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Rim

O carcinoma, isto é, o câncer que tem origem no tecido que reveste várias partes dos rins, é o mais comum nesses órgãos e costuma ser detectado precocemente. Nesse caso, tem grandes chances de cura, porque alterações na função renal podem ser detectadas a partir de exames de sangue e de urina de rotina.

Dia Mundial do Câncer de Rim: a importância de médicos e pacientes tomarem decisões juntos

Linha Fina

A campanha internacional “Precisamos Falar sobre Opções de Tratamento” chama a atenção para que haja mais conversas que discutam as diferentes possibilidades terapêuticas para se tratar um tumor renal – conheça as seis perguntas que todo paciente deve fazer a seu médico

O Dia Mundial do Câncer de Rim, que neste 2022 está marcado para 16 de junho, chama a atenção para os tumores renais, cuja ocorrência é de 431 mil novos casos por ano mundo afora.

Inciativa da International Kidney Cancer Coalition, a IKCC (Coalizão Internacional do Câncer de Rim, em tradução livre), a campanha “Precisamos Falar sobre Opções de Tratamento” é tão clara quanto fundamental, pois é muito importante que médicos e pacientes tomem decisões juntos, algo que acontece no A.C.Camargo. 


Por que médicos e pacientes não conversam?

A depender das características do paciente – como sua situação clínica (comorbidades), o estadiamento de seu tumor, sua idade e sua expectativa de vida, por exemplo –, há uma variedade de tratamentos disponíveis.

Segundo a IKCC, estudos mostram que há melhores resultados quando médico e paciente tomam a decisão juntos. No entanto, essas decisões compartilhadas não ocorrem com a frequência necessária. 

Entre os motivos, o paciente não pergunta sobre as possibilidades de tratamento porque não sabe que há um leque de opções ou tem medo de incomodar o médico. Já os doutores, muitas vezes, não expõem os diferentes caminhos por acharem que o paciente não vai entender.


Opções de tratamento para o câncer de rim

O câncer de rim apresenta diversos graus de agressividade e formas de apresentação, definidas através do estadiamento clínico.

Curiosamente, há casos de pacientes que têm tumores que estão no mesmo estadiamento, mas evoluem de forma diferente – um apresenta boa evolução e o outro, não.

Entre as formas mais comuns de tratamento estão as cirurgias (da convencional à robótica, que garante os melhores resultados), a imunoterapia e as terapias-alvo, por exemplo.

Há ainda tumores renais de agressividade baixa cujo tratamento poderia até ser adiado, mas a equipe e o paciente mantêm a chamada “vigilância ativa”, repetindo periodicamente exames de imagem, como tomografia, ressonância ou ultrassom. Depois, reavaliam o caso. Se houver qualquer sinal de progressão, o tratamento é rapidamente realizado.


6 perguntas que todo paciente deveria fazer ao médico

Esta é uma proposta que a IKCC tem para o Dia Mundial do Câncer de Rim. São elas:

•    Quais são as minhas opções de tratamento e quais são meus benefícios e riscos?
•    Como vou me sentir com este tratamento?
•    Quanta experiência você tem com este tratamento?
•    Existe algum estudo clínico que eu possa fazer parte?
•    Como saberemos se este tratamento está funcionando?
•    Posso buscar uma segunda opinião?

Para saber mais, baixe gratuitamente o PDF que dá mais detalhes sobre esses questionamentos e leve em sua próxima consulta.


O Dia Mundial do Câncer de Rim e os estudos clínicos

Outro ponto importante da campanha são os estudos clínicos, pesquisas que visam descobrir tratamentos inovadores. 

O principal objetivo de um estudo clínico é gerar conhecimento médico-científico, protegendo o participante da pesquisa, enquanto busca-se avaliar se o medicamento realmente apresenta a eficácia a que se propõe.

Muitos pacientes não querem participar porque têm medo de serem “cobaias”, mas não é o caso: além de poderem se beneficiar de um medicamento mais moderno e das melhores alternativas terapêuticas existentes, eles podem sair do estudo quando quiserem.

Seu médico pode convidar você a participar se notar que você está dentro dos critérios de elegibilidade para um determinado estudo. 
Você também pode perguntar diretamente a ele sobre a possibilidade de participar de um estudo. 

Para saber se você está apto integrar algum de nossos estudos clínicos, mande um e-mail para [email protected]. Nosso time irá avaliar a mensagem e responder com todos os esclarecimentos.


