Cólon

Esse câncer tem origem na mucosa que reveste o intestino, é chamado de adenocarcinoma e pode levar anos para se formar. A maioria dos casos tem origem em pequenas lesões chamadas pólipos adenomatosos que, apesar de benignos, são precursores do câncer.

Tudo sobre colonoscopia

A colonoscopia é um exame que avalia o intestino grosso e a parte final do intestino delgado.

É recomendada para pacientes que apresentam sintomas de origem intestinal como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal.

Para a população sem sintomas, com o objetivo de prevenir um câncer colorretal, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos. Para aqueles que possuem histórico de câncer de intestino na família, essa periodicidade e o seu início podem mudar, caso a caso.

Quanto à duração, a colonoscopia é um procedimento realizado em alguns minutos e o paciente é sedado durante todo o exame.

Nesta página, você encontra todas as informações necessárias sobre a colonoscopia: são 26 perguntas e respostas, além de dois podcasts que têm a ver com o tema, um vídeo, um livro digital gratuito (e-book) e até mesmo uma sugestão de cardápio para a véspera do exame.

Confira a seguir:

 Entendendo a colonoscopia

É um exame que permite a visualização de todo o intestino grosso, além da parte final do intestino delgado, por meio de um aparelho flexível com iluminação e uma câmera na extremidade.

Realizado geralmente sob sedação endovenosa, o exame permite que o paciente durma e não sofra nenhum desconforto durante o procedimento. 

O aparelho, que é introduzido pelo ânus, pode avaliar possíveis lesões na superfície interna do intestino, como tumores ou pólipos.

O exame detecta possíveis lesões na superfície interna do intestino grosso e no final do intestino delgado, como tumores e pólipos.

Geralmente, o médico indica este exame quando o paciente apresenta alguma sintoma relacionado ao intestino, caso de uma alteração no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes ou dor abdominal.

Uma outra indicação é para a prevenção do câncer de intestino, mesmo para pessoas sem sintomas.

Quando necessário, uma biópsia ou a remoção de lesões, como pólipos, podem ser realizadas durante a colonoscopia.

Sim. É muito importante realizar uma limpeza intestinal adequada, deixando o intestino totalmente livre de resíduos fecais e, assim, permitindo a visualização de toda a superfície da mucosa interna intestinal.

A administração de medicamentos como Manitol, Dulcolax (ambos laxantes) e também a ingestão de, no mínimo, 2 litros de líquidos de coloração clara auxiliam no preparo adequado do intestino para o exame.

No momento da colonoscopia, o paciente é sedado para não sentir qualquer tipo de dor ou desconforto que o exame possa trazer.

Conheça os medicamentos que devem ser suspensos com consentimento médico:

  • Pausa 7 dias antes do exame: Warfarina (Marevan e Coumadin), Clopidogrel, Prasugrel, Ticlopidina, Ticagrelor 
  • Pausa 48 horas antes do exame: Dabigatrana, Xarelto, Apixabana e Sulfato ferroso
  • Pausa 24 horas antes do exame: Enoxaparina (Clexane) 


Ácido acetilsalicílico (AAS e Aspirina) pode ser tomado normalmente, se fizer uso de até 200 mg ao dia. Caso utilize doses maiores, a suspensão deverá ocorrer 5 dias antes do exame.

Todos os medicamentos acima citados necessitam de pausa, pois há a possibilidade da realização de biópsia e/ou de remoção de pólipos durante o exame, e a manutenção deles aumenta o risco de sangramentos.

Se for portador de diabetes, no dia do exame, suspenda o uso de hipoglicemiantes (medicamentos para o diabetes), devido ao tempo prolongado de jejum.

Para investigar quaisquer sinais e sintomas do câncer de intestino ou de outras doenças intestinais que apareçam,  assim como para prevenção e detecção precoce do câncer do intestino e de lesões pré-malignas (pólipos intestinais), mesmo em pessoas sem qualquer sintoma.

Neste caso, a prevenção com a colonoscopia se inicia aos 45 anos de idade. 

Sim. É ministrada uma sedação para dormir ou uma anestesia para evitar o desconforto na hora do exame.

Após o efeito da medicação, o paciente está liberado para ir para casa, com acompanhante e com restrição para a condução de veículos e atividades que necessitem de atenção, para o resto do dia.

O exame, propriamente dito, dura em média de 30 a 40 minutos. 

Eventualmente haverá a necessidade de realizar procedimentos durante o exame, e isso pode acarretar uma maior duração. Considerando o período de recuperação da sedação e a realimentação, o tempo total de permanência no setor pode se tornar de duas a três horas. 

Após a realização do exame, o paciente é encaminhado para a sala de recuperação, onde permanecerá em repouso por, em média, 40 minutos, podendo variar de pessoa para pessoa e conforme a resposta à medicação sedativa.

