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Por que o câncer pode voltar, mesmo após um tratamento bem sucedido?

 
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Por que o câncer pode voltar, mesmo após um tratamento bem sucedido?

Confira a primeira coluna Fala, Doutor, que traz as dúvidas mais frequentes entre os pacientes no consultório, por Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C. Camargo Cancer Center

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Mulher loira olhando para o doutor; no canto direito, o Doutor Daniel Garcia, autor da coluna

Mulher loira olhando para o doutor; no canto direito, o Doutor Daniel Garcia, autor da coluna

Confira a primeira coluna Fala, Doutor, que traz as dúvidas mais frequentes entre os pacientes no consultório, por Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C. Camargo Cancer Center

Recidiva tumoral

O retorno do câncer após um tratamento bem sucedido é chamado pelos médicos de recidiva ou recorrência tumoral. 

Isso pode acontecer semanas, meses ou mesmo anos depois do momento em que o câncer primário ou original foi tratado, independentemente de esse tratamento ter sido realizado por meio de cirurgia ou radioterapia. 

A chance de recidiva depende de vários fatores como, por exemplo, a localização e o tipo do câncer primário, além das características da anatomia patológica e clínicas do paciente. 

É muito difícil para o médico ter certeza se o câncer irá recidivar, especialmente quando o tumor é diagnosticado no início e existe a possibilidade de tratamento curativo. Seu médico pode fornecer mais informações sobre o risco de ter uma recorrência.


Por que e como ocorre a recidiva do câncer 

O câncer pode recidivar quando pequenas áreas de células tumorais permanecem no corpo após o tratamento. São micro metástases, invisíveis ao olho nu e indetectáveis pelos exames de imagem modernos.

Com o tempo, essas células podem se multiplicar e crescer o suficiente para causar sintomas ou para serem localizadas por exames. Um tumor de 1cm³ abriga entre 100 milhões e 1 bilhão de células cancerosas; logo, metástases com um número pequeno de células dificilmente são detectadas.

Quando e onde um câncer recorre? Depende do tipo de câncer. Alguns tumores têm um padrão esperado de recorrência. A recidiva pode ocorrer basicamente de três maneiras:

1.    Na mesma parte do corpo que o câncer primário, chamada de recidiva local;
2.    Perto de onde o câncer primário estava localizado, chamada de recidiva regional;
3.    Em outra parte do corpo, chamada de recidiva à distância.

O câncer recidivado, mesmo que em outra parte do corpo, continua sendo classificado de acordo com o local onde o câncer primário se iniciou. Por exemplo, se um câncer de próstata evolui com metástase para os ossos, ele continua sendo chamado de câncer de próstata, ao invés de câncer de osso. 


Vigilância após o tratamento

Ao finalizar o tratamento do câncer, o paciente deve realizar o que os médicos chamam de seguimento. Consiste em um acompanhamento por consultas e exames de rotina, com a finalidade de detectar uma eventual recidiva. 

Dependendo do tipo de câncer, podem ser necessários exames de sangue, imagem ou ambos. Em algumas situações, apenas uma conversa e o exame físico serão suficientes. A frequência e a duração do acompanhamento dependem do tipo de câncer e de fatores individuais do paciente e, na maioria das vezes, têm duração mínima de cinco anos.

Se houver suspeita de recorrência, podem ser necessários outros testes de diagnóstico, como exames laboratoriais, estudos de imagem e biópsias.

Por isso é tão importante fazer o seguimento oncológico de acordo com a orientação do médico. 
 
Por último, a boa notícia é que, quanto mais tempo passa após o tratamento com intuito curativo, menores são as chances de recidiva.


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