Fonte: Doutor Stênio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo, membro do Medical Advisory Board da IKCC e coordenador do Latin American Renal Cancer Group (LARCG)

Dia Internacional do Câncer na Infância: atenção a possíveis sinais e sintomas

Linha Fina

“Através de Nossas Mãos” é o mote de uma campanha mundial de conscientização; saiba como identificar um tumor pediátrico e conheça a parceria entre o A.C.Camargo e o Sabará Hospital Infantil

O Dia Internacional do Câncer na Infância, que desde 2001 acontece em todo 15 de fevereiro, reafirma quão essencial é ter atenção a um problema que atinge, anualmente, mais de 300 mil crianças e jovens com idade entre 0 e 19 anos, que são diagnosticadas mundo afora.

Já no Brasil, só para este 2022, a estimativa do INCA é de 4.310 novos casos para o sexo masculino e de 4.150 para o feminino.

Iniciativa da Childhood Cancer International (CCI), a data visa educar profissionais de saúde e o público em geral sobre o câncer infanto-juvenil em relação ao acesso aos melhores tratamentos e medicamentos.

E, claro, também visa apoiar crianças e adolescentes com câncer e suas famílias.


Dia Internacional do Câncer na Infância: Através de Nossas Mãos 

Para o triênio 2021–2023, a campanha mundial liderada pela CCI usa a hashtag #throughourhands, espalhando a mensagem que a maior taxa de sobrevivência é alcançável Through our Hands (Através de Nossas Mãos, em tradução livre).

Simbolizando que o câncer infantil é curável, a campanha utiliza uma imagem que representa a “Árvore da Vida”, onde veem-se mãos, que estão ali para simbolizar a cura em contexto regional, nacional e internacional. Já as raízes representam as ações para garantir o sucesso no tratamento. Veja:

Logomarca do Dia Internacional do Câncer na Infância: é uma árvore desenhada a partir de mãos que imitam as folhas, são mãos nas cores cinza, laranja, azul, vermelha, verde e marrom

Sinais e sintomas

•    Febres e infecções recorrentes, que ocorrem porque o corpo não tem glóbulos brancos saudáveis suficientes para combater infecções – em alguns casos, a febre ocorre também devido à produção de substâncias pirogênicas provocadas pela neoplasia
•    Sangramentos pelo nariz e nas gengivas, porque o organismo não tem plaquetas suficientes para coagulação do sangue
•    Dor ou sensação de inchaço abaixo das costelas, que pode ser causada pelo aumento do baço ou do fígado devido à infiltração de células leucêmicas nesses órgãos
•    Sangramentos e hematomas que aparecem facilmente
•    Fraqueza e cansaço
•    Dores de cabeça, tontura ou dificuldade para respirar
•    Perda de apetite
•    Dor nos ossos ou nas juntas
•    Petéquias, ou seja, pontos vermelhos que aparecem na pele causados por pequenos sangramentos sob a pele
•    Caroços na virilha, nas axilas ou no pescoço, que podem ser azulados, arroxeados ou cor da pele. Esses nódulos também podem aparecer em torno dos olhos, em tons verde-azulados

•    Ínguas, principalmente no pescoço

•    Quando as ínguas estão dentro do tórax, podem causar desconforto respiratório e tosse que piora rapidamente

•    Rápido aumento do abdômen

•    Pode ocorrer febre, sudorese e perda de peso 

•    Perda de equilíbrio
•    Dificuldade de enxergar
•    Descoordenação motora
•    Dor de cabeça, sobretudo se o incômodo acordar a criança no meio da noite ou da manhã ou se a dor for motivo para a criança parar de brincar

Para um câncer de rim pediátrico (tumor de Wilms) que é mais comum em crianças entre 6 meses e 5 anos de vida, em cerca de 90% dos casos a criança não apresenta sintomas e está clinicamente bem. 

Os principais sinais clínicos são o aumento do abdômen ou um nódulo palpável na barriga.

Pode haver também hematúria (sangramento na urina).

Este tumor no sistema nervoso simpático, quase sempre, se desenvolve em crianças de até 5 anos, mas costuma ser diagnosticado entre 1 e 2 anos de idade.

Ocorre mais frequentemente na barriga e costuma se disseminar precocemente para os ossos. 

É comum o paciente ter dor nos ossos, levando a um comportamento com choro frequente, irritabilidade e mal-estar geral.

Sinais e sintomas:
•    Hematomas
•    Diarreia
•    Perda de apetite e de peso
•    Fadiga
•    Nódulos no abdome, na lombar, no pescoço ou no tórax
•    Dor nos ossos (causada pela disseminação do câncer)
•    Pálpebras caídas e olhos saltados
•    Abdômen inchado ou distendido
•    Círculos escuros sob os olhos ou ao seu redor
•    Tosse ou dificuldade para respirar
•    Dificuldade para engolir
•    Fraqueza ou paralisia das pernas
•    Febre, anemia e pressão alta
•    Inchaço das pernas ou do escroto
•    Problemas para urinar ou defecar
•    Dor de cabeça, tontura

Mais comuns em adolescentes, costumam acometer sobretudo os ossos longos das penas e braços, ou a bacia, causando dores locais. 

