Exames

Você sabe se tem pólipos no intestino? Isso importa na prevenção do câncer

Linha Fina

Em artigo publicado na Veja, Dr. Victor Piana de Andrade, CEO do A.C.Camargo, explica o que está por trás do câncer colorretal, doença que aparece cada vez mais em jovens, mas pode ser rastreada e evitada

"O câncer colorretal nos desafia porque é um tumor de instalação lenta, mas que continua matando muita gente. A doença, que surge a partir de um pólipo no intestino, cresce anos silenciosamente sem dar sintomas, até que episódios de diarreia, sangramento nas fezes e dores começam a chamar a atenção.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o quinto tumor mais diagnosticado (40 mil casos por ano) e o quarto que mais mata no Brasil (9 mil mortes por ano). Ele afeta todas as classes sociais, mas aparece em maior frequência em homens do que em mulheres e também em regiões mais desenvolvidas, onde há maior consumo de alimentos processados. O envelhecimento e maus hábitos alimentares levam a projeções de crescimento acelerado na incidência e na mortalidade pela doença.

Para entender sua origem, tenhamos em mente que o intestino é um órgão tubular e oco, com 6 metros de comprimento, cuja extensão final de 1,5 metro até a borda anal é chamada de cólon. O órgão é revestido internamente de uma camada de células que têm múltiplas funções, como participar da digestão e da absorção dos nutrientes (e de água) e da secreção de muco, que facilita o trânsito intestinal.

Ali também ficam células do sistema imune, que convivem com a nossa flora intestinal e reagem a vírus e bactérias estranhas. Alimentos ricos em fibras como frutas e verduras promovem o equilíbrio desse microambiente, enquanto alimentos ricos em gorduras saturadas, carne processada, corantes, álcool, produtos químicos, antibióticos e cigarro modificam o equilíbrio da microbiota.

A exposição prolongada a esses fatores de risco provoca mutações no DNA das células do intestino, desencadeando uma proliferação celular anormal, fenômeno que leva à formação dos pólipos. Eles são elevações na parte de dentro do cólon.
Uma analogia para compreender os pólipos é imaginar como se fossem cogumelos nascendo em meio a um gramado verde e plano. O cogumelo pode crescer, com a base mais larga ou estreita, a ponto de obstruir a luz do intestino e gerar sintomas como diarreia persistente, constipação, alteração na cor e na espessura das fezes… E parte desses pólipos pode se quebrar e sangrar ou induzir a produção excessiva de muco.

Por isso conhecer seus hábitos intestinais e observar com regularidade como estão suas fezes é tão importante. Qualquer anormalidade, ainda mais se não for passageira, justifica uma consulta médica.

Mais grave ainda é a profundidade do pólipo no intestino, quando ele ultrapassa os limites superficiais. Agora estou falando de formações que passam pela parede do intestino e comprometem linfonodos (gânglios linfáticos), vasos sanguíneos e outros órgãos nas redondezas.

Nessa fase, o câncer pode se disseminar para outras áreas do organismo, tornando o tratamento mais difícil e sofrido para o paciente. Em geral, precisamos recorrer a sessões de quimioterapia e outras estratégias mais caras e prolongadas.

Antecipando-se ao perigo

Os sinais e sintomas do câncer colorretal descritos acima estão presentes em 70 a 95% dos casos em estágio mais avançado. Sangramentos nas fezes devem ser investigados imediatamente. Não se pode assumir que é apenas uma hemorroida, por exemplo; muitas vezes, nessas circunstâncias, semanas ou poucos meses separam uma lesão cancerosa curável de uma incurável.

Assim, para prevenir essa doença séria, devemos promover um ambiente saudável para as células do intestino, o que inclui uma alimentação mais natural e fresca, rica em fontes de fibras, e realizar exames periódicos para flagrar e extrair eventuais pólipos formados ao longo da vida.

Um em cada sete casos de câncer colorretal ocorre antes dos 50 anos de idade, e a incidência em pacientes jovens vem crescendo. Nas últimas três décadas, o surgimento da doença antes dos 50 anos subiu 45%, sendo que entre 10 e 20% dos casos são atribuídos a uma origem hereditária, e o restante a fatores de risco comportamentais e ambientais, aos quais estamos nos expondo cada vez mais precocemente.

Nas grandes cidades, principalmente, o sedentarismo, a obesidade e o consumo de alimentos processados, ricos em gordura saturada, são vistos com frequência entre crianças e adolescentes.