Depois de despertar, ofereceremos um lanche e será liberada a alta hospitalar, desde que o paciente esteja com seu acompanhante. 

Em geral, não é necessário, exceto nos casos em que o paciente necessite de algum suporte médico ou de enfermagem especial, podendo ser necessária a internação hospitalar ou a modalidade denominada como preparo hospitalar, conforme a orientação médica na solicitação.

Isso ocorre devido à administração de sedativos (medicamentos para dormir). É que essas medicações causam sonolência e alteram a atenção e o equilíbrio do paciente. 

A colonoscopia só é realizada mediante um acompanhante maior de 18 anos e capaz, que deve permanecer durante todo o período do exame no hospital.

Crianças e menores de 18 anos necessitarão da presença dos pais (mãe ou pai) ou responsável legal, que poderá permanecer na sala apenas até o momento da sedação da criança.

O exame avalia todo o intestino grosso, que é uma região de elevada frequência de um tipo de câncer que está relacionado ao estilo de vida da pessoa, de acordo com o tipo de alimentação, o tabagismo e o consumo de álcool.

O câncer do intestino grosso (ou de cólon e reto) vem se tornando um dos principais tipos de tumores em número de casos e de mortes no Brasil, chegando a ser apontado como um problema de saúde pública.

Uma das principais funções da colonoscopia é a prevenção do câncer do intestino grosso, sendo que ela é normalmente indicada a partir dos 45 anos de idade em pessoas sem sintomas, com o objetivo de detecção e retirada de lesões pré-malignas (pólipos), além de também diagnosticar tumores mais precocemente. 

Não há uma contraindicação absoluta, mas pacientes com debilidade clínica podem necessitar de maiores cuidados para o preparo intestinal, a sedação e durante o exame.

Devem ser pesados os benefícios e os riscos do exame pela equipe médica.

Pacientes com obstrução intestinal podem apresentar restrição para o preparo intestinal convencional, por via oral. 

Colonoscopia: orientações gerais
  • Pacientes com IMC > OU = 40 devem realizar o procedimento com um anestesista (é necessário informar no ato do agendamento);
  • Pacientes com doenças crônicas descompensadas ou consideradas em condições de risco pela equipe médica poderão ter seu exame suspenso e/ou reagendado para ser realizado durante sua internação, de acordo com a avaliação médica;
  • Quando o exame for realizado em condições insatisfatórias, ou seja, quando ainda houver presença de fezes no intestino, será emitido um laudo parcial e, provavelmente, o paciente terá a necessidade de reagendar o exame;
  • Os pacientes com agendamento de preparo hospitalar são programados para o primeiro horário do dia. Eles são acomodados num quarto e iniciamos a medicação. Por não saber ao certo o horário que o cólon (intestino) ficará em condição ideal para a realização do exame, não é possível informar com precisão o horário da realização do exame. Normalmente, as colonoscopias começam a partir das 14 horas.

Não. O ideal é que retorne às atividades normais somente no dia seguinte.

Sim. Poderá reintroduzir a dieta normalmente. Dê preferência a alimentos mais leves e com menos gordura.

Sim. As complicações são raras, porém podem ocorrer sangramentos, reações adversas aos medicamentos e, em casos extremos, perfurações intestinais.

As complicações após os exames podem ser imediatas ou tardias. Caso após a alta para casa o paciente sinta dores fortes na região abdominal ou distensão abdominal (barriga mais inchada), ele deve procurar o nosso serviço de emergência.

As mais comuns são: dores abdominais, cólicas, presença de flatos (gases), fezes com presença de sangue e diarreia.

Endoscopia: é um exame para a visualização do esôfago, do estômago e do duodeno, que investiga eventuais alterações ou lesões. É realizada por meio de um aparelho flexível com uma microcâmera na ponta de um tubo, que é inserido no paciente por via oral.

Colonoscopia: é um exame que visualiza o intestino grosso até chegar ao delgado. É recomendado em caso de sintomas como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal. Para a população sem sintomas, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos.

Não existem sintomas após a colonoscopia. Após o efeito do sedativo, o paciente está liberado para seguir com suas atividades normais.

Os pacientes costumam ter medo da dor e do desconforto. Contudo, o exame é feito com anestesia.

A parte mais desconfortável é o preparo, feito com um laxante indicado.

O intestino funciona por algumas horas e é recomendado que o paciente beba bastante líquido.

Sim. É feita ambulatorialmente. O paciente chega para fazer o exame e vai embora no mesmo dia.

Quando o paciente faz o preparo no hospital, ele chega pela manhã e estará liberado até o final da tarde.

Há mais de 50 anos. Dispomos de equipamentos de última geração que permitem detecção e detalhes a partir da excelente qualidade de imagem.

