não passar o repelente na região dos olhos, mucosas e áreas com feridas;
  • O repelente deve ser aplicado sobre a roupa e não na pele que será coberta. Exemplo: se for colocar uma calça, vista essa peça de roupa e somente depois aplique o repelente sobre a calça. Nas áreas que não serão cobertas pelas roupas, basta aplicar o repelente sobre a pele descoberta;
  • O aparecimento de uma alergia causada pelo uso de repelente é raro, mas pode acontecer. Ao sinal de prurido (coceira) e urticária (placas vermelhas pelo corpo), suspenda o uso do repelente e fale com o seu médico. 

 

Vacina para a dengue? Quem pode tomar?

Para começar, saiba que só uma pessoa que já teve dengue pode tomar a vacina contra a dengue, seja ela paciente oncológico ou não. 
A vacina da dengue contém o vírus vivo atenuado, então ela é contraindicada para pessoas com qualquer tipo de imunossupressão, caso dos pacientes oncológicos com doença ativa – por exemplo, em tratamento de quimioterapia ou radioterapia.

Essas pessoas só podem tomar a vacina contra a dengue em pelo menos seis meses após o tratamento de controle do câncer. 

Se esse é o seu caso, ainda assim, não deixe de consultar seu médico antes de tomar a vacina.


Como saber se tenho dengue?

Um dos sinais mais comuns é a febre, acompanhada de dores de cabeça, no corpo e nas articulações.

A dor de cabeça costuma aparecer na região atrás dos olhos, mas pode ocorrer de outras maneiras, a depender do paciente. O surgimento de lesões avermelhadas na pele com descamação residual pode acontecer em alguns casos.

Não há como prevenir ou tratar as manifestações cutâneas, que tendem a regredir com a resolução da doença.

Também podem haver manifestações hemorrágicas discretas como pontos avermelhados, sangramento nasal e gengival. Se isso acontecer, vá ao serviço médico para uma reavaliação.


Fontes: Doutora Anna Claudia Turdo, infectologista do A.C.Camargo + Doutor Marco Antonio de Oliveira, dermatologista do A.C.Camargo
 

Car-T Cells: ANVISA aprova terapia para tratamento de mieloma múltiplo

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Nova modalidade de imunoterapia, que modifica geneticamente os linfócitos contra o tumor, será disponibilizada no A.C.Camargo Cancer Center

Car-T Cells: a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anuncia a aprovação da primeira terapia à base de células Car-T para tratar o mieloma múltiplo, tipo de câncer que atinge a medula óssea.

Mais recorrente em pessoas com idade superior a 60 anos, seus sinais podem ser confundidos com questões inerentes ao envelhecimento, retardando o diagnóstico.

“No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue”, explica Dr. Jayr Schmidt Filho, Líder do Centro de Referência de Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo Cancer Center.

Atualmente, os meios de prevenção do mieloma múltiplo ainda não são conhecidos, bem como suas causas. Contudo, sabe-se que, além da idade, histórico familiar, exposição à radiação e a produtos químicos, como amianto e pesticidas, também são fatores de risco.

O diagnóstico é feito pelo hematologista ou oncologista, por meio de testes clínicos, sanguíneos, de urina e biópsia da medula. Exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, são usados para identificar se o câncer compromete outras regiões do corpo. Estima-se que cerca de 95% dos casos são diagnosticados em fases avançadas da doença. Nesse quadro avançado, a taxa de sobrevida de cinco anos é de 51%, enquanto esse percentual pode chegar a 74% quando identificado em estágio inicial.

A terapia por Car-T Cells é uma modalidade da imunoterapia que lança mão de células geneticamente modificadas e reprogramadas em laboratório para destruir os tumores. “Esta aprovação, que ainda depende de trâmites burocráticos para ser disponibilizada para os pacientes, pode significar a cura para pacientes que já tinham esgotado as possibilidades terapêuticas”, aponta o especialista.

A aprovação pela ANVISA é uma parte do processo de disponibilização do medicamento no país, que ainda será precificado pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) do Governo Federal – órgão interministerial responsável pela regulação econômica do mercado de medicamentos no Brasil.


