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Câncer de mama, estudos e seus achados

 
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Câncer de mama, estudos e seus achados

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Confira os resultados promissores de três publicações realizadas pelos especialistas A.C.Camargo Cancer Center

Câncer de mama, o tipo de tumor que mais acomete mulheres no Brasil – está atrás do câncer de pele não melanoma.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para 2020 são estimados 66.280 novos casos.

Além de atuar em diagnóstico e tratamento no Centro de Referência em Tumores de Mama, que proporciona uma visão 360º do cuidado, o A.C.Camargo é um Cancer Center por se dedicar às pesquisas, caso destas a seguir, que acabam de ser publicadas por médicos e cientistas da Instituição. 


Câncer de mama e radioterapia intraoperatória

O estudo Intraoperative Breast Radiotherapy: Survival, Local Control And Risk Factors for Recurrence (Radioterapia Intraoperatória da Mama: Sobrevida, Controle Local e Fatores de Risco para Recorrência) partiu do princípio que a irradiação total da mama reduz a recorrência locorregional e o risco de morte em pacientes submetidas ao tratamento conservador. 

Os dados conhecidos mostravam que essa radiação, quando implementada apenas no quadrante, pode ser suficiente em determinadas mulheres.

A intenção do trabalho foi relatar a experiência com a radioterapia intraoperatória – feita durante o procedimento cirúrgico, depois que o tumor foi retirado – com feixe de elétrons no acelerador linear. Outro foco era mostrar os resultados na sobrevida global, no controle local e na toxicidade tardia das 147 pacientes submetidas ao tratamento.

Os resultados, que foram publicados na revista científica Reports of Practical Oncology & Radiotherapy, evidenciaram que a sobrevida global da coorte em cinco anos, no acompanhamento médio e em dez anos, foi de 98,3%, 95,1% e 95,1%, respectivamente.

Já o controle local em cinco anos, no acompanhamento médio e em dez anos, foi de 96 %, 94,9% e 89,5%, respectivamente. Dois grupos de risco foram identificados para recorrência local, dependendo dos receptores de estrogênio ou progesterona.

Conclusão: a radioterapia intraoperatória é um tratamento seguro e eficaz, mas a seleção rigorosa é importante para alcançar grandes resultados de controle local.


Quimioterapia neoadjuvante e ressonância magnética

Outra pesquisa merece destaque: Diffusion-Weighted Magnetic Resonance Imaging of Patients with Breast Cancer Following Neoadjuvant Chemotherapy Provides Early Prediction of Pathological Response - A Prospective Study (Ressonância Magnética Ponderada por Difusão de Pacientes com Câncer de Mama após Quimioterapia Neoadjuvante Fornece Previsão Precoce de Resposta Patológica - Um Estudo Prospectivo).

Seu objetivo foi avaliar a capacidade da ressonância magnética ponderada por difusão para predição precoce da resposta patológica em 62 pacientes com câncer de mama, todas elas submetidas à quimioterapia neoadjuvante – realizada antes da cirurgia. 

A ressonância magnética foi feita antes do início do tratamento, após o primeiro ciclo de quimioterapia neoadjuvante e após a conclusão da quimioterapia neoadjuvante. 

A conclusão, apresentada no periódico Scientific Reports, é de que a resposta patológica completa na coorte, após a quimioterapia, precede a redução no tamanho do tumor na ressonância magnética convencional. Portanto, pode ser usada como um preditor precoce de resposta ao tratamento.


Mulheres jovens brasileiras

Já o Journal of Global Oncology destacou mais um trabalho dos especialistas do A.C.Camargo, intitulado Advanced Stage at Diagnosis and Worse Clinicopathologic Features in Young Women with Breast Cancer in Brazil: A Subanalysis of the AMAZONA III Study [GBECAM 0115] (Estágio Avançado no Diagnóstico e Piores Características Clínico-Patológicas em Mulheres Jovens com Câncer de Mama no Brasil: uma Subanálise do Estudo AMAZONA III [GBECAM 0115]).

O câncer de mama em mulheres jovens é menos comum e tende a apresentar características mais agressivas. Para entender e caracterizar melhor esse cenário no Brasil, foi feita essa subanálise do estudo AMAZONA III, que mapeou 2.888 pacientes diagnosticadas em 22 cidades entre janeiro de 2016 e março de 2018.

Dessas 2.888 mulheres, 486 (17%) tinham 40 anos de idade ou menos. Estas tinham maior nível educacional. A maioria estava empregada e era casada.

Tais pacientes jovens tinham casos mais sintomáticos. Também apresentaram mais frequentemente tumores em estágio III e subtipos HER-2 positivos, luminal B e triplo-negativos.

Resultados: mulheres brasileiras com menos de 40 anos apresentam características clínico-patológicas desfavoráveis na hora do diagnóstico do câncer de mama, com subtipos mais agressivos e estágio mais avançado quando comparadas às mais velhas. 

Como essas diferenças não são explicadas por desequilíbrios socioeconômicos ou étnicos, as causas de maior prevalência entre mulheres jovens no Brasil merecem investigações adicionais.

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