O A.C.Camargo também forma médicos com especialização nas partes alta e baixa do sistema digestivo em nossa residência médica.

A colonoscopia não é apenas um exame diagnóstico: ela permite a remoção de lesões.

Essas lesões podem ser, por exemplo, os pólipos, que são pequenas verrugas que podem ser milimétricas ou até mesmo grandes.

Durante o exame, muitas vezes, é possível removê-las. Quando as lesões são maiores, é necessário que seja em ambiente hospitalar, pois há risco de sangramento e outras intercorrências.

Geralmente sai no mesmo dia. Às vezes, existe a necessidade de coleta de material durante o exame para uma análise patológica.

Esse material é levado para um estudo patológico, que avalia se há células tumorais ou não.

O resultado demora, em média, entre dois e três dias, mas o laudo sai no mesmo dia.

Não aumentam. Ao adotar as medidas de segurança indicadas, realizar o seu procedimento torna-se uma prática segura.

Dada a particularidade e a especificidade de cada caso, porém, é fundamental que o paciente discuta diretamente com seu médico oncologista a melhor escolha a ser feita no momento.

#QuemTemCâncerTemPressa e estamos prontos para acolher nossos pacientes, assistindo-os de forma segura em todas as fases de seu tratamento.

Dessa forma, estabelecemos o Atendimento Oncológico Protegido – um conjunto de processos para o paciente prosseguir com seu tratamento, em tempos de pandemia.

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Sugestão de cardápio para a véspera da colonoscopia

Café da manhã

  • Sem restrições até as 8h da manhã do dia anterior ao exame

Lanche da manhã 

  • Frutas sem casca, sem bagaço e sem caroço/sementes: maçã, pera, melão e/ou banana
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 

Almoço

  • Arroz papa ou macarrão sem molho (ex: alho e óleo ou manteiga) ou purê de batata ou mandioquinha
  • Ovo mexido, cozido ou pochê 
  • Gelatinas de cor clara (abacaxi, pêssego, limão ou maracujá)
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 

Lanche da tarde

  • Bolacha maizena ou torradas ou pão de forma sem fibras e sem casca, ou biscoito polvilho 
  • Frutas sem casca, sem bagaço e sem caroços/sementes: maçã, banana, pera e melão
  • Picolé de frutas claras (sem leite): limão, abacaxi e tangerina

Jantar

  • Caldos de legumes batidos e coados ou sopas instantâneas com baixo teor de gordura
  • Gelatinas de cor clara (ex: abacaxi, pêssego, limão ou maracujá)
  • Suco de fruta processado ou natural coado e de coloração clara (ex: maracujá, laranja e limão), água de coco, guaraná, água mineral e isotônico 
Um senhor de origem oriental de braços cruzados. Ele tem os cabelos pretos, usa óculos e está de camisa social, gravata e jaleco do A.C.Camargo. Ele está de braços cruzados olhando para a câmera.
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A colonoscopia detecta possíveis pólipos, lesões ou tumores na parede do intestino grosso. O médico avalia qualquer anormalidade e, se necessário, leva uma amostra do tecido celular para avaliação patogênica.
Doutor Wilson Toshihiko Nakagawa, Head de Endoscopia do A.C.Camargo

Câncer de cólon e reto: conheça os fatores de risco, sinais e sintomas

Linha Fina

Uma vez feito o diagnóstico precoce, este tipo de tumor, que é o terceiro mais comum no Brasil entre homens e mulheres, apresenta 90% de chance de cura

O câncer de cólon e reto é o terceiro mais comum entre os homens e mulheres no Brasil – um tipo de tumor que, inclusive, foi diagnosticado naquele que é considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos, o “Atleta do Século”.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para 2020 foi de 40.990 novos casos, dos quais, 20.520 em homens e 20.470 em mulheres.

O intestino grosso é a parte final do tubo digestivo, entre o intestino delgado e o ânus, e é dividido em cólon e reto

O cólon, por sua vez, é composto por: 

  • Cólon ascendente: inclui o ceco e se localiza na parte direita do abdome
  • Cólon transverso: atravessa a parte superior do abdome da direita para esquerda
  • Cólon descendente: fica na parte esquerda do abdome
  • Cólon sigmoide: tem forma de S e se conecta ao reto, na parte inferior esquerda do abdome

Esse câncer tem origem na mucosa que reveste o intestino, é chamado de adenocarcinoma e pode levar anos para se formar. 

A maioria dos carcinomas de cólon tem origem em pequenas lesões chamadas pólipos adenomatosos que, apesar de benignos, são precursores do câncer. 

É por isso que os pólipos removidos durante uma colonoscopia são habitualmente enviados para biópsia.  

O câncer de cólon tem desenvolvimento lento e, além disso, pode ser rastreado, isto é, descoberto precocemente, através de colonoscopias periódicas. 

