Tudo sobre imunoterapia

Em oncologia, imunoterapia é qualquer forma de tratamento que busque recuperar a capacidade do sistema imunológico de reconhecer e controlar/destruir a célula tumoral. Durante muitas décadas, diversas maneiras de estimular as células de defesa contra o câncer foram testadas; infelizmente, nem todas tiveram o sucesso esperado. 

A criação da vacina é um exemplo de imunoterapia, que é um tratamento para fortalecer o sistema imunológico contra diversas doenças e infecções. Porém, na maioria dos estudos contra o câncer, vacinas não se mostraram eficazes. 

Outra forma de imunoterapia é o transplante de medula óssea, utilizado para substituir a medula doente por outra saudável, para os leucócitos (células responsáveis pela defesa do corpo) voltem a ser produzidos normalmente. Em alguns tumores, como os hematológicos, essa estratégia tem sido fundamental para algumas situações.

Recentemente, o melhor conhecimento do sistema imunológico permitiu a criação de novos medicamentos para imunoterapia (os inibidores de checkpoints imunológicos), com potencial de eficácia muito maior e melhor perfil de efeitos colaterais. Atualmente, essa forma de tratamento já possui indicação para diversos tipos de tumores. 

Foi, então, que houve o ressurgimento da imunoterapia como estratégia fundamental de combate ao câncer.  A “nova imunoterapia” está promovendo uma revolução no tratamento oncológico. 

Nesta página, você vai conhecer tudo sobre imunoterapia, desde como funciona este tratamento até as dúvidas mais comuns de pacientes. Confira!
 

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 Entenda a imunoterapia

É um tratamento com um ou mais medicamentos endovenosos (anticorpos monoclonais) que estimulam o próprio sistema de defesa do corpo a reconhecer e atacar as células do câncer, com objetivo de controlar a doença (seja eliminando ou reduzindo o tamanho do tumor).

A imunoterapia age de forma distinta daquela promovida por qualquer outro tipo de tratamento oncológico. Enquanto os mecanismos de ação contra o tumor oferecidos pela quimioterapia e pelas drogas de alvos moleculares baseiam-se em atacar as células tumorais diretamente, a imunoterapia auxilia o próprio sistema imunológico do paciente a identificar e combater o câncer.
 

A imunoterapia não se aplica a todos os casos. A indicação tem relação com o tipo de tumor e a fase do tratamento em que o paciente se encontra. Atualmente, no Brasil, existem medicamentos imunoterápicos aprovados para os cânceres de pulmão, rim, bexiga, estômago, cabeça e pescoço, melanoma e alguns subtipos de cânceres de mama e pele (carcinoma de células de Merkel e carcinoma escamoso de pele). 
 

O A.C.Camargo conta com mais de 10 anos de experiência com imunoterapia e atende alto volume de pacientes. O corpo clínico é altamente especializado no tratamento, assim como as equipes médicas de apoio (endocrinologistas, dermatologistas e pneumologistas) e de enfermagem.

O paciente pode contar com uma equipe dedicada ao controle dos efeitos colaterais do tratamento, com profissionais da enfermagem fazendo o monitoramento remoto dos sintomas por meio de aplicativo e contato telefônico

O pronto atendimento da Instituição conta com especialistas na identificação e no manejo dos eventos adversos da imunoterapia. Já os casos mais complexos podem contar com os tumor boards, que são reuniões de uma equipe multidisciplinar de especialistas em assistência, ensino e pesquisa do câncer em busca do melhor desfecho clínico para o paciente.

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 Imunoterapia no dia a dia

A forma de administração vai depender do tipo de imunoterapia. As maneiras mais comuns de administrar os medicamentos são: 

  • Intravenosa: administrado diretamente na veia.
  • Subcutânea: por injeção no tecido subcutâneo.

Converse com seu médico e tire todas as dúvidas que você tiver relacionadas ao seu caso. As informações sobre diagnóstico, terapias, sintomas e outros assuntos podem ser difíceis de serem assimiladas e é importante que você entenda e participe do que acontece durante o seu tratamento. 

  • Não fique em jejum: coma algo leve antes de ir ao A.C.Camargo. 
  • Não agende outros compromissos no dia da sessão.
  • Venha com um acompanhante maior de 18 anos (preferencialmente não gestantes). Caso não seja possível, combine com alguém próximo para vir buscar você. 
  • Use roupas confortáveis e lembre-se de trazer uma blusa de frio. O ar-condicionado é geladinho. 
  • Durante o tempo de aplicação do medicamento, você pode fazer algo de que goste, como ler um livro, folhear revistas, usar celulares ou tablets, assistir filmes ou ouvir músicas.
  • Traga seus documentos pessoais, termo de consentimento da primeira aplicação, o protocolo de coleta do exame de sangue ou resultados impressos.
  • Um dia antes de cada aplicação, o paciente vai coletar sangue no laboratório do A.C.Camargo para análise e o resultado será apresentado em uma consulta de retorno.
     

