Reconhecimento

“Isso me acalma, me acolhe a alma, isso me ajuda a viver”

Linha Fina

A obra de Marisa Monte e de outras divas, a paixão pelo trabalho, o mergulho em família e a atividade física regular: tudo isso gera a energia necessária para a Doutora Raquel Marcondes Bussolotti, Diretora de Operações do A.C.Camargo, tomar decisões à frente do maior Cancer Center da América Latina

As idílicas e cristalinas águas verdinhas da Ilha Rata, em Fernando de Noronha, são um combustível vitalício para a Doutora Raquel Marcondes Bussolotti, Diretora de Operações do A.C.Camargo. Afinal, esta ilha pernambucana traz memórias afetivas especiais, que representam uma espécie de aconchego.

Foi lá que, em duas ocasiões, ela mergulhou simultaneamente com o marido e os dois filhos, lembranças estas que geram um conforto para lidar com o desafio de comandar o maior Cancer Center da América Latina. 

Mais importante que as lembranças, porém, é o amor que a Doutora Raquel nutre pela área da saúde, a qual sua trajetória mistura a carreira de anestesiologista e gestora. 


Pai, a maior influência

O amor desta paulistana pela medicina, por cuidar, brotou na infância graças ao pai, que atuava como ginecologista, obstetra e como um gestor. Ele, inclusive, chegou a ter um pequeno laboratório de análises clínicas. 

Aos 5 anos de idade, a pequena Raquel já aprendia com o progenitor – que faleceu jovem, vítima de um infarto – como as análises eram feitas no “tubinho”.

Já aos 15 anos, seu pai a levou para um passeio inusitado: debutar numa sala de cirurgia para que a adolescente aprendesse como as coisas funcionavam. 

Assim, a Doutora Raquel jamais pensou em outra profissão e imagina que seu pai a preparou intencionalmente para seguir seus passos, embora não tenha tido a chance de perguntar a ele. 


Uma anestesiologista encantada por atender bebês

Apesar da vocação para a medicina, a única certeza para a Doutora Raquel nos primeiros anos de curso na Unifesp é que ela não queria virar cirurgiã, apesar de ser a atuação do pai.

Por adorar crianças, estagiar na pediatria e na neonatologia foi definidor e encantador – o ato de pegar um bebê e dar o primeiro atendimento da vida dele... Enquanto recorda, a Doutora não consegue ofuscar aquele brilho nos olhos de quem se encontrou, de quem tem paixão. 

Até que um outro estágio a levou para a carreira de anestesiologista, algo que preencheu, mesmo, sua vontade de desempenhar uma atuação clínica.


Nasce uma diretora pioneira

Era fevereiro de 1996. Um real valia um dólar. No rádio, só se ouvia Mamonas Assassinas. E a Doutora Raquel iniciava uma trajetória inconfundível no A.C.Camargo.

Foi pelas mãos do Doutor Eduardo Giroud, que havia sido seu professor e que ainda segue no A.C.C. como Head de Anestesiologia, que ela veio para atuar como anestesista – terminou a residência na sexta-feira e na segunda já estava por aqui. 

A guinada na carreira, que a colocou na posição de gestora, ocorreu de forma não planejada. Ela já auxiliava o Doutor Giroud em funções mais estratégicas, como gestão dos anestesistas e mudanças de protocolos, até que houve uma necessidade de alguém na gerência do centro cirúrgico. O Superintendente de Operações da época comentou sobre isso com o Doutor Giroud – e surgiu o nome da Doutora Raquel.

A médica assumiu a gerência do centro cirúrgico – e, ao mesmo tempo, passou a integrar um grupo de gerentes, a maioria de mulheres. Após cinco anos no centro cirúrgico, foi galgando posições: passou a gerente sênior do pilar de tratamento, depois a superintendente de operações até chegar ao cargo de diretora.

O fato de ser mulher nunca foi um obstáculo no A.C.Camargo, apesar de se posicionar firmemente em alguns casos. Sabe como é, cirurgiões trabalham sob pressão e querem muito ajudar os pacientes. Por isso, às vezes, acabam realizando algumas demandas em “alta temperatura”, o que faz o tom se elevar em alguns casos, mas ela sempre contorna essas situações com sabedoria.


Covid-19, um desafio incomparável 

Liderar uma equipe de cerca de 2 mil pessoas e administrar práticas assistenciais para uma média de 40 mil pacientes por mês durante a pandemia foi, e ainda é, a tarefa mais difícil da vida profissional da Doutora Raquel. 