"O reto, por sua vez, é a parte final do intestino, com função de reservatório, que termina no esfíncter anal", explica o Dr. Samuel Aguiar Junior, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência em Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.

Câncer de cólon: fatores de risco

A prevenção do câncer de cólon está associada à alimentação saudável e a bons hábitos regulares. A seguir, confira os fatores de risco:

  • Alimentação: dietas ricas em carnes vermelhas, carnes processadas e carnes expostas a calor intenso, como nos churrascos, encabeçam a lista dos fatores de risco, seguidas por uma dieta pobre em fibras (frutas, legumes e verduras).
  • Sedentarismo: a prática regular de exercícios físicos também ajuda a combater a obesidade, que é outro fator de risco para este tipo de câncer.
  • Fumo: é um fator de risco sério também para este tipo de câncer.
  • Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.
  • Doenças inflamatórias intestinais: as formas severas dessas doenças são raras, mas, como são crônicas, podem aumentar o risco de câncer de cólon. Entre elas estão a colite ulcerativa e a doença de Crohn. Portadores dessas doenças precisam ter acompanhamento específico para detecção precoce do câncer.
  • Síndromes familiais de câncer: algumas famílias têm um histórico de câncer de cólon, com várias pessoas afetadas pela doença e antes dos 50 anos. Nesses casos, é importante consultar um médico e um oncogeneticista para fazer uma avaliação de risco e verificar qual a melhor forma de acompanhamento. Duas síndromes principais afetam o cólon, o câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC) ou síndrome de Lynch e a polipose adenomatosa familial (FAP).


Câncer de cólon: sinais e sintomas

Geralmente, não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, mas, conforme progride, pode causar sangramentos e obstruções intestinais. Os sintomas mais comuns são:    

  • Presença de sangue nas fezes
  • Dores abdominais
  • Dores ao evacuar
  • Diarreia ou prisão de ventre que não passam
  • Sensação de empachamento
  • Mudanças no apetite
  • Perda de peso inexplicável

Caso você note algum dos sintomas acima, marque uma consulta.

Linha Aspas Simples
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Em seus estágios iniciais, o câncer de cólon apresenta 90% de chance de cura

Vídeo: A.C.Camargo é destaque no programa CNN Sinais Vitais

Linha Fina

O programa fez um alerta sobre os riscos do câncer de intestino e acompanhou uma cirurgia em nossa Instituição de câncer colorretal

Câncer colorretal: segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 40mil novos casos de câncer de intestino foram diagnosticados em 2020. A doença pode ter diversas casusas, desde má alimentação até fatores genéticos.

Por isso, foi ao ar o programa CNN Sinais Vitais, no dia 21 de julho de 2021, apresentado pelo médico cardiologista Roberto Kalil, fez um alerta para o aumento de casos nos últimos anos no Brasil e no mundo. Segundo os especialistas entrevistados, uma alimentação pobre em legumes e verduras e rica em carne vermelha e bebida alcoólica pode desencadear o câncer.

A equipe da CNN acompanhou cirurgias de câncer colorretal no A.C.Camargo, com o médico cirurgião Samuel Aguiar Jr, que mostrou como é o procedimento de laparoscopia com ajuda de robôs ultramodernos.

Carnes processadas são um fator de risco para o câncer?

Linha Fina

Entenda se esse tipo de alimento pode ser perigoso para a sua saúde  

As carnes processadas, categoria que inclui alimentos como bacon, salame e salsicha, por exemplo, também estão associadas a um risco mais elevado para o câncer, especialmente tumores de cólon e de estômago. 

“Isso acontece porque o processamento da carne vermelha se dá pelo método de cura, que consiste no acréscimo de sal, de açúcar ou nitrato/nitrito”, explica o Dr. Victor Hugo Fonseca de Jesus, vice-líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo.

Essas substâncias levam à produção de compostos chamados N-nitrosos (NOC). 

De maneira semelhante ao que faz as aminas policíclicas aromáticas (APA) e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) – que, após serem metabolizadas no nosso organismo, geram compostos químicos que lesam o nosso DNA e que são mutagênicos –, os NOC se demonstraram carcinogênicos em pesquisas com animais. e dados de estudos epidemiológicos, em sua maior parte, reforçam estes achados em humanos. 


Carnes processadas: saiba como equilibrar a dieta

O mais importante é manter uma dieta balanceada. 

“De forma alguma estes dados devem ser interpretados como uma evidência de que não se deva comer carne vermelha ou carne processada. Aqui, a palavra-chave é moderação. De maneira geral, deve-se evitar o consumo de carne vermelha ou processada mais de duas a três vezes por semana”, avisa o Dr. Victor Hugo. 

Além disso, é importante privilegiar o consumo de frutas e vegetais. Adicionalmente, outros aspectos da dieta parecem tão relevantes quanto a carne. 