Como a terapia é realizada

A terapia por Car-T Cells é feita a partir da coleta de células T do sistema imunológico, os linfócitos, que são modificadas geneticamente e programadas para reconhecer e combater o tumor.

Há muita ciência por trás do desenho da molécula CAR. “Podemos dizer que as Car-T Cells são um grande feito da biotecnologia aplicada ao tratamento do câncer”, explica.


Como atuam as Car-T Cells

A primeira etapa é colher células do sistema imunológico a partir da centrifugação do sangue dos pacientes a serem tratados, procedimento conhecido como leucaférese, parecido com uma hemodiálise.

Em seguida, o especialista isola um tipo de leucócito (célula de defesa) conhecido como linfócito T, um dos principais responsáveis pela defesa do organismo. Esse linfócito consegue reconhecer antígenos existentes na superfície celular de agentes externos ou internos infecciosos e de tumores para combater tais invasores.

O próximo passo é enviar o material coletado a um laboratório que fará a manufatura dessas células, que consiste na modificação genética delas para programar os linfócitos para destruir o tumor.

Isso é feito com auxílio de um vetor viral, um vírus que tem o material genético alterado em laboratório para reconhecer e combater o tumor. Esse vetor entra no linfócito T, modifica o DNA dele e faz com que aquela célula expresse um receptor que reconheça o antígeno da doença e a ataque.

“A modificação faz os linfócitos T atacarem as células tumorais. Antes de introduzir a célula, é feita uma quimioterapia no paciente a fim de imunossuprimi-lo para que o sistema imune não combata as células”, explicou o Dr. Jayr Schmidt.

Dentro de sete dias após a infusão das Car-T Cells, pode haver uma reação inflamatória, sinal de que os linfócitos modificados estão se reproduzindo dentro do organismo e induzindo a liberação de substâncias para eliminar o tumor.

Nesse momento, além de febre, pode haver queda importante da pressão arterial e eventual necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Apenas quatro instituições foram credenciadas para oferecer esse tratamento de alta complexidade no país, e o A.C.Camargo é o único cancer center que poderá ministrar a terapia, que deve chegar aos pacientes no segundo semestre de 2022.

Mieloma múltiplo: pacientes podem participar de estudos clínicos e ter benefícios no A.C.Camargo

Linha Fina

Neste mês de conscientização sobre esse tipo de câncer hematológico, conheça seus sinais e sintomas e saiba como fazer parte de uma pesquisa, contribuir com a ciência e evoluir no tratamento

O mieloma múltiplo é o câncer de um tipo de célula da medula óssea chamada de plasmócito, responsável pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias. No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue.

O INCA não apresenta estatísticas oficiais sobre a incidência da doença no Brasil, mas, mesmo assim, precisamos conscientizar a população sobre como identificar precocemente um mieloma múltiplo

A seguir, saiba mais sobre fatores de risco, sinais, sintomas e sobre como pacientes podem participar de estudos clínicos e ter benefícios no tratamento, sem falar na contribuição com a ciência do câncer.


Fatores de risco para mieloma múltiplo

Não se sabe o que causa o mieloma múltiplo, então não existem formas de prevenção da doença. De qualquer forma, é bom manter uma vida saudável, com alimentação rica em verduras, legumes e frutas, sem abusar da carne vermelha, além de não fumar, praticar exercícios regularmente e não abusar do álcool.

Dois pontos são conhecidos entre os pacientes:

  • A maioria dos pacientes tem mais de 65 anos;
  • Casos de mieloma múltiplo são um pouco mais frequentes em homens do que em mulheres.


Sinais e sintomas 

A doença não costuma apresentar sintomas em seus estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico nessa fase. Nas manifestações sintomáticas podem ocorrer:

  • Fraturas: as células do mieloma produzem substâncias chamadas citocinas, que podem fazer com que algumas células dos ossos, os osteoclastos, destruam o tecido ósseo ao seu redor. As apresentações mais comuns nos raios-x são as lesões líticas (aspecto de buracos negros). Mais frágil, essa parte do osso pode se partir causando, fraturas espontâneas ou com o mínimo esforço;
  • Dor nos ossos: especialmente na coluna lombar, nas costelas ou no quadril, e que piora com o movimento;
  • Fadiga ou cansaço: causados por anemia;
  • Infecções: pode ocorrer um prejuízo ao sistema imune no combatem a vírus e bactérias, tornando os pacientes mais vulneráveis a infecções. Pneumonia, infecções urinárias, além de sinusite e infecções da pele, são as mais comuns;
  • Redução do volume da urina: provocada por insuficiência renal, já que as proteínas anormais produzidas pelo câncer em grande quantidade se acumulam nos rins.


