Intestino delgado

O intestino delgado é o órgão mais longo do trato digestivo. Ele absorve nutrientes, eletrólitos vitaminas, conduz a água presente no trato digestivo para absorção no intestino grosso e apresenta um sistema imunológico ativo, nos protegendo dos patógenos presentes no tubo digestivo.

Tudo sobre colonoscopia

A colonoscopia é um exame que avalia o intestino grosso e a parte final do intestino delgado.

É recomendada para pacientes que apresentam sintomas de origem intestinal como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal.

Para a população sem sintomas, com o objetivo de prevenir um câncer colorretal, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos. Para aqueles que possuem histórico de câncer de intestino na família, essa periodicidade e o seu início podem mudar, caso a caso.

Quanto à duração, a colonoscopia é um procedimento realizado em alguns minutos e o paciente é sedado durante todo o exame.

Nesta página, você encontra todas as informações necessárias sobre a colonoscopia: são 26 perguntas e respostas, além de dois podcasts que têm a ver com o tema, um vídeo, um livro digital gratuito (e-book) e até mesmo uma sugestão de cardápio para a véspera do exame.

Confira a seguir:

 Entendendo a colonoscopia

É um exame que permite a visualização de todo o intestino grosso, além da parte final do intestino delgado, por meio de um aparelho flexível com iluminação e uma câmera na extremidade.

Realizado geralmente sob sedação endovenosa, o exame permite que o paciente durma e não sofra nenhum desconforto durante o procedimento. 

O aparelho, que é introduzido pelo ânus, pode avaliar possíveis lesões na superfície interna do intestino, como tumores ou pólipos.

O exame detecta possíveis lesões na superfície interna do intestino grosso e no final do intestino delgado, como tumores e pólipos.

Geralmente, o médico indica este exame quando o paciente apresenta alguma sintoma relacionado ao intestino, caso de uma alteração no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes ou dor abdominal.

Uma outra indicação é para a prevenção do câncer de intestino, mesmo para pessoas sem sintomas.

Quando necessário, uma biópsia ou a remoção de lesões, como pólipos, podem ser realizadas durante a colonoscopia.

Sim. É muito importante realizar uma limpeza intestinal adequada, deixando o intestino totalmente livre de resíduos fecais e, assim, permitindo a visualização de toda a superfície da mucosa interna intestinal.

A administração de medicamentos como Manitol, Dulcolax (ambos laxantes) e também a ingestão de, no mínimo, 2 litros de líquidos de coloração clara auxiliam no preparo adequado do intestino para o exame.

No momento da colonoscopia, o paciente é sedado para não sentir qualquer tipo de dor ou desconforto que o exame possa trazer.

Conheça os medicamentos que devem ser suspensos com consentimento médico:

  • Pausa 7 dias antes do exame: Warfarina (Marevan e Coumadin), Clopidogrel, Prasugrel, Ticlopidina, Ticagrelor 
  • Pausa 48 horas antes do exame: Dabigatrana, Xarelto, Apixabana e Sulfato ferroso
  • Pausa 24 horas antes do exame: Enoxaparina (Clexane) 


Ácido acetilsalicílico (AAS e Aspirina) pode ser tomado normalmente, se fizer uso de até 200 mg ao dia. Caso utilize doses maiores, a suspensão deverá ocorrer 5 dias antes do exame.

Todos os medicamentos acima citados necessitam de pausa, pois há a possibilidade da realização de biópsia e/ou de remoção de pólipos durante o exame, e a manutenção deles aumenta o risco de sangramentos.

Se for portador de diabetes, no dia do exame, suspenda o uso de hipoglicemiantes (medicamentos para o diabetes), devido ao tempo prolongado de jejum.

Para investigar quaisquer sinais e sintomas do câncer de intestino ou de outras doenças intestinais que apareçam,  assim como para prevenção e detecção precoce do câncer do intestino e de lesões pré-malignas (pólipos intestinais), mesmo em pessoas sem qualquer sintoma.

Neste caso, a prevenção com a colonoscopia se inicia aos 45 anos de idade. 