Essas dores aumentam gradativamente e, em casos mais avançados, pode aparecer um nódulo na perna ou no local onde está o tumor.


Parceria A.C.Camargo e Sabará Hospital Infantil 

A união entre as duas instituições é mais uma medida que vai de encontro à proposta do Dia Internacional do Câncer na Infância.

É que os casos de câncer infantil costumam ser complexos e exigem uma equipe multiprofissional que esteja bem alinhada para fazer o melhor tratamento possível.

O A.C.Camargo é focado em câncer e o Sabará é um hospital especializado no tratamento da criança. A junção dessas duas expertises faz com que as discussões fiquem mais enriquecedoras.

E só com muita discussão e estudo podemos atingir as altas taxas de cura que hoje são possíveis no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. 


Fonte: Doutora Cecília Costa, líder do Centro de Referência em Tumores Pediátricos do A.C.Camargo

Novembro Azul: uma seleção de conteúdos para você saber tudo sobre tumores urológicos (e se prevenir)

Linha Fina

Separadas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, pilares que definem a jornada do paciente no A.C.Camargo, confira dezenas de publicações (textos, vídeos e podcasts) que abordam a saúde masculina

Novembro Azul, o mês de conscientização para a saúde masculina. Uma campanha que reafirma a importância de focar a atenção nos tumores urológicos. 

O assunto não se resume ao câncer de próstata, embora ele seja o primeiro mais comum para os homens (exceto câncer de pele não melanoma), com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para 2021, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Novembro Azul também tem como premissa o cuidado com os tumores de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, as pautas do mês também giram em torno de tumores de pênis, rim e testículos.

Para que você saiba mais sobre o universo da campanha Novembro Azul, o A.C.Camargo Cancer Center apresenta a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada do nosso paciente na Instituição.

Tem textos, vídeos, podcasts... Confira:

 

Podcast - Tumores urológicos: prevenção e diagnóstico precoce
Neste Novembro Azul, a Rádio Cancer Center #29 tem dicas para minimizar os riscos

Câncer de testículo é altamente curável e predominante em jovens
Tudo sobre fertilidade, atividade sexual, fatores de risco, indícios e formas de diagnóstico

Função sexual e câncer urológico: mitos e verdades
Impotência, fertilidade e outras questões que geram dúvidas 

Novembro Azul: uma live que vai além do câncer de próstata
Os especialistas do Centro de Referência em Tumores Urológicos debatem a saúde do homem

6 informações essenciais sobre o câncer de pênis
Uma delas é que a água e o sabonete são fundamentais para a prevenção

Câncer de rim: atividade física ajuda a reduzir este risco
A adoção de hábitos saudáveis ainda atua na melhoria de problemas cardiovasculares ou diabetes

Podcast Rádio Cancer Center - Um guia de prevenção
Ouça o episódio, adote estes hábitos simples e proteja a sua saúde

HPV, a vacina vital que previne vários tipos de câncer
Segura, essencial e subutilizada, a imunização pode evitar tumores como os de pênis, entre outros 

O manual sobre o câncer de pênis
O problema é evitável, já que suas principais causas são a falta de higiene e a fimose 

Novembro Azul em tirinhas
Cartunistas deixam a piada de lado para conscientizar sobre o câncer de próstata

Prevenção primária e prevenção secundária
É importante conhecer as formas de proteção para cuidar bem da saúde

Mitos e verdades: a função urinária e o tratamento oncológico 
Esclareça suas principais dúvidas sobre incontinência e afins

Câncer de rim: pesquisa do A.C.Camargo recebe prêmio internacional
Com base em xenoenxertos, conheça esta técnica importante para a oncologia personalizada 

Coluna Fala, Doutor: o câncer de próstata
Saiba mais sobre as mutações genéticas e como se antecipar ao problema

Câncer de pênis: estudo mostra alta infecção por HPV na Amazônia
Trabalho apoiado pelo A.C.Camargo Cancer Center analisou tecidos de pacientes da região 

A detecção precoce do câncer de testículo salva vidas
É importante o homem conhecer o corpo para, caso perceba alterações no órgão, procurar um médico

Novembro Azul: atente-se ao diagnóstico precoce
Fique ligado nos exames que você deve fazer para monitorar a próstata

Mitos & verdades sobre o câncer de próstata
7 fatos que informam a população neste Novembro Azul

Um manual sobre o câncer de bexiga
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de próstata
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de rim
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Um manual sobre o câncer de testículos 
Sinais, sintomas, fatores de risco, tratamentos e reabilitação

Câncer de rim: pesquisa é reconhecida internacionalmente
Projeto visa descobrir biomarcadores de prognóstico usando xenoenxertos em camundongos

O câncer de rim e sua relação com a renina
A nova perspectiva sobre a função endócrina: este hormônio seria fator prognóstico para câncer?