Estudos clínicos para mieloma múltiplo: entenda

Primeiramente, precisamos explicar o que são os estudos clínicos e ratificar sua segurança.

Estudos clínicos são iniciativas que comparam o melhor tratamento disponível com um tratamento inovador. Graças a essas pesquisas, surgem novas condutas terapêuticas para o tratamento de vários tipos de tumor, sempre visando o melhor para o paciente.

É que um medicamento não pode ser utilizado em um tratamento sem que seus riscos e benefícios sejam conhecidos em detalhes. Da produção da molécula até chegar ao paciente, há um caminho longo, com muitos estudos que se estendem por anos.

Primeira etapa: a molécula é testada em células de laboratório, depois em modelos de animais, respeitando todo o cuidado ético com animais de experimento.

Somente após esses testes começam os estudos clínicos em voluntários humanos, divididos em quatro fases distintas.

Clique aqui e saiba tudo sobre os estudos clínicos, detalhadamente.

Sua participação, além de não prejudicar em nada o seu tratamento (ao contrário, pode haver benefícios), é gratuita e ajuda a salvar vidas.

No A.C.Camargo, temos, no momento, dois estudos clínicos abertos para pacientes com mieloma múltiplo. Confira abaixo:


Mieloma múltiplo - Estudo: LYNX

Público: pacientes com mieloma múltiplo já tratados com daratumumabe.

Objetivo: avaliar se a terapia-alvo é melhor do que a terapia padrão.


Mieloma múltiplo - Estudo: DREAMM 3

Público: pacientes com mieloma múltiplo já tratados previamente com quimioterapia.

Objetivo: avaliar se a terapia-alvo combinada é melhor do que a terapia padrão.

 

Caso queira saber mais sobre as pesquisas clínicas, envie um e-mail para: [email protected].

Células CAR-T, o sistema imune no combate ao câncer

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Nova modalidade de imunoterapia, que modifica geneticamente os linfócitos contra o tumor, será utilizada no A.C.Camargo Cancer Center 

O A.C.Camargo Cancer Center foi um dos centros mundiais especializados no tratamento do câncer escolhidos para a utilização da nova imunoterapia com células CAR-T no Brasil.  

Trata-se de modalidade da imunoterapia que lança mão de células geneticamente modificadas e reprogramadas em laboratório para destruir os tumores.  

Os cientistas a estão chamando de droga viva, e ela trata, por enquanto, linfoma difuso de grandes células, leucemia linfoide aguda e mieloma múltiplo.  

“Mas há a expectativa de que logo sejam identificados alvos de outras doenças oncológicas para ampliar as indicações”, afirmou o Dr. Jayr Schmidt, responsável pela imunoterapia na Instituição.


Células CAR-T, um avanço grandioso

A imunoterapia por células CAR-T representa avanço tamanho para o tratamento do câncer, que pode render um novo Nobel de Medicina à área, na opinião de Dr. Martín Bonamino, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e da Fiocruz. 
O último Nobel à área veio em 2018, para o americano James P. Allison, do MD Anderson Cancer, uma das instituições parceiras do A.C.Camargo Cancer Center, e para o japonês Tasuku Honjo, da Universidade de Kyoto. 

Numa outra modalidade de imunoterapia, chamada de bloqueio de checkpoints imunológicos, os premiados desenvolveram pesquisas sobre duas proteínas produzidas por tumores – a CTLA-4 e a PD-1 – que paralisavam o sistema imune do paciente durante o desenvolvimento do câncer. Eram as proteínas chamadas de checkpoints, que bloqueavam o sistema imune, para que não atacasse o tumor. 