Sim. É ministrada uma sedação para dormir ou uma anestesia para evitar o desconforto na hora do exame.

Após o efeito da medicação, o paciente está liberado para ir para casa, com acompanhante e com restrição para a condução de veículos e atividades que necessitem de atenção, para o resto do dia.

O exame, propriamente dito, dura em média de 30 a 40 minutos. 

Eventualmente haverá a necessidade de realizar procedimentos durante o exame, e isso pode acarretar uma maior duração. Considerando o período de recuperação da sedação e a realimentação, o tempo total de permanência no setor pode se tornar de duas a três horas. 

Após a realização do exame, o paciente é encaminhado para a sala de recuperação, onde permanecerá em repouso por, em média, 40 minutos, podendo variar de pessoa para pessoa e conforme a resposta à medicação sedativa.

Depois de despertar, ofereceremos um lanche e será liberada a alta hospitalar, desde que o paciente esteja com seu acompanhante. 

Em geral, não é necessário, exceto nos casos em que o paciente necessite de algum suporte médico ou de enfermagem especial, podendo ser necessária a internação hospitalar ou a modalidade denominada como preparo hospitalar, conforme a orientação médica na solicitação.

Isso ocorre devido à administração de sedativos (medicamentos para dormir). É que essas medicações causam sonolência e alteram a atenção e o equilíbrio do paciente. 

A colonoscopia só é realizada mediante um acompanhante maior de 18 anos e capaz, que deve permanecer durante todo o período do exame no hospital.

Crianças e menores de 18 anos necessitarão da presença dos pais (mãe ou pai) ou responsável legal, que poderá permanecer na sala apenas até o momento da sedação da criança.

O exame avalia todo o intestino grosso, que é uma região de elevada frequência de um tipo de câncer que está relacionado ao estilo de vida da pessoa, de acordo com o tipo de alimentação, o tabagismo e o consumo de álcool.

O câncer do intestino grosso (ou de cólon e reto) vem se tornando um dos principais tipos de tumores em número de casos e de mortes no Brasil, chegando a ser apontado como um problema de saúde pública.

Uma das principais funções da colonoscopia é a prevenção do câncer do intestino grosso, sendo que ela é normalmente indicada a partir dos 45 anos de idade em pessoas sem sintomas, com o objetivo de detecção e retirada de lesões pré-malignas (pólipos), além de também diagnosticar tumores mais precocemente. 

Não há uma contraindicação absoluta, mas pacientes com debilidade clínica podem necessitar de maiores cuidados para o preparo intestinal, a sedação e durante o exame.

Devem ser pesados os benefícios e os riscos do exame pela equipe médica.

Pacientes com obstrução intestinal podem apresentar restrição para o preparo intestinal convencional, por via oral. 

Colonoscopia: orientações gerais
  • Pacientes com IMC > OU = 40 devem realizar o procedimento com um anestesista (é necessário informar no ato do agendamento);
  • Pacientes com doenças crônicas descompensadas ou consideradas em condições de risco pela equipe médica poderão ter seu exame suspenso e/ou reagendado para ser realizado durante sua internação, de acordo com a avaliação médica;
  • Quando o exame for realizado em condições insatisfatórias, ou seja, quando ainda houver presença de fezes no intestino, será emitido um laudo parcial e, provavelmente, o paciente terá a necessidade de reagendar o exame;
  • Os pacientes com agendamento de preparo hospitalar são programados para o primeiro horário do dia. Eles são acomodados num quarto e iniciamos a medicação. Por não saber ao certo o horário que o cólon (intestino) ficará em condição ideal para a realização do exame, não é possível informar com precisão o horário da realização do exame. Normalmente, as colonoscopias começam a partir das 14 horas.

Não. O ideal é que retorne às atividades normais somente no dia seguinte.

Sim. Poderá reintroduzir a dieta normalmente. Dê preferência a alimentos mais leves e com menos gordura.

Sim. As complicações são raras, porém podem ocorrer sangramentos, reações adversas aos medicamentos e, em casos extremos, perfurações intestinais.

As complicações após os exames podem ser imediatas ou tardias. Caso após a alta para casa o paciente sinta dores fortes na região abdominal ou distensão abdominal (barriga mais inchada), ele deve procurar o nosso serviço de emergência.

