Hábitos saudáveis

Paciente oncológico, confira dicas de alimentação para os dias mais quentes e as férias

Linha Fina

Saiba tudo e, de quebra, veja uma receita simples, rápida e refrescante

O verão chegou e preparamos dicas de alimentação para os dias mais quentes e as férias para o paciente oncológico aproveitar o verão.   

Manter uma rotina saudável durante as férias é um desafio, portanto seguem dicas para você aproveitar o verão: 

•    Leve sempre com você uma garrafa de água mineral, pois a hidratação é fundamental. Nos dias mais quentes, precisamos ter mais atenção, já que eliminamos mais água através da transpiração. Para aumentar o consumo de líquidos, aposte em água de coco, chás gelados, sucos naturais e água saborizada adicionando frutas como laranja, morango ou limão.   
•    Ir à praia é uma delícia e muito relaxante, mas devemos tomar cuidado com a alimentação: se organize para levar aperitivos como cenoura baby, tomate cereja ou frutas ricas em água como melancia, melão e abacaxi. Aposte em snacks como amendoim, nozes ou castanhas (não comprar a granel), alimentos embalados como barrinha de cereal com menor adição de açúcar e biscoito de polvilho. Leve tudo em uma bolsa térmica.     
•    Vai se hospedar em um hotel? Aproveite o café da manhã! Escolha o primeiro horário do buffet, pois os alimentos estão mais frescos e com menor manipulação devido ao fluxo reduzido de pessoas. Priorize alimentos refrigerados e/ou em temperatura controlada.   
•    Almoço e jantar: onde ir? Escolha locais com boas condições de higiene e prefira opções à la carte; evite alimentos crus, malpassados (centro rosado ou avermelhado) e bebidas com gelo pelo alto risco de contaminação por micro-organismos.   

  
Alimentação para os dias mais quentes: confira esta receita simples, rápida e refrescante

Picolé de melancia com hortelã e gengibre   

Ingredientes:   
•    3 fatias de melancia   
•    ½ copo de água de coco ou água   
•    3 folhas de hortelã   
•    1 pedaço pequeno de gengibre   

Modo de preparo:  
•    Bata todos os ingredientes no liquidificador e distribua em forminhas de picolé. Congele por aproximadamente 5 horas e, depois, é só aproveitar!  
 
Fonte: Amanda Maria dos Anjos Campos, nutricionista do A.C.Camargo  

Adote hábitos saudáveis em 2023 e colha os benefícios!

Linha Fina

Confira dicas práticas neste infográfico e tenha um ano cheio de vigor

Hábitos saudáveis ajudam e muito a manter o corpo e a mente funcionando em harmonia.

Boas noites de sono, atividade física e hidratação são alguns dos pontos que contribuem para você se prevenir.

E, claro, a alimentação é uma aliada importante para prevenir um câncer.

Um dos exemplos foi um estudo do A.C.Camargo feito com indivíduos brasileiros, que confirmou os benefícios do consumo de vegetais e frutas na diminuição do risco de tumores de cabeça e pescoço.

Essa pesquisa mostrou que quem se alimentou diariamente com crucíferas como brócolis, repolho e couve, por exemplo, teve o risco de desenvolver um câncer de laringe diminuído em 80%, isso em comparação a quem raramente consumiu esses tipos de alimentos.

Assim, para ter um ano com mais saúde, veja algumas dicas neste infográfico: 
 

Hábitos saudáveis infográfico

 

Podcast Rádio Cancer Center #69 - Novembro Azul: fatores comportamentais e prevenção para tumores urológicos

Linha Fina

Ouça este episódio e saiba quais hábitos podem colocar sua saúde em risco

Fatores comportamentais e prevenção para tumores urológicos, o tema do episódio #69 do podcast Rádio Cancer Center.

Nele, o Dr. Walter Henriques da Costa, médico titular do Centro de Referência em Tumores Urológicos e gerente médico do A.C.Camargo, relata quais comportamentos colocam você em risco.

Atividade física, HPV, alimentação, álcool e cigarro estão em pauta.

Em tempos de Novembro Azul, saiba tudo neste podcast:


Se preferir, ouça este podcast em nossos agregadores de streaming: Spotify, SoundCloud, Google Podcasts e Deezer.