As drogas pesquisadas por Allison e Tasuku retiram esse bloqueio e recuperam o poder de ataque do sistema imunológico. 
A história da imunoterapia tem mais de um século. De acordo com Dr. Martín Bonamino, ela tem início no fim do século XIX, com o cirurgião William B. Coley, em Nova York. 
 

infográfico células car-t

Na época, sem quimioterapia ou radioterapia, o tratamento para o câncer era basicamente cirúrgico. Foi operando tumores que Dr. Coley notou que alguns deles regrediam se infeccionassem depois da cirurgia, também não existia ainda o antibiótico. Por associação, ele começou a tratar os pacientes com extratos de micro-organismos, bactérias, e alguns tumores começaram a ter regressão. 

“Essa é a primeira imunoterapia que a gente conhece bem documentada e com taxas de sucesso bem interessantes”, contou Bonamino.

Depois disso, a imunoterapia ficou um longo tempo em segundo plano. Vieram a radioterapia, depois as quimioterapias e, somente na década de 1980, ela renasceu, quando um grupo de pesquisadores estadunidenses passou a tirar células de defesa dos próprios tumores, expandi-las em laboratório e infundi-las no paciente. “É o que chamamos de TIL (sigla do inglês para linfócitos infiltrantes de tumor)”, explicou Bonamino.

No paralelo iniciaram-se os transplantes de medula. Na década de 1990, passada a fase inicial em que se pensava ter de matar até a última célula de leucemia, descobriu-se que parte do sucesso tinha a ver com os linfócitos do doador, que eram transplantados juntos com a medula.

Os estudiosos se deram conta de que tais linfócitos, especialmente os linfócitos T, são capazes de destruir as últimas células de leucemia. 

Segundo Bonamino, o estudo veio reforçar que os linfócitos, quando reconhecem o tumor, são capazes de destruir suas células. No entanto, boa parte dos tumores não tem muitos antígenos que possam ser reconhecidos pelo sistema imune, seja porque tem poucas mutações, seja por não ter mutações imunogênicas.

“É exatamente aqui que entra o conceito de CAR-T. Reparem que tanto os linfócitos infundidos com o transplante quanto os infiltrados no tumor contam com uma resposta imune natural. Tumores pobres em mutações podem ser manipulados geneticamente com um gene artificial, o CAR, para fazer o linfócito reconhecer o tumor”, resumiu Bonamino.


Como é feita a terapia

A terapia por células CAR-T é feita a partir da coleta de células T do sistema imunológico, os linfócitos, que são modificadas geneticamente e programadas para reconhecer e combater o tumor.

Há muita ciência por trás do desenho da molécula CAR. “Podemos dizer que as células CAR-T são um grande feito da biotecnologia aplicada ao tratamento do câncer”, completou. 

Para o Dr. Jayr Schmidt, do A.C.Camargo Cancer Center, é o maior avanço no tratamento do câncer dos últimos anos e pode se estabelecer como um dos pilares do combate à doença ao lado de quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

A terapia por células CAR-T, até o momento capaz de reconhecer e atacar as proteínas CD-19 e BCMA, foi desenvolvida nos Estados Unidos, onde já é oferecida por dois laboratórios farmacêuticos, desde 2017, a um preço próximo de 400 mil dólares. 

“No Brasil, ela começa a aparecer somente agora, com quase quatro anos de atraso. Isso porque é um tratamento trabalhoso e de alto custo”, comentou Dr. Schmidt.

Aqui, o processo inclui levar o material a uma central especializada – todas até o momento são fora do país –, fazer ali a modificação genética e trazer de volta, para então infundir no paciente, ou seja, um tratamento de difícil logística e alto custo.

“Assim, para fazer o tratamento no Brasil hoje, estimo que seja preciso investir entorno de 350 a 400 mil dólares”, lamenta o especialista.
 

 

Como atuam as células Car-T

A primeira etapa é colher células do sistema imunológico a partir da centrifugação do sangue dos pacientes a serem tratados, procedimento conhecido como leucaférese, parecido com uma hemodiálise. 

Em seguida, o especialista isola um tipo de leucócito (célula de defesa) conhecido como linfócito T, um dos principais responsáveis pela defesa do organismo. Esse linfócito consegue reconhecer antígenos existentes na superfície celular de agentes externos ou internos infecciosos e de tumores para combater tais invasores. 