Antes mesmo de a OMS comunicar que o mundo vivia uma pandemia, começou o planejamento de medidas que pudessem diminuir o impacto nos pacientes oncológicos.

Pensando na saúde e na segurança deles, a Doutora liderou, ao lado de um time multidisciplinar, um protocolo de triagem de pacientes e acompanhantes na entrada. Além disso, o grupo restringiu as visitas e delineou um fluxo diferenciado no setor da Emergência, assegurando que todas as pessoas com sintomas gripais fossem atendidas em um ambiente exclusivo. 

E participou ativamente de iniciativas tecnológicas, como o Pronto Atendimento Digital, um app em que os pacientes respondiam a uma série de questões e, a depender dos sintomas e sinais, recebiam a recomendação de comparecer à Instituição para melhor investigação, ou de permanecer em casa para observação e controle de sintomas, a fim de evitar a ida desnecessária ao setor de Emergência.

Também atuou na implantação da plataforma de telemedicina e ajudou na intensificação da comunicação com a mídia (TV, rádio e digital), pacientes e colaboradores.

Além disso, atuou no remanejamento de duas unidades de internação (42 leitos) e duas unidades de terapia intensiva (16 leitos), que foram exclusivamente destinadas a pacientes oncológicos com covid-19.


Jazz, MPB (das clássicas às atuais) e esportes

A veia esportiva, que aflorou desde sempre – na faculdade, praticou tudo que é modalidade –, sempre ajudou demais a lidar com a pressão. 

Se ela não correr, caminhar ou malhar, todas estas atividades complementadas com um banho glorioso, a rotina fica mais difícil. 
Praticando ou não atividade física, fato é que a MPB de nomes como Marisa Monte, Caetano Veloso e Chico Buarque embalam sua vida, bem como divas do jazz, das clássicas como Ella Fitzgerald às contemporâneas, como Madeleine Peyroux.

Como canta Marisa Monte, merecemos ler as letras e as palavras de gentileza ao nos comunicarmos com a Doutora Raquel Bussolotti, seja por escrito ou em voz viva, seja paciente ou colega de A.C.Camargo.

Estudo RAGNAR: A.C.Camargo ocupa lugar de destaque entre 196 centros oncológicos mundiais

Linha Fina

Iremos integrar o grupo de 20 autores que serão responsáveis pela apresentação da pesquisa no congresso da American Society of Clinical Oncology, a ASCO; além disso, fomos eleitos top screeners e top recrutadores  

Estudo RAGNAR: esta grandiosa pesquisa internacional sobre tratamento do câncer, que será detalhada a seguir, gerou reconhecimentos importantíssimos para o A.C.Camargo, em especial ao Dr. Marcelo Corassa, oncologista clínico da Instituição. 

Alcançamos o primeiro lugar nacional no recrutamento (inclusão) de participantes de pesquisa no estudo e a segunda posição no ranking de screening (rastreamento de pacientes).

Além de top screeners e top recrutadores, também fomos selecionados entre 196 centros oncológicos mundiais para integrar o grupo de 20 autores que serão responsáveis pela apresentação do estudo no congresso da American Society of Clinical Oncology, a ASCO, em junho. 


Screening? Entenda 

A primeira fase de um estudo como o RAGNAR é chamada de screening, na qual são feitos testes para checar se os pacientes eram ou não elegíveis ao protocolo. 

Fizemos a triagem de 125 pacientes no total, que realizaram testes moleculares em amostras de seus tumores. Após esta análise, três pacientes apresentaram as alterações necessárias para participar do estudo e foram perguntados sobre seu interesse na participação. Os três pacientes, de forma voluntária, ingressaram na fase de tratamento do estudo.

No Brasil, nenhum centro recrutou mais pacientes. Por isso, ficamos em segundo no screening e em primeiro no recrutamento.


Sobre o estudo RAGNAR: 196 centros oncológicos internacionais

O estudo RAGNAR é um estudo de fase II, multicêntrico, envolvendo múltiplos países ao redor do mundo, patrocinado pela empresa Janssen.

Foram 196 centros totais nos seguintes países: EUA, Brasil, Argentina, Austrália, Bélgica, China, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul, Polônia, Espanha, Taiwan e Reino Unido. 

O objetivo primário do estudo era avaliar a eficácia da droga Erdafitinibe, que é um inibidor oral de um gene chamado FGFR, em pacientes que apresentavam em seus tumores alterações deste mesmo gene. 

