Meu filho tem hemangioma, e agora?

Publicado em: 22/02/2015 - 21:02:00
Institucional
Foco do paciente
Suporte e Reabilitação

Alguns bebês, logo após o nascimento, desenvolvem uma mancha ou saliência vermelha na pele. Trata-se de hemangioma, tumor benigno presente em cerca de 3% dos recém-nascidos, que exige atenção por parte dos pais, mas não predispõe ao desenvolvimento de outras doenças.



Mais frequente na infância, o hemangioma é decorrente de uma atividade anormal das células dos vasos sanguíneos, que resulta na formação de um tumor de pele nos primeiros dias de vida. Não existem fatores de risco específicos, tampouco medidas de prevenção. Porém, as chances de desenvolver um hemangioma aumentam em caso de prematuridade e a frequência em meninas é três vezes maior do que em meninos.

Os motivos que levam à formação de um hemangioma ainda são desconhecidos. São os tumores benignos mais frequentes na infância, geralmente surgem no rosto e no couro cabeludo e, em cerca de 70% dos casos, desaparecem até os 10 ou 12 anos. Os hemangiomas afetam a superfície da pele da criança e podem provocar ferimentos ou sangramentos. Em casos que atingem a face, podem também afetar a respiração e obstruir a visão. 

Já outras anomalias vasculares congênitas, adquiridas antes do nascimento, podem ser identificadas no período pré-natal, em exames como a ultrassonografia. Não involuem com o decorrer do tempo e, posteriormente, podem provocar aumento de volume na região atingida, exigindo tratamento.

Tanto os hemangiomas como as anomalias vasculares congênitas são diagnosticados, após o nascimento, pelo exame clínico, e raramente há a exigência de utilizar tecnologias de imagem.
 

Formas de tratamento

Ao identificar o surgimento de um hemangioma no corpo do bebê, os pais devem procurar um especialista. No A.C.Camargo Cancer Center, por exemplo, o Núcleo de Cirurgia Plástica e Reparadora é responsável pelo tratamento desse tumor. "A avaliação clínica precoce é imprescindível para diagnosticar e tratar um hemangioma", ressalta a diretora do Núcleo, Dra. Heloisa Galvão do Amaral Campos. Ela salienta que cada tumor tem um ritmo de crescimento, cabendo ao especialista orientar individualmente a família sobre como proceder. "Antigamente, os médicos optavam por 'esperar para ver', mas essa conduta ficou no passado. A consulta com o especialista é fundamental, principalmente porque o tratamento precoce é a única maneira de impedir que o desenvolvimento do hemangioma deixe sequelas", orienta.

Atualmente, a modalidade de tratamento mais utilizada são os medicamentos como o betabloqueador. "O hemangioma tem desenvolvimento muito rápido de suas células. Assim, essa medicação interrompe esse processo de divisão celular", explica Dra. Heloisa. Em casos de uma ferida superficial, outra técnica utilizada é a laserterapia, que também colabora na prevenção dos ferimentos. A cirurgia tradicional é utilizada somente quando não é possível empregar outras condutas terapêuticas, pois tem maior risco de sequelas.

Dra. Heloisa Galvão do Amaral Campos - CRM 44108
Diretora do Núcleo de Cirurgia Plástica e Reparadora
Especialista em Cirurgia Pediátrica - RQE nº 13546

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