O próximo passo é enviar o material coletado a um laboratório que fará a manufatura dessas células, que consiste na modificação genética delas para programar os linfócitos para destruir o tumor.

Isso é feito com auxílio de um vetor viral, um vírus que tem o material genético alterado em laboratório para reconhecer e combater o tumor. Esse vetor entra no linfócito T, modifica o DNA dele e faz com que aquela célula expresse um receptor que reconheça o antígeno da doença e a ataque. 

“A modificação faz os linfócitos T atacarem as células tumorais. Antes de introduzir a célula, é feita uma quimioterapia no paciente a fim de imunossuprimi-lo para que o sistema imune não combata as células”, explicou o Dr. Jayr Schmidt. 
Dentro de sete dias após a infusão das células CAR-T, pode haver uma reação inflamatória, sinal de que os linfócitos modificados estão se reproduzindo dentro do organismo e induzindo a liberação de substâncias para eliminar o tumor. Nesse momento, além de febre, pode haver queda importante da pressão arterial e eventual necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).


Estudos brasileiros podem reduzir gargalos e preços da Car-T

A equipe do cientista Martín Bonamino no Instituto Nacional do Câncer (INCA) publicou ano passado dois artigos que apresentam eventuais saídas para uma aplicação mais ampla da terapia com células CAR-T, a fim de expandir a imunoterapia com CAR para um número maior de pacientes, ganhando escala e reduzindo custos, o que tem potencial para favorecer especialmente países de baixa renda. 

O estudo Development of CAR-T cell therapy for B-ALL using a point-of-care approach foi publicado no periódico Oncoimmunology. O outro artigo, publicado na revista Gene Therapy, tem com o título Transposon-mediated generation of CAR-T cells shows efficient anti B-cell leukemia response after ex vivo expansion.
 

Linha Aspas Simples
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A imunoterapia por células Car-T é o maior avanço no tratamento do câncer dos últimos anos e pode se estabelecer como um dos pilares do combate à doença ao lado de quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

Dr. Jayr Schmidt, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo

Mieloma múltiplo: conheça os sinais e sintomas

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Alguns sinais, como fraturas, dor nos ossos, fadiga, infecções e redução da urina podem indicar a doença

O mieloma múltiplo é o câncer de um tipo de célula da medula óssea chamada de plasmócito, responsável pela produção de anticorpos que combatem vírus e bactérias. No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue.

A doença não costuma apresentar sintomas em seus estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico nessa fase. Nas manifestações sintomáticas podem ocorrer:

  • Fraturas: as células do mieloma produzem substâncias chamadas citocinas que podem fazer com que algumas células dos ossos, os osteoclastos, destruam o tecido ósseo ao seu redor. As apresentações mais comuns aos raios-x são as lesões líticas (aspecto de buracos negros). Mais frágil, essa parte do osso pode se partir causando fraturas espontâneas ou com mínimo esforço.
  • Dor nos ossos: especialmente na coluna lombar, nas costelas ou nos quadris e que piora com o movimento.
  • Fadiga ou cansaço: causados por anemia.
  • Infecções: pode ocorrer um prejuízo ao sistema imune no combatem a vírus e bactérias, tornando os pacientes mais vulnerável a infecções. Pneumonia, infecções urinárias, além de sinusite e infecções da pele, são as mais comuns.
  • Redução do volume da urina: provocada por insuficiência renal, já que as proteínas anormais produzidas pelo câncer em grande quantidade se acumulam nos rins.


Quer saber mais sobre mieloma?

Assista ao vídeo abaixo com a Dra. Fernanda Lemos Moura, médica titular do Centro de Referência em Tumores Hematológicos do A.C.Camargo Cancer Center.

Saiba mais:

- Veja se seus sinais e sintomas precisam de avaliação médica

- Agende sua consulta ou seu exame

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea: a importância da doação

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Assista ao vídeo com a participação na BandNews TV da Dra. Marta Lemos, hematologista do A.C.Camargo Cancer Center

O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é celebrado, mundialmente, no terceiro sábado de setembro – neste 2021, cai no dia 18.