 

Petiscos saudáveis para acompanhar os jogos da Copa do Mundo

Linha Fina

Pacientes oncológicos podem assistir aos jogos com a família e os amigos sem passar vontade de comer um petisco diferente 

Quando se está em tratamento contra o câncer, o corpo pede calorias saudáveis para aumentar a imunidade, ter energia para enfrentar o tratamento e se proteger de seus efeitos colaterais.

Portanto, mesmo nos momentos de confraternização, em que se reúne a família e os amigos para assistir aos jogos da Copa do Mundo, os cuidados com a alimentação devem ser mantidos. Mas, saiba que dá para aliar sabor e nutrição e ainda aproveitar cada momento.

Pode ou não pode?

Frituras

São alimentos que possuem muitas calorias, não são nutritivos e são de difícil digestão. O excesso de gordura pode provocar ganho de peso, que não é adequado durante o tratamento, além de causar náuseas. Prefira alimentos assados ou preparados em fritadeiras elétricas.

Embutidos

Possuem aditivos químicos em sua composição que não trazem benefício para o organismo. Também são ricos em gordura e sódio, favorecendo a retenção de líquidos e o ganho de peso.

Alimentos ultraprocessados (doces, salgadinhos, refrigerante, snacks) ou fast foods

São alimentos ricos no que chamamos de calorias vazias. Ou seja, o alimento tem muitas calorias, mas nenhum nutriente, além de ter diversos aditivos químicos que não trazem benefício para a nossa saúde.

Cerveja sem álcool

Segundo o decreto nº 6.871/2009, que regulamenta a Lei nº 8.918/94, no Brasil as cervejas não alcoólicas podem ter até 0,5% de teor alcoólico. Ou seja, ainda possuem álcool na sua composição, que pode causar interações com os medicamentos utilizados.

Opções de petiscos saudáveis

  • Pipoca estourada na panela sem gordura
  • Snacks ou chips de legumes assados (cenoura, batata doce, couve-flor, abobrinha, mandioquinha, entre outros)
  • Antepasto de berinjela
  • Bruschetta (pão torrado com azeite e alho recheado com tomate assado)
  • Grão-de-bico temperado assado
  • Ovos de codorna cozidos e temperados
  • Chips de maçã na fritadeira elétrica
  • Cestinha recheada com frango (massa de pastel assada na forma para cupcake com formato de cestinha e recheada com frango desfiado cozido e requeijão light)
  • Espetinho caesar (tomate cereja, queijo branco e folha de manjericão no espeto com palito de dente)
  • Espetinho de frango ou carne assados e bem passados
  • Mini pizza caseira de atum, frango, carne ou queijo
  • Palitos de polenta na fritadeira elétrica
  • Mini kibe caseiro e assado
  • Pastinhas para torradas, como guacamole, hommus ou pasta de amendoim
  • Mini sanduiches com pão integral, hambúrguer caseiro, queijo, alface e tomate
  • Pão de alho caseiro (asse o alho com azeite no forno por 20 minutos, amasse e passe no pão)
  • Mini torradas com geleia

Opções de bebidas saudáveis

  • Água de coco
  • Chá gelado
  • Suco natural de frutas
  • Suco de abacaxi, hortelã e gengibre
  • Suco de melancia com água de coco
  • Suco de laranja com cenoura e água com gás
  • Suco de limão com couve e maçã
  • Vitamina de frutas com leite desnatado
  • Vitamina de açaí, leite em pó e banana
     

Troque o refrigerante por uma bebida saudável

Confira no vídeo abaixo como fazer suco de cenoura gaseificado, uma receita simples que combate a boca seca, efeito colateral do tratamento contra o câncer.

 

 

Fonte:  Fabiane Michele dos Santos, nutricionista do A.C.Camargo Cancer Center

Câncer de pulmão: veja o vídeo e saiba se prevenir

O risco de um fumante desenvolver câncer de pulmão é de cerca de 20 a 60 vezes maior que o risco de um não fumante. 

Assim, assista ao vídeo objetivo do A.C.Camargo Cancer Center e saiba como é possível prevenir um tumor e ter bem-estar.


 

Câncer de boca: 4 fatos que aumentam o risco

Linha Fina

Assista ao vídeo, saiba como se proteger e espalhe a ideia de conscientização 

O câncer de boca, também conhecido como câncer de cavidade oral, afeta lábios, gengiva, bochechas, céu da boca e o chamado assoalho da boca.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão de novos casos neste ano é de 15.190, sendo 11.180 em homens e 4.010 em mulheres.