A colonoscopia é o exame que possibilita olhar com uma lupa o tapete de células intestinais em busca de alterações suspeitas. Deve ser feita em qualquer indivíduo a partir dos 45 anos de idade. Daí em diante a frequência de repetição do exame vai depender do que se encontra inicialmente.

Pessoas com história familiar de câncer colorretal devem iniciar a rotina de colonoscopia mais cedo, antes dos 45 anos. Os pólipos precisam ser retirados e enviados para análise pelo patologista. É no microscópio que se avalia o grau de anormalidade (atipia nuclear) das células, o que irá definir os intervalos da colonoscopia a cada cinco anos, três anos ou menos, a depender dos achados e dos fatores de risco individuais.

Esses pólipos podem ser pequenos, com alguns milímetros, ou já representarem lesões de vários centímetros. Enquanto não invadirem as camadas mais profundas da parede intestinal, o tratamento será sua retirada na própria colonoscopia ou por meio de uma cirurgia, com amplo potencial curativo.

Quanto mais pólipos forem encontrados e eliminados, melhor para a prevenção. Se a formação for grande, será necessário estudar com detalhe seus troncos e partes mais profundas ao microscópio para determinar se houve ou não invasão dos tecidos (algo que às vezes tem de ser feito no hospital).

Saiba, porém, que um pólipo de alguns milímetros pode levar anos (até mais de uma década) para progredir e virar um câncer avançado. Percebe o papel dos exames?

Atenção à colonoscopia

A colonoscopia é um exame eficaz e seguro. Complicações são observadas em um em cada mil exames. O procedimento requer um preparo para se esvaziar completamente o intestino no dia anterior, e os equipamentos só existem em hospitais ou clínicas especializadas. A capacidade dos profissionais de procurar, biopsiar e retirar os pólipos no exame fazem diferença.

Um bom colonoscopista está preocupado em encontrar o maior número de pólipos possível para personalizar a prevenção. Até mesmo algoritmos de inteligência artificial têm sido investigados para aumentar a detecção dessas pequenas estruturas nas colonoscopias. É importante saber se você tem pólipos, quantos e de quais tipo. Eles dão um retrato do seu risco de câncer colorretal.

A questão é que a desinformação, a vergonha, o preconceito e a falta de acesso associados à colonoscopia dificultam a ampla implementação do exame na população, o que contribui para a alta mortalidade pela doença.

Uma alternativa mais simples e barata, mas não tão eficaz, de rastrear a enfermidade é a pesquisa de sangue no exame de fezes. Se há sangue nas fezes, pode ser que exista alguma lesão relevante e a colonoscopia deve ser realizada a seguir. Se o resultado for negativo, há uma probabilidade muito menor que exista algo preocupante. Só que esse exame não diferencia lesões precoces de avançadas nem ajuda a estabelecer o risco individual para o futuro.

Há poucas semanas, um estudo conduzido em países europeus e publicado no respeitado periódico The New England Journal of Medicine questionou a validade da colonoscopia como método de rastreamento populacional. Nessa análise, a redução da mortalidade em dez anos foi de 18%, muito abaixo do que havia sido mostrado por trabalhos anteriores.

Os resultados foram amplamente questionados pela comunidade científica e sociedades de especialistas porque:
1) menos da metade dos indivíduos convidados a fazer colonoscopia compareceu ao exame;
2) o número de pólipos encontrados nos exames foi abaixo dos 25% considerado adequado para colonoscopistas experientes.

Assim, a comunidade médica continua recomendando a colonoscopia por se tratar de um método efetivo de rastreamento, sobretudo quando o paciente comparece, o preparo é adequado e o profissional, experiente. Mas também reconhece a dificuldade de implementá-la em nível populacional.

Progressos no tratamento

Os tratamentos do câncer colorretal evoluíram, tanto os cirúrgicos, que estão menos invasivos, como os medicamentos de uso sistêmico, mais inteligentes e direcionados de acordo com as características moleculares do tumor. A radioterapia também está mais precisa e menos tóxica.

No entanto, sabemos que são tratamentos que trazem desconforto e impactos sociais quando a doença se encontra avançada. O fato é que mesmo pacientes com câncer metastático (quando já se espalhou para outras regiões) ganharam sobrevida com esses progressos. Buscamos agora protocolos terapêuticos que adicionem mais qualidade de vida à balança e evitem cirurgias quando elas não oferecem tantos benefícios.

Ponto pacífico é melhorar a prevenção e o rastreamento dos tumores intestinais. Por ora, o cenário ideal contempla detectar mais cedo e mais frequentemente os pólipos para não pegarmos tantos casos em estágio adiantado. A mudança de hábitos alimentares também ajuda a salvar vidas.