“A obesidade é um fator de risco tão ou mais importante do que o consumo de carne para o desenvolvimento de câncer. Desta forma, não podemos nos descuidar com os doces ou alimentos muito ricos em carboidratos, pois estes também podem conferir indiretamente um risco aumentado de câncer”, finaliza o especialista. 

Dr. Victor Hugo Fonseca de Jesus, branco, sorri de jaleco
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Quando o processamento da carne vermelha se dá pelo método de cura, que consiste no acréscimo de sal, de açúcar ou nitrato/nitrito, o risco se eleva.
Doutor Victor Hugo Fonseca de Jesus, vice-líder do CR em Tumores do Aparelho Digestivo Alto

Churrasco e câncer: há relação?

Linha Fina

Descubra se a carne vermelha no carvão sabota a sua saúde 

Churrasco e câncer, uma relação que gera muitas dúvidas nas cabeças dos brasileiros.

Afinal, aquela carninha que você (que não é vegetariano ou vegano) come com os amigos e a família poderia estar sabotando a sua saúde?

Certo é que o consumo de carne vermelha é associado ao risco aumentado para alguns tumores, como o câncer de cólon, pâncreas e próstata.

Segundo o Dr. Victor Hugo Fonseca de Jesus, vice-líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo, no processo de preparo da carne no churrasco são gerados dois tipos de substâncias: as aminas policíclicas aromáticas (APA) e os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA). 

“Estas substâncias, após serem metabolizadas no nosso organismo, geram compostos químicos que lesam o nosso DNA e que são mutagênicos”, afirma o Dr. Victor Hugo.


Churrasco e câncer: bem passado, risco maior

Pesquisas com animais já demonstraram que esses compostos podem levar ao desenvolvimento de tumores. Além disso, a maior parte dos estudos epidemiológicos sugere uma associação entre o consumo excessivo de carne com consequentes níveis mais altos de ingestão de APA e HPA e um risco aumentado de câncer. 

“Tanto é verdade que, hoje, a IARC, Associação Internacional para Pesquisa em Câncer, categoriza a carne vermelha como provavelmente carcinogênica para seres humanos”, explica o médico. 

A produção dessas substâncias varia consideravelmente de acordo com o tipo de carne e com o modo, o tempo e a temperatura de preparo. 

“De modo geral, na carne bem passada e chamuscada há maiores concentrações de APA e HPA, que podem elevar mais significativamente o risco de desenvolver câncer”, diz o Dr. Victor Hugo.


Solução: saiba como equilibrar a dieta

O mais importante é manter uma dieta balanceada

“De forma alguma estes dados devem ser interpretados como uma evidência de que não se deva comer carne vermelha ou carne processada. Aqui, a palavra-chave é moderação. De maneira geral, deve-se evitar o consumo de carne vermelha ou processada mais de duas a três vezes por semana”, avisa o Dr. Victor Hugo. 

Além disso, é importante privilegiar o consumo de frutas e vegetais. Adicionalmente, outros aspectos da dieta parecem tão relevantes quanto a carne. 

“A obesidade é um fator de risco tão ou mais importante do que o consumo de carne para o desenvolvimento de câncer. Desta forma, não podemos nos descuidar com os doces ou alimentos muito ricos em carboidratos, pois estes também podem conferir indiretamente um risco aumentado de câncer”, finaliza o especialista. 

Doutor Victor Hugo Fonseca de Jesus, branco, cabelos negros, óculos e jaleco
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De modo geral, na carne bem passada e chamuscada há maiores concentrações de APA e HPA, que podem elevar mais significativamente o risco de desenvolver câncer.
Doutor Victor Hugo Fonseca, vice-líder do CR em Tumores do Aparelho Digestivo Alto

Pacientes com câncer colorretal podem voltar a comer de tudo?

Linha Fina

Saiba mais sobre a alimentação para pacientes com tumores
no cólon e no reto

Muitos pacientes com câncer colorretal têm dúvidas sobre o tipo de alimentação que devem ter e se poderão voltar a se alimentar normalmente após a cura.

Thais Manfrinato Miola, supervisora de nutrição do A.C.Camargo Cancer Center, explica que dietas específicas dependerão da fase do tratamento que o paciente se encontra e adaptadas aos efeitos colaterais, se houver.

“O paciente com câncer colorretal, assim como qualquer outro paciente oncológico, deve manter uma alimentação balanceada sempre que possível, com adaptações para o pós-operatório ou para amenizar os sintomas da quimioterapia ou radioterapia”, comenta Thais.

A alimentação balanceada deve incluir o consumo de frutas, hortaliças, grãos integrais, leites e derivados na forma desnatada. As fontes proteicas devem ser magras, como leguminosas, peixe e frango. O consumo de carne vermelha não é proibido, mas deve ser moderado (menos de 500g por semana) com prioridade para os cortes magros. Bebidas açucaradas, gorduras e frituras devem ser evitadas.