As mais comuns são: dores abdominais, cólicas, presença de flatos (gases), fezes com presença de sangue e diarreia.

Endoscopia: é um exame para a visualização do esôfago, do estômago e do duodeno, que investiga eventuais alterações ou lesões. É realizada por meio de um aparelho flexível com uma microcâmera na ponta de um tubo, que é inserido no paciente por via oral.

Colonoscopia: é um exame que visualiza o intestino grosso até chegar ao delgado. É recomendado em caso de sintomas como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal. Para a população sem sintomas, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos.

Não existem sintomas após a colonoscopia. Após o efeito do sedativo, o paciente está liberado para seguir com suas atividades normais.

Os pacientes costumam ter medo da dor e do desconforto. Contudo, o exame é feito com anestesia.

A parte mais desconfortável é o preparo, feito com um laxante indicado.

O intestino funciona por algumas horas e é recomendado que o paciente beba bastante líquido.

Sim. É feita ambulatorialmente. O paciente chega para fazer o exame e vai embora no mesmo dia.

Quando o paciente faz o preparo no hospital, ele chega pela manhã e estará liberado até o final da tarde.

Há mais de 50 anos. Dispomos de equipamentos de última geração que permitem detecção e detalhes a partir da excelente qualidade de imagem.

O A.C.Camargo também forma médicos com especialização nas partes alta e baixa do sistema digestivo em nossa residência médica.

A colonoscopia não é apenas um exame diagnóstico: ela permite a remoção de lesões.

Essas lesões podem ser, por exemplo, os pólipos, que são pequenas verrugas que podem ser milimétricas ou até mesmo grandes.

Durante o exame, muitas vezes, é possível removê-las. Quando as lesões são maiores, é necessário que seja em ambiente hospitalar, pois há risco de sangramento e outras intercorrências.

Geralmente sai no mesmo dia. Às vezes, existe a necessidade de coleta de material durante o exame para uma análise patológica.

Esse material é levado para um estudo patológico, que avalia se há células tumorais ou não.

O resultado demora, em média, entre dois e três dias, mas o laudo sai no mesmo dia.

Não aumentam. Ao adotar as medidas de segurança indicadas, realizar o seu procedimento torna-se uma prática segura.

Dada a particularidade e a especificidade de cada caso, porém, é fundamental que o paciente discuta diretamente com seu médico oncologista a melhor escolha a ser feita no momento.

#QuemTemCâncerTemPressa e estamos prontos para acolher nossos pacientes, assistindo-os de forma segura em todas as fases de seu tratamento.

Dessa forma, estabelecemos o Atendimento Oncológico Protegido – um conjunto de processos para o paciente prosseguir com seu tratamento, em tempos de pandemia.

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Sugestão de cardápio para a véspera da colonoscopia

Café da manhã

  • Sem restrições até as 8h da manhã do dia anterior ao exame

Lanche da manhã 

  • Frutas sem casca, sem bagaço e sem caroço/sementes: maçã, pera, melão e/ou banana
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 

Almoço

  • Arroz papa ou macarrão sem molho (ex: alho e óleo ou manteiga) ou purê de batata ou mandioquinha
  • Ovo mexido, cozido ou pochê 
  • Gelatinas de cor clara (abacaxi, pêssego, limão ou maracujá)
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 

Lanche da tarde

  • Bolacha maizena ou torradas ou pão de forma sem fibras e sem casca, ou biscoito polvilho 
  • Frutas sem casca, sem bagaço e sem caroços/sementes: maçã, banana, pera e melão
  • Picolé de frutas claras (sem leite): limão, abacaxi e tangerina

Jantar

  • Caldos de legumes batidos e coados ou sopas instantâneas com baixo teor de gordura
  • Gelatinas de cor clara (ex: abacaxi, pêssego, limão ou maracujá)
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 
Um senhor de origem oriental de braços cruzados. Ele tem os cabelos pretos, usa óculos e está de camisa social, gravata e jaleco do A.C.Camargo. Ele está de braços cruzados olhando para a câmera.
"
A colonoscopia detecta possíveis pólipos, lesões ou tumores na parede do intestino grosso. O médico avalia qualquer anormalidade e, se necessário, leva uma amostra do tecido celular para avaliação patogênica.
Doutor Wilson Toshihiko Nakagawa, Head de Endoscopia do A.C.Camargo

