Ampolas de vacina para Covid-19

Vacinação Covid-19: neste primeiro momento, não faremos aplicação no A.C.Camargo

Publicado em: 20/01/2021 - 18:01:58
Prevenção
Institucional
Serviços ao Paciente
Linha Fina

Saiba mais sobre o processo de imunização para pacientes tratados na Instituição

A vacina para proteger da Covid-19 é segura e muito importante para pacientes oncológicos. Assim, listamos a seguir informações relevantes para este grupo.

As vacinas foram aprovadas pelos órgãos federais após os estudos demonstrarem que a maioria dos efeitos adversos foram leves – como dor no local da aplicação e dor de cabeça.  

Embora não protejam completamente os pacientes da infecção, os dados mostram que evitam as formas mais graves da doença. 

Há duas vacinas aprovadas no Brasil e ambas precisam de duas doses, que são aplicadas por via intramuscular, para imunizar adequadamente:

  • A CoronaVac foi desenvolvida pela Sinovac Life Science Co., Ltd. É uma preparação feita com o novo coronavírus (SARS-CoV-2) inativado, ou seja, colocam-se substâncias químicas para que o vírus não seja capaz de causar a doença; o intervalo entre doses é de 21 dias
  • A vacina de Oxford, produzida pela AstraZeneca, é uma vacina de vetor viral, ou seja, é composta por um vírus (adenovírus) que serve de transportador para moléculas do SARS-CoV-2. Quando injetadas no organismo, essas moléculas provocam uma resposta imunológica; o intervalo entre doses é de 90 dias

A primeira fase da vacinação já começou e contempla profissionais de saúde e idosos internados em instituições de longa permanência; a partir da segunda fase (estimada para 08 de fevereiro), a população geral será imunizada, a começar pelos grupos de maior risco. 

Pacientes com câncer estão no grupo considerado de alto risco para complicações, caso de pneumonia bacteriana e insuficiência respiratória. Sendo assim, a vacina deverá ser oferecida para os pacientes e seus familiares.

Pouco é sabido sobre essas vacinas em pacientes com câncer, mas, assim como para outras vacinas, como a da influenza, recomenda-se: 

  • Pacientes em tratamento ou em planejamento de quimioterapia devem evitar a vacina quando os glóbulos brancos estão no ponto mais baixo; e, portanto, é melhor administrar a vacina duas semanas antes ou duas semanas após a infusão, ou mesmo entre os ciclos da terapia
  • Pacientes em radioterapia não precisam “distanciar” a aplicação da vacina das sessões 
  • Pacientes em planejamento de cirurgia devem receber a vacina alguns dias antes ou depois do procedimento
  • Pacientes em planejamento de transplante de medula óssea possuem um momento ideal para a vacinação, que só pode ser agendada após discussão com o médico responsável

Atenção: pelo possível estado de imunossupressão do paciente com câncer, a eficácia da vacina pode ser inferior à da população sem câncer dos estudos clínicos.

Todas as medidas para a prevenção da infecção pelo SARS-CoV-2, como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social, devem ser mantidas após a vacinação.

Fale com seu médico para programar o melhor momento de sua vacinação. 

Avaliação de conteúdo

Você gostaria de avaliar esse conteúdo?
Esse conteúdo foi útil?
Gostaria de comentar algo sobre esse conteúdo?

Veja também

Live: Quais os cuidados com o paciente oncológico na pandemia de Covid-19?
Dia 16 de maio de 2020, realizamos uma transmissão ao vivo para bater um papo de médico para médico sobre o cuidado com o paciente oncológico na pandemia de COVID-19 e o protocolo utilizado no A.C.Camargo Cancer Center para proteger os nossos pacientes e colaboradores...
A Covid-19 e o transplante de medula óssea
Pacientes que fizeram ou que irão se submeter ao procedimento devem tomar alguns cuidados especiais contra o novo Coronavírus A Covid-19 mudou a rotina de grande parte da população e os cuidados de prevenção, como lavar as mãos e manter o isolamento social, são fundamentais...
Podcast Rádio Cancer Center #36 - Saiba como se prevenir contra o câncer de colón e reto
O câncer de colón e reto é muito frequente no Brasil. Sem contar os tumores de pele não melanoma, ele é o segundo mais comum entre os homens, com previsão de 20.540 novos casos para 2020, e também o segundo mais comum entre as mulheres...
Vídeo: a evolução do tratamento cirúrgico no câncer de intestino
Nos últimos 20 anos, o tratamento cirúrgico do câncer de intestino avançou bastante. É possível, hoje, retirar pequenos tumores até por colonoscopia. Há ainda as cirurgias por videolaparoscopia e robótica. Assista ao vídeo e entenda mais sobre o tema com Samuel Aguiar, cirurgião oncológico e...
Laringectomizados totais: os cuidados em tempos de covid-19
Pacientes laringectomizados totais devem redobrar os cuidados em tempos de covid-19. A maioria deles é composta por idosos que, muitas vezes, já têm múltiplas comorbidades, o que os torna mais suscetíveis durante a pandemia. Mas a atenção especial deve ser dada à traqueostomia definitiva, também...