Suporte e Reabilitação

A.C.Camargo Cancer Center tem banheiro para ostomizados

Linha Fina

Entenda a importância das instalações para esses pacientes; veja fotos

O A.C.Camargo entende as necessidades de seus pacientes, então, claro, possui banheiro para ostomizados.

Para quem não sabe, pacientes ostomizados são aqueles que passaram por uma cirurgia para a retirada de tumores colorretais ou de bexiga, entre outras indicações.

A ostomia é o desvio do trajeto intestinal para o meio exterior, localizado no abdome, necessitando de um equipamento coletor que consta de uma base adesiva colada à barriga e acoplada a uma bolsa coletora, que irá receber fezes ou urina. Esse procedimento se faz necessário em casos de perfuração do abdome, além de os tipos de câncer já citados. 

O estoma, que é a parte do intestino em contato com a bolsa, é vermelho vivo, úmido e não dói ao ser tocado, mas pode ocorrer um pequeno sangramento, devido aos vasos sanguíneos.


Banheiro para ostomizados: a necessidade

De acordo com o Ministério da Saúde, existem mais de 400 mil pessoas ostomizadas no Brasil.

Assim, para poder realizar esse procedimento de forma mais adequada, é preciso um banheiro adaptado, com um vaso sanitário que fique em uma posição elevada, em formato menor, como os feitos para crianças.

No A.C.Camargo, o banheiro para ostomizados fica na emergência do térreo da unidade Antônio Prudente. Teremos também nos sanitários do atrium que estamos reformando, ao lado do ambulatório Fairbanks.

Confira as fotos:

Banheiro para ostomizados

 

Banheiro para ostomizados

 

Banheiro para ostomizados

 

Banheiro para ostomizados: placa com braile

Câncer de pele: uma seleção de conteúdos para você saber tudo sobre tumores cutâneos

Linha Fina

Confira dezenas de publicações (textos, vídeos e podcasts) separadas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico e tratamento

Entre os tipos de câncer de pele, o não melanoma é o mais incidente no mundo e no Brasil, onde há estimativa de 177 mil novos casos por ano, de acordo com o INCA.

Tanto que existe o Dezembro Laranja, o mês de conscientização para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele. 

Embora o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele, tenha o seu pico de incidência dos 45 aos 64 anos, um estudo do A.C.Camargo Cancer Center aponta que 3 entre 10 pacientes com melanoma têm menos de 45 anos.

Para que você saiba mais sobre este universo, o A.C.Camargo Cancer Center apresenta a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Tem textos, vídeos, podcasts... Confira:

 

Câncer de pele: 13 cuidados
O principal fator de risco é a exposição aos raios solares, mas há mais

Podcast Rádio Cancer Center - Manual da pele no verão
Ouça o programa e aprenda a não correr riscos com dicas simples e práticas

Aproveite o verão com as dicas deste infográfico
Cuidados com o sol, alimentação saudável e hidratação são fundamentais para minimizar riscos

Podcast Rádio Cancer Center - Sua pele no verão: procedimentos estéticos e tatuagem
Quem já teve um câncer pode fazer peeling, laser, botox ou um preenchimento? Tire esta e outras dúvidas 

7 dúvidas sobre o câncer de pele e sua relação com o protetor solar e o bronzeador
Com qual fator de protetor eu vou? Pode protetor com cor? Bronzeador dá melanoma? 

Podcast Rádio Cancer Center - Tudo sobre protetor solar e vitamina D para proteger sua pele
Conheça as principais dúvidas das pessoas, seja no consultório ou nas redes sociais, e previna-se

Mitos & verdades sobre o câncer de pele
Um tira-dúvidas para você não correr riscos 

Prevenção primária e prevenção secundária
É importante conhecer as formas de proteção para cuidar bem da saúde

Câncer de pele e vitamina D: entenda tudo e beneficie-se
Tenha todos os cuidados necessários – e aprenda a escapar das fake news

Podcast Rádio Cancer Center - Câncer de pele: atenção aos sinais e sintomas
Uma conversa para aprender a reconhecer os alertas que pedem uma consulta médica

Dermatoscopia, dermatoscopia digital e microscopia confocal
Conheça os exames que ajudam a diagnosticar o câncer de pele