Estudos clínicos trazem a medicina do futuro para o presente

Linha Fina

É possível contribuir com a ciência do câncer e evoluir no seu tratamento; entenda o que são estas pesquisas e como funcionam

Os estudos clínicos de hoje podem se tornar os tratamentos de amanhã. 

Ao participar, você pode se beneficiar e ajudar a salvar vidas no futuro. 

Entenda tudo a seguir.


Estudos clínicos: segurança do paciente em primeiro lugar 

Um medicamento não pode ser oferecido a pacientes sem que seus riscos e benefícios sejam conhecidos em detalhes. Da produção da molécula – que ainda não pode nem ser chamada de medicamento – até chegar ao paciente, há um caminho longo, que demanda anos e muitos estudos.

Primeiramente, a molécula é testada em células de laboratório, depois em modelos de animais, respeitando todo o cuidado ético com animais de experimento.

Somente após estes testes começam os estudos clínicos, em voluntários humanos em quatro fases distintas. Dada a importância do desenvolvimento de novos tratamentos, a quantidade de estudos clínicos aumentou mundialmente em 700% em uma década. 


Quem garante a segurança do paciente?

O principal objetivo de um estudo clínico é gerar conhecimento médico-científico, protegendo o participante da pesquisa, enquanto busca-se avaliar se o medicamento realmente apresenta a eficácia a que se propõe.

No Brasil, os estudos clínicos são monitorados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), órgão governamental regulatório que tem como equivalentes o FDA americano, o EMA europeu e o PMDA japonês, entre outros, que visam garantir a segurança dos participantes em pesquisas clínicas. 

Além da vigilância realizada pela ANVISA, os estudos clínicos se submetem à supervisão dos comitês de ética das instituições de saúde e ao Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), que tem a responsabilidade de zelar pela ética na condução das pesquisas e pelo direito dos participantes, do início ao fim dos estudos.

O voluntário deve estar ciente dos compromissos, riscos e incertezas referentes ao estudo, de forma que permita a tomada de uma decisão informada. Esse conhecimento sobre os detalhes, riscos e eventuais benefícios protege o paciente, que será um participante ativo, voluntário do estudo, e não uma cobaia. O voluntário também deve ser informado sobre o número de pacientes, hospitais e países participantes, a frequência de efeitos colaterais e o direito de sair da pesquisa sem prejuízo para seu tratamento.

“Assim, há certa desconfiança de alguns pacientes por desconhecimento, apesar dos benefícios que a pesquisa clínica pode trazer, o que é absolutamente aceitável. Afinal, estar em tratamento é um momento de estresse para o paciente. Essa desconfiança pode ser maior ou menor a depender do esclarecimento que o paciente recebe sobre o estudo”, analisa o Dr. João Paulo Lima, oncologista clínico do A.C.Camargo e coordenador médico de Pesquisa Clínica.

Somente com toda essa vigilância e cuidado teremos certeza de que a molécula é mesmo um medicamento eficaz e seguro.


É complicado conduzir estudos clínicos?

Conduzir um estudo clínico demanda um serviço organizado com suporte das equipes médica e não médica com expertise na doença. Isto explica porque poucos centros brasileiros desenvolvem pesquisas na atualidade. 

Segundo a Associação Brasileira das Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO), considerando o período entre 2006 e 2020, 247.168 estudos clínicos foram realizados no mundo todo – desse total, pouco mais de 6.000 no Brasil, um número que ainda pode melhorar. 

“Há espaço para muito crescimento da pesquisa clínica no Brasil. Temos hospitais e pessoal extremamente capazes”, esclarece o Dr. João Lima.