No futuro, talvez seja possível usar outros métodos, como exames de sangue ou exames de imagem menos invasivos, para o rastreamento.

Aos gestores e responsáveis pelas políticas de saúde, fica o convite para entendermos os motivos na falha do rastreamento, mesmo quando os exames são acessíveis, e expandir o número de brasileiros avaliados, além do estímulo a um padrão alimentar mais saudável, o que passa por incentivos à cadeia de alimentos naturais e frescos e à redução no consumo de comida processada.

Retomando, o câncer colorretal progride silenciosamente por anos e não podemos esperar pelos sintomas para agir. Precisamos sensibilizar as pessoas e o sistema a fazer mais rastreamentos com colonoscopia e a combater fatores de risco como má alimentação e obesidade.

Não fazer nada nos levará a assistir a uma escalada na incidência e na mortalidade da doença no Brasil."

Saúde do homem: os exames que ele deve fazer aos 30, 40 e 50 anos para diagnosticar um câncer de forma precoce

Linha Fina

Neste infográfico, veja os testes de rastreamento essenciais que têm de ser realizados – divididos por idade

A saúde do homem merece atenção. Além de manter hábitos saudáveis como alimentação equilibrada e atividade física, uma forma de proteger se proteger é realizar estes exames que você verá a seguir.

Lembrando que outros testes de rastreamento para um eventual câncer podem ser indicados pelo médico, de acordo com a análise do histórico familiar e as queixas de cada paciente.

Em tempos de Novembro Azul, saiba tudo neste infográfico:
 

infográfico saúde do homem exames

Podcast Rádio Cancer Center #67 - Vigilância ativa para câncer de próstata: quando é melhor "não tratar"

Linha Fina

Ouça este episódio e conheça as novidades e os perfis de pacientes que se encaixam

Vigilância ativa para câncer de próstata, uma decisão que é adotada é vários casos, como contamos no episódio 67 do podcast Rádio Cancer Center.

Nele, o Dr. Victor Espinheira Santos, do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo, fala sobre os casos em que é melhor monitorar um tumor com exames do que partir imediatamente para o tratamento.

O médico também se aprofunda no tratamento do câncer de próstata, cuja estimativa para este ano é de 65.840 novos casos, sendo o segundo tipo de tumor mais comum em homens no Brasil, de acordo com o INCA. 

Em tempos de Novembro Azul, saiba tudo neste podcast:

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Podcast Rádio Cancer Center #66 - Novembro Azul: a nova biópsia transperineal e outras formas de diagnóstico precoce

Linha Fina

Confira o episódio que explica de forma simples e objetiva a importância de detectar cedo um tumor urológico

A biópsia transperineal, que está chegando ao A.C.Camargo Cancer Center, é uma forma mais moderna de se fazer uma investigação de um câncer de próstata.

É o que nos conta o Dr. Éder Silveira Brazão Junior, do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo, na edição 66 do do podcast Rádio Cancer Center.

O médico também aborda as outras formas de se diagnosticar tumores urológicos precocemente, que envolve ter atenção a sinais e sintomas que pedem que você marque uma consulta com um especialista.

Em tempos de Novembro Azul, campanha que reafirma a importância de focar a atenção nos tumores urológicos, saiba mais neste podcast que detalha tudo de forma simples e objetiva:

 

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Câncer de próstata e hiperplasia prostática

Linha Fina

As diferenças existem, mas há sintomas comuns entre essas duas doenças que acometem a próstata, por isso, é importante ficar atento e realizar os exames de rotina

O mês de novembro é marcado por uma série de campanhas de combate e prevenção ao câncer de próstata. Batizado como “Novembro Azul”, o objetivo principal é conscientizar homens em todo o mundo sobre a gravidade da doença.


No Brasil, de acordo com o Instituto nacional de Câncer (INCA), estima-se o diagnóstico de 65.840 novos casos de câncer de próstata em 2022. Esta estatística corresponde a cerca de 63 novos casos para cada 100mil homens. 


Ainda segundo o INCA, o câncer de próstata ocupa a primeira posição no ranking de tipos de câncer que acometem homens no Brasil, sendo: 72,35/100 mil na Região Nordeste, 65,29/100 mil na Região Centro-Oeste,  63,94/100 mil na Região Sudeste, de 62,00/100 mil na Região Sul e de 29,39/100 mil na Região Norte.


Mas você sabe qual é a diferença entre uma próstata inflamada, aumentada ou com câncer?


