Mitos & verdades: câncer de pâncreas, fígado e vesícula

Publicado em: 03/12/2019 - 14:12:00
Institucional
Prevenção
Epidemiologia
Tumores do Aparelho Digestivo Alto
Mitos & Verdades

Geralmente assintomáticos no início, os tumores no fígado e no pâncreas podem ser diagnosticados tardiamente, em fase mais avançada e agressiva. Confira alguns mitos e verdades sobre câncer de pâncreas, fígado e vesícula biliar.
 

O diabetes pode se desenvolver em câncer?

Mito. O diabetes não é um fator de risco para o desenvolvimento da doença, mas o modo e a intensidade de sua manifestação podem ser sintomas do câncer de pâncreas.

Quando surge subitamente em não diabéticos ou em quem estava com a doença controlada, recomenda-se a análise do pâncreas, pois um tumor pode causar esse desequilíbrio. Essa verificação é importante para direcionar o paciente ao tratamento correto e não somente alterar medicações ou doses de insulina para inibir os sintomas.
 

O câncer no fígado pode ser causado por hepatites?

Verdade. Infecções virais como as hepatites B e C, se estiverem em atividade, podem se tornar fatores de risco para a forma mais comum de câncer de fígado, o hepatocarcinoma. A cirrose, outra doença que pode atingir o órgão, também pode ser relacionada às hepatites, além de predispor ao desenvolvimento de tumores no fígado.
 

O fígado se regenera após sua retirada parcial cirurgicamente?

Verdade. Devido à extensão de alguns tumores, é necessária a retirada parcial do fígado. Após o procedimento, o órgão cresce para reocupar o espaço e também todas as suas funções. Mas essa "regeneração" só é possível se, após a cirurgia, reste pelo menos metade do fígado.
 

Pedras na vesícula podem aumentar o risco de desenvolvimento de tumores?

Depende. Essa possibilidade varia de acordo com o tamanho do cálculo. A maioria das pedras que aparecem na vesícula biliar costuma ter entre 0,5 e 1 cm e, geralmente, é retirada por meio da laparoscopia, procedimento cirúrgico minimamente invasivo. Mas, caso o tamanho do cálculo supere os 3 cm, é considerado fator de risco para o desenvolvimento do câncer de vesícula biliar, tumor raro e de comportamento agressivo.

Dr. Felipe José Fernandez Coimbra - CRM 93020
Diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal
Especialista em Cancerologia Cirúrgica - RQE 30634
Especialista em Cirurgia Geral - RQE 30635

Avaliação de conteúdo

Você gostaria de avaliar esse conteúdo?
Esse conteúdo foi útil?
Gostaria de comentar algo sobre esse conteúdo?

Veja também

Inovações no tratamento dos tumores do trato gastrointestinal (TGI) são destaques do Next Frontiers 2019
Medicina personalizada, discussões de casos clínicos e atualização sobre o que há de mais moderno estarão presentes nos painéis sobre TGI alto e baixo Imunoterapia e cirurgia robótica nos tratamentos do câncer gástrico. As síndromes hereditárias associadas a esse tipo de câncer. Os tratamentos moleculares...
Conheça nossos grupos assistenciais com atendimento diferenciado e especializado ao paciente
Dessa forma, é importante que ele conte com serviços assistenciais especializados em oncologia, para que suas reais necessidades sejam atendidas, aumentando o bem-estar e continuidade da sua rotina de vida, com qualidade, autocuidado e adaptação de cada um. Para isso, o A.C.Camargo Cancer Center conta...
Cinco jeitos de curtir SP
São Paulo apresenta várias opções de lazer, diversão e cultura. Confira abaixo algumas dicas para curtir o aniversário da cidade de forma gratuita, saudável e divertida: Com 1,5 milhão de metros quadrados e grande variedade de plantas e aves, o Parque do Ibirapuera é um...
Dia do Médico: assista a um vídeo e conheça mais o corpo clínico do A.C.Camargo
Por Victor Piana de Andrade, Diretor-Geral do A.C.Camargo Cancer Center Digo “nossa” porque falo por mim, por nossos pacientes, seus familiares e cada profissional dessa Instituição que é tocado e movido pela sua dedicação em salvar vidas. Parabéns a todos vocês, meus colegas de profissão...
Covid-19: Guia para entrar e sair de casa
Clique aqui caso tenha problemas para acessar o vídeo video { width: 100%; height: auto; }