Vídeo: diagnóstico precoce em tumores cutâneos
Assista e entenda melhor o câncer de pele

Entenda a diferença entre os tipos de câncer de pele
Alguns sinais e sintomas pedem atenção e uma consulta com um dermatologista

Conheça os fatores de risco para câncer de pele
Aproveite o melhor do verão sem colocar sua saúde em risco

O desafio do diagnóstico precoce do câncer de pele em homens
Saiba como identificar um eventual tumor 

Melanoma acral exige maior atenção ao diagnóstico
Compreenda este tipo raro de câncer de pele

Tomografia de pele pode no futuro ajudar no diagnóstico de melanoma
Estudo do A.C.Camargo em parceria com a Universidade de Michigan busca trazer agilidade nos exames não invasivos da pele

No A.C.Camargo Cancer Center, a tecnologia salva vidas
Conheça as vantagens tecnológicas que operam a serviço do paciente e garantem as melhores práticas no combate ao câncer 

Cirurgia de retirada do carcinoma basocelular é feita com alta no mesmo dia
Câncer de pele não melanoma é tratado no Centro Cirúrgico Ambulatorial com agilidade e segurança

Avanços no tratamento de tumores de pele: veja o vídeo
Assista e fique por dentro dos ganhos nas terapias que combatem o câncer cutâneo

Centro de Referência em Tumores Cutâneos: o paciente no foco do tratamento
CR é dedicado ao tratamento do câncer de pele e conta com 28 profissionais multidisciplinares de saúde 

12 cuidados com as mãos e os pés importantes ao paciente oncológico
Durante a quimioterapia, alguns podem sentir efeitos colaterais na pele

Pele melanoma: um manual
Confira todas as modalidades de tratamento

Pele não melanoma: um manual
Conheça todas as possiblidades de tratamento

Cuidados com a pele durante a radioterapia
O tratamento pode reservar alguns efeitos colaterais; saiba como lidar 

Câncer de pele: o tratamento da doença
Tire suas principais dúvidas

A reposição de vitamina D
Confira os riscos e benefícios

Câncer de pele: uma live que discute os cuidados e terapias
Assista e conheça todas as formas de prevenção e tratamento

Os efeitos da radioterapia na pele
Saiba o que pode acontecer durante o tratamento

Assista a um time especializado em superação dar show em campo

A seleção já está pronta para o início da primeira partida na Copa. Mas, antes de o juiz apitar, ouça a bela homenagem que o time do Coral Sua Voz preparou para esquentar o coração da torcida.

O projeto é composto de pacientes com câncer de laringe que retiraram o órgão de forma completa ou parcial, incluindo as cordas vocais.

Em nosso Centro de Referência, fonoaudiólogos especializados trabalham a reabilitação vocal para recuperar a capacidade de falar e cantar de cada paciente, assim como para levar mais alegria a todos.

Assista ao vídeo e compartilhe esse show de garra.

 


 

Podcast Rádio Cancer Center #64 - Enfermeiro navegador guia e tranquiliza pacientes durante a jornada no A.C.Camargo

Linha Fina

Ouça este episódio e entenda a importância desses profissionais altamente especializados em oncologia, que atuam como um elo entre o paciente e todas as equipes (assistenciais e administrativas)

O enfermeiro navegador guia e tranquiliza pacientes durante toda a jornada no A.C.Camargo.

É a vocação do Programa de Navegação da Instituição, como nos conta a Larissa de Melo Kuíl, Enfermeira Supervisora de Navegação e Seguimento do A.C.Camargo.

“O enfermeiro navegador ajuda a desmistificar os medos e a desbravar a trajetória do paciente, rema junto neste barco", explica Larissa.

O enfermeiro navegador também coordena todas as etapas de atendimento de forma sincronizada e ágil, tendo o paciente no centro do cuidado. Dessa forma, a adesão do paciente ao tratamento é maior e todos as etapas da jornada são feitas no tempo correto, o que contribui para o melhor desfecho clínico.

Em tempos de Outubro Rosa, fizemos uma pesquisa de satisfação com as pacientes com câncer de mama. Ela mostrou que 91% se sentiram acolhidas pela equipe de navegação; 87% relataram terem sentido aumento da segurança; e 82% reportaram percepção na redução na ansiedade.  