Quando chega ao A.C.Camargo, o paciente passa por uma triagem com um profissional da enfermagem, que fará perguntas sobre alguns sintomas, reforçará algumas orientações e fará a punção da veia, se for necessário. 

Tenha em mãos todas as informações sobre medicamentos em uso, pois a enfermeira irá solicitar na consulta de enfermagem antes de iniciar o tratamento. Depois, a medicação será administrada e o paciente está liberado para voltar para casa.

Sempre que o médico solicitar exames de sangue para a imunoterapia, será necessário comparecer para coleta no laboratório da Instituição, um dia antes da data agendada para o tratamento. 
 

É um aplicativo desenvolvido para pacientes do A.C.Camargo. Após instalar no celular, é possível fazer o acompanhamento dos sintomas relacionados a imunoterapia por equipe especializada. O objetivo é evitar o agravamento do quadro clínico de sintomas e idas desnecessárias ao pronto-socorro, principalmente considerando o cenário de pandemia. O aplicativo também oferece um canal de comunicação rápida, ágil e direto com os enfermeiros da imunoterapia, que ajudará o paciente com a instalação do aplicativo e fará as orientações de uso.

No aplicativo, o paciente é estimulado a reportar sintomas semanalmente ou sempre que identificar algum que comprometa as atividades diárias e seja incapaz de tolerar até a próxima consulta médica. 

Depois de respondidas todas as perguntas, o aplicativo analisa os sintomas por meio de algoritmos e gera um resultado que pode ser desde a orientação para que o paciente aguarde a próxima consulta até a emissão de alertas.

Se for emitido um sinal de alerta amarelo, o paciente é orientado a acompanhar os sintomas no período de 24 horas e receberá a ligação de um enfermeiro. No alerta vermelho, no qual são identificados sinais evidentes de deterioração clínica, como falta de ar e temperatura acima de 37,8° C, o paciente é orientado a seguir imediatamente para a emergência. Nestes casos, o enfermeiro monitora se o paciente compareceu ao pronto atendimento e qual foi o desfecho.
 

A imunoterapia é um tratamento com menor impacto na qualidade de vida do paciente, pois os efeitos colaterais costumam ser menores do que aqueles sentidos durante a quimioterapia convencional. Os mais frequentes são falta de disposição, coceira ou manchas na pele e diarreia.

Outra vantagem da imunoterapia é não provocar efeitos colaterais na produção de glóbulos brancos. Consequentemente, os pacientes não apresentam queda dos níveis de leucócitos, que são as células responsáveis pela defesa contra bactérias, por exemplo. Desta forma, o risco de infecção e internação é significativamente menor. 
 

Não, a queda de cabelo não faz parte dos efeitos colaterais comuns da imunoterapia.
 

A imunoterapia pode apresentar efeitos adversos leves e moderados em até 50% dos pacientes. Efeitos adversos mais sérios ocorrem em menos de 15% dos casos. Confira os principais sinais de alerta:
 

Lista de sinais de alertas
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 Imunoterapia e covid-19

As pessoas que fazem tratamento contra o câncer a partir desse tipo de terapia devem ter os mesmos cuidados da população em geral. Os pacientes oncológicos já são grupo de risco por terem o diagnóstico do câncer e também por estarem em tratamento ativo. Mas a imunoterapia não prejudica nem fortalece a imunidade para o novo coronavírus.

Não há nenhuma restrição em relação a vacinas e a recomendação é que o paciente siga o calendário vacinal nacional.

Jamais interrompa o tratamento por conta própria. O tratamento feito da forma correta e no tempo correto aumenta as chances de sucesso.  Cada caso deve ser tratado individualmente e a interrupção do tratamento só deve ser feita se for realmente necessário.

Sim, é seguro. O A.C.Camargo Cancer Center reforça que segue as medidas de segurança estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, além de estar capacitado para atender os pacientes oncológicos durante a pandemia de forma segura e com fluxos protegidos. 

Clique aqui e conheça como é realizado o Atendimento Oncológico Protegido no A.C.Camargo e as nossas medidas de prevenção.