Montagem com as fotos dos convidados do Next: Nelson Teich, Dr. Victor Piana e Marcia Makdise

Custo-efetividade em oncologia: criando modelos assistenciais baseados em valores

Publicado em: 26/06/2021 - 15:06:57
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Novos padrões para gestão de instituições de saúde é tema da sessão “Custo-efetividade em oncologia” do Next Frontiers to Cure Cancer 2021 do A.C.Camargo Cancer Center

Custo-efetividade é um tema recorrente quando se fala sobre administração e gerenciamento de hospitais e instituições de saúde. Mas e quando o assunto é especificamente câncer, uma doença cujo tratamento e diagnóstico pode ter valores financeiros bastante consideráveis?

Nelson Teich, médico oncologista e ex-ministro da saúde, foi um dos palestrantes da mesa “Modelos assistenciais baseados em valor: viabilidade, sustentabilidade e resultados”, e falou sobre o assunto. Ele ressaltou a necessidade de acompanhar a evolução da saúde não somente na parte da tecnologia e gestão institucional. É preciso gerir o sistema como um todo.

"Quando falamos de oncologia, temos grandes desafios, pois cada caso é um caso e é preciso encontrar a combinação ideal de tratamento e diagnóstico. Isso demanda estratégia, planejamento e trabalho de informação", explica Nelson Teich.

Ele explicou também que, em suas experiências profissionais recentes, atuou com pareceres em oncologia e incorporação tecnológica, como uma "agência de inteligência" dentro da instituição de saúde. "Percebemos que, sem um trabalho de análise, a locação de gastos é destinado para o que é mais rentável, quando deveríamos focar na necessidade de sociedade no momento", diz.

Custo-efetividade em oncologia

O principal problema do modelo praticado pela maioria hoje é o custo de oportunidade, segundo Teich. "Quando não temos certeza, as escolhas não são feitas. Então, começamos a atuar sob demanda, o que não é sustentável. O gestor de saúde tem que trabalhar com o que tem em suas mãos", explica.

Marcia Makdisse, médica cardiologista e consultora na MAK Valor, destacou a importância de medir desfechos clínicos como forma de se manter o custo-efetividade de uma instituição.

"Por exemplo, o registro de novas drogas contra o câncer deve ser aprovado com base em seu valor clínico, pois terapias com pequenos efeitos sobre os desfechos custam basicamente o mesmo que outras que conferem melhora significativa", explica.

Makdisse também comenta sobre a competição no setor de saúde, que, na opinião da especialista, é "demasiado amplo e restrito": "os rankings de melhores hospitais que vemos têm como base somente 15% da experiência do paciente e 30% de KPIs médicos dos hospitais. Isso é efetivo para o nosso paciente?", questiona.

Desfecho clínico

O que importa para o paciente também foi debatido na sessão. "Quais desfechos devemos medir? A sobrevida, desfechos substitutos (biomarcadores) e reportados são fundamentais para equilibrar as necessidades do paciente com o custo-efetividade da instituição”, diz.

Confira a cobertura completa do Next Frontiers to Cure Cancer 2021 e conheça as principais novidades e destaques do maior congresso sobre câncer da América Latina.

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