Saiba tudo neste podcast:

 

Se preferir, ouça este podcast em nossos agregadores de streaming: Spotify, SoundCloud, Google Podcasts e Deezer.

 

Muitos pacientes que deixam a UTI com cuidados paliativos sobrevivem e retomam o tratamento do câncer

Linha Fina

Estudo revela que aproximadamente 20% dos pacientes receberam alta para casa e até voltaram às terapias contra o câncer

Alguns pacientes internados em UTI e que não apresentam melhora no quadro deixam esse serviço em cuidados paliativos. 

Há, no entanto, pouca amostragem sobre o que acontece com eles após a alta da UTI. E foi isso que motivou uma pesquisa do corpo clínico do A.C.Camargo Cancer Center, que foi publicada na revista científica Critical Care Medicine. Nela, identificou-se que mais da metade consegue retomar o tratamento.

Intitulado Outcomes of Cancer Patients Discharged from ICU After a Decision to Forgo Life-Sustaining Therapies (Resultados de Pacientes com Câncer Saídos da UTI Após Decisão de Abrir Mão de Terapias de Manutenção de Vida), o estudo avaliou 507 pessoas que receberam alta com doenças terminais e incuráveis. 

Entre as conclusões do trabalho, a primeira é que um a cada cinco pacientes que passaram pela UTI e receberam alta com cuidados paliativos consegue voltar para casa.

A segunda é bem melhor: mais de 50% destes pacientes que recebem alta para casa conseguem retomar seu tratamento oncológico, o que lhes confere aumento da sobrevida. 

 

Cuidados paliativos: o que se analisa

O cuidado é paliativo, pois, como esses pacientes têm doenças terminais e incuráveis, essas medidas extremas e invasivas de suporte avançado da vida – caso de hemodiálise ou ventilação mecânica – costumam ser desproporcionais. Elas apenas acrescentam sofrimento ao paciente. 

É importante ressaltar que a decisão de limitar o suporte avançado da vida é sempre consensual entre médicos, pacientes e responsáveis. Se não houver concordância de todas as partes, a decisão não é tomada. E quem decide pela alta da UTI é o médico da UTI em consenso com o oncologista clínico ou cirúrgico. A decisão é 100% centrada no paciente.

Em todo o mundo, aproximadamente 10% dos pacientes internados em UTI recebem a determinação de abrir mão de medidas extremas e invasivas de suporte avançado da vida – seja por diretriz da família ou por protocolos médicos.


Fonte: Dr. Pedro Caruso, head do Departamento de UTI Adulto do A.C.Camargo

Venda de medicamentos oncológicos cresce 32%

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Segundo o estudo, os Estados que lideram esta alta são, Distrito Federal, com 135% e Espírito Santo, com 64%. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também registraram altas, 31% e 19% respectivamente

Entre junho de 2021 e julho deste ano, a venda de medicamentos oncológicos no Brasil cresceu 32%. O levantamento foi realizado pela consultoria InterPlayers e divulgado esta semana.

Segundo o estudo, os Estados que lideram a alta na venda de medicamentos oncológicos são, Distrito Federal, com 135% e Espírito Santo, com 64%. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também registraram altas, 31% e 19% respectivamente. Já os Estados de São Paulo e Ceará foram na contra mão registrando queda na aquisição dos medicamentos de 2% e 15%.

Para o médico urologista e gerente médico do A.C.Camargo Cancer Center, Dr. Walter Henriques da Costa, umas das razões para este crescimento é o represamento de procedimentos por conta da pandemia de Covid-19. “Esses números chamam muito a atenção e expõem mais uma triste consequência que a pandemia de Covid-19 nos trouxe. Nos últimos dois anos, observamos uma diminuição do número de consultas preventivas e exames diagnósticos em decorrência da insegurança e do receio dos pacientes em procurar um serviço de saúde a fim de realizar estes procedimentos”.

Costa ainda acrescenta que, além de uma demanda represada de diagnósticos oncológicos que agora se expõe claramente, observamos também tumores sendo diagnosticados em estágios mais avançados, o que compromete o sucesso do tratamento e o trona mais complexo.

