Mamografia: tire todas suas dúvidas Pular para o conteúdo principal

Tudo sobre mamografia

 

Tudo sobre mamografia

A mamografia é um exame radiológico, como um raio-X, que serve para a visualização do tecido interno da mama, algo fundamental para se fazer o diagnóstico de um câncer.

O exame é de vital relevância, já que o câncer de mama é muito comum entre as mulheres: a estimativa é de 66.280 novos casos para este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Mulheres com menos de 40 anos não têm necessidade de se submeter a uma mamografia de rotina, a não ser que haja alto risco de tumores hereditários em suas famílias.

Nesta página, você encontra todas as informações necessárias sobre a mamografia: são 19 perguntas e respostas, um podcast e um vídeo que têm a ver com o câncer de mama, além de um livro digital gratuito (e-book) e até mesmo um box ao final com informações sobre o Programa de Navegação do A.C.Camargo, que guia a paciente por toda a jornada na Instituição.

Confira a seguir:

Ícone de uma mama

Entendendo a mamografia

É um exame radiológico, como um raio-X, para a visualização do tecido interno da mama, essencial para o diagnóstico de um tumor mamário. 

A mamografia, que é um exame simples, consegue detectar nódulos nos seios antes mesmo de serem palpáveis. Para confirmar o diagnóstico, normalmente, é necessário fazer uma biópsia, que mostra se o tumor é benigno ou maligno.

A mama é posicionada entre as duas placas do mamógrafo, que emite raios-X para gerar as imagens. 

Como há a necessidade de se comprimir a mama para garantir uma boa qualidade, o exame pode ser um pouco desconfortável, sobretudo se for feito logo antes do período menstrual – pense nisso na hora de agendar a mamografia.

A mamografia, como forma de rastreamento do câncer, é indicada anualmente para mulheres acima dos 40 anos, como recomendação da nossa Instituição e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). O Ministério da Saúde recomenda a cada dois anos entre os 50 e 69 anos. 

Abaixo dos 40 anos, a mamografia pode ser indicada para mulheres com suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico, em caso de nódulos palpáveis e se o médico determinar essa necessidade.  

Geralmente, sim, mas depende da percepção de dor de cada pessoa.

Para fazer o exame, é necessário comprimir a mama e algumas pacientes sentem dor, enquanto outras, não.

Quando a paciente tem a mama muito densa ou já fez uma biópsia do tecido mamário, o médico poderá solicitar exames complementares, como a ultrassonografia.

Nessas situações, o exame complementar é usado tanto para ter um diagnóstico mais preciso quanto para a definição do melhor procedimento para conter a evolução do tumor.

No A.C.Camargo, em caso de mama densa, é parte do protocolo fazer a ultrassonografia complementar de rotina.

Essa é uma dúvida comum que surgiu devido a algumas fake news. Isso é um mito, pois a mamografia não causa câncer de tireoide.

O Colégio Brasileiro de Radiologia esclarece que não há necessidade do protetor. A quantidade de raios-X liberada pelo mamógrafo é muito pequena e é segura. 

Sim. O silicone não prejudica o resultado da mamografia, que, por sua vez, também não causa nenhum risco para a paciente ou danos à prótese.

Vídeo: prevenção e diagnóstico precoce no câncer de mama


 
Ícone de uma mama

No dia do exame

No dia do exame, lave a região das mamas e axilas somente com água e sabonete. Não use nenhum outro produto, como desodorante, talco, creme, colônia, entre outros.

Não é necessário fazer jejum.

Lembre-se de trazer exames anteriores da região analisada, caso já tenha feito anteriormente.

Geralmente, a mamografia dura entre 15 e 25 minutos.

Sim, não há problemas.

No entanto, é recomendado evitar a semana que antecede a menstruação. Como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores.

•    Programe a sua mamografia: evite a semana que antecede a menstruação, pois, como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores. Por isso, dê preferência para fazer o exame após o ciclo menstrual.
•    Pacientes com mamas muito sensíveis podem conversar com o médico: ele pode indicar um analgésico para tomar antes do exame para aliviar a dor.
•    Alguns alimentos podem tornar a mama mais sensível: por isso, se você percebe que tem maior sensibilidade nas mamas quando ingere café, chocolate, bebidas energéticas ou outros alimentos com cafeína, evite-os próximo da data do seu exame. 
•    Tente relaxar: com uma postura tensa, os músculos do peitoral podem ficar contraídos e tornar o exame mais dolorido. Respire fundo e tente manter a postura ereta, com ombros e braços relaxados.
•    Fique de olho na sua posição: qualquer movimentação pode interferir na captura da imagem e, se for necessário, o técnico pode pedir para repetir a mesma posição.

Normalmente, não há recomendações ou cuidados específicos depois do exame – você pode ir embora normalmente. 

É possível que seja solicitada uma biópsia ou um ultrassom das mamas para complementar a mamografia.  
 

Ícone de uma mama

Dúvidas comuns

A mamografia é insubstituível, assim como os outros exames de rastreamento.