Fumantes de cigarro, cachimbo, charuto ou narguilé representam 90% dos casos de câncer de boca. O risco é proporcional à quantidade de fumo consumida: quanto maior o consumo, maior o risco. 

A chance de essas pessoas desenvolverem câncer de boca é de 6 a 16 vezes maior que entre as não fumantes.

Para se proteger, assista ao vídeo a seguir com quatro fatos que aumentam o risco. E não se esqueça de compartilhar essas informações tão importantes, que podem ajudar muita a gente na prevenção e no diagnóstico precoce. 

 

Yoga como terapia integrativa oncológica

Linha Fina

A oncologia integrativa é uma prática reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, pelo Ministério da Saúde, desde 2018, e é adotada em mais de 60 países

Pacientes oncológicos precisam lidar com diferentes aspectos e situações em suas vidas que vão muito além do tratamento contra o câncer. Além dos efeitos colaterais causados pela quimioterapia, por exemplo, o impacto psicológico é um dos principais fatores ligados à qualidade de vida. Por isso, é muito importante que estes pacientes tenham acesso a uma rede de apoio e terapias complementares (oncologia integrativa) capazes de dar suporte ao tratamento.

A terapia integrativa no cenário oncológico – oncologia integrativa – é considerada um conjunto de ferramentas ou terapias alternativas e complementares ao tratamento convencional do câncer. Isso significa que ela não substitui o tratamento adotado pelo médico. Ela é complementar e reconhecida pelo Ministério da Saúde desde 2018 e há mais tempo pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Oncologia integrativa - Yoga

Um dos grupos mais utilizados é o de “mente e corpo”, onde atividades como yoga, meditação, dança, arteterapia e outros são utilizadas para promover a melhora física, por meio do movimento, e mental, com exercícios de meditação, do paciente.

A Yoga oferece diferentes técnicas de respiração e relaxamento ao praticante, auxiliando no funcionamento do organismo, concentração e na redução do estresse, principalmente durante o tratamento oncológico. É sem custo para o paciente e realizado em nossa unidade Pires da Mota.  Inscreva-se aqui.

Práticas integrativas e complementares em oncologia

O A.C.Camargo Cancer Center vem fortalecendo o movimento das práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) para seus pacientes e cuidadores. A instituição oferece aos pacientes a prática de yoga como um recurso terapêutico.

Entre os meses de novembro e dezembro de 2022, o A.C.Camargo Cancer Center promoverá o curso sobre práticas integrativas e complementares em oncologia. O programa é destinado a profissionais de saúde com graduação ou pós-graduação em qualquer área do conhecimento, profissionais de saúde com nível técnico; pacientes oncológicos; familiares de pacientes oncológicos e demais interessados. 

O que realmente importa para fechar o cerco ao câncer de pulmão?

Linha Fina

Dr. Victor Piana, CEO do A.C.Camargo, explicou em artigo da revista Veja o impacto de parar de fumar na prevenção da doença e o papel do rastreamento com exames em fumantes 

Dois milhões de pessoas morrem por câncer de pulmão todos os anos pelo mundo. Embora este seja o segundo câncer em incidência, quando falamos em mortalidade nenhum tumor mata mais que ele. O Agosto Branco, mês de conscientização sobre a doença, é o momento de falar sério sobre o tema. 

Precisamos falar sério sobre o câncer de pulmão. E sobre o que realmente funciona para controlá-lo. Resumiria dessa forma (e nessa ordem): 

1. Não fume
2. Se fuma, procure ajuda e pare de fumar  
3. Se acumulou uma carga de fumo significativa na vida, entre em um programa de rastreamento para o câncer de pulmão
4. Se descobriu um nódulo no pulmão por exames de rotina, acompanhe com especialistas. Nem todo nódulo é câncer e nem todos precisam de broncoscopia, biópsia ou cirurgia 
5. Se descobriu um câncer de pulmão, procure se informar sobre os subtipos, alterações moleculares, exames de estadiamento e tratamentos adequados para o seu caso. Isso faz muita diferença! 

Agora vamos entrar nos detalhes. O câncer de pulmão é o segundo mais comum no mundo, após o câncer de mama, afetando 2,2 milhões de pessoas por ano. No Brasil, estimamos 30 mil novos casos anuais, estando entre os cinco tipos de câncer mais frequentes. 

O problema é ainda mais grave nos países com mais fumantes, como China e Índia, e, nessa conta, entra qualquer tipo de tabaco, não apenas o cigarro tradicional. 