Durante o primeiro pico da pandemia, em 2020, clínicas e hospitais públicos e privados foram obrigados a suspender ou cancelar consultas e exames. Esta movimentação atrasou o diagnóstico de novos casos, causando um represamento na assistência.

Estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), indicam que, entre 2020 e 2022, aproximadamente 625mil novos casos serão diagnosticados no Brasil. Depois do câncer de pele não melanoma, que representa cerca de 177 mil novos casos, os mais incidentes serão, o câncer de mama e de próstata com 66 mil casos cada, câncer de cólon e reto, com 41 mil, pulmão com 30 mil casos e estômago com 21 mil.


Assistência durante a pandemia

Durante toda a pandemia de Covid-19, o A.C.Camargo Cancer Center manteve as portas abertas para todos os pacientes oncológicos e não suspendeu nenhum procedimento. Com protocolos de segurança do paciente reforçados e um time assistencial comprometido, o hospital manteve sua operação e dobrou seus esforços para reduzir o gargalo gerado pela pandemia no acesso ao tratamento oncológico no Brasil. 

Segurança do Paciente: conheça as 6 metas internacionais

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Saiba o que são estas medidas que protegem pacientes

A Organização Mundial de Saúde estabeleceu seis metas internacionais de Segurança do Paciente.

Tamanha a importância, há até um Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro.

Essas metas de segurança têm como objetivo promover melhorias específicas e constantes na assistência. 

A seguir, conheça as seis metas para que o atendimento prestado aos pacientes seja mais adequado e seguro.


Meta 1: Identificar corretamente o paciente

É o primeiro passo para uma assistência segura.

No A.C.Camargo Cancer Center, utilizamos dois identificadores: nome completo do paciente e data de nascimento, algo importante sobretudo para distinguir homônimos.
 

Meta 2: Melhorar a comunicação

Para uma assistência segura é necessário que a comunicação seja efetiva entre os profissionais da saúde e demais setores, garantindo que essas informações sejam transmitidas de forma completa e clara para dar continuidade no cuidado do paciente.


Meta 3: Melhorar a Segurança do Paciente na prescrição, no uso e na administração de medicamentos

Falhas no processo de medicação são situações que podem ocorrer no mundo todo.

Uma das principais causas envolve a administração equivocada relacionada à dose, à via de administração e ao tipo de droga.

É necessário ter atenção no manuseio, na prescrição e na administração dos medicamentos para garantir que esses erros não ocorram.


Meta 4: Cirurgia Segura

Antes do início de qualquer procedimento invasivo, verifique a identificação precisa do paciente, a marcação do local cirúrgico (quando for indicada) e a adequação dos equipamentos e recursos necessários.

Confirme o procedimento a ser realizado e a obtenção do consentimento informado.


Meta 5: Higienizar as mãos para evitar infecções

Adote a higienização das mãos de forma adequada e constante. Para isso utilize o passo a passo dos 5 momentos para uma higiene adequada:

  • Antes do contato com o paciente
  • Antes da realização de procedimento asséptico
  • Após risco de exposição a fluidos corporais
  • Após o contato com o paciente
  • Após o contato com áreas próximas ao paciente


Meta 6: Reduzir o risco de quedas e lesões por pressão

Avaliar individualmente todos os pacientes e identificar aqueles que apresentam uma propensão maior a sofrerem quedas e lesões por pressão, em função das condições clínicas atuais ou de fatores predisponentes.

Diante do risco identificado, os profissionais adotam medidas preventivas e orientam pacientes e acompanhantes.

Dia do Psicólogo: a importância do profissional de saúde mental no tratamento contra o câncer

Linha Fina

Saiba mais sobre a sensibilidade da psicologia ao cuidar de nossos pacientes em um momento marcante como é o diagnóstico de um tumor

No dia 27 de agosto, celebramos o Dia do Psicólogo, profissional dedicado a tratar, analisar e estudar a mente humana, seus processos e comportamentos.

Em um Cancer Center como o A.C.Camargo, o papel do psicólogo é atender pacientes com câncer nas diversas fases do tratamento, considerando os aspectos emocionais e o sofrimento psíquico, trazendo acolhimento e suporte psicológico para promover a melhora no enfrentamento da doença.