No A.C.Camargo Cancer Center, a tecnologia salva vidas
Conheça as vantagens tecnológicas que operam a serviço do paciente e garantem as melhores práticas no combate ao câncer 

Câncer de rim: estudos do A.C.Camargo são o trunfo para personalizar ainda mais o tratamento
Saiba como o modelo integrado de um Cancer Center, que une assistência, ensino e pesquisa, está produzindo achados inéditos mundialmente 

Transplante de medula óssea para tratamento contra o câncer de testículo
Saiba como este tratamento contribui no combate à doença

Vantagens da cirurgia robótica para câncer de próstata
Redução no número de complicações é uma das diversas vantagens

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos: as evoluções no tratamento
Ouça esta conversa e conheça as novidades que salvam vidas

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos: os avanços em radioterapia
Uma conversa objetiva que mostra as vantagens desse tipo de terapia

Novembro Azul: é possível “não tratar” um câncer de rim ou de próstata
Saiba quando a melhor alternativa é apenas monitorar um tumor urológico 

Vídeo: tendências no tratamento do câncer de próstata
Assista e conheça as possibilidades para o segundo tumor mais comum entre os homens

Vídeo: o Novembro Azul e a evolução no tratamento sistêmico
Assista e saiba sobre avanços como a imunoterapia para tumores urológicos

Vídeo: a radioterapia para tumores urológicos
Assista e compreenda como esta terapia age durante o tratamento

Covid-19: A.C.Camargo ajuda a definir condutas oncológicas nacionais e internacionais
Corpo clínico participou da elaboração de diretrizes em especialidades como a urologia

Vídeo: o Novembro Azul e os caminhos para tratar o câncer de rim
Assista e entenda as tendências terapêuticas para os tumores renais

Tumores renais: a excelência em pesquisa no A.C.Camargo
Estudos analisam técnicas minimamente invasivas como a cirurgia robótica

Transplante de medula óssea pode ajudar no tratamento de um tumor de testículo
Oncologista explica sobre este tipo de câncer, que é mais comum em jovens entre 15 e 35 anos

Teranóstica, a medicina nuclear no tratamento do câncer
Inovador, este conceito usa materiais radioativos para obter informações sobre tumores 

Imunoterapia: medicamento para o câncer renal é aprovado pela ANVISA
Outros dois tratamentos se mostram eficazes para o combate a tumores de rim

Terapia-alvo é um dos pilares contra o câncer de rim
Pesquisa identificou biomarcadores tumorais que determinam se o tratamento é indicado

A.C.Camargo Cancer Center, um especialista em cirurgia robótica
Mais precisa, ela reduz o tempo no hospital e o tamanho de cicatrizes, entre outras vantagens

Nefrostomia guiada por tomografia é eficaz para melhorar a função renal
Pesquisa avalia procedimento necessário quando há obstrução das vias urinárias na pelve

Os principais trabalhos da ASCO 2020 em tumores urológicos
As novidades em tratamento apresentadas no congresso norte-americano

Estudo consolida benefício da terapia hormonal combinada no câncer de próstata metastático 
Apresentada na ASCO, a análise envolveu 1125 pacientes divididos em dois grupos

Os avanços no tratamento do câncer de próstata metastático 
Pesquisa internacional que envolve o A.C.Camargo mostra melhora significativa 

“Depois de 18 anos curado de um câncer, quero viver uma vida mais leve”
Conheça a história do Adelso, que tratou e curou um tumor de próstata no A.C.Camargo

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores urológicos e atividade física
Você não precisa virar maratonista para ter prevenção e reabilitação: vale até passear com o cachorro

Fisiatra, o médico que promove mobilidade e qualidade de vida
Conheça este profissional de essencial importância para o “ir e vir”

A qualidade de vida e a reabilitação do paciente oncológico
Um olhar sobre o papel da fisioterapia na vida das pessoas

Câncer de rim: estudos do A.C.Camargo são o trunfo para personalizar ainda mais o tratamento de cada pessoa

Linha Fina

No Dia Mundial do Câncer de Rim, saiba como o modelo integrado de um Cancer Center, que une assistência, ensino e pesquisa, está produzindo achados inéditos mundialmente – que deixam o cuidado cada vez mais individualizado 

O câncer de rim apresenta graus diversos de agressividade e formas de apresentação, definidas através do estadiamento clínico. Curiosamente, há casos de pacientes que têm tumores que estão no mesmo estadiamento, mas evoluem de forma diferente – um apresenta boa evolução e o outro, não.