Considerando que o fumo pode ser evitado e que existem exames capazes de rastrear a doença para diagnóstico precoce, são números alarmantes. Já vimos grandes movimentos pela mamografia e pelos exames voltados à próstata. O Outubro Rosa e o Novembro Azul são de amplo conhecimento mundo afora. 

Por que não falar mais sobre o câncer de pulmão e maneiras de minimizar seu impacto na sociedade? 

O cigarro, principal fator de risco para a doença, carrega 5 300 compostos de diversas classes em sua fumaça, 70 deles reconhecidos como carcinógenos, ou seja, que causam inflamação crônica nas vias aéreas e danos cumulativos no DNA das células ao longo dos anos em todos os fumantes. O resultado é que parte deles vai desenvolver um câncer. 

Além do pulmão, outros órgãos estão sujeitos a esses danos capazes de acarretar um tumor, entre eles a boca, a laringe e a faringe, a cavidade nasal, o esôfago, o pâncreas, os rins, o fígado, a bexiga e as vias urinárias etc. Quem já teve um câncer relacionado ao fumo precisa continuar se cuidando para evitar um segundo tumor ligado ao consumo de tabaco. 

O risco de ter a doença aumenta com a carga cumulativa de fumo ao longo da vida. E reduz paulatinamente a cada ano após o indivíduo parar de fumar.  

Existem, sim, alguns tipos de câncer de pulmão que ocorrem em não fumantes, em especial em mulheres jovens. Sabemos que existem outros fatores de risco para o problema, como questões genéticas, infecções, radiação e poluição atmosférica. Ainda assim, pensando no câncer de pulmão em geral, o cigarro é a principal ameaça. 

Campanhas antitabagismo no Brasil tiveram muito sucesso na redução da incidência de câncer de pulmão a partir de 2008, quando tínhamos 30 casos da doença a cada 100 mil habitantes.  Passamos, em 2018, para 16 casos a cada 100 mil! O problema afeta mais homens, sobretudo à medida que envelhecem: a incidência chega a 209 casos a cada 100 mil entre pacientes masculinos acima de 70 anos.

O fumo não é coisa do passado, porém. Renasce agora com o hábito de fumar cigarros eletrônicos entre jovens. Embora nem todos fumem tabaco, esses dispositivos contêm substâncias químicas que podem causar inflamações agudas e crônicas nas vias aéreas. 

Não se deve usar cigarro eletrônico como meio de parar de fumar cigarro comum. A Organização Mundial da Saúde não reconhece o cigarro eletrônico como meio de tratamento seguro para parar de fumar o cigarro comum. E, no Brasil, ele não é liberado pela Anvisa. 

Precisamos informar e educar nossas crianças e jovens: mais de 20% dos brasileiros já experimentaram algum tipo de cigarro aos 16 anos de idade. Quanto antes o hábito se inicia, maior o risco de vício, de se tornar um fumante crônico e de sofrer as graves consequências. 

Mas eu já fumo, doutor!

Se você ainda fuma, dá tempo de parar. Muitas empresas, instituições de saúde e o SUS oferecem tratamentos e grupos antitabagismo, que ajudam com suporte medicamentoso e emocional a largar o cigarro. Os ganhos para a vida são de curto, médio e longo prazo. 

A cada ano sem fumar, o risco de câncer e de doenças cardiovasculares diminui sensivelmente. Então pare de fumar e, se for o caso, convença amigos ou familiares a fazer o mesmo.  E continue realizando os check-ups periódicos. 
É importante esclarecer que tumores iniciais não são percebidos em exames de raio-X comum. Fiar-se nisso pode retardar ainda mais o diagnóstico.  O método recomendado hoje para fazer o rastreamento do câncer de pulmão é a tomografia computadorizada de baixa dose. 

Todos devem fazer? Não. As evidências científicas de benefício para o exame indicam que devem realizá-lo homens e mulheres com mais de 50 anos e história significativa de fumo. 

Trata-se de uma tecnologia mais complexa e cara do que um raio-X, mas, aos poucos, surgem provas de que o investimento compensa, considerando os efeitos e os custos do câncer de pulmão para indivíduos, famílias e sociedade. 

