Pacientes do Amor à Vida aprendem sobre a queda de cabelo durante a quimioterapia

Publicado em: 26/02/2013 - 21:02:00
Tratamento
Foco do paciente
Quimioterapia

A quimioterapia, ao lado da cirurgia e da radioterapia, é uma das modalidades de tratamento do câncer e, por meio de medicamentos específicos, destrói as células tumorais de rápido crescimento. As drogas agem nas diversas etapas do metabolismo celular, alcançando células malignas em qualquer parte do organismo com o objetivo de diminuir ou cessar a atividade do tumor. O contraponto é que a químio também pode atingir as células saudáveis, provocando ao paciente oncológico alguns efeitos colaterais, como a queda de cabelo.

Entre duas e três semanas após o início do tratamento quimioterápico, o paciente oncológico começa a notar a queda dos primeiros fios. "Orientamos as pacientes a cortarem o cabelo gradativamente antes de começar o tratamento para que o processo seja o menos traumático possível", comenta a enfermeira oncológica do A.C.Camargo e coordenadora do Grupo, Simone Navarro.

Simone também conta que há aquelas que preferem raspar todo o cabelo antes do início da quimioterapia. "Nesses casos, é importante não usar lâminas de barbear, nem navalhas, que podem causar fissuras na cabeça", alerta. O recomendado é utilizar apenas aparelho elétrico ou procurar um cabeleireiro acostumado a lidar com esse tipo de situação.

No primeiro encontro do Grupo Amor à Vida no ano, as pacientes também puderam aprender que, em decorrência da queda de cabelo, algumas áreas que antes não eram tão expostas, como o couro cabeludo e a sobrancelha, ficam mais sensíveis e requerem um cuidado especial. A enfermeira aconselha proteger essa região usando peruca, lenço, chapéu e filtro solar, além de sempre avaliar se há bolhas ou sinais na pele caracterizados pela vermelhidão. "Para prevenir, é aconselhável usar um protetor solar especial para o rosto, pois o filtro solar utilizado na praia é muito oleoso, já que é feito para não sair na água", ensina.

Outra informação importante para quem está em tratamento quimioterápico, ressalta Simone, é que, independentemente do tipo de cabelo, deve-se usar um shampoo suave e evitar o que possa causa danos (uso de presilhas, elásticos ou arcos de cabelo, chapinha, secadores, tinta ou produtos químicos), pois podem agredir a região do couro cabeludo. A boa notícia é que o cabelo volta a crescer de dois a três meses após o término da quimioterapia e, em alguns casos, até mesmo durante o tratamento. Porém, pode ser que haja a mudança na estrutura dos fios, por exemplo, um cabelo antes fino agora cresça mais grosso, assim como um que era ondulado  cresça liso e até mesmo a coloração pode mudar, para mais claro ou mais escuro.

Para dar as boas-vindas a 2013, além da já tradicional Troca de Experiências, o encontro contou com o lançamento do Momento Acompanhante, no qual as pacientes, baseadas em suas experiências, dão dicas a familiares e amigos sobre como ser um acompanhante ideal. "Ajudar nas tarefas diárias e não ficar com pena do paciente é fundamental", finaliza a enfermeira.

A próxima reunião acontece no dia 28 de fevereiro, às 16h30, e vai abordar o tema "Verão x Linfedema. Cuidados especiais".

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