Para marcar o Dia Mundial do Câncer de Rim, que neste 2021 está marcado para 17/6, mostramos que o combate a esse tipo de tumor tem evoluído graças a achados significativos da equipe do A.C.Camargo Cancer Center, que trabalha de forma integrada entre assistência, ensino e pesquisa.

São achados (veja o box no fim da matéria) que deixam o tratamento cada vez mais personalizado para cada paciente, que é um ser humano único. 


Características do indivíduo

Segundo o Dr. Stênio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo, alguns pacientes com o mesmo estadiamento tumoral – este vai de 1 a 4, de acordo com a gravidade – evoluem de formas diferentes porque há características que são individuais de uma pessoa, como suas comorbidades e sua região de nascimento.

O especialista conta que, desde 2010, sua equipe tem estudado muito o tema com casos de pacientes do A.C.Camargo e do banco de dados do Latin American Renal Cancer Group, o LARCG, entidade a qual ele é cofundador e coordenador – reúne mais de 6 mil casos vindos de países latino-americanos e da Espanha, além do Brasil. 

“Identificamos alguns fatores de risco presentes na nossa população que são inéditos na literatura científica ou muito pouco explorados por autores dos EUA e Europa como fatores prognósticos importantes”, afirma o Dr. Stênio.

Ou seja, existem fatores prognósticos para câncer de rim iguais aos dos países desenvolvidos, como o tabagismo e a obesidade, mas há outros inerentes a pacientes ibero-latino-americanos. 

“Estes vêm da nossa miscigenação racial, que acarreta características genéticas, bem como da dieta. Notamos isso em 21 artigos que publicamos internacionalmente de 2014 para cá, quando começamos no LARCG, que mostram fatores prognósticos clínicos e biomoleculares”, explica o Dr. Stênio. 

Um exemplo de achado inédito tem a ver com pacientes com câncer de rim metastático. “Na Europa e nos EUA, sempre se apontou que a metástase no pulmão garante maior sobrevida que a metástase nos ossos, mas nossos dados hispano-latino-americanos mostraram o contrário, desde que essa metástase não atinja a coluna”, acrescenta o médico. 


Vigilância ativa x comorbidades

Outro fator importante são as comorbidades. Para definir, por exemplo, se um paciente pode ser ou não operado, leva-se em conta a classificação de riscos anestésicos da ASA, American Society Anesthesiology

Esta classificação, que vai de 1 a 5, considera se a pessoa é sadia (1), se tem poucas doenças controláveis como diabetes e hipertensão mas está apta à cirurgia (2), até chegar ao grau 5, designado para pacientes que estão em estado bem grave. 

“Quando operar é um risco, seja por comorbidades ou pela faixa etária avançada, analisamos alguns fatores prognósticos e podemos adotar a chamada vigilância ativa, monitorando o paciente com consultas e exames periódicos”, explica o Dr. Walter Henriques da Costa, urologista que também integra o Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo e o LARCG.

“Esses fatores incluem o tamanho do tumor, o grau de agressividade, entre outros”, conta o médico. 


Marcadores e hormônios 

Órgão endócrino, o rim produz hormônios que servem como marcadores que ajudam a entender melhor aquele tumor renal e, assim, ajudam os médicos a propor a melhor estratégia de tratamento. 

No entanto, poucos centros do mundo olham para a questão endócrina como fator prognóstico para o câncer de rim. 

Dois desses hormônios são importantes marcadores: renina, associada ao controle da pressão arterial; e eritropoetina, ligada à produção de glóbulos vermelhos. 

Publicamos vários estudos internacionais sobre isso. Uma dessas pesquisas mostrou que a menor expressão da renina está associada a uma sobrevida global pior e a mais chances de metástase. Outro estudo nosso demonstrou o mesmo resultado em relação à eritropoetina.

“Um aluno do nosso doutorado, que analisou renina e eritropoetina num mesmo estudo, viu que pacientes com boa expressão desses dois hormônios vivem mais, melhor e têm menos riscos metástase do que as pessoas que perdem expressão de um desses hormônios”, conta o Dr. Stênio Zequi.


Câncer de rim, pesquisas e tratamento mais personalizado

Todas essas informações anatomopatológicas associadas às informações clínicas dos pacientes são empregadas para definir a melhor estratégia de tratamento, para fazer com que ele seja mais personalizado. 