A próstata tem o tamanho de uma noz e contém pequenas glândulas que produzem sêmen. Ela está localizada abaixo da bexiga e na frente do reto, com a uretra. As diferenças entre o aumento ou câncer são mínimas, por isso, é vital que se procure um médico especialista ao surgir qualquer sintoma.


Próstata aumentada ou inflamada (hiperplasia)


A hiperplasia prostática, ou inflamação e o aumento da próstata, é um crescimento benigno (não sendo um câncer) do tamanho da próstata que atinge cerca de 25% dos homens na faixa dos 40 aos 49 anos. Esse aumento pode comprimir a uretra diminuindo o seu calibre e dificultando – ou até mesmo impedindo – a passagem da urina e causando inúmeros problemas.
Os principais sintomas urinários causados pela próstata inflamada (hiperplasia prostática benigna) são:


•    Dificuldade para começar urinar, jato urinário fraco ou interrompido.
•    Esforço miccional (dificuldade para urinar).
•    Sensação de não esvaziar a bexiga completamente.
•    Gotejamento excessivo após urinar
•    Urinar com mais frequência que o habitual
•    Acordar a noite para urinar (Noctúria)
•    Incontinência urinária
•    Dor suprapúbica


Câncer de Próstata


Nos estágios iniciais, o câncer de próstata, em geral, não apresenta sintomas e, por esse motivo, as visitas anuais ao urologista são fundamentais para a detecção precoce. A dificuldade para urinar pode ser sintoma de câncer que, em geral, já deve estar em fases mais avançadas), mas também da hiperplasia benigna e só um médico pode fazer o diagnóstico correto. Portanto, fique atento aos sintomas e procure seu médico, principalmente se possuir mais de 40 anos.


•    Urinar pouco de cada vez
•    Urinar com mais frequência, especialmente à noite, quando o paciente se levanta várias vezes da cama para ir ao banheiro
•    Dificuldade para urinar
•    Redução da força ou do calibre do jato urinário
•    Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga após urinar
•    Demora para iniciar o ato de urinar
•    Dor ou ardência ao urinar
•    Presença de sangue no sêmen ou na urina
•    Ejaculação dolorosa


Reiteramos que na grande maioria dos cânceres de próstata em fase inicial, que são os com maior taxa de cura e que cujo tratamento causa menos sintomas e tem menores custos, esse tumor não tem sintomas. Os sintomas acima, em geral associadosa hiperplasia beninga, quando causados pelo câncer, em geral decorrer de turmoes mais avnaçados, cujas taxas de cura são menores, os tratamentos tem maior custo e se associam a maiores efeitos colaterais.


Da mesma forma que o câncer de mama, quanto mais cedo for diagnosticado o câncer de próstata, maiores serão as chances de cura.

A.C.Camargo Cancer Center tem adaptações para que pessoas com deficiência façam seus exames com comodidade e segurança

Linha Fina

A tecnologia de ponta dos equipamentos como os mamógrafos e as mesas flutuantes dos raios-x e da densitometria do centro de diagnóstico da Instituição reúnem recursos de acessibilidade que facilitam e garantem a realização do diagnóstico precoce para quem tem limitações de mobilidade

Há 17,3 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, segundo o IBGE.

Por isso, o A.C.Camargo Cancer Center tem equipamentos de alta tecnologia, com adaptações que possibilitam que essas pessoas façam seus exames de rastreamento para um eventual câncer com comodidade e segurança ou mesmo realizem exames que estejam previstos na estratégia de tratamento ou de acompanhamento de um tumor que já foi curado. 


Mamografia para pessoas com deficiência 

O INCA projeta 66.280 novos casos de câncer de mama para mulheres neste ano, e uma das principais formas para se fazer o diagnóstico precoce é a mamografia.

Nossos mamógrafos têm os recursos de acessibilidade necessários para um exame de qualidade e com segurança. Se a paciente for cadeirante, a técnica de radiologia em sala orienta como será realizado o exame e quanto à regulagem da altura e angulação do equipamento – a paciente permanece na cadeira de rodas.
 

Pessoas com deficiência: moça branca sentada na cadeira de rodas com o mamógrafo abaixado


Essa regulagem do mamógrafo também atende às necessidades de pacientes com outras limitações de mobilidade, nanismo, deficiência visual e para os pacientes com deficiência auditiva, a técnica de radiologia orienta o processo de forma lenta e precisa para que o paciente consiga fazer a leitura labial.
 

Pessoas com deficiência: moça branca sentada na cadeira de rodas com o mamógrafo abaixado


Todos nossos exames são avaliados pela equipe de radiologistas mamários presentes no setor e caso necessário, poderão ter complementações de acordo com a conduta médica.