É uma forma de reafirmar a importância da doação de medula óssea, sobretudo para pacientes com leucemia, que
é o décimo tipo de câncer mais comum entre os homens, com 5.920 novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

+ Veja um infográfico com tudo sobre a doação de medula óssea

Ajuda, ainda, quem foi diagnosticado com linfomas (linfoma de Hodgkin ou linfoma não Hodgkin), mieloma múltiplo, aplasia de medula e imunodeficiências.

Para saber mais sobre o tema,  assista ao vídeo com a participação na BandNews TV da Dra. Marta Lemos, hematologista do A.C.Camargo Cancer Center:

Doação de medula óssea: este infográfico mostra como funciona

Linha Fina

Tire todas as suas dúvidas sobre o processo e saiba o passo a passo para este ato que salva vidas

Doação de medula óssea, uma das atitudes mais generosas e altruístas que um ser humano pode ter.

Este procedimento servirá para o transplante de medula óssea, um tipo de tratamento que visa substituir uma medula óssea doente por uma saudável para restabelecer a produção normal das células sanguíneas.

É indicado para diversas doenças, como leucemia (leucemia adulto ou leucemia infantil), linfomas (linfoma de Hodgkin ou linfoma não Hodgkin), mieloma múltiplo, aplasia de medula e imunodeficiências.

O aumento do número de doadores voluntários brasileiros é imprescindível para aumentar as chances de encontrar uma medula compatível.

Além disso, a espera pelo doador costuma durar meses e isso pode ser um fator determinante para o sucesso do procedimento.

Confira o passo a passo e, se possível, participe: esta atitude poderá salvar vidas. 

 

Doação de medula óssea: este infográfico mostra o passo a passo em texto
Seja um doador de medula óssea!

Para fazer parte do time de doadores, é preciso fazer o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Criado em 1993 e coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), o REDOME reúne informações de pessoas dispostas a doar medula óssea para quem precisa de transplante. É o terceiro maior banco de doadores do mundo, com mais de cinco milhões de pessoas cadastradas.

Para ser um doador, é necessário:

  • Ter entre 18 e 55 anos de idade.
  • Estar em bom estado geral de saúde.
  • Não ter doença infecciosa ou incapacitante.
  • Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.


Cadastro

Para se cadastrar como um doador, basta procurar o hemocentro mais perto de você.

Para doadores já cadastrados, é importante manter os dados sempre atualizados, pois a equipe do REDOME entrará em contato se encontrar um paciente que seja compatível.

Clique aqui e saiba como se tornar um doador.

Clique aqui e veja como atualizar seus dados.


TMO no A.C.Camargo Cancer Center

O serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) do A.C.Camargo Cancer Center integra um seleto grupo de instituições brasileiras que operam em todas as modalidades do transplante: alogênico (aparentado e não aparentado) e autólogo (ou autogênico).
 
Composto por uma equipe interdisciplinar que contempla médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontologistas, assistentes sociais e psicólogos, o serviço de TMO atua com uma estrutura única que une equipamentos de última geração à expertise de toda a equipe.
 
Clique aqui para saber mais. 

Tumores hematológicos: conheça as diferenças entre eles

Linha Fina

Saiba tudo sobre fatores de risco e confira as opções de diagnóstico e de tratamento para leucemias, linfomas e mieloma múltiplo

Entre os tumores hematológicos estão as leucemias, os linfomas e o mieloma múltiplo

Caso você tenha observado os sinais e sintomas dos tumores hematológicos e recebido o diagnóstico de algum deles, ou mesmo queira apenas entender mais sobre fatores de risco e tratamentos, confira a seguir um raio-x sobre esses tipos de câncer.

 

FATORES DE RISCO

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter leucemia.

Embora ainda não se conheça com precisão as causas das leucemias, alguns fatores de risco foram identificados para a Leucemia Mieloide Crônica (LMC):

Idade: o risco aumenta com a idade.

Sexo: a doença tem incidência levemente maior entre homens do que entre mulheres.

Exposição a altas doses de radiação: como as registradas em acidentes em usinas nucleares.


DIAGNÓSTICO 

O diagnóstico de leucemia é feito com base em exames de sangue e da medula, incluindo punção/biópsia de medula. As células são examinadas ao microscópio e as amostras também passam por exames cromossômicos e biomoleculares.