“E, nos últimos anos, além de todas essas informações clássicas, temos utilizado ferramentas adicionais que são as variáveis biomoleculares. Estamos entendendo melhor a biologia do tumor, as vias de sinalizações envolvidas em toda a biologia dele, ao utilizar marcadores proteicos. Dependendo do perfil da expressão do tumor, a gente tem como prever melhor”, explica o Dr. Walter Henriques da Costa.

“Nestes anos, conseguimos identificar marcadores que são ferramentas úteis na predição do avanço da doença ser ou não mais rápido, isso nos ajuda a traçar a estratégia mais eficaz”, acrescenta o Dr. Walter.

O médico também destaca que tudo isso resulta da forte tradição do A.C.C. no volume de pesquisas publicadas. “Somos o grupo que mais publica estudos sobre câncer de rim no Brasil, talvez um dos que tenha a maior produção mundial na área de identificação de biomarcadores em câncer renal”, afirma. 

“Trabalhamos para tentar identificar fatores moleculares prognósticos em câncer renal, tanto marcadores e moléculas presentes no tumor primário como no tecido metastático. Temos um banco de dados com mais de 750 pacientes com tumores de células claras, o subtipo mais comum, e também um banco grande com amostras de tecidos metastáticos”, diz o Dr. Walter. 


Dia Mundial do Câncer de Rim 2021: "Precisamos falar sobre como estamos nos sentindo"

Este é o mote da campanha de conscientização sobre o câncer de rim da International Kidney Cancer Coalition, a IKCC (Coalizão Internacional do Câncer de Rim, em tradução livre). Uma campanha atrelada ao Dia Mundial do Câncer de Rim.

Quando se tem câncer de rim, a vida pode soar angustiante e solitária. Quadros de ansiedade, depressão e medo de piora são comuns. A IKCC publicou uma pesquisa global que mostrou que 96% dos pacientes sofrem de problemas psicossociais, mas menos da metade se abre sobre isso com a família, amigos ou profissionais da saúde.

O lado bom é que outros estudos concluem que aqueles que se abrem sobre essas emoções costumam se sentir melhor, sem contar que essas conversas também podem levar a mudanças simples no estilo de vida e transformar sua jornada no enfrentamento do câncer de rim.

Stenio Zequi, homem branco, cavanhaque, cabelo preto e jaleco do A.C.Camargo
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Poucos centros do mundo olham para a questão endócrina como fator prognóstico para o câncer de rim. Estamos trabalhando muito há mais de 10 anos para mostrar esses resultados com validação da literatura internacional.
Doutor Stênio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo
Câncer de rim: achados importantes da equipe do A.C.Camargo e do LARCG

Estas descobertas contribuem para que se entenda melhor cada paciente individualmente e, logo, se adote a melhor estratégia de tratamento:

- Um dos achados inéditos é sobre o câncer de rim metastático. Na Europa e nos EUA, sempre apontou-se que a metástase no pulmão garante maior sobrevida que nos ossos, mas nossos dados hispano-latino-americanos mostraram o contrário, desde que essa metástase não atinja a coluna.

- Tumores de rim com necrose são fatores de risco para outros tumores.

- Metastáticos: um trabalho com o LARCG mostrou que dos 550 pacientes com metástase que fizeram cirurgias de nefrectomia, 511 tiraram o rim – uma informação que normalmente os oncologistas clínicos não têm. 

- Cirurgias: estudo feito em parceria com o México mostrou que é possível fazer nefrectomias parciais e remover tumores renais em pacientes com mais de 75 anos sem maiores complicações se compararmos a pacientes na faixa dos 65 anos.

- Um aluno do doutorado do A.C.C. publicou um artigo em que avaliou mais de 1600 casos com nefrectomia parcial, que é a cirurgia na qual se remove o tumor sem tirar o rim. O trabalho revelou que operar pacientes com mais de 65 anos pode resultar em melhora na sobrevida deles. Muitas vezes, os cirurgiões ficam com medo de fazer a operação neles. 

- Hormônios: a menor expressão da renina está associada a uma sobrevida global pior e a mais chances de metástase. Outro estudo demonstrou o mesmo resultado em relação à eritropoetina. Um terceiro estudo, que analisou esses dois hormônios ao mesmo tempo, mostrou que pacientes com boa expressão de renina e eritropoetina vivem mais, melhor e têm menos riscos metástase do que as pessoas que perdem expressão de um desses hormônios.

