Suporte e Reabilitação

Dia do Oncologista: por que me tornei um médico especializado em câncer

Linha Fina

Para marcar a data de 9 de julho, confira o depoimento do Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo

A data de 9 de julho marca o Dia do Oncologista e fui convidado para escrever sobre como é a rotina dessa especialidade. Primeiramente, vamos iniciar pelo básico, uma vez que muitas pessoas não sabem o que um médico oncologista trata.


O que é um oncologista?

Oncologia é um ramo da ciência que lida com tumores e cânceres. “Onco” tem origem no grego e significa, literalmente, volume, massa ou tumor, enquanto “logia”, também do grego, significa estudo. 

Um oncologista é um médico especializado no diagnóstico e no tratamento do câncer. Os três principais tipos de médicos que tratam câncer são oncologistas clínicos, oncologistas cirúrgicos e radioterapeutas.


Como é o trabalho de um oncologista?

O oncologista cuida do paciente na fase de rastreio, diagnóstico e tratamento do câncer, além de realizar o acompanhamento após a conclusão do tratamento.

Também dedica boa parte do seu tempo ao ensino e à pesquisa do câncer.

Eu, como oncologista clínico, me especializei na administração de medicamentos para eliminar células cancerígenas, como quimioterapia, terapia-alvo, hormonioterapia e imunoterapia. 

Oncologistas cirúrgicos, como o nome indica, realizam procedimentos cirúrgicos para identificar e remover tumores cancerígenos. 

Já os radioterapeutas cuidam do câncer com radioterapia, um tratamento à base de radiação. 

No exercício da profissão, os diferentes tipos de oncologistas trabalham juntos e, também, em colaboração com outras equipes, como patologistas, radiologistas, médicos nucleares, dermatologistas, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, dentre outras especialidades.


Quais são os desafios da especialidade?

O oncologista tem um contato intenso com o paciente e seus familiares. Por ser uma doença potencialmente séria, que frequentemente gera incertezas, o treinamento do oncologista envolve aprender a conversar com os pacientes. 

Faz parte da nossa rotina:

•    Explicar o diagnóstico e o estadiamento do câncer, descrever onde o câncer está localizado, se ou onde se espalhou e se está afetando outras partes do corpo; 
•    Discutir todas as opções de tratamento e recomendar o melhor curso de tratamento; 
•    Oferecer atendimento de qualidade e compassivo; 
•    Ajudar a manter a qualidade de vida do paciente, gerenciando sintomas relacionados ao câncer e possíveis efeitos colaterais do tratamento, como constipação, náusea, vômito e fadiga.


No Dia do Oncologista, a resposta: vale a pena seguir nesta especialidade?

Oncologistas são médicos altamente treinados que pesquisam, diagnosticam e tratam o câncer. 

Ser oncologista oferece várias recompensas pessoais e profissionais, como salvar vidas, melhorar a qualidade de vida, receber a gratidão dos pacientes e familiares e contribuir para a pesquisa e avanço da medicina. 

Embora haja prós e contras na oncologia, como anos de estudo rigoroso, a maioria dos médicos acha que essa carreira vale a pena. 

Pesquisas* mostram que 96% dos oncologistas escolheriam a mesma especialidade se recomeçassem na área médica.


Referência:
* Keith L. Martin. Medscape Oncologist Compensation Report 2020.

Podcast Rádio Cancer Center #61 - Fake news sobre o câncer

Linha Fina

Silicone no seio causa tumores de mama? Desodorante e celular são riscos? Remédios e chás que curam o câncer? Ouça este episódio que desvenda o que rola pelas redes sociais, um papo com o Doutor Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo

Fake news sobre o câncer não faltam por aí, sobretudo nas redes sociais.

Entre as polêmicas que a gente desvenda no podcast:

  • A água gelada pode provocar um câncer?
  • A água de coco quente poderia curar o câncer?
  • Há cremes, alimentos e chás que curam?
  • Forno micro-ondas e o celular são atos que podem causar câncer?
  • Desodorante e próteses de silicone podem causar câncer de mama?
  • Vacina contra o HPV traria efeitos colaterais pesados?
  • Fosfoetanolamina cura?
  • Medicamentos para hipertensão podem causar câncer?
  • E medicamentos como o Omeprazol?
  • Açúcar e carne fazem mal?
  • A indústria farmacêutica não quer a cura do câncer? 