Retomada da rotina para o paciente com câncer colorretal

Depois do tratamento cirúrgico, durante o período de acompanhamento, os pacientes com câncer colorretal poderão a se alimentar de forma normal, comendo de tudo.

“A evolução gradativa da dieta faz com que observemos se o paciente apresenta alguma intolerância alimentar posterior à cirurgia. Caso sim, este alimento que causou a intolerância deve ser excluído da dieta. Mas, são poucos os casos, já que a maioria volta a comer de tudo”, finaliza Thais.

Para saber mais sobre o câncer colorretal, clique aqui.

 

Podcast Rádio Cancer Center #38 - O Cuidado com o Câncer de Cólon e Reto em Tempos de Covid-19

Linha Fina

Ouça o episódio e saiba como o A.C.Camargo Cancer Center está preparado para continuar a tratar e a diagnosticar seus pacientes em meio à pandemia

O câncer de cólon e reto é muito comum no Brasil.

Sem contar os tumores de pele não melanoma, ele é o segundo mais comum entre os homens, com previsão de 20.540 novos casos para 2020, de acordo com o INCA, e também é o segundo mais comum entre as mulheres, com projeção de 20.470 novos diagnósticos para o ano passado.

Por isso, estamos aqui hoje para falar sobre os cuidados com o câncer de cólon e reto em tempos de Covid-19.

Falamos sobre a falta de rastreamento para novos casos em tempos de Covid-19, sobre a importância da colonoscopia para o diagnóstico precoce e sobre os sinais e sintomas que as pessoas não podem ignorar e que pedem uma ida ao médico, entre outros assuntos importantes. 

Com a gente, o Doutor Samuel Aguiar Junior, cirurgião oncológico e líder do Centro de Referência em Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.

Confira:

 

Saiba mais:

- Vacinação Covid-19: neste primeiro momento, não faremos aplicação no A.C.Camargo

- Podcasts A.C.Camargo: ouça os episódios da Rádio Cancer Center

- Ouça os episódios no Spotify

- Agende sua consulta ou seu exame

 

Sangue nas fezes: devo me preocupar?

Linha Fina

Confira a coluna “Fala, Doutor”, que traz as dúvidas mais frequentes entre os pacientes no consultório, por Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C. Camargo Cancer Center

Sangue nas fezes. Pode ser assustador ver sangue no toalete ou no papel higiênico após evacuar.

Felizmente, a maioria das causas de sangramento retal não são fatais – as mais comuns são as hemorroidas e as fissuras anais. 


Quando procurar ajuda

A maioria das pessoas com sangramento retal leve não tem câncer colorretal ou outra doença grave. No entanto, a única maneira de detectar o motivo do sangramento é consultar um médico.

Por isso, ao notar sangue nas fezes ou sangramento no reto, entre em contato com seu médico o mais rápido possível. 

Algumas vezes, o sangue se torna enegrecido após passar pelo processo de digestão no estômago ou no intestino. 

Também é necessário procurar atendimento caso você perceba uma mudança na frequência do hábito intestinal ou na consistência das fezes, tiver dor abdominal ou se sentir muito cansaço e fraqueza.


A origem do sangue nas fezes

O trato gastrointestinal é um tubo que transporta, processa e absorve os alimentos. Se inicia na boca, termina no ânus e, entre eles, temos o esôfago, estômago, intestinos e reto. 

Qualquer ponto ao longo do trato gastrointestinal pode ser a fonte do sangramento visto nas fezes. As razões mais comuns de sangramentos gastrointestinais incluem:

•    Úlceras no estômago ou intestino delgado
•    Veias dilatadas no esôfago, conhecidas como “varizes esofágicas”
•    Vasos sanguíneos anormais
•    Doença diverticular (uma condição em que pequenas bolsas se formam na parede do intestino)
•    Doença de Crohn ou retocolite ulcerativa (doenças autoimunes que podem causar feridas no intestino)
•    Hemorroidas, que são veias dilatadas no reto (a parte inferior do cólon)
•    Fissuras anais, que são lacerações ao redor do ânus
•    Câncer


Quais exames podem auxiliar no diagnóstico?

Os exames necessários para determinar a origem do sangramento dependem de diversos fatores, como idade, sintomas e históricos médico e familiar. 

Os exames mais utilizados incluem:

•    Exames de sangue como hemograma e coagulograma
•    Colonoscopia
•    Endoscopia digestiva alta
•    Cintilografia com hemácias marcadas, arteriografia e cápsula endoscópica (estes, geralmente, utilizados nos casos de difícil diagnóstico)


Sempre procurar um médico

O câncer colorretal, às vezes, é diagnosticado em pessoas que ignoraram o sangramento por anos – presumiram que se tratava de hemorroidas ou outras causas benignas. 