TRATAMENTO

O tratamento da leucemia consiste na administração de uma ou mais drogas quimioterápicas ou imunoterapia. O objetivo no curto prazo é a remissão completa, ou seja, fazer com que a medula tenha menos de 5% de células cancerosas, que a contagem absoluta de neutrófilos fique acima de 1.000 por microlitro (µL) de sangue e a contagem de plaquetas esteja acima de 100.000. O objetivo de longo prazo é um prolongado período livre da doença e a cura.

Um ciclo é o período que vai do início da quimioterapia até que a contagem de células da medula e do sangue se normalize ou que o paciente seja capaz de iniciar mais tratamento.

Em alguns casos, as células da leucemia são destruídas apenas no sangue, mas não na medula, durante o primeiro ciclo, e um segundo ciclo pode ser necessário. Se a leucemia ainda assim não responder, o médico pode considerar uma diferente combinação de quimioterápicos para que o paciente entre em remissão.

A imunoterapia ajuda o sistema imunológico a combater o câncer, as infecções e outras doenças e pode incluir fatores de crescimento, interleucinas e anticorpos monoclonais, medicamentos que funcionam como mísseis teleguiados que atingem um alvo específico.

radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia para alguns tipos de leucemia, quando há um órgão específico afetado por células da leucemia ou na irradiação de corpo inteiro como preparo para transplante de medula, com a finalidade de matar as células doentes.

O transplante de medula ou transplante de células-tronco é feito após quimioterapia ou radioterapia para destruição das células leucêmicas da medula. Em seguida, células-tronco saudáveis são administradas por via intravenosa para estimular o crescimento de uma nova medula.

Linfoma de Hodgkin

FATORES DE RISCO

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter Linfoma de Hodgkin, que, na maior parte das vezes, se desenvolve em pessoas que não estão em nenhum dos grupos de risco.

Idade: a doença é mais comum em adultos jovens, na faixa dos 15 aos 40 anos, e, depois, em pessoas com mais de 55 anos.

Sexo: o linfoma de Hodgkin é um pouco mais frequente em homens do que em mulheres.

Vírus: o risco é pequeno, mas alguns vírus podem aumentá-lo. A lista inclui o vírus de Epstein-Barr, o da mononucleose, o HIV e o HTLV (vírus linfotrópico da célula humana).

Histórico familiar: se você é filho, irmão ou irmã de alguém que já teve linfoma de Hodgkin, seu risco de também ter a doença é maior.


DIAGNÓSTICO 

O diagnóstico de linfoma de Hodgkin é feito por meio de biópsia excisional do gânglio linfático, isto é, a remoção do nódulo comprometido e sua análise ao microscópio. As células do linfoma também serão analisadas para determinar de que tipo de linfoma de Hodgkin se trata.

Uma punção/biópsia de medula também pode ser necessária, além de exames de sangue, para avaliar função renal e hepática, e teste de função pulmonar.

Os exames por imagem podem incluir raio-X, tomografia, ressonância magnética e PET-CT.


TRATAMENTO

A quimioterapia é o principal tratamento para o linfoma de Hodgkin e sua duração depende da extensão inicial da doença, podendo variar de três a oito meses de tratamento quimioterápico. A radioterapia é usada após a quimioterapia.

A maioria dos linfomas de Hodgkin responde bem a esse tratamento, mas, se isso não ocorrer, o médico pode indicar um transplante de células-tronco (transplante de medula), que pode ser autólogo, quando são usadas células do próprio paciente, ou alogênico, quando a medula vem de doador.
 

Linfoma não Hodgkin

FATORES DE RISCO

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter linfoma não Hodgkin. Os pesquisadores ainda não sabem exatamente o que causa esse tipo de linfoma, mas alguns fatores de risco estão associados à doença.

Sexo: o linfoma não Hodgkin é um pouco mais frequente em homens do que em mulheres.

Bactérias e vírus: a lista inclui o vírus de Epstein-Barr, o HIV e o HTLV (vírus linfotrópico da célula humana) e a bactéria Helicobacter pylori.

