Mitos e verdades sobre os linfomas

Publicado em: 15/09/2022 - 06:09:00
Linha Fina

Em tempos de Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas (15/9), tire suas dúvidas sobre estes tumores hematológicos

Os linfomas estão entre os tipos mais comuns de câncer entre as mulheres brasileiras, considerando que o linfoma não Hodgkin ocupa a décima posição, com 5.540 novos casos em 2020, de acordo com a projeção do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Esses tipos de tumor são caracterizados pelo aumento de um gânglio linfático, causando um "inchaço" no local. 

Assim, veja abaixo quatro mitos comuns:


Todo diagnóstico de linfoma refere-se à mesma doença.

Mito. Trata-se de um grupo diversificado de doenças, divididas inicialmente entre o linfoma de Hodgkin e o não-Hodgkin, que se distinguem principalmente pela característica da célula tumoral e, consequentemente, pelo tipo de tratamento.

Ambos são tratados com quimioterapia, com a possibilidade de se associar ou não à radioterapia, de acordo com o caso.

Esses dois grupos englobam subdivisões ainda mais específicas, resultando em cerca de 50 subtipos. Entre os Linfomas não Hodgkin, por exemplo, há diferenciação na velocidade da evolução do câncer: os indolentes se expandem lentamente e demoram a apresentar sintomas; já os agressivos demonstram sinais de sua extensão rapidamente e podem exigir uma intervenção imediata. 

Já o Linfoma de Hodgkin pode ser clássico ou de predomínio Nodular Linfocitário, caracterizado de acordo com o tecido atingido pelo tumor. 
 

A incidência de linfomas é maior entre fumantes.

Verdade. Assim como a leucemia, o linfoma também é mais comum naqueles que apresentam o hábito do tabagismo. Segundo pesquisas, o risco de desenvolver um Linfoma de Hodgkin pode ser 50% maior para quem fuma, na média, 20 cigarros por dia. 
 

O surgimento da íngua nem sempre é um sintoma de linfoma.

Verdade. O aumento do tamanho de um gânglio linfático pode ocorrer devido ao desenvolvimento de um câncer como o linfoma, mas também ser causado por infecção ou inflamação. O recomendável é consultar um especialista para avaliar cada caso com o objetivo de identificar possíveis causas, principalmente se não houver infecção no local. 
 

O linfedema, acúmulo de circulação linfática em um gânglio, é fator de risco.

Mito. Esse tipo de inchaço costuma ser consequência de alguns tratamentos oncológicos. Geralmente provocado por um funcionamento anormal da drenagem linfática, o gânglio pode aumentar por diversas causas, como doenças imunológicas ou infecções. 

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