Para entrar no estudo, os pacientes poderiam apresentar qualquer tipo de tumor, desde que já houvessem recebido todos os tratamentos considerados padrão para o tumor específico e que apresentassem alterações no FGFR. 

Essas alterações genéticas não são avaliadas normalmente, por isso o estudo consistiu em duas fases diferentes: uma fase inicial, na qual era feito um teste para avaliar se o paciente apresentava a alteração necessária do estudo. E, em caso positivo, o paciente poderia optar por participar da fase de tratamento com o Erdafitinibe. 


Resultados do estudo no congresso da American Society of Clinical Oncology

O estudo foi concluído para recrutamento no Brasil e no mundo, mas os pacientes que foram incluídos e que ainda estão com benefício com o tratamento continuam recebendo a medicação. 

Os resultados foram submetidos para apresentação oral no congresso anual da ASCO, em junho, onde serão exibidos. 

O estudo RAGNAR traz uma avaliação cada vez mais frequente nos últimos anos: estudar a eficácia de uma droga direcionada a um determinado alvo genético, independentemente do tipo de tumor. 

O estudo buscou estudar uma alternativa nova para qualquer paciente com câncer, contanto que ele tenha já recebido pelo menos um tratamento considerado padrão e que tenha a alteração molecular no gene FGFR, que é o alvo da droga Erdafitinibe. 

Caso o resultado seja positivo, o estudo RAGNAR trará uma nova alternativa de tratamento que não depende do tipo de tumor específico, e sim da avaliação molecular. Estas avaliações tem sido cada vez mais frequentes e acessíveis, podendo ser realizadas, inclusive, no próprio A.C.Camargo.


Fonte: Dr. Marcelo Corassa, oncologista clínico do A.C.Camargo 
 

Pesquisa no câncer: Encontro de Ciência e Inovação do A.C.Camargo premiou os melhores trabalhos

Pesquisa no câncer: nos dias 28 e 29 de janeiro a Superintendência de Ensino e Pesquisa do A.C.Camargo promoveu o Encontro de Ciência e Inovação 2022. O objetivo foi divulgar as atividades científicas e de inovação desenvolvidas na Instituição.

O primeiro dia do Encontro contou com as apresentações dos trabalhos científicos das categorias: Iniciação Científica, Residência Médica e Aprimorandos (fellows) e Residência Multiprofissional.

O segundo dia foi preenchido com as apresentações de reconhecimento dos melhores trabalhos de Iniciação Científica, Residência Médica e Aprimorandos (fellows), Residência Multiprofissional, Mestrado Acadêmico e Profissional, Doutorado e Pós-doutorado, Trabalhos departamentais e outros, além dos Projetos de Inovação.

O Encontro contou com 181 inscrições ao todo, com 21 trabalhos premiados no dia 29/01, sendo três em cada categoria.

O evento foi um sucesso, reunindo temas e profissionais com grande interesse por inovação com impacto no cuidado oncológico e na sociedade. 

Pesquisa no câncer: Comitê de Ética em Pesquisa do A.C.Camargo conquista acreditação da CONEP

Pesquisa no câncer: em janeiro de 2020 o Comitê de Ética em Pesquisa - CEP, com o apoio institucional, iniciou a participação no projeto CONEP Acredita rumo a sua certificação como um comitê capacitado para atuar na análise de projetos de pesquisa de alta complexidade, sendo um representante regional da CONEP - Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

Por isso conquistar a acreditação da CONEP é um importante marco institucional quando falamos sobre projetos de pesquisas que envolvem seres humanos. 

Alcançar este desafio exigiu que os membros do CEP e equipe administrativa atendessem a rígidos critérios e diretrizes estabelecidos pela CONEP, e participassem de inúmeros treinamentos e oficinas ao longo dos últimos dois anos.

Para contar o que esse título representa para o A.C.Camargo, vamos começar relembrando que em nossa Instituição o CEP, cujo objetivo central é analisar as pesquisas que envolvem seres humanos de forma a garantir e resguardar a integridade e os direitos dos participantes destas pesquisas, foi criado em 1997. 

Esse time é composto por membros de grande qualificação técnica e acadêmica, profissionais de diversas áreas e representantes dos participantes de pesquisa, que se dedicam voluntariamente às análises éticas dos diversos projetos submetidos para apreciação.

No Brasil todos os CEPs são responsáveis pelos protocolos de pesquisa de baixa e média complexidade e atendem às diretrizes da CONEP e às resoluções do Conselho Nacional de Saúde. 