Já o autoexame feito de forma periódica, por vezes mensal, não tem sido mais indicado pelas diretrizes internacionais. Motivo: muitas mulheres acabam deixando de fazer a mamografia porque acham que o autoexame é suficiente, fora que aumenta muito a dúvida e os casos falsos positivos.

O importante é o autoconhecimento: é importante que a mulher conheça a própria mama e possa identificar sinais de alerta fora do momento em que sua consulta estaria programada. 

Mulheres com menos de 40 anos não têm indicação de exames de mamografia de rotina, exceto se tiverem famílias com alto risco de tumores hereditários. Sendo assim, conhecer as mamas é fundamental e o médico poderá ser consultado em caso de dúvida.

Quando a mamografia não detecta um tumor e a mulher descobre que tem um câncer algum tempo depois, chamamos isso de tumor de intervalo. Por definição, tumor de intervalo é o câncer de mama que é diagnosticado no período entre mamografias em um local com rastreamento organizado. 

Como existem no mundo algumas recomendações para periodicidade de rastreamento diferentes, essa própria definição pode variar a cada caso.

Por exemplo, no Brasil, temos recomendação de mamografia anual pela Sociedade Brasileira de Mastologia e bianual pelo Ministério da Saúde. Se uma paciente faz rastreamento anual, o tumor de intervalo é aquele que aparece em um período menor que 12 meses (entre mamografias).

Se a paciente faz rastreamento bianual, o tumor de intervalo é o que aparece em um período menor que 24 meses (entre mamografias). 

Porém, os tumores de intervalo são incomuns e acontecem em torno de 0,5 a 1,2 casos por cada 1.000 mamografias realizadas, conforme dados internacionais.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a mamografia deve ser feita em torno de quatro semanas após a mulher receber a segunda dose da vacina contra a covid-19. 

A explicação é que a ação imunológica da vacina poderia atrapalhar o resultado desse exame de rastreamento para o câncer de mama, pois alguns imunizantes ativam linfonodos no corpo e poderiam causar uma reação adversa chamada linfonodopatia na axila. 

Os linfonodos são pequenos nódulos que temos espalhados pelo corpo e atuam como filtros do nosso organismo. Apesar de ser mais comuns na região cervical, axilas e virilha, eles estão pelo corpo todo e, quando identificam algo que pode fazer mal ao organismo, os linfonodos produzem anticorpos. Quando produzem esses anticorpos, os linfonodos aumentam de volume – são as populares “ínguas”. 

Ou seja, os linfonodos crescem de tamanho quando estão frente a um processo inflamatório e/ou infeccioso, mas também crescem quando se trata de um câncer. Por isso, é preciso um intervalo entre a vacina e a mamografia para que os sinais não se confundam.  

De qualquer forma, o importante é que a paciente converse com seu médico sobre o melhor momento de fazer a mamografia.

Não existe rastreamento para câncer de mama em homens, por ser uma doença rara.

Porém, a mamografia é recomendada quando o paciente apresenta queixa como caroço na mama, secreção ou inchaço próximo do mamilo e dor unilateral. 

Ícone de uma mama

Mamografia com tomossíntese

É um exame feito por um equipamento semelhante a um mamógrafo convencional e com o mesmo tipo de compressão de mama.

A tomossíntese é um método de imagem que permite a visualização da mama em 3D, com “fatias” de imagem de 1mm, o que possibilita melhor visualização das estruturas da mama.

A tomossíntese é indicada para mulheres com mamas muito densas ou em caso de dúvida diagnóstica.

Não é um procedimento usado nos exames de rotina ou de rastreamento, pois utiliza uma dose de radiação maior que a mamografia convencional.

Não, pois a mamografia com tomossíntese é feita da mesma forma que o exame convencional. É aplicada uma compressão menor e, por isso, tende a doer menos.

Programa de Navegação: acolhimento e redução na ansiedade das pacientes

O Programa de Navegação do A.C.Camargo, que começou com as pacientes de mama em 2018, detalha para a paciente toda a jornada que ela vai trilhar na Instituição.

Os enfermeiros navegadores são profissionais de enfermagem especialistas em oncologia, que conduzem e acolhem a paciente.

Eles ajudam a desmistificar os medos da paciente, desde os exames de diagnóstico, como a mamografia, até o tratamento. Ele é o elo entre a paciente e a equipe assistencial e desenvolve um trabalho fundamental para melhorar os resultados do tratamento contra o câncer.

Estes profissionais fazem um acompanhamento ativo de todas as etapas do tratamento, como, por exemplo, checar resultados de exames e adiantar consultas, se preciso. Os navegadores também mantêm contato remoto com o paciente, por telefone e por e-mail.

Os resultados do programa são muito positivos: em pesquisa de satisfação aplicada às pacientes com câncer de mama, 91% se sentiram acolhidas durante a navegação, 87% relataram aumento da segurança e 82% reportaram redução na ansiedade.

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