É por isso que qualquer pessoa com sangramento retal deve consultar um médico para determinar a causa. 

Se o câncer colorretal for diagnosticado precocemente, as chances de cura aumentam substancialmente.

Doutor Daniel Garcia, branco, 35 anos, cabelo castanho curto, óculos e jaleco
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A maioria das pessoas com sangramento retal leve não tem câncer colorretal ou outra doença grave. No entanto, a única maneira de detectar o motivo do sangramento é consultar um médico.
Doutor Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo Cancer Center

Imunoterapia: saiba em quais casos o tratamento é eficaz para tumores colorretais

Linha Fina

Diferentemente da quimioterapia, que atua diretamente na célula tumoral, a imunoterapia ativa o nosso sistema imunológico para combater o câncer 

A imunoterapia é um tratamento inovador que funciona como agente do bem em nosso organismo: ele dá um comando para que o sistema imunológico reconheça e destrua as células tumorais. Para funcionar, a imunoterapia se liga a proteínas presentes em alguns tipos de tumores e nas células do sistema imunológico.

Com isso, os efeitos colaterais costumam ser menores do que aqueles sentidos durante o tratamento por quimioterapia convencional.

Hoje estão disponíveis dois tipos de imunoterapia: os anticorpos monoclonais anti-PD1/PD-L1 e os anticorpos anti-CTLA4. Ambos são de administração intravenosa.


Imunoterapia x câncer de cólon

Contudo, o tratamento não funciona para todos os tipos de tumores. "Sabe-se que apenas que uma parcela muito pequena dos pacientes com tumores colorretais se beneficia de tratamento com imunoterápico", explica o Dr. Celso Abdon, líder do Centro de Referência em Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center. "São pacientes que apresentam metástases e cujo tumor mostra alteração nos genes de reparo do DNA. Isso ocorre em aproximadamente 5% dos tumores colorretais".

Uma das vantagens da imunoterapia é não provocar efeitos colaterais na produção de glóbulos brancos e, consequentemente, os pacientes não apresentam queda dos níveis de leucócitos, que são as células que fazem a defesa contra bactérias, por exemplo. Desta forma, o risco de infecção e internação é reduzido.


Imunoterapia: efeitos

A imunoterapia é bem tolerada de forma geral, mas nem por isso deixa de ter efeitos colaterais. Os mais frequentes são falta de ar, coceira na pele e diarreia.

"No geral, os efeitos da imunoterapia são fáceis de serem tratados. Em tratamentos específicos, podem ser mais frequentes e severos, mas são casos raros", diz.

Clique aqui e conheça os sinais e sintomas do câncer de cólon. Para saber mais sobre nosso Atendimento Oncológico Protegido e outras notícias sobre câncer, clique aqui.

Celso Abdon Lopes de Mello

Cólon

O câncer de cólon e reto (ou colorretal) é o segundo mais frequente entre os homens e entre as mulheres no Brasil, descontando-se o câncer de pele não-melanoma. 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para 2020 foi de 40.990 novos casos, dos quais, 20.470 em mulheres e 20.520 em homens.

O intestino grosso é a parte final do tubo digestivo, entre o intestino delgado e o ânus e é dividido em cólon e reto. O cólon, por sua vez, divide-se em: cólon ascendente, que inclui o ceco e se localiza na parte direita do abdome; cólon transverso, que atravessa a parte superior do abdome da direita para esquerda; cólon descendente, que fica na parte esquerda do abdome; e cólon sigmoide, que tem forma de S e se conecta ao reto, na parte inferior esquerda do abdome. O reto localiza-se na cavidade pélvica, na parte inferior do tronco, e sua porção final se conecta ao ânus, por onde saem as fezes. 

Sua principal função é extrair água e sais minerais dos alimentos digeridos, de forma que o conteúdo fecal se torna mais pastoso e sólido à medida que é conduzido ao longo do cólon. Além disso, ele absorve as vitaminas K, B1 (tiamina) e B2 (riboflavina) que são produzidas pelas mais de 700 espécies de bactérias que vivem nele, a chamada flora intestinal.  

O câncer de cólon está intimamente associado a maus hábitos alimentares e, por isso, pode ser prevenido. Uma dieta rica em carnes vermelhas e gorduras e pobre em fibras (verduras, legumes e frutas) está entre as principais causas desse câncer. O câncer de cólon, porém, tem desenvolvimento lento e, além disso, pode ser rastreado, isto é, descoberto precocemente, através de colonoscopias periódicas. Em seus estágios iniciais, o câncer de cólon apresenta 90% de chance de cura. 