- Com base num banco com mais de 700 casos do A.C., 5500 do banco do LARCG e outros 350 do Hospital Italiano de Buenos Aires, notou-se que tumores com invasão da gordura perirrenal, que é a gordura fica ao redor do rim, têm pior prognostico tanto em um tumor localizado como nos metastáticos. 

Urologia em Oncologia: Programa de Aperfeiçoamento (Fellow)

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Assista ao vídeo e conheça os diferenciais do A.C.Camargo Cancer Center 

Urologia em oncologia: uma especialidade fundamental.

A começar pelo cuidado com o câncer de próstata, o segundo mais comum para os homens, com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para 2020, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Tem ainda o câncer de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, a urologia prevê ainda cuidar de tumores de pênis, rim e testículos.

Por isso, o Dr. Stênio Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos, destaca os principais diferenciais do nosso Programa de Aperfeiçoamento na área de Urologia em Oncologia.

Assista:


Mais:

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Novembro Azul: uma live que vai além do câncer de próstata

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Os especialistas do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo debatem a saúde do homem; assista

Novembro Azul, o mês de conscientização para a saúde masculina. Uma campanha que reafirma a importância de focar a atenção nos tumores urológicos. 

O assunto não se resume ao câncer de próstata, embora ele seja o segundo mais comum para os homens, com previsão, segundo o INCA, de 65.840 novos casos para este 2020, algo que representa 29,2% da população masculina brasileira.

Novembro Azul também tem como premissa o cuidado com os tumores de bexiga, o oitavo mais comum para os homens, com estimativa de 7.590 novos casos neste ano.

E, claro, as pautas do mês também giram em torno de tumores de pênis, rim e testículos.

Neste Novembro Azul, saiba tudo sobre os tumores urológicos e a saúde do homem no vídeo:

 

Novembro Azul: é possível “não tratar” um câncer de rim ou de próstata?

Linha Fina

Saiba quando a melhor alternativa é apenas monitorar um tumor urológico 

Novembro Azul é o mês que reafirma a importância de as pessoas ficarem atentas a fatores de risco, sinais, sintomas e, quando diagnosticadas com um tumor urológico, aos tipos de tratamento existentes.

Neste ano em particular, vivemos o dilema entre postergar tratamentos oncológicos para alguns pacientes de alto risco para infecção ou complicações da Covid-19, e que tenham tumores de baixo risco que podem ter os tratamentos adiados, versus pacientes nos quais o tratamento é urgente, independentemente da situação dele. 

Há muito, a urologia já aprendeu ser possível não tratar quem tem câncer de próstata de baixo risco, contudo isso requer também disciplina dos pacientes: eles não se submetem aos efeitos colaterais dos tratamentos, mas mantêm o compromisso de fazer consultas e exames rotineiros, para que não se perca as chances de cura oncológica. 

A questão: seria possível não tratar ou postergar o tratamento de alguns tumores renais, principalmente durante essa pandemia do novo Coronvirus? 

Frente a esse dilema, o artigo Consideration in the management of renal cell carcinoma during the Covid-19 Pandemic, de autoria do Dr. Stênio de Cásiso Zequi, líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo, publicado em julho no International Brazilian Journal of Urology, discute o assunto e traz recomendações sobre como lidar com o câncer renal durante a pandemia da Covid-19. 


Quando “não tratar”

Logicamente, a maioria dos pacientes não pode postergar o tratamento de, por exemplo, um câncer de rim. Há tumores renais agressivos que precisam ser cuidados de imediato para preservar a chance de cura e o aumento de sobrevida. É o caso de tumores localmente avançados, que estão invadindo órgãos adjacentes ou se disseminando por trombos tumorais na veia renal ou na veia cava.

No entanto, levando em conta a pandemia em curso, há tumores renais de agressividade intermediária cujo tratamento poderia ser adiado em 60 ou 90 dias, mas a equipe e o paciente mantêm uma vigilância “de perto” repetindo exames de imagem, como tomografia, ressonância ou ultrassom. Depois, reavaliam o caso. Se houver qualquer sinal de progressão, o tratamento é rapidamente realizado. 

“Se a Covid-19 apresentar algum risco para o pacientes do grupo de risco, como obesos, diabéticos, hipertensos e portadores de doenças respiratórias, por exemplo, a gente pode acompanhar mais um pouco os casos indolentes de tumores iniciais. Existem até alguns raros casos metastáticos indolentes em que se pode fazer isso, conforme publicação do Dr. Brian Rini, dos Estados Unidos”, explica o Dr. Stênio Zequi. 


Mais casos 

Em tempos de Novembro Azul, outros quadros os quais se pode esperar um pouco para tratar são os pequenos nódulos renais, com menos de 4 cm – em média, 20% deles são benignos, 60% são tumores de baixa agressividade e apenas 20% são perigosos. 