Nos últimos dias, foi publicada na Biblioteca Cochrane uma revisão sistemática de estudos clínicos prospectivos que, somados, avaliaram o sucesso e os eventos adversos do rastreamento por tomografia computadorizada de baixa dose em 94 945 fumantes acima de 40 anos (essas pessoas fumavam, em média, o equivalente a um maço por dia por 20 anos ou dois maços por dia por 10 anos). 

Ficou demonstrado o benefício em se rastrear o câncer de pulmão em indivíduos fumantes por meio desse exame. Fazer tomografia reduziu a mortalidade por câncer de pulmão em 21%, comparado com o raio-X, e os pacientes que foram submetidos a ela viveram com mais qualidade de vida após o tratamento. 

A cada 226 fumantes que passaram pela tomografia, uma morte foi evitada. As pessoas que fizeram o exame também descobriram mais lesões que levaram a biópsias, mas, ao fim, não eram câncer, apenas cicatrizes e inflamações pulmonares.
Levando tudo isso em conta, a recomendação da tomografia de baixa dose se sustenta pelos benefícios gerados. Então, se você fuma ou fumou por um tempo, não espere sintomas para investigar. Busque entrar num programa de rastreamento com tomografia. 

Diagnóstico tardio, tratamento desafiador

Infelizmente, cerca de 80% dos tumores de pulmão são diagnosticados em fase avançada, só quando surgem sintomas como tosse com sangue, dor no tórax e dificuldade respiratória. Nessas condições, 60% dos pacientes já têm sinais de metástase em outros órgãos, isto é, a doença já não está mais confinada ao pulmão. 

O triste é que, nessa altura, a probabilidade de o indivíduo sobreviver em cinco anos é ao redor de 10%. Muito diferente de quando a doença é diagnosticada em fase inicial, ou seja, é um nódulo pequeno, restrito ao pulmão e operável. A cirurgia tem altas chances de cura.

O tratamento do câncer de pulmão avançou muito na última década, talvez mais do que qualquer outro em oncologia. E vai muito além da cirurgia. Hoje temos medicamentos que miram moléculas alteradas nas células tumorais ou estimulam o sistema imune a destruir o câncer.

São tecnologias inovadoras, que trazem esperança e aumentam a qualidade e a expectativa de vida, mas exigem alto grau de personalização no tratamento. Precisamos definir muito bem, com o apoio de exames, o momento de usar a medicação isolada ou mesmo combinada com a radioterapia ou a cirurgia.

De fato, a sobrevida melhorou bastante para quem pode ter acesso aos novos medicamentos, a radioterapias mais modernas e menos tóxicas, a cirurgias mais precisas e combinadas a um plano de tratamento integrado e a testes que permitem monitorar vestígios de DNA do tumor circulando pelo sangue a fim de se antecipar à recidiva da doença ou ajustar a terapia.

No entanto, o custo desse sucesso não é barato. Algumas das medicações em questão chegam a ultrapassar 40 mil reais a dose! E são doses prescritas muitas vezes por um período de dois anos (ou até mais). Poucos países conseguem oferecer essas inovações a todos os pacientes. No Brasil não é diferente: elas estão restritas por ora ao setor privado.

Agora, se considerarmos o impacto social e econômico do câncer de pulmão (e de outras doenças resultantes do tabagismo), não há dúvida de que a ação mais custo/efetiva e importante é conscientizar as pessoas a parar de fumar e incluir o rastreamento da doença entre os fumantes.

Governo, empresas privadas, operadoras de saúde e healthtechs precisam atuar em conjunto para que isso seja possível. Para que tratar a doença seja cada vez menos necessário. 

Clique aqui para acessar a página da revista

Setembro em Flor: mês de conscientização sobre os tumores ginecológicos

Linha Fina

Assista ao encontro virtual para compartilhar e trocar experiências durante o tratamento oncológico

Setembro em Flor: mês de conscientização sobre os tumores ginecológicos.

Assista ao debate do do A.C.Camargo Cancer Center e saiba como é possível prevenir um tumor ginecológico.

Pacientes, ex-pacientes e acompanhantes trocam ideias sobre o tema para melhorar o bem-estar.


 

Câncer de colo de útero: é possível eliminá-lo?

Linha Fina

Assista ao encontro virtual para compartilhar e trocar experiências durante o tratamento oncológico

Câncer de colo de útero, é possível eliminá-lo?

Assista ao debate do do A.C.Camargo Cancer Center e saiba como é possível prevenir um tumor ginecológico.

Pacientes, ex-pacientes e acompanhantes trocam ideias sobre o tema para melhorar o bem-estar.