Neste papo, o Doutor Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo, nos ajuda a derrubar as mentiras que circulam por aí.

Confira abaixo o nosso podcast:


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Podcast Rádio Cancer Center #60 - Como é ser acompanhante de um paciente oncológico

Linha Fina

Ouça este episódio cheio de dicas práticas para quem está em tratamento e para quem acompanha alguém que tem câncer – com a palavra, o Marcelo, que é acompanhante do irmão gêmeo, e a líder da Psicologia do A.C.Camargo

Ser acompanhante de um paciente oncológico é uma tarefa de extrema importância. Afinal, além de dar apoio logístico e emocional para quem está em tratamento oncológico, os acompanhantes são uma espécie de filtro entre o paciente e as pessoas menos próximas, como amigos, colegas de trabalho e vizinhos.

Assim, o acompanhante é um personagem que também precisa de cuidados, até porque a pessoa precisa estar bem para poder cuidar bem. 

Para podermos apresentar visões importantes e dicas práticas para quem nos ouve, temos dois convidados pra lá de especiais na edição 60 do podcast do A.C.Camargo:

  • Marcelo Vargas Campos, que é acompanhante e irmão gêmeo do Rodrigo, paciente do A.C.Camargo
  • Doutora Christina Haas Tarabay, Head de Psicologia do A.C.Camargo

"O importante é se mostrar sempre disponível, perguntar sempre em quê é possível ajudar", afirma Marcelo, cujo irmão, Rodrigo, está em tratamento de um câncer de testículo.

Confira abaixo o nosso podcast e, na sequência, algumas fotos dos irmãos gêmeos, inclusive dos tempos de infância.

 

Os irmãos ainda bebês:

2 bebês de 6 meses


Nas duas próximas, o Marcelo (nosso entrevistado) está à esquerda do Rodrigo (nosso paciente):

2 homens de 25 anos, de barba, bone rosa e camiseta branca - Ser acompanhante de um paciente oncológico2 homens de 25 anos, de barba, se cumprimentam na piscina


Por fim, diante de uma das construções clássicas do Ipiranga, bairro paulistano:

2 homens de 25 anos, de barba, na escadaria diante de uma mansão colonial


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Podcast Rádio Cancer Center #59 - Dia Mundial de Combate ao Câncer

Linha Fina

Assista ao vídeo (ou ouça o áudio) e tire suas dúvidas sobre como prevenir, diagnosticar cedo e tratar um tumor – com as melhores práticas

O Dia Mundial de Combate ao Câncer, que é relembrado todos os anos no dia 8 de abril, é uma data pra lá de importante para que a mensagem da prevenção e do diagnóstico precoce se espalhe pelo planeta.

Segundo o INCA, para este ano, há uma projeção de mais de 316 mil novos casos de câncer para mulheres. Já para homens, a estimativa é de quase 310 mil novos casos por ano.

Fato é que avançamos em termos de tratamento, mas ainda falta uma evolução na prevenção e no diagnóstico precoce.

Hábitos como se proteger do sol, praticar atividade física, não fumar, não abusar do álcool e cuidar da alimentação ajudam a prevenir um câncer.

Para saber tudo sobre prevenção e diagnóstico precoce, além de entender os tratamentos mais avançados (com novidades como as células car-t), as questões psicológicas e até mesmo o impacto da covid-19 no cuidado com o câncer, contamos com a presença do Doutor Victor Piana de Andrade, Diretor Geral do A.C.Camargo.

Nesta edição, fizemos o podcast em vídeo, como você vê no player abaixo e em nosso canal no YouTube

Assista e não se esqueça de compartilhar estas informações tão importantes, que podem ajudar os pacientes. 


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Relações Positivas no Tratamento Oncológico - Grupo Amor à Vida

Linha Fina

Assista ao papo em vídeo e aprenda sobre o tema

Relações positivas no tratamento oncológico: este foi o tema do último papo do O Grupo Amor à Vida, que realiza encontros com o objetivo de proporcionar bem-estar físico e mental para pacientes oncológicos, seus familiares e cuidadores.