Fases

Saiba como funcionam as etapas dos estudos clínicos:

Fase 1: os pesquisadores testam a molécula num pequeno número de pessoas, administrando-a em pessoas saudáveis ou pacientes, a fim de avaliar a sua segurança, determinar uma variação de dosagem segura e identificar efeitos colaterais indesejáveis. Nesta fase inicial, a grande preocupação é com a segurança, pois será a primeira vez que humanos receberão esta molécula. É colhida uma grande quantidade de amostras de sangue para avaliar como o organismo lida com a molécula. É avaliada a forma de administração da molécula, que pode ser via oral ou intravenosa.

Fase 2: nesta etapa, a molécula se mostrou segura, já é conhecida a via de administração e a frequência de uso. Um número maior de pacientes com diferentes condições (câncer de mama avançado, de pulmão...) é convidado a participar. Nesta fase, os pesquisadores observam se há algum sinal de eficácia contra as diferentes doenças, pois uma molécula pode mostrar atividade muito boa contra câncer de pulmão, mas ser inútil para tratar câncer de intestino.

Fase 3: precisamos validar se o tratamento experimental é melhor do que o tratamento padrão. Agora, um número grande de pacientes com determinada doença é convidado a participar do estudo, que comparará a molécula versus o tratamento padrão. Nesta fase acontece a randomização dos pacientes: eles são aleatoriamente divididos entre os que recebem o tratamento padrão ou a molécula. Ocorre um sorteio, uma randomização feita pelo computador central, entre todos os pacientes do mundo para que idade, distribuição de gênero e tratamentos prévios sejam idênticos entre o grupo do tratamento experimental e o grupo do tratamento padrão. Assim, se os pacientes que receberam o tratamento experimental responderam melhor do que os submetidos ao tratamento padrão, este benefício deve ter vindo do tratamento e não de algum outro fator.

Muitas vezes, o tratamento padrão pode apenas consistir em cirurgia, acompanhamento ou controle de sintomas. Assim, esses estudos randomizados podem oferecer como tratamento padrão o placebo após a cirurgia ou junto do acompanhamento. Imagine que o médico e o paciente saibam que o paciente está recebendo a molécula experimental; é comum pensar que tantos os sintomas como os benefícios possam advir dessa molécula. O placebo evita este viés.

Fase 4: nesta etapa ocorrem os estudos realizados depois que um medicamento se torna disponível para comercialização, e busca-se avaliar efeitos colaterais raros.


Participar é ajudar a salvar vidas

Os tratamentos que hoje curam tantas pessoas foram validados graças a estudos clínicos feitos previamente, que contaram com muitos pacientes.

Além de colaborar para salvar outras vidas, ao participar, o paciente poderá receber uma molécula inovadora com potencial de ser eficaz dentro de um ambiente altamente controlado, como é a pesquisa clínica. 

“Existe, sim, uma chance de o paciente ter um benefício caso essa nova medicação seja efetivamente mais eficaz e não tenha um perfil de efeito colaterais inaceitável. O importante é o paciente saber que vamos tentar protegê-lo ao máximo”, conta o Dr. João.


Como fazer parte 

Seu médico pode convidá-lo a participar se observar que você tem o perfil para um determinado estudo, se notar que você está dentro dos critérios de elegibilidade. 

Você também pode perguntar diretamente a ele sobre a possibilidade de participar de um estudo. 

Para saber mais ou avaliar se você pode participar de algum de nossos estudos clínicos, mande um e-mail para [email protected]. Nosso time irá avaliar a mensagem e responder com todos os esclarecimentos. 

Tumores digestivos: uma seleção de conteúdos para você saber tudo e se proteger

Linha Fina

As publicações foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada do paciente no A.C.Camargo Cancer Center

Tumores digestivos são aqueles que atingem estômago, esôfago, fígadopâncreas, intestino delgadoGIST (tumor estromal gastrointestinal) e vesícula biliar e vias biliares.

No A.C.Camargo Cancer Center, eles são tratados por uma equipe multidisciplinar no Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto, que entende a necessidade individualizada de cada paciente e o coloca no centro do cuidado.

Algo importante. Em relação ao câncer de estômago, por exemplo, a estimativa é que haja 21 mil novos casos para cada ano do triênio 2020-2022, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, o que o coloca como o sexto tipo de câncer mais comum, se considerarmos o ranking geral, com homens e mulheres.