Imunossupressão e imunodeficiência: além de portadores do HIV, pessoas que se submeteram a transplantes e tomam drogas imunossupressoras também têm risco maior. Crianças que nascem com síndromes congênitas, como síndrome de Wiskott-Aldrich, ataxia telangectasia e síndrome de Bloom, que causam imunodeficiência, também têm risco aumentado.

Doenças autoimunes: em doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso e doença celíaca, por exemplo, o sistema imune vê o próprio organismo como inimigo e ataca seus tecidos como se fossem vírus ou bactérias. Esse sistema imune hiperativo pode fazer com que os linfócitos se dividam e proliferem mais que o normal, o que pode aumentar o risco de linfomas.


DIAGNÓSTICO 

O diagnóstico de linfoma não Hodgkin é feito por meio de biópsia excisional do gânglio linfático, isto é, a remoção do nódulo comprometido e sua análise ao microscópio.

As células do linfoma também serão analisadas para determinar de que tipo de linfoma não Hodgkin se trata. Uma punção/biópsia de medula também pode ser necessária.

As amostras também podem ser submetidas a uma série de testes para verificar se há alterações nos cromossomos.

Os exames por imagem podem incluir raio-X, tomografia, ressonância magnética e PET-CT.


TRATAMENTO

O tratamento dos linfomas não Hodgkin depende de vários fatores como tipo do linfoma, estágio da doença, sintomas e o estado de saúde geral do paciente, além de sua idade. A quimioterapia é o tratamento-padrão da doença.

A radioterapia também pode ser utilizada, tanto nos estágios iniciais como para alívio de sintomas, como dor, por exemplo, mas raramente é o único tratamento dado aos pacientes.

Outra opção disponível atualmente é o arsenal da imunoterapia, que inclui as chamadas terapias-alvo, que bloqueiam os mecanismos que as células cancerosas utilizam para se reproduzir e se disseminar.

O transplante de células-tronco (ou transplante de medula) é também uma opção para pacientes com linfomas não Hodgkin.

FATORES DE RISCO

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter mieloma múltiplo.

Não se sabe ainda o que causa o mieloma múltiplo e, portanto, não existem formas de prevenção da doença. Valem, assim, as recomendações de uma vida saudável, com alimentação rica em verduras, legumes e frutas, pouca carne vermelha, não fumar, praticar exercícios regularmente e não abusar de álcool.

Idade: a maioria dos pacientes tem mais de 65 anos.

Sexo: os casos de mieloma múltiplo são um pouco mais frequentes em homens do que em mulheres.
 

DIAGNÓSTICO 

No caso do mieloma múltiplo, exames específicos de sangue e de urina são usados tanto para diagnóstico, como para estadiamento e acompanhamento do tratamento.

Eles avaliam níveis de cálcio e alterações nas proteínas monoclonais produzidas pelos plasmócitos doentes no sangue e na urina.

A punção de medula também deve ser pedida e, como o mieloma múltiplo pode causar tumores nos ossos ou nos tecidos moles ao redor deles, uma biópsia desses tumores também pode ser necessária.

A avaliação por exames por imagem também integra a lista de procedimentos para diagnóstico desse tipo de câncer, entre eles raios X, densitometria óssea, ressonância magnética, tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) e tomografia.


TRATAMENTO

Algumas vezes, o paciente de mieloma múltiplo é apenas acompanhado, sem fazer tratamento. Os tratamentos disponíveis atualmente não curam a doença, mas permitem que o paciente tenha saúde e qualidade de vida por longos períodos.

Além disso, há várias pesquisas em andamento em busca de medicamentos mais eficazes e específicos para o tratamento do mieloma múltiplo.

A escolha do tratamento depende de vários fatores, entre eles se o paciente tem sintomas ou não, sua idade e se ele é portador de outras doenças, como diabetes ou problemas cardíacos.

Entre as opções terapêuticas estão a quimioterapia e a quimioterapia seguida de transplante de medula. Imunomoduladores, como a talidomida, também podem fazer parte da terapia, bem como anticorpos monoclonais, medicamentos que funcionam como um míssil teleguiado tendo como alvo uma proteína específica presente na superfície da célula.

radioterapia é usada em pacientes com mieloma múltiplo que têm dor nos ossos ou que tiveram ossos danificados pela doença..