A CONEP, por sua vez é responsável pelas análises éticas dos protocolos de pesquisa de alta complexidade (e de áreas temáticas especiais, como genética humana, reprodução humana, populações indígenas e pesquisas de cooperação internacional) e daqueles propostos pelo Ministério da Saúde.

No projeto CONEP Acredita, após a realização das três etapas: seleção das propostas, pré-acreditação e acreditação, foi concedido o certificado de acreditação a cinco instituições no Estado de São Paulo, são elas em ordem de classificação:

•    Faculdade de Medicina do ABC- Fundação do ABC – FMABC
•    Fundação Antônio Prudente - A.C.CamargoCancer Center
•    Hospital Israelita Albert Einstein
•    Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da
•    Universidade de São Paulo – HCFMUSP

Para nossa Instituição é motivo de muito orgulho ter um grupo que contribuirá de forma ainda mais contundente com pesquisas em prol do combate ao câncer, levando o nome do A.C.Camargo para outro patamar no âmbito da ética em pesquisa.

Dra. Rachel Riechelmann recebe o Prêmio SBOC de Protagonismo Feminino na Oncologia

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A oncologista recebeu a homenagem pela sua atuação na promoção do conhecimento científico e do cuidado oncológico

A Dra. Rachel Riechelmann, head do departamento de oncologia clínica do A.C.Camargo Cancer Center, recebeu o Prêmio SBOC de Protagonismo Feminino na Oncologia, concedido pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). A médica recebeu o prêmio por sua relevante e inspiradora atuação na promoção do conhecimento científico e do cuidado oncológico ao longo de toda a sua jornada profissional e de vida.

A premiação é um reconhecimento a oncologistas mulheres que tenham contribuído significativamente para apoiar o desenvolvimento profissional de suas colegas, promovendo um ambiente de equidade baseado em meritocracia.

A escolha da premiada foi feita por meio da indicação de associados da SBOC consultados em todo o território nacional e após avaliação individual e secreta dos membros da Comissão Avaliadora dos Prêmios SBOC, composta por todos os membros da atual diretoria da entidade. 

“Estou feliz com o reconhecimento, porque ajudar, apoiar e fomentar a carreira de jovens oncologistas é um trabalho que me dá muita satisfação, ao mesmo tempo que proporciona oportunidade de outras pessoas brilharem. Agradeço e dedico esse prêmio às minhas alunas e alunos de pós-graduação e a todos os colegas de oncologia que atuam na formação da nova geração de oncologistas brasileiros”, comenta Dra. Rachel.
 

A.C.Camargo representado na Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia

A Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia fomenta a adoção das melhores práticas em assistência farmacêutica em oncologia por meio de suporte técnico-científico.

A SOBRAFO recentemente publicou o segundo volume do Manual de Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas.

Trata-se de uma terapia de alta complexidade, cujo sucesso envolve diretamente a atuação de uma equipe multiprofissional altamente especializada, com olhar e cuidados centrados no paciente. Neste cenário, o farmacêutico é parte fundamental e contribui em diversas etapas do TCTH.

A publicação, que tem o objetivo de atualizar e auxiliar na implantação do acompanhamento farmacêutico durante as fases do tratamento, contou com a elaboração da Cintia Vecchies Morassi, farmacêutica clínica do A.C.Camargo Cancer Center.

Segundo Cintia, desde 2016, em companhia de outros farmacêuticos, formamos um grupo de estudos em Transplante de Células Tronco Hematopoéticas (TCTH) com objetivo de aprimorar nosso conhecimento em transplante, capacitar outros profissionais farmacêuticos, e garantir segurança ao paciente.

Este novo manual foi desenvolvido para atualizar e auxiliar a rotina diária dos farmacêuticos que atuam na área e para os que estão iniciando.

Houve trocas de experiência com os farmacêuticos de outros centros, sempre com o propósito de trazer a melhor prática de cuidado aos pacientes.

Dr. Walter Henriques da Costa conquista título de Livre-Docente

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A livre-docência é o mais alto grau de titulação que um acadêmico pode chegar; ela atesta uma qualidade superior no ensino e na pesquisa

O Dr. Walter Henriques da Costa, vice-líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos do A.C.Camargo Cancer Center, conquistou o título de Livre-Docente pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). 

Sua formação teve início em 2001, ano em que se graduou em Medicina.

Em 2006, se especializou em urologia, na Sociedade Brasileira de Urologia. Em 2011, concluiu seu mestrado em Oncologia, e em 2013 concluiu seu Doutorado, também em Oncologia, ambos no A.C.Camargo.  