Podemos providenciar uma cadeira para que todos esses pacientes fiquem bem acomodados durante o exame.


Raios-x com mesa elevatória e flutuação

Há ainda equipamentos de raios-x e densitometria óssea com a chamada mesa flutuante, que permite posicionar o paciente conforme a lateralidade desejada (esquerda ou direita), sem a necessidade de movimentá-lo na mesa.
 

Pessoas com deficiência: moça branca sentada na cadeira de rodas ao lado da mesa de raio-x


A mesa flutuante também possui recurso de elevação para cima e para baixo. Tudo isso facilita a realização de exames para pacientes cadeirantes, com mobilidade reduzida, nanismo – há uma pequena escada para que ele suba à mesa, com o apoio da equipe técnica –, ostomizados e com deficiências visual e auditiva.

Todos são devidamente orientados em sala pelo técnico de Raios-x sobre a realização do seu exame, quando necessário, solicitamos a presença do acompanhante na sala, sempre paramentado com os EPIs de segurança, para que ajude no transporte do paciente para a mesa, com o auxílio do técnico de radiologia.


Fonte: Simone Banna, supervisora de radiologia do A.C.Camargo 

Mitos e verdades sobre a mamografia

Linha Fina

Confira as principais dúvidas ao redor deste importante exame, que ajuda a detectar o câncer de mama

A mamografia é um procedimento não invasivo que pode diagnosticar precocemente o câncer de mama, aumentando as chances de cura.

Por isso, é muito importante se informar bem sobre esse exame e sua importância. Confira alguns mitos e verdades sobre o assunto, esclarecidos pelo Dr. Renato Cagnacci Neto, mastologista do A.C.Camargo Cancer Center. 


Posso fazer a mamografia menstruada.

Verdade. Mas é recomendado evitar a semana que antecede a menstruação. Como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores.

 

A radiação da mamografia faz mal para a saúde.

Mito. Este exame utiliza raios-X em quantidade tão pequena que não faz mal. Abaixo dos 30 anos, é recomendado fazer apenas em caso de suspeita de nódulo na mama.

 

A mamografia deve ser feita por todas as mulheres

Verdade. Para rastreamento do câncer de mama, o ideal é que todas as mulheres, ao menos em uma etapa da vida, façam a mamografia periodicamente. A equipe do A.C.Camargo Cancer Center e a Sociedade Brasileira de Mastologia recomendam fazer anualmente a partir dos 40 anos de idade. O Ministério da Saúde recomenda a cada dois anos entre os 50 e 69 anos de idade.

 

Dói para fazer a mamografia.

Verdade. Mas depende da percepção de dor de cada pessoa. Para fazer o exame, é necessário comprimir a mama e algumas pacientes sentem dor, enquanto outras, não.

 

Quanto maior a mama, maior a dor ao fazer o exame.

Mito. Isso depende da tolerância de cada pessoa para dor.

 

Qualquer mulher pode fazer mamografia com tomossíntese. 

Verdade. A tomossíntese é indicada para mulheres com mamas muito densas ou em caso de dúvida diagnóstica. Não é um procedimento usado nos exames de rotina ou de rastreamento, pois utiliza uma dose de radiação maior que a mamografia convencional.

 

A tomossíntese dói muito mais para fazer do que a mamografia comum. 

Mito. A mamografia com tomossíntese é feita da mesma forma que o exame convencional. É aplicada uma compressão menor e, por isso, tende a doer menos.

 

É preciso sempre utilizar protetor de tireoide.

Mito. O Colégio Brasileiro de Radiologia esclarece que não há necessidade do protetor, pois esse exame não prejudica a tireoide. 

 

Mulheres com silicone não podem fazer mamografia.

Mito. O silicone não prejudica o exame, que, por sua vez, também não causa nenhum risco para a paciente ou de danos à prótese.

 

Mulheres com mama densa sempre precisam de exames complementares.

Mito. Os exames complementares, como ultrassom ou tomossíntese, são solicitados caso o médico avalie que a densidade da mama está atrapalhando a avaliação do resultado. No A.C.Camargo Cancer Center, em caso de mama densa, o ultrassom complementar de rotina faz parte do protocolo.

 

Homens também podem fazer mamografia.

Verdade. Mas esse exame é solicitado apenas quando o paciente apresenta alguma queixa, como um nódulo. Não existe rastreamento para câncer de mama em homens, por ser uma doença rara.