Atuamos em todos os departamentos da Instituição. Muitas das vezes atendemos como interconsulta, ou seja, no atendimento ao paciente internado, chamado de atendimento beira-leito”, explica a Dra. Christina Haas Tabaray, head do Serviço de Psicologia do Departamento de Saúde Mental do A.C.Camargo Cancer Center.

Também ofereceremos suporte psicológico para a família do paciente, que muitas vezes necessita de um espaço para trabalhar seu sofrimento emocional”, acrescenta a especialista. O atendimento de suporte aos familiares é realizado quando o paciente está internado.

Além disso, a equipe de psicólogos da Instituição realiza avaliações ambulatoriais como pré-cirúrgica, pré-transplante de medula óssea e de pacientes com dificuldade de enfrentar o momento que estão vivenciando. 

Na primeira sessão de quimioterapia, fazemos uma avaliação psicológica do paciente, a fim de tranquilizá-lo em cada fase do tratamento, por exemplo”.


Dia do Psicólogo: saúde mental x câncer

Dar uma atenção cuidadosa para a saúde mental, em especial à do paciente oncológico, é importante para o tratamento e está longe de ser um tabu.

Antes, o atendimento psicológico era visto como fraqueza. Creio que esse é nosso maior desafio: demonstrar que fazer psicoterapia, ao contrário do que algumas pessoas pensam, é demonstração de força interior, de não temer lidar com as possíveis fragilidades de um momento difícil”, conta a Dra. Christina.


O diagnóstico 

Claro que receber o diagnóstico para câncer não é uma notícia fácil, mas a psicoterapia ajuda – e muito – a enfrentar o medo e a encarar a situação com outro olhar, sem julgamentos.

Vivenciar um processo de adoecimento pode desviar o paciente de sua rotina, assim como ocasionar sentimentos confusos e muita incerteza. É uma vivência marcada pela subjetividade e assim não há o ‘certo e o errado’ em como o paciente está se sentindo”, aconselha.

O medo da morte é um pensamento frequente em pacientes diagnosticados com câncer. “Durante muito tempo, a palavra câncer significava ‘morte’, e felizmente hoje não é mais assim. A evolução dos tratamentos oncológicos, técnicas cirúrgicas e de todas as especialidades que atuam junto ao paciente que recebe o diagnóstico de câncer vêm desmistificando essa ‘sentença’”, diz.

O importante é que haja um momento acolhedor e seguro para o paciente falar sobre o que desejar de forma confortável.

O psicólogo está ali, presente, para acompanhar o movimento emocional do paciente, e conversar sobre o que lhe aflige. A dica que posso dar nesta hora é: dê atenção aos sentimentos que se fazem presentes nesta fase inicial do diagnóstico. Podem surgir questionamentos sobre várias coisas... Se sentir que o enfrentamento está difícil, não hesite em procurar suporte psicológico”.

Você conhece nosso Serviço de Psicologia do Departamento de Saúde Mental? Desde 1997, realizamos um trabalho pioneiro: levar atendimento psicológico e psiquiátrico aos pacientes com câncer.

Foto perfil da Dra. Christina Haas Tabaray
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Gosto muito da minha profissão. O que me move é saber que, de alguma maneira por meio da psicoterapia, há um encontro ‘consigo mesmo’, um diálogo interno do paciente com suas emoções e, assim, uma evolução emocional que possibilita viver melhor
Christina Haas Tabaray, head de Serviço de Psicologia do Departamento de Saúde Mental

Dia Nacional da Saúde (5/8): A urgência que o câncer nos impõe

Linha Fina

Fora o impacto na qualidade e na expectativa de vida das pessoas, o câncer atinge todas as classes sociais e afeta fortemente a economia. Avançamos no tratamento, mas pouco evoluímos na prevenção e no cuidado com os sobreviventes

Artigo assinado pelo Doutor Victor Piana de Andrade, Diretor Geral do A.C.Camargo, e publicado originalmente na revista Veja


Cientistas da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), baseados em Lyon, na França, estimam um aumento de 100% de novos casos por ano no mundo entre 2020 e 2070 – de 17 milhões para 34 milhões ao ano. 