A tese defendida pelo Dr. Walter para a conquista da Livre-Docência teve como título “Identificação de fatores e marcadores prognósticos em câncer de rim” e suas motivações para mais esse passo em sua trajetória foram os 10 anos de dedicação ao ensino e à pesquisa dentro da nossa Instituição. 

O médico ressalta que esse é um título muito importante tanto do ponto de vista pessoal e quanto profissional, e ressaltou a qualidade do A.C.Camargo Cancer Center na produção de ciência em Uro-Oncologia. 

Há 10 anos, ele está na Instituição se dedicando à assistência, ao desenvolvimento da cirurgia robótica, ao ensino dos residentes e à pós-graduação. 

Doutor Walter, 45 anos, branco, magro, cabelo grisalho, sorri de jaleco
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O A.C.Camargo possui profissionais extremamente competentes e preparados em seu corpo clínico, que são destaques no cenário médico nacional e internacional. Acredito que a minha conquista serve de estímulo aos demais colegas da Instituição.
Dr. Walter Henriques da Costa, vice-líder do Centro de Referência em Tumores Urológicos

Dez anos sem o Doutor Ricardo Brentani

"Na minha incessante investigação dos mistérios do câncer, sonho com o dia em que as células revelem aquilo que insistem em esconder de mim” - Doutor Ricardo Brentani. 

No dia 21 de julho de 1937, na cidade de Trieste, Itália, nascia Ricardo Renzo Brentani, mais conhecido por Ricardo Brentani ou simplesmente Brentani. Era o segundo filho do industrial Segismundo e da artista plástica Gerda Brentani.

Chegou ao Brasil em 1938, com apenas um ano de idade. Casou-se com a também cientista Maria Mitzi Brentani, e tiveram quatro filhos: Hugo, Helena, Alexandra e Barbara.

Em 1957 ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Sua tese de doutorado fez do recém-formado médico um jovem pesquisador, e sua tese foi publicada na Revista Nature. Publicou mais de 300 trabalhos em importantes periódicos de impacto. 

Brentani dedicou-se a três linhas de pesquisas:

1. Papel do nucléolo no processamento de mRNA
2. Caracterização de mRNAs de colágenos
3. Adesão celular e metástase

Entre 1990 e 2000, liderou as pesquisas do Projeto Genoma do Câncer, que trouxe novos rumos ao estudo dos tumores. Foi considerado um dos mais importantes pesquisadores brasileiros de sua época e um dos mais premiados na área do câncer.

Ao longo de sua trajetória, dirigiu o Instituto Ludwig de Pesquisa do Brasil, foi diretor da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), membro titular da Academia Nacional de Medicina, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP e diretor-presidente da Fundação Antônio Prudente.

Transformou a nossa Instituição em referência na pesquisa genética do câncer, ajudou a criar o atual Centro Internacional de Pesquisa e Ensino (CIPE), desenvolveu nosso Biobanco e projetou o nome do A.C.Camargo internacionalmente por meio da ciência. Sempre acreditou que a força dos hospitais vem de seus institutos de pesquisa. Idealizou e implementou o primeiro curso de pós-graduação em um hospital privado brasileiro.

De personalidade forte, sabedoria, produtividade e abrangência de sua produção científica, além de seu grande senso de humor e bom coração, não mediu esforços para ajudar na construção da instituição oncológica pioneira no país, o A.C.Camargo Cancer Center.

Brentani deixou um legado imensurável, formou inúmeros cientistas e médicos que mudaram a história do câncer no Brasil.  

Ao Doutor Brentani, nosso eterno respeito e gratidão!

Ricardo Brentani, branco, grisalho, 70 anos, terno cinza, sorri, imagem da cintura pra cima

Doutor Glauco Baiocchi recebe prêmio da International Journal of Gynecological Cancer

A International Journal of Gynecological Cancer (IJGC) é uma importante publicação educacional e informativa para temas relacionados à detecção, prevenção, diagnóstico e tratamento de tumores ginecológicos.

Líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos, o Doutor Glauco Baiocchi Neto é membro do conselho editorial da IJGC e atua como revisor na revista.

O revisor tem uma importância ímpar no processo editorial do conhecimento científico e na sugestão de melhorias para os artigos, o que lhe proporcionou o reconhecimento, pelo segundo ano consecutivo, entre os dez melhores revisores do mundo, sendo o único médico da América Latina.