Mesmo em tempos de pandemia, temos um Atendimento Oncológico Protegido, implementado para que os pacientes possam seguir seus tratamentos com segurança, além de fazer suas consultas e exames para investigar eventuais sinais e sintomas.

Uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial do tumor (por exemplo, a sensação de estufamento), muitas vezes fica complicado perceber um câncer precocemente.

Por outro lado, baseado no histórico do paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.

E, claro, para afastar o risco, inclua alimentos mais saudáveis nas refeições, faça atividade física, não fume, não beba, previna-se contra a obesidade e não deixe de realizar os exames médicos. 

Para que você saiba mais sobre o universo dos tumores digestivos para proteger sua saúde, o A.C.Camargo Cancer Center apresenta a seguir dezenas de publicações.

Elas foram divididas pelas temáticas de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, os pilares que definem a jornada do nosso paciente na Instituição.

Confira:

Carnes e câncer: a vermelha é mais perigosa que a branca? 
Entenda se algum dos tipos de proteína animal apresenta risco maior para o desenvolvimento de um tumor

Macarrão instantâneo causa câncer? 
Descubra se aquela opção que fica pronta em 3 minutos é um risco para a sua saúde 

Câncer de pâncreas: dor nas costas poderia ser um sinal
Incômodo pode aparecer na região lombar, mas nunca é associado a um tumor

Churrasco e câncer: há relação?
Descubra se a carne vermelha no carvão sabota a sua saúde 

Um manual sobre o câncer de estômago
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

Hepatite: vacinação e relação com o câncer
Imunização ajuda a blindar contra tumores de fígado; conheça os tipos 

Alimentação saudável contribui para evitar o câncer
Antioxidantes e fibras ajudam a prevenir tumores

Suco gástrico dos pacientes com câncer de estômago
Ele pode ser útil para identificação de tumor

Endoscopia
Um guia com tudo sobre o exame

Um manual sobre o câncer de fígado
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

Podcast Rádio Cancer Center - Tumores do aparelho digestivo alto: saiba como se prevenir
Ouça esta conversa e saiba tudo sobre sinais, sintomas e fatores de risco (tem até cirurgia bariátrica)

Sangue nas fezes: devo me preocupar?
Confira a coluna “Fala, Doutor”, que traz as dúvidas mais frequentes no consultório

Um manual sobre o câncer de pâncreas
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

Mitos & verdades: câncer de estômago e esôfago
Gastrite, refluxo e outros pontos recorrentes

Mitos & verdades: câncer de pâncreas, fígado e vesícula
Geralmente, esses tumores são assintomáticos no início

H.pylori pode ter relação com câncer de estômago
Aprenda a diminuir os riscos causados pela bactéria

Cirurgia para retirada do estômago é indicada para prevenir o câncer?
Aconselhamento genético pode ajudar na tomada de decisão

Um manual sobre o câncer de esôfago
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

O papel do fumo e das toxinas alimentares em pacientes com tumores de fígado
Estudo analisou mutações celulares associadas a esses fatores de risco

Um manual sobre o câncer de intestino delgado
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

A síndrome metabólica
E seus riscos de diabetes, doenças do coração e câncer de fígado

Câncer de fígado e estômago
7 entre 10 casos são relacionados com hepatites B e C e H.pylory

Um manual sobre o câncer de vesícula biliar e vias biliares
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

A H.pylori na América Latina
Falta de saneamento básico e alimentos mal condicionados: as grandes causas de infecção pela bactéria

Um manual sobre o tumor estromal gastrointestinal
Sinais, sintomas, fatores de risco e formas de tratamento

Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto
Entenda como a equipe multidisciplinar coloca o paciente no centro do cuidado 

Podcast Rádio Cancer Center - Atendimento Oncológico Protegido
Saiba como o A.C.C. está preparado para cuidar de seus pacientes com segurança e excelência em tempos de Covid-19

Tratamento oncológico e libido: entenda a relação
Fatores orgânicos ou emocionais podem desencadear problemas