A programação reúne temas diversos, que podem ter relação com alguma etapa do tratamento, cotidiano, saúde, vida social, entre outros.

Nesses encontros, aqueles que se sentem à vontade podem compartilhar e trocar experiências semelhantes, vividas durante o período de tratamento.


Anfitriã e Moderadora:

  • Maria das Graças Matsubara - Supervisora de Educação Continuada do A.C.Camargo


Palestrantes:

  • Dra. Cristiane Decat Bergerot - Doutora em Psicologia da Saúde, Pós Doutora pela UNIFESP, Research Fellowship pelo City of Hope Comprehensive Cancer Center
  • Dra. Gabriela Magini Prado Lyra - Psiquiatra pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Especialista em psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria, Psiquiatra e Coordenadora do ambulatório de psiquiatria do A.C.Camargo

Assista:

 

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Saúde da mulher: prevenção e outros cuidados oncológicos

Linha Fina

Assista ao papo em vídeo e aprenda sobre o tema

Saúde da mulher: prevenção e outros cuidados oncológicos.

Você sabia que estão previstos 66 mil novos casos de câncer de mama, representando 29,7% da incidência em mulheres? Por isso, tomar medidas preventivas contra esse e outros tumores é extremamente importante.

Assista:

 

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Informação para Empoderar o Paciente Oncológico - Grupo Amor à Vida

Linha Fina

Assista ao papo em vídeo e aprenda sobre o tema

Informação para Empoderar o Paciente Oncológico: este foi o tema do último papo do O Grupo Amor à Vida, que realiza encontros com o objetivo de proporcionar bem-estar físico e mental para pacientes oncológicos, seus familiares e cuidadores.

A programação reúne temas diversos, que podem ter relação com alguma etapa do tratamento, cotidiano, saúde, vida social, entre outros.

Nesses encontros, aqueles que se sentem à vontade podem compartilhar e trocar experiências semelhantes, vividas durante o período de tratamento.


Anfitriã e Moderadora:

  • Silvia Voulliéme - Gerente de Experiência do Paciente do A.C.Camargo


Palestrantes:

  • Carla Fornazieri, paciente que trata câncer de mama no A.C.Camargo
  • Dra Aline Yuri Chibana, Vice-presidente da FSP; Assessora da Gestão da Prática Médica - A.C.Camargo; Especialista em Melhoria Contínua - IHI; MBA de Gestão em Saúde - INSPER

Assista:

 

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7 passos para pacientes com câncer manterem a mente calma

Linha Fina

A imagem no espelho, família, amigos, trabalho, relacionamentos... Apresentamos maneiras para quem descobriu um tumor aquietar o coração e seguir firme no tratamento – as dicas servem também para quem faz parte do círculo desta pessoa

Pacientes com câncer são afetados em qualquer idade.

Existem, porém, formas de eles se manterem calmos e positivos, conforme se vê nas dicas abaixo.

São ideias que valem não apenas para quem está em tratamento, mas também para quem faz parte desses pacientes com câncer, sejam essas pessoas familiares, amigos ou colegas. 


1. Tudo bem não estar tudo bem

O momento do diagnóstico do câncer é muito difícil, pois a pessoa está tocando a vida dela e, de repente, vem um achado num exame de rotina ou a partir de um sintoma – há uma ruptura com o momento dela. 

Não resta dúvida que a positividade é importante no tratamento, mas a paciente deve respeitar aquilo que está sentindo naquele momento. 

É natural haver oscilações: não existe a pessoa estar sempre forte nem estar sempre se sentindo derrotada. 

Podemos pensar no câncer em fases: o diagnóstico traz um forte impacto, medo, insegurança, angústia. Depois, com o início do tratamento, muitos medos são superados, pois o paciente sente que está fazendo alguma coisa por si, e isso traz positividade.


2. A imagem no espelho 

Vejamos o exemplo do câncer de mama, que tem relação profunda e íntima com o “ser mulher”. A mama tem uma representação da feminilidade, sexualidade e maternidade, desde o primeiro sutiã, então a questão psíquica é forte neste contexto.

A mastectomia e a perda de cabelo devido à quimioterapia são alguns dos temas mais relevantes que as pacientes levam às terapeutas.

A mastectomia, por exemplo, é algo abrupto, tem de ser feito rapidamente, a mulher vai para o centro cirúrgico e sai diferente. 

Assim, é normal que a paciente se olhe no espelho e haja um luto. Todo processo de luto leva um tempo para se acomodar dentro da gente, e esse tempo deve ser respeitado.

Quanto ao cabelo, ela tem de decidir se vai usar lenço, peruca ou nada para que ela se sinta melhor no contexto do irremediável, pois o cabelo vai cair e ela vai ter que lidar com isso, assimilar primeiro dentro dela e depois para os outros. Ela precisa entender como quer ser vista pelo outro, e essas coisas não são do dia pra noite.

É uma questão muito pessoal de cada uma dessas pacientes, mas o fato é que elas jamais devem se sentir menos femininas. Elas apenas vão vivenciar um outro conceito de beleza. A beleza vai persistir – isso vem de dentro pra fora – e, quando esta mulher estiver mais segura dentro de si, vai conseguir lidar melhor com o aspecto externo.


3. Trabalho: o planejamento para lidar com curiosidades

O trabalho tem um papel importante na vida das pessoas e, ao retornar, esses pacientes conseguem autoconfiança, pois estão voltando a um lugar conhecido, do qual se afastaram por conta do tratamento. 

Também é bom pela questão social: conversas, almoço, hora do cafezinho. No entanto, é uma questão que precisa ser trabalhada em termos psicológicos.

Muitas vezes, os colegas vão fazer perguntas, querer saber como foi o tratamento, como a pessoa se sentiu, se ela já está bem, ainda mais se o cabelo estiver diferente. 

Tudo isso leva à curiosidade dos colegas, então o paciente precisa saber lidar, e isso é algo muito pessoal. Alguns pacientes vão ficar felizes em relatar como foi, mas outros não vão querer falar sobre isso.

Ajuda se o paciente fizer um planejamento interno se preparando para situações e perguntas que podem ser feitas. Muitos procuram terapia após o tratamento justamente para preparar esse retorno.

É importante que ele se planeje também em relação à fadiga, já que está retomando a rotina após o tratamento.

O essencial é que se sinta confortável em socializar com outras pessoas do ponto de vista físico e emocional.  


4. Família e amigos: apoio a questões práticas

O suporte às questões práticas também é muito importante para pacientes com câncer, que, assim, terá preocupações a menos para lidar.

No caso, atividades de rotina, como cozinhar, dirigir, lavar o carro, ajudar a limpar a casa e buscar os filhos na escola, tarefas estas difíceis de se executar após uma quimioterapia ou no período pós-cirúrgico.

Ainda no caso de os pacientes ter filhos pequenos: o cabelo pode cair, então essas pessoas do entorno podem até ajudar a comunicar isso para as crianças, dando carinho a elas. 


5. Família e amigos: apoio a questões emocionais

Sem dúvida, o suporte familiar e dos amigos é relevante, sobretudo do ponto de vista emocional, já que podem oferecer amparo a este paciente com câncer, que vai se sentir mais protegido sabendo que pode contar com essas pessoas mais próximas.

O papel principal dessas pessoas é estar ao lado do paciente: ouvir, conversar, respeitar os momentos em que ele quer ficar mais quieto, acompanhá-lo em consultas e na quimioterapia (se este for o desejo dele).

Se mostrar disponível já ajuda, pois ele saberá que não está sozinho.


6. Câncer em jovens: lidar com a interrupção 

Normalmente, estes pacientes jovens estão vivendo uma fase de ascensão profissional e acadêmica, por vezes com uma vida social agitada, namoros...

Muitas também pensam em ter filhos. Aí vem o câncer mexer com todos os planos de forma intensa e inesperada, os interrompendo.

Por causa de uma cirurgia ou quimioterapia, os pacientes acabam perdendo sua autonomia, por isso, às vezes, os jovens sentem até mais o diagnóstico. 

O importante é seguir fazendo planos para o futuro. No caso de mulheres que querem ter filhos, congelar os óvulos é uma decisão vital e que deve ser tomada rapidamente. Os homens podem optar por um banco de sêmen. 

O apoio psicológico serve como espaço de reflexão para enxergar perspectivas de futuro, o retorno ao trabalho, construir relações afetivas sólidas, ser mãe, ser pai... A terapia atua para que essas interferências negativas ganhem um sentido diferente.


7. O importante é compartilhar: em terapia, em grupos de apoio, nas redes sociais...

Sentir-se forte é algo que tem de vir de dentro pra fora, não é algo que se possa impor.

Há dias em que a pessoa com câncer está mais forte, e há outros em que está mais desanimada. Isso é natural.

O importante é a pessoa ter boa aderência ao tratamento, dividir esses sentimentos com alguém e, principalmente, sentir-se respeitada nos seus sentimentos.

Terapia ajuda muito, pois o paciente pode falar tudo o que sente, sem julgamentos. Por exemplo, ele não precisa se preocupar se estão pensando se ele está mal naquele dia, ele pode ser 100% sincero, sem medo de preocupar ninguém.

Existem grupos online de pessoas com câncer que conversam muito nas redes sociais. Elas falam sobre o tratamento, sobre como estão se sentindo... Para algumas, isso é positivo, mas há outras pessoas que preferem ficar mais introspectivas. 


Fonte: Doutora Christina Haas Tarabay, head de psicologia do A.C.Camargo

Farmácia oncológica: sua importância e seus diferenciais

Linha Fina

Entenda como a integração entre farmacêuticos especialistas em oncologia e equipe assistencial faz a diferença no sucesso do tratamento do paciente oncológico 

Farmácia oncológica: além de tornar o cuidado mais seguro, farmacêuticos que trabalham de forma integrada com a equipe que acompanha o paciente em todas as etapas, desde o diagnóstico até a reabilitação, oferecem muitos benefícios para o paciente. 

A certeza de que os medicamentos são manipulados corretamente, nas medidas certas, respeitando os prazos de validade, garantindo que o tratamento ocorra da maneira correta, completa uma série de benefícios. Entenda quais são na prática.


Diferenciais do A.C.Camargo: a farmácia oncológica e a quimioterapia

O tratamento quimioterápico pode contar com um único medicamento ou com a combinação de vários deles com doses diferentes e variadas formas de administração. Para que todo esse processo seja seguro para o paciente, a equipe de farmacêuticos atua em conjunto com a enfermagem e o corpo clínico, a fim de garantir a eficiência e a qualidade do tratamento específico para o paciente oncológico.
 
Dentro do A.C.Camargo, a equipe consegue garantir a segurança e a adesão aos protocolos de quimioterapia. Mas, quando o tratamento é feito em casa com quimioterápicos orais, pode acontecer do paciente esquecer de tomar a medicação, ter dúvida sobre interação medicamentosa, alergias ou possíveis reações adversas.

Para isso, foi criado o projeto de telecuidado farmacêutico, em fase piloto, com um grupo de pacientes. A equipe faz uma abordagem telefônica com esses pacientes para entender quais as dúvidas em relação ao tratamento, fazer as devidas orientações e monitorar os principais problemas encontrados, diminuindo as vindas à emergência ou internação. 
 
Um dos resultados positivos desse projeto, por exemplo, foi a melhora da adesão ao tratamento de pacientes classificados com baixa ou média adesão (ou seja, nem sempre tomavam a medicação na data e no horário certos). Com esse monitoramento ativo, além da melhor taxa de adesão ao tratamento, também buscamos melhor desfecho clínico ao paciente e redução de possíveis efeitos adversos. São benefícios possíveis de serem alcançados devido à expertise da nossa equipe de especialistas em oncologia. 
 
Ao monitorar os pacientes do Centro de Referência em Tumores da Mama, em 2020, a equipe identificou que 74% dos pacientes apresentavam alta adesão e 26% média adesão ao tratamento proposto. Durante o contato telefônico, o farmacêutico elabora estratégias para aumentar esta taxa e, após três meses de acompanhamento de cada paciente, a equipe conseguiu elevar esse índice para 100% em todos os casos.
 
O trabalho da farmácia oncológica também tem diversas frentes, como atuar para garantir a qualidade dos fornecedores e medicamentos, acompanhar os efeitos de cada medicação nos pacientes e manipulação de quimioterápicos, entre outras.
 