Quanto menor o índice de desenvolvimento humano do país, mais graves tendem a ser os casos.

Atribuímos essa tendência ao envelhecimento das populações e aos já conhecidos fatores de risco, como obesidade, sedentarismo, dieta desequilibrada, fumo, álcool, excesso de sol, infecções etc. Devo ressaltar que a adoção de hábitos saudáveis e a vacinação podem evitar até 40% dessa tragédia.

Nossa população envelhece em alta velocidade: levamos só 21 anos para elevar de 7 para 14% o percentual de pessoas acima de 65 anos no Brasil. 

A obesidade cresce na mesma potência. Em contrapartida, a vacinação para o HPV, ligado a tumores como os de colo de útero, e o rastreamento de diversos tipos de câncer não avançam. 

Esse é o cenário que fará o Brasil provavelmente mais do que dobrar a incidência atual de 625 mil casos por ano até 2070. O câncer colorretal é o exemplo mais dramático. Associado ao excesso de peso, à alimentação não balanceada e ao sedentarismo, deve se expandir 200%. 

Há muita desigualdade entre as cinco regiões do país quanto aos tipos e ao estadiamento dos tumores diagnosticados. As ações, portanto, precisam ser personalizadas. Informação, políticas públicas e protocolos adaptados a cada região, assim como a capacitação técnica dos profissionais e o foco em tecnologias custo-efetivas de rastreamento e tratamento, salvariam muitas vidas se somados aos planejamentos e aos recursos do Estado e das empresas privadas. 

Essas vidas salvas, se reabilitadas física e mentalmente, continuariam produtivas para a sociedade, em vez de reduzir a massa de trabalhadores ativos.

O câncer mata todos os anos mais do que a pandemia de Covid-19. A economia brasileira perdeu 4,6 bilhões de dólares em 2012 como efeito direto das mortes precoces pelo câncer. Mas o que vem pela frente pode inviabilizar o sistema de saúde e a previdência social. Como na Covid-19, precisamos nos unir contra o inimigo.

Pelo bem da nossa sociedade, é fundamental definirmos onde e como investir tempo e recursos: prevenção, detecção precoce, tratamento custo-efetivo e reabilitação dos sobreviventes. E identificarmos as áreas carentes de infraestrutura e profissionais a fim de melhorar a assistência e evitar redundâncias injustificadas pelos dados epidemiológicos.

Está em nossas mãos criar um novo ecossistema público-privado e estabelecer uma agenda responsável pelo antes, o durante e o depois do câncer. O tempo urge, e conhecimento não nos falta. Os pacientes e a sociedade como um todo agradecem. Nossa consciência e atitude podem evitar a tragédia anunciada.


Para saber mais sobre o tema, assista à entrevista do Doutor Victor Piana para o podacast Rádio Cancer Center: 

 

Doutor Victor, branco, de terno
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Atribuímos à tendência ao envelhecimento das populações e aos fatores de risco como obesidade, sedentarismo, dieta desequilibrada, fumo, álcool, excesso de sol etc. Mas a adoção de hábitos saudáveis e a vacinação podem evitar até 40% dessa tragédia.
Doutor Victor Piana de Andrade, Diretor Geral do A.C.Camargo

Podcast Rádio Cancer Center #63 - "Como diagnostiquei e curei um câncer de cabeça e pescoço"

Linha Fina

Ouça este episódio e inspire-se com história de nossa paciente

O câncer de cabeça e pescoço é um dos mais comuns mundo afora.

No meio de uma pandemia, ele acometeu a jornalista Maria Cleidejane Esperidião. Foram tumores na amígdala e no pescoço, sendo que agora ela faz apenas consultas para acompanhamento.

Aqui, Maria fala como diagnosticou e tratou no A.C.Camargo, onde fez quimioterapia e cirurgia robótica.

Ela também dá dicas de como detectar um câncer de forma precoce e convoca as pessoas a adotarem hábitos de prevenção para evitar um eventual tumor.   

Saiba tudo neste podcast:
 

 

Se preferir, ouça este podcast em nossos agregadores de streaming: Spotify, SoundCloud, Google Podcasts e Deezer.