Reduza o desconforto da mamografia

Linha Fina

Confira dicas para tornar o exame mais tranquilo

A mamografia é uma das principais formas de detecção precoce do câncer de mama. O exame pode ser incômodo para algumas pacientes, pois é necessário comprimir a mama para conseguir uma boa imagem. Mas, a questão da dor é relativa: enquanto algumas mulheres têm a mama altamente sensível, outras passam pelo exame e sentem apenas um desconforto.

Dra. Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência de Tumores da Mama, dá algumas dicas para tornar a mamografia menos desconfortável. Confira:

  • Programe a sua mamografia: evite a semana que antecede a menstruação, pois, como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores. Por isso, dê preferência para fazer o exame após o ciclo menstrual.

  • Pacientes com mamas muito sensíveis podem conversar com o médico: ele pode indicar um analgésico para tomar antes do exame para aliviar a dor.

  • Alguns alimentos podem tornar a mama mais sensível. Por isso, se você percebe que você tem maior sensibilidade nas mamas quando ingere café, chocolate, bebidas energéticas ou outros alimentos com cafeína, evite-os próximo da data do seu exame. 

  • Tente relaxar. Com uma postura tensa, os músculos do peitoral podem ficar contraídos e tornar o exame mais dolorido. Respire fundo e tente manter a postura ereta, com ombros e braços relaxados.

  • Fique de olho na sua posição. Qualquer movimentação pode interferir na captura da imagem e, se for necessário, o técnico pode pedir para repetir a mesma posição.

  • Prefira roupas com duas peças, como blusa com calça ou saia, pois é preciso ficar nua da cintura para cima, usando apenas o avental fornecido pela equipe de enfermagem.

Indicação da mamografia

A mamografia, como forma de rastreamento do câncer, é indicada anualmente para mulheres acima dos 40 anos, como recomendação da nossa Instituição e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). O Ministério da Saúde recomenda a cada dois anos entre os 50 e 69 anos. Abaixo dos 40 anos, a mamografia pode ser indicada para mulheres com suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico, em caso de nódulos palpáveis e se o médico determinar essa necessidade.  

Em caso de mamas muito densas, o médico poderá solicitar exames complementares, como o ultrassom. Em nossa Instituição, em caso de mama densa, faz parte do protocolo fazer o ultrassom complementar de rotina.


 

Bi-Rads: entenda esta classificação que estima os riscos de um câncer de mama

Linha Fina

Sistema Breast Imaging Reporting and Data System é obtido a partir da realização de exames de imagem como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética

Bi-Rads é um sistema de padronização de laudos de exames de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética), no qual o resultado de cada exame é classificado em uma categoria que determina qual é o risco desse exame evidenciar um câncer de mama.

Sigla para Breast Imaging Reporting and Data System (Sistema de Laudos e Registro de Dados de Imagem da Mama), o sistema Bi-Rads classifica o exame em categorias de 0 a 6. Confira:

Bi-Rads de 0 a 6


Bi-Rads: a ajuda na investigação 

Esse sistema não evidencia o tipo de tumor de mama (se é triplo negativo ou de outro tipo, por exemplo) nem seu potencial de crescimento: ele projeta a chance de ser ou não câncer. 

Com a classificação em mãos após o exame de imagem, seu médico irá definir se existe a necessidade de realizar um outro exame para determinar o diagnóstico. 

Não havendo, a paciente segue sua vida até o ano seguinte, quando deve realizar uma nova mamografia.


A relevância da mamografia

A mamografia é uma das principais formas de detecção precoce do câncer de mama, quando a taxa de cura é muito alta.

O exame é indicado a partir dos 40 anos para todas as mulheres para detectar o câncer em estágio inicial não palpável. 

A mamografia também é recomendada para avaliar eventuais alterações clínicas, como palpação de nódulo ou qualquer modificação nas mamas.

Tudo sobre mamografia

A mamografia é um exame radiológico, como um raio-X, que serve para a visualização do tecido interno da mama, algo fundamental para se fazer o diagnóstico de um câncer.

O exame é de vital relevância, já que o câncer de mama é muito comum entre as mulheres: a estimativa é de 66.280 novos casos para este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Mulheres com menos de 40 anos não têm necessidade de se submeter a uma mamografia de rotina, a não ser que haja alto risco de tumores hereditários em suas famílias.

Nesta página, você encontra todas as informações necessárias sobre a mamografia: são 19 perguntas e respostas, um podcast e um vídeo que têm a ver com o câncer de mama, além de um livro digital gratuito (e-book) e até mesmo um box ao final com informações sobre o Programa de Navegação do A.C.Camargo, que guia a paciente por toda a jornada na Instituição.

Confira a seguir:

Ícone de uma mama

Entendendo a mamografia

É um exame radiológico, como um raio-X, para a visualização do tecido interno da mama, essencial para o diagnóstico de um tumor mamário. 

A mamografia, que é um exame simples, consegue detectar nódulos nos seios antes mesmo de serem palpáveis. Para confirmar o diagnóstico, normalmente, é necessário fazer uma biópsia, que mostra se o tumor é benigno ou maligno.

A mama é posicionada entre as duas placas do mamógrafo, que emite raios-X para gerar as imagens. 

Como há a necessidade de se comprimir a mama para garantir uma boa qualidade, o exame pode ser um pouco desconfortável, sobretudo se for feito logo antes do período menstrual – pense nisso na hora de agendar a mamografia.

A mamografia, como forma de rastreamento do câncer, é indicada anualmente para mulheres acima dos 40 anos, como recomendação da nossa Instituição e da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). O Ministério da Saúde recomenda a cada dois anos entre os 50 e 69 anos. 

Abaixo dos 40 anos, a mamografia pode ser indicada para mulheres com suspeita de síndromes hereditárias ou para complementar o diagnóstico, em caso de nódulos palpáveis e se o médico determinar essa necessidade.  

Geralmente, sim, mas depende da percepção de dor de cada pessoa.

Para fazer o exame, é necessário comprimir a mama e algumas pacientes sentem dor, enquanto outras, não.

Quando a paciente tem a mama muito densa ou já fez uma biópsia do tecido mamário, o médico poderá solicitar exames complementares, como a ultrassonografia.

Nessas situações, o exame complementar é usado tanto para ter um diagnóstico mais preciso quanto para a definição do melhor procedimento para conter a evolução do tumor.

No A.C.Camargo, em caso de mama densa, é parte do protocolo fazer a ultrassonografia complementar de rotina.

Essa é uma dúvida comum que surgiu devido a algumas fake news. Isso é um mito, pois a mamografia não causa câncer de tireoide.

O Colégio Brasileiro de Radiologia esclarece que não há necessidade do protetor. A quantidade de raios-X liberada pelo mamógrafo é muito pequena e é segura. 

Sim. O silicone não prejudica o resultado da mamografia, que, por sua vez, também não causa nenhum risco para a paciente ou danos à prótese.

Vídeo: prevenção e diagnóstico precoce no câncer de mama


 
Ícone de uma mama

No dia do exame

No dia do exame, lave a região das mamas e axilas somente com água e sabonete. Não use nenhum outro produto, como desodorante, talco, creme, colônia, entre outros.

Não é necessário fazer jejum.

Lembre-se de trazer exames anteriores da região analisada, caso já tenha feito anteriormente.

Geralmente, a mamografia dura entre 15 e 25 minutos.

Sim, não há problemas.

No entanto, é recomendado evitar a semana que antecede a menstruação. Como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores.

•    Programe a sua mamografia: evite a semana que antecede a menstruação, pois, como a mama estará mais inchada, as dores podem ser maiores. Por isso, dê preferência para fazer o exame após o ciclo menstrual.
•    Pacientes com mamas muito sensíveis podem conversar com o médico: ele pode indicar um analgésico para tomar antes do exame para aliviar a dor.
•    Alguns alimentos podem tornar a mama mais sensível: por isso, se você percebe que tem maior sensibilidade nas mamas quando ingere café, chocolate, bebidas energéticas ou outros alimentos com cafeína, evite-os próximo da data do seu exame. 
•    Tente relaxar: com uma postura tensa, os músculos do peitoral podem ficar contraídos e tornar o exame mais dolorido. Respire fundo e tente manter a postura ereta, com ombros e braços relaxados.
•    Fique de olho na sua posição: qualquer movimentação pode interferir na captura da imagem e, se for necessário, o técnico pode pedir para repetir a mesma posição.

Normalmente, não há recomendações ou cuidados específicos depois do exame – você pode ir embora normalmente. 

É possível que seja solicitada uma biópsia ou um ultrassom das mamas para complementar a mamografia.  
 

Ícone de uma mama

Dúvidas comuns

A mamografia é insubstituível, assim como os outros exames de rastreamento.

Já o autoexame feito de forma periódica, por vezes mensal, não tem sido mais indicado pelas diretrizes internacionais. Motivo: muitas mulheres acabam deixando de fazer a mamografia porque acham que o autoexame é suficiente, fora que aumenta muito a dúvida e os casos falsos positivos.

O importante é o autoconhecimento: é importante que a mulher conheça a própria mama e possa identificar sinais de alerta fora do momento em que sua consulta estaria programada. 

Mulheres com menos de 40 anos não têm indicação de exames de mamografia de rotina, exceto se tiverem famílias com alto risco de tumores hereditários. Sendo assim, conhecer as mamas é fundamental e o médico poderá ser consultado em caso de dúvida.

Quando a mamografia não detecta um tumor e a mulher descobre que tem um câncer algum tempo depois, chamamos isso de tumor de intervalo. Por definição, tumor de intervalo é o câncer de mama que é diagnosticado no período entre mamografias em um local com rastreamento organizado. 

Como existem no mundo algumas recomendações para periodicidade de rastreamento diferentes, essa própria definição pode variar a cada caso.

Por exemplo, no Brasil, temos recomendação de mamografia anual pela Sociedade Brasileira de Mastologia e bianual pelo Ministério da Saúde. Se uma paciente faz rastreamento anual, o tumor de intervalo é aquele que aparece em um período menor que 12 meses (entre mamografias).

Se a paciente faz rastreamento bianual, o tumor de intervalo é o que aparece em um período menor que 24 meses (entre mamografias). 

Porém, os tumores de intervalo são incomuns e acontecem em torno de 0,5 a 1,2 casos por cada 1.000 mamografias realizadas, conforme dados internacionais.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a mamografia deve ser feita em torno de quatro semanas após a mulher receber a segunda dose da vacina contra a covid-19. 

A explicação é que a ação imunológica da vacina poderia atrapalhar o resultado desse exame de rastreamento para o câncer de mama, pois alguns imunizantes ativam linfonodos no corpo e poderiam causar uma reação adversa chamada linfonodopatia na axila. 

Os linfonodos são pequenos nódulos que temos espalhados pelo corpo e atuam como filtros do nosso organismo. Apesar de ser mais comuns na região cervical, axilas e virilha, eles estão pelo corpo todo e, quando identificam algo que pode fazer mal ao organismo, os linfonodos produzem anticorpos. Quando produzem esses anticorpos, os linfonodos aumentam de volume – são as populares “ínguas”. 

Ou seja, os linfonodos crescem de tamanho quando estão frente a um processo inflamatório e/ou infeccioso, mas também crescem quando se trata de um câncer. Por isso, é preciso um intervalo entre a vacina e a mamografia para que os sinais não se confundam.  

De qualquer forma, o importante é que a paciente converse com seu médico sobre o melhor momento de fazer a mamografia.

Não existe rastreamento para câncer de mama em homens, por ser uma doença rara.

Porém, a mamografia é recomendada quando o paciente apresenta queixa como caroço na mama, secreção ou inchaço próximo do mamilo e dor unilateral. 

Ícone de uma mama

Mamografia com tomossíntese

É um exame feito por um equipamento semelhante a um mamógrafo convencional e com o mesmo tipo de compressão de mama.

A tomossíntese é um método de imagem que permite a visualização da mama em 3D, com “fatias” de imagem de 1mm, o que possibilita melhor visualização das estruturas da mama.

A tomossíntese é indicada para mulheres com mamas muito densas ou em caso de dúvida diagnóstica.

Não é um procedimento usado nos exames de rotina ou de rastreamento, pois utiliza uma dose de radiação maior que a mamografia convencional.

Não, pois a mamografia com tomossíntese é feita da mesma forma que o exame convencional. É aplicada uma compressão menor e, por isso, tende a doer menos.

Programa de Navegação: acolhimento e redução na ansiedade das pacientes

O Programa de Navegação do A.C.Camargo, que começou com as pacientes de mama em 2018, detalha para a paciente toda a jornada que ela vai trilhar na Instituição.

Os enfermeiros navegadores são profissionais de enfermagem especialistas em oncologia, que conduzem e acolhem a paciente.

Eles ajudam a desmistificar os medos da paciente, desde os exames de diagnóstico, como a mamografia, até o tratamento. Ele é o elo entre a paciente e a equipe assistencial e desenvolve um trabalho fundamental para melhorar os resultados do tratamento contra o câncer.

Estes profissionais fazem um acompanhamento ativo de todas as etapas do tratamento, como, por exemplo, checar resultados de exames e adiantar consultas, se preciso. Os navegadores também mantêm contato remoto com o paciente, por telefone e por e-mail.

Os resultados do programa são muito positivos: em pesquisa de satisfação aplicada às pacientes com câncer de mama, 91% se sentiram acolhidas durante a navegação, 87% relataram aumento da segurança e 82% reportaram redução na ansiedade.