“Essa pequena massa renal cresce em taxas médias de 3 mm por ano, então posso pedir para a pessoa voltar entre quatro e seis meses”, afirma o Dr. Stênio, que é cofundador e coordenador do Latin American Renal Cancer Group, o LARCG.

Já os pacientes com câncer de rim metastático podem receber tratamento sistêmico, como imunoterapia dupla ou imunoterapia associada a terapias de alvos moleculares. E, a depender da resposta ao tratamento, poderão ter a remoção do tumor renal primário postergada. A maioria destes não precisará operar o rim urgentemente. 

“Mesmo assim, alguns pacientes não suportam esperar e pedem para ser tratados de imediato, seja por motivos psicológicos ou por questões econômicas. Por exemplo, quando ele vai perder o convênio”, conta o médico.

Nesses casos, temos alternativas de tratamentos não cirúrgicos menos invasivos. Exemplos: se forem essas pequenas massas renais, há como fazer uma punção e uma ablação (destruição térmica) com radiofrequência (calor) e crioterapia (resfriamento); já no câncer de próstata, caminhos viáveis são a hormonioterapia ou a radioterapia, em vez de operar.


Novembro Azul, foco do paciente 

Uma coisa é a doença, a outra é o “portador” da doença. 

“Às vezes, o tumor é de fácil tratamento, a cirurgia não é complexa, mas o paciente é muito idoso, hipertenso, diabético, tem problemas respiratórios, então há um risco de tratá-lo durante a Covid-19”, analisa Stênio Zequi. 

“Em outros casos, o tratamento é mais complexo, mas o doente é forte, goza de ótima saúde e pode suportar a abordagem”, acrescenta.

Assim, o importante é avaliar o câncer de cada paciente individualmente. 

O mesmo tem ocorrido para pacientes com câncer de próstata, que é uma doença de crescimento lento: Há uma minoria de casos de baixa agressividade que podem ser acompanhados nos protocolos de “Vigilância Ativa” sem necessidade de tratamento imediato. 

Também há casos de risco intermediário, que, durante a pandemia, podem ter seu tratamento postergado por dois, quatro ou 6 meses (mas sempre sob vigilância). 

E há quadros de alto risco que requerem tratamentos imediatos. Estes, mais agressivos, podem se submeter à cirurgia (no sistema de Vias Livres de Covid implantado no A.C.Camargo Cancer Center, no início da pandemia), com bom nível de segurança. Ou, ao invés da cirurgia, podemos optar por tratamentos não cirúrgicos por algum período, como radioterapia ou hormonioterapia.

“Cada caso tem suas particularidades, de acordo com as características dos pacientes e de seus tumores. Somente após uma discussão franca entre os ‘prós e contras’ de cada alternativa, pacientes e equipe médica conseguirão chegar a uma escolha terapêutica que melhor se adapte às necessidades de cada um, neste período de exceção”, afirma o Dr. Zequi, que reitera:

“Somente o médico pode definir quais casos podem ter seu tratamento retardado junto com os pacientes; pacientes não devem tomar essa decisão sozinhos”, finaliza. 

O Doutor Stenio Zequi e o Novembro Azul

Wilson Bachega Jr

Sobre

Ensino Superior em Medicina, concluído em 1985, na Faculdade de Medicina de Santo Amaro

Mestrado em Oncologia, concluído em 2000, no A.C.Camargo Cancer Center

Registro
CRM 53560
Especialidade
Urologia
Departamento
Urologia
Centro de Referência
Tumores Urológicos
Wilson Bachega Jr

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Walter Henriques da Costa

Sobre

Ensino Superior em Medicina, concluído em 2001, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa

Mestrado em Oncologia, concluído em 2011, no A.C.Camargo Cancer Center

Doutorado em Oncologia, concluído em 2013, no A.C.Camargo Cancer Center

Especialização em Urologia, concluída em 2006, na Sociedade Brasileira de Urologia

 

Contato para candidatos a mestrado e doutorado

[email protected]

 

Registro
CRM 105567
Especialidade
Urologia
Departamento
Urologia
Centro de Referência
Tumores Urológicos
Walter Henriques da Costa

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Victor Espinheira Santos

Sobre

Ensino superior em Medicina, concluído em 2009, na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Especialização em Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Fellowship em Uro-Oncologia, Laparoscopia e Robótica, concluído em 2017, no A.C.Camargo Cancer Center

Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia - SBU

Registro
CRM 146590
Especialidade
Urologia
Departamento
Urologia
Centro de Referência
Tumores Urológicos
Victor Espinheira Santos

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