Avanços da cirurgia robótica no câncer gástrico
Técnica permite realizar linfadenectomias e gastrectomias com mais precisão 

Radioterapia feita durante a cirurgia pode evitar volta de tumores digestivos
Estudo identificou que o procedimento garantiu sobrevida a pacientes 

A.C.Camargo apresenta cartilha sobre câncer de estômago
Material traz informações sobre tratamento, prevenção, sinais e sintomas 

Tumores do aparelho digestivo alto
Inovações e desafios no tratamento cirúrgico

Genômica, a ciência que faz diferença
Assista ao vídeo e entenda melhor como ela contribui para o combate ao câncer

A quimioterapia perioperatória 
Eis uma opção promissora para tumores gastroesofágicos

O que o paciente com câncer deve saber sobre interações medicamentosas?
Chás e alguns medicamentos podem interferir na ação dos quimioterápicos 

Presença de proteína no sangue é um importante biomarcador para controle de câncer de estômago
Oncogene HER 2 é maior nas células tumorais circulantes do que nos tumores primários

Estudo realizado no A.C.Camargo mostra resultados promissores em casos de câncer de pâncreas
Números são equivalentes aos de centros norte-americanos; tumor nesse órgão é complexo

Exercício e câncer: preparação pré-cirúrgica traz vantagens aos pacientes
Descubra os inúmeros benefícios que a atividade física proporciona durante e após a cirurgia

Podcast Rádio Cancer Center - Como manter a mente calma em tempos de Covid-19
Uma conversa que ensina táticas para se reinventar e passar bem por esta atípica fase 

Vídeo: histórias reais sobre o câncer
Conheça a paciente Edna Zorzim Amancio

Vídeo: combata a disgeusia com esta salada caprese com pesto
Assista e aprenda uma receita feita para quem tem diminuição ou alteração no paladar

Fisiatra, o médico que promove mobilidade e qualidade de vida
Conheça esse profissional de essencial importância para o “ir e vir”, inclusive para o paciente oncológico 

Exercícios durante ou após a quimioterapia em pacientes com câncer
Estudo holandês apresentado na ASCO analisou o impacto da atividade física

Fisioterapia contribui para a qualidade de vida de mulheres com câncer
Pacientes podem prevenir o acúmulo de líquido

Intestino delgado

O intestino delgado é o órgão mais longo do trato digestivo. Ele representa 75% da extensão do tubo digestivo e apresenta várias funções fisiológicas. Entre elas está a absorção de nutrientes, eletrólitos e vitaminas. Além disso, conduz a água presente no trato digestivo para absorção no intestino grosso e apresenta um sistema imunológico ativo, nos protegendo dos patógenos presentes no tubo digestivo.

Por sua raridade, não há dados oficiais sobre a incidência do câncer de intestino delgado no Brasil. Nos EUA, esse tipo de tumor representa menos de 5% de todos os tumores do trato digestivo e cerca de 0,6% de todos os tumores malignos. Lá, a estimativa é que a incidência anual seja de 2,1 casos para cada 100 mil habitantes.

Diferentes tipos de tumores podem ocorrer no intestino delgado. Há até pouco tempo, o Adenocarcinoma (tumor de origem epitelial) era considerado a variante mais comum nesse sítio tumoral. 

No entanto, dados recentes provenientes dos EUA apontam que os tumores neuroendócrinos passaram os Adenocarcinomas como os tumores mais comuns nesse órgão. 

Além desses dois, outras neoplasias que ocorrem no intestino delgado são os sarcomas e os linfomas.

O intestino delgado é dividido anatomicamente em três partes: o duodeno, parte mais próxima que faz relação com o pâncreas, o jejuno e o íleo.

A maioria dos tumores do intestino delgado ocorre na região do duodeno.

Os sintomas iniciais do câncer de intestino delgado podem ser inespecíficos e, por conta disso, muitas pessoas demoram a procurar um especialista. 

Esses sintomas dependem fundamentalmente do tipo e da localização do tumor. 