Esse câncer tem origem na mucosa que reveste o intestino, é chamado de adenocarcinoma e pode levar anos para se formar. A maioria dos carcinomas de cólon tem origem em pequenas lesões chamadas pólipos adenomatosos que, apesar de benignos, são precursores do câncer. É por isso que os pólipos removidos durante uma colonoscopia são habitualmente enviados para biópsia.  

O câncer do intestino grosso (câncer colorretal) é um dos tipos com maior incidência em todo o mundo, principalmente nas regiões mais desenvolvidas. Em geral, o câncer de cólon não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, mas, à medida que progride, pode causar sangramentos e obstruções intestinais. Os sintomas mais comuns são:

  • Presença de sangue nas fezes
  • Dores abdominais
  • Dores ao evacuar
  • Diarreia ou prisão de ventre que não passam
  • Sensação de empachamento
  • Mudanças no apetite
  • Perda de peso inexplicável

 

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas não quer dizer que você vai ter câncer de cólon. A prevenção está associada à alimentação saudável e a hábitos de vida adequados.

Alimentação: dietas ricas em carnes vermelhas, carnes processadas e carnes expostas a calor intenso, como nos churrascos, encabeçam a lista dos fatores de risco, seguidas por uma dieta pobre em fibras (frutas, legumes e verduras).

Sedentarismo: a prática regular de exercícios físicos também ajuda a combater a obesidade, que é outro fator de risco para este tipo de câncer.

Fumo: é um fator de risco sério também para este tipo de câncer.

Álcool: sozinho, o consumo de bebidas alcoólicas já é um fator de risco importante, particularmente entre os chamados bebedores pesados. Combinado com o fumo, o risco se multiplica.

Doenças inflamatórias intestinais: as formas severas dessas doenças são raras, mas como são crônicas podem aumentar o risco de câncer de cólon. Entre elas estão a colite ulcerativa e a doença de Crohn. Portadores dessas doenças precisam ter acompanhamento específico para detecção precoce do câncer.

Síndromes familiais de câncer: algumas famílias têm um histórico de câncer de cólon, com várias pessoas afetadas pela doença e antes dos 50 anos. Nesses casos, é importante consultar um médico e um oncogeneticista para fazer uma avaliação de risco e verificar qual a melhor forma de acompanhamento. Duas síndromes principais afetam o cólon, o câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC) ou síndrome de Lynch e a polipose adenomatosa familial (FAP).

No caso do câncer de cólon, o rastreamento em todas as pessoas acima dos 50 anos é fundamental para a detecção precoce da doença, independentemente de apresentarem sintomas ou não. No entanto, pacientes mais jovens, com histórico familiar de câncer, também devem ser avaliados. A colonoscopia é o principal exame para o rastreamento do câncer colorretal.

Imediatamente após o diagnóstico de câncer de cólon, o próximo passo é a realização de exames para estadiamento da doença, para identificar a sua extensão. Nesses casos, estão incluídos os exames físicos, laboratoriais, e de imagem, como radiografias, tomografias, ressonância magnética e, algumas vezes, o PET-CT.

O estadiamento é uma forma de classificar a extensão do tumor e se ou quanto ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos. Para isso é usada uma combinação de letras e números: T de tumor, N, de nódulos (ou gânglios linfáticos) e M de metástase e números que vão de 0 (sem tumor, ou sem gânglios afetados ou sem metástase) a 4, este último indicando maior acometimento.

O tratamento do câncer de cólon envolve cirurgia e quimioterapia. A cirurgia é necessária em praticamente todos os casos e pode ser a única forma de tratamento nas fases muito iniciais, porém, nem sempre é a primeira. A sequência correta é baseada na localização do tumor e no estadiamento e deve ser muito bem planejada por uma equipe experiente. A cirurgia se baseia na remoção da parte doente do intestino grosso, com margens de segurança, incluindo os gânglios linfáticos da região. Atualmente, muitas cirurgias para tratamento de câncer de cólon são realizadas por videolaparoscopia, técnica que permite incisões menores e recuperação mais rápida.

O câncer de cólon pode ser tratado apenas com cirurgia ou com cirurgia e quimioterapia, antes ou depois do procedimento cirúrgico. A quimioterapia pode ser usada antes da cirurgia, na chamada terapia neoadjuvante, para reduzir o tumor e facilitar o ato cirúrgico ou depois, como terapia adjuvante, para eliminar possíveis células cancerosas que estejam no organismo.

No A.C.Camargo Cancer Center, os pacientes de câncer de cólon podem fazer também a chamada biópsia líquida, um exame de sangue em que se busca a presença de células cancerosas na circulação sanguínea ou fragmentos de DNA tumoral. Essa técnica pode permitir a detecção precoce do câncer e, principalmente, verificar o andamento do tratamento. Além disso, permite que, ao longo do tratamento, os médicos identifiquem alterações que estão ocorrendo no tumor em nível molecular e possam modificar ou não a terapia.