Outro dos nossos diferenciais é a atuação do farmacêutico como um maestro para pacientes que fazem radioterapia junto com a quimioterapia. Ao coordenar estes dois tratamentos com as diferentes equipes, o farmacêutico garante que a concomitância seja feita de forma correta, aumentando as chances de sucesso. 
 
Todo farmacêutico contratado pelo A.C.Camargo, mesmo que já tenha experiência com medicamentos oncológicos, passa por um treinamento que dura três meses, para garantir a aderência aos rígidos protocolos de segurança da Instituição. Contamos com farmacêuticos “superespecializados”, pois, além da especialização obrigatória em oncologia, temos profissionais especialistas em tumores da mama, neoplasias hematológicas, oncopediatria e em UTI. 

Com esse trabalho focado na personalização do tratamento e centrado no paciente, a farmácia oncológica contribui para os altos índices de sucesso do nosso cancer center.


Escolha uma instituição de confiança

A manipulação do medicamento segue as legislações, normas e protocolos de segurança, pois cada dose é única, preparada de acordo com as recomendações do médico e com o peso e a altura do paciente.
 
É a dosagem que faz a diferença entre o veneno e o remédio. Como somente um farmacêutico é capaz de verificar se a medicação foi preparada de forma correta, é importante o paciente escolher bem onde fazer seu tratamento. Neste cenário, uma instituição especializada, como um cancer center, torna-se a opção mais segura. No A.C.Camargo, nossa Farmácia não só é diferenciada como também é referência em todo o Brasil. 

Conheça o Coral Sua Voz

Linha Fina

Grupo formado por pacientes laringectomizados traz de volta uma nova voz para quem perdeu a fala

O A.C.Camargo Cancer Center conta com um grupo muito especial de cantores: o Coral Sua Voz, formado por pacientes que precisaram retirar toda a laringe, o que inclui as cordas vocais, devido a um câncer avançado no órgão.

Com o trabalho da nossa equipe de fonoaudiólogos, especialidade fundamental em vários tratamentos, como é o caso do paciente laringectomizado, o Coral Sua Voz mostra que, com a reabilitação, existe a possibilidade não somente de voltar a falar, mas também de cantar.

Laringectomia e a reabilitação por meio do canto

O câncer de laringe é uma doença que atingirá 6.470 em homens e de 1.180 em mulheres no Brasil em 2022, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Uma formas de tratamento é a remoção cirúrgica do órgão, de forma parcial ou total, chamada de laringectomia.

O paciente que passa por uma laringectomia total (que inclui a retirada das cordas vocais) perde a capacidade de se comunicar pela fala em um primeiro momento. A fala é responsável pela comunicação de pensamentos e emoções, o que é muito importante para a integração social do indivíduo.

Durante a reabilitação, os pacientes aprenderão a utilizar o esôfago para produzir voz. Seja por meio de uma prótese colocada pelo cirurgião de cabeça e pescoço ou de técnicas fonoaudiológicas especificas, estes pacientes podem voltar a se comunicar, com uma voz um pouco diferente e mais grave, mas que permite a função básica de comunicação de pensamentos, sentimentos e emoções. 

Muitos pacientes, mesmo depois de reabilitados e tendo voz, perdem o convívio social ao não saírem de casa ou não conversarem com amigos, por exemplo. Por isso, com objetivo de melhorar a qualidade de vida destas pessoas, o A.C.Camargo criou o grupo de apoio Sua Voz.

A Dra. Elisabete Carrara, head da fonoaudiologia e coordenadora do grupo, passou a tocar violão para utilizar o canto não só como treino vocal, mas também como expressividade, relaxamento e aproximação dos membros do grupo. A ideia deu tão certo que o grupo passou a fazer diversas apresentações.

Com o canto, os integrantes do Coral Sua Voz se beneficiam não somente com a reabilitação, mas também pela satisfação de ver pessoas se emocionando com suas histórias de vida, passando mensagem de superação, de diagnóstico precoce, de combate ao tabagismo e de diversidade vocal.

Fonte: Dra. Elisabete Carrara de Angelis, head da fonoaudiologia e coordenadora do Coral Sua Voz