Em fases mais avançadas da doença, a perda de peso, dor no peito, tosse e sangramento podem ocorrer. Mas, em geral, os sinais são estes:

  • Anemia
  • Vômito e náusea
  • Colúria (urina escura, como Coca-Cola)
  • Fadiga
  • Perda de apetite
  • Icterícia (amarelão)
  • Sangramento digestivo
  • Distensão abdominal não usual
  • Perda de peso
  • Dor abdominal


FATORES DE RISCO

Algumas questões aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que necessariamente a pessoa vai ter câncer de intestino delgado.

  • Idade: a maior parte dos casos ocorre após os 60 anos de idade
  • Doenças inflamatórias do trato digestivo (Doença Celíaca e Doença de Crohn): a inflamação crônica associada a elas aumenta o risco da doença
  • Síndromes genéticas: algumas síndromes hereditárias de predisposição ao câncer, como a Síndrome de Lynch, a Polipose Adenomatosa Familial, a Síndrome de Peutz-Jeghers e a Síndrome de Polipose associada ao MUTYH estão ligadas a um maior risco de desenvolver o Adenocarcinoma de intestino delgado
  • Álcool: o consumo excessivo também integra a lista de fatores de risco
  • Obesidade: o excesso de peso pode aumentar o risco da doença

Para lesões mais proximais, como as que ocorrem no duodeno, a endoscopia digestiva alta é uma ferramenta fundamental. Nesse procedimento, uma câmera acoplada a um tubo flexível é introduzida pela boca e permite visualizar a lesão e retirar amostras para biópsia.

Em outras localizações, o exame de imagem do abdome traz mais informações.

Frequentemente, é necessário complementar a investigação com exames mais sofisticados, como uma tomografia computadorizada ou uma ressonância magnética.

Em casos mais desafiadores, pode ser necessária a realização de outros tipos de exames, como cápsula endoscópica e a cintilografia por emissão de pósitrons (PET-CT).


ESTADIAMENTO

O estadiamento é uma forma de classificar a extensão do tumor e se, ou quanto, ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos. 

Para isso, é usada uma combinação de letras e números: T de tumor, N, de nódulos (ou gânglios linfáticos) e M de metástase e números que vão de 0 (sem tumor, gânglios afetados ou metástase) a 4, esse último indicando maior acometimento.

O objetivo do tratamento com intuito curativo do câncer de intestino delgado é a ressecção completa do tumor por meio da cirurgia.

Para pacientes não candidatos ao procedimento cirúrgico, a combinação de quimioterapia e radioterapia (especialmente para aqueles com tumores localizados no duodeno) ou quimioterapia isoladamente podem ser utilizadas.


CIRURGIA

Para pacientes com tumores precoces, o tratamento cirúrgico é considerado a estratégia mais adequada.

No A.C.Camargo Cancer Center, esse procedimento pode ser feito por cirurgia robótica, que é mais precisa e permite que o paciente se recupere e tenha alta em menos tempo, por laparoscopia ou ainda por cirurgia convencional aberta.

Se o estômago todo precisar ser removido, durante a cirurgia é feita uma conexão do esôfago com o intestino delgado, para que o paciente possa se alimentar.

Para se adaptar a essa nova situação, o principal é fracionar a alimentação em várias vezes e pequenas quantidades de cada vez. Também pode ser necessário ingerir suplementos de vitaminas.


QUIMIOTERAPIA E TERAPIA-ALVO

Para aqueles pacientes com tumores do tipo Adenocarcinoma, quando os tumores envolvem os gânglios próximos à parede do
intestino delgado, o tratamento adjuvante (pós-operatório) com quimioterapia deve ser considerado.

Para pacientes com tumores neuroendócrinos, após a cirurgia, em geral não é feita nenhuma forma de tratamento complementar.

No caso de tumores mais avançados, com metástases, o tratamento, tanto do Adenocarcinoma quanto para os tumores neuroendócrinos, é sistêmico.

No caso do Adenocarcinoma, a base do tratamento é a quimioterapia, enquanto nos casos de tumores neuroendócrinos, podem ser utilizadas bloqueadores hormonais (análogos de somatostatina), medicações via oral (como o Everolimo), além de quimioterapia em casos selecionados.