Doutor Glauco, branco, 40 anos, cabelo e barba preta, sorri de jaleco
"
A participação traz um grande reconhecimento do ponto de vista científico sobre o papel na disseminação do conhecimento na área. Fico muito feliz, pois eles contam com a rapidez da resposta, a qualidade da revisão, com a opinião que colocamos.

Dr. Luiz Paulo Kowalski atinge a impressionante marca de 600 estudos publicados

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Especialista em câncer de cabeça e pescoço, médico otorrinolaringologista do A.C.Camargo Cancer Center contribuiu para a medicina de diversas formas, como com a criação de novos protocolos, novo método in vitro para diferenciação de tumores e revisões de caso

O Prof. Dr. Luiz Paulo Kowalski, líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo, atingiu a impressionante marca de 600 estudos publicados ao longo dos seus mais de 40 anos de carreira. Estas publicações, que serviram de referência para outros autores, foram citadas 17.710 vezes.

Kowalski é um dos cirurgiões oncológicos renomados do país e está em nossa Instituição há mais de 30 anos. Também é professor titular de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). 

Dr. Emmanuel Dias-Neto, renomado cientista do Centro Internacional de Pesquisas do A.C.Camargo (CIPE), explica a importância deste marco.

“Atingir a marca de 600 artigos publicados está longe de ser uma tarefa fácil. O impacto destes artigos na formação de médicos e cientistas, na boa projeção institucional e na construção do cuidado dos pacientes ao longo de todos estes anos é algo imensurável. Mais bonito ainda é atingir essa marca com sua característica serenidade, entusiasmo pela descoberta científica, seu carinho e atenção para com os pacientes e sua contínua inspiração para seus pares. Por isso, o Dr. Kowalski é um modelo de médico e cientista, respeitadíssimo no Brasil e no exterior, e um grande exemplo para todos nós. Para mim, é uma alegria usufruir da presença do Dr. Kowalski nos corredores do nosso cancer center e no dia a dia das nossas pesquisas.”

Dr. Emmanuel Dias-Neto, cientista do CIPE e orientador do programa de pós-gradução do A.C.Camargo

Em seu trabalho como orientador de pós-graduação no A.C.Camargo e na FMUSP, já orientou 100 alunos dos cursos de mestrado e doutorado. Dr. Rubens Chojniak, head do setor de imagem e orientador do programa de pós-graduação do A.C.Camargo, comenta:

“Não é apenas o número que é importante, mas o que está por trás dele. Uma produção científica desta qualidade só é possível com muita dedicação e trabalho, com capacidade de cooperação, com entusiasmo pela profissão e pelo conhecimento, além de formar e inspirar inúmeros jovens.  Além do reconhecimento pessoal na comunidade médica e científica internacional, o conjunto desta obra valoriza e aumenta a referência da nossa Instituição. Quero parabenizar o Prof. Kowalski por mais esta conquista e agradecê-lo pelo exemplo, pelos ensinamentos e pela inspiração.”

Dr. Rubens Chojniak, head do setor de imagem e orientador do programa de pós-gradução do A.C.Camargo

Dr. Kowalski também figura na lista como um dos 100 mil top cientistas do mundo, um ranking realizado pela revista científica Journal Plos Biology que considerou o impacto dos pesquisadores ao longo da carreira e o impacto em um único ano (2019). 

Atuação no A.C.Camargo

Ao longo de suas três décadas de dedicação ao A.C.Camargo, Dr. Kowalski não só gerou extensa produção científica como preparou e formou inúmeros cirurgiões, desenvolveu o maior Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do país, incluindo o conceito de cuidado integrado e centrado no paciente.

“Em 30 anos à frente do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo, posição que tenho muito orgulho, montamos uma equipe espetacular. Nesse tempo, cultivamos a multidisciplinaridade, a medicina baseada em evidências (muitas delas estabelecidas por nossos próprios trabalhos), a colaboração multi-institucional e, sobretudo, formamos recursos humanos em residência médica e em pós-graduação”, explica Dr. Kowalski. 

Currículo

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná em 1979, fez residência médica em cancerologia cirúrgica pela Fundação Antonio Prudente. Concluiu seu mestrado em 1986 e seu doutorado em 1989, ambos em otorrinolaringologia pela Universidade Federal de São Paulo. 

É professor livre-docente em Oncologia pela Faculdade de Medicina da USP (1996) e principal investigator (PI) do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) do INCITO-INOTE. É membro do corpo editorial de diversos periódicos e, atualmente, é vice-chairman do Grupo de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG) e Diretor Científico do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço.