No mês da mulher, é preciso lembrar que prevenção deve fazer parte da rotina Pular para o conteúdo principal

No mês da mulher, é preciso lembrar que prevenção deve fazer parte da rotina

 
Publicado em:

No mês da mulher, é preciso lembrar que prevenção deve fazer parte da rotina

Publicado em:

Muitos dos tumores ginecológicos são preveníveis e têm alta taxa de cura quando detectados precocemente. Mas, além da alta incidência na população feminina, costumam ser descobertos tardiamente, uma vez que os sintomas são ausentes ou inespecíficos na fase inicial.

Com base no histórico da paciente, nos exames clínicos e na análise anatomopatológica, é possível antecipar o diagnóstico e obter um tratamento mais efetivo.

Confira abaixo quais são os sinais e sintomas dos tumores ginecológicos e seus fatores de risco.

Colo do útero 

Sinais e sintomas

O objetivo do exame preventivo é diagnosticar as lesões pré-malignas que são assintomáticas. As lesões mais avançadas podem apresentar: 

  • Secreção, corrimento ou sangramento vaginal incomum;
  • Sangramento leve, fora do período menstrual;
  • Sangramento ou dor após a relação sexual, ducha íntima ou exame ginecológico.

Fatores de risco

  • Infecção por HPV de alto risco: é o principal fator de risco associado ao câncer de colo de útero. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus geralmente transmitido por relações sexuais que infecta pele ou mucosas, podendo causar câncer de colo do útero e também de boca, faringe, vulva, vagina, pênis e canal anal.
  • Infecção por HIV: o vírus da Aids diminui as defesas do organismo e reduz a capacidade de combater o vírus HPV;
  • Fumo: mulheres fumantes têm duas vezes mais risco de ter câncer de colo do útero do que aquelas que não fumam.

Endométrio

Sinais e sintomas

  • Sangramento anormal: 90% das mulheres com câncer de endométrio têm sangramento vaginal anormal após a menopausa ou entre períodos menstruais. Entre 5% e 20% das mulheres na pós-menopausa com esse sintoma têm câncer de endométrio. Isso pode indicar uma série de outras doenças, mas é preciso consultar um especialista para saber a causa;
  • Dor na pelve;
  • Sentir uma massa na região da pelve;
  • Perda de peso inexplicável.

Fatores de risco

  • Idade: geralmente ocorre em mulheres na pós-menopausa - 20% dos casos são diagnosticados em mulheres entre 40 e 50 anos e 5% abaixo dos 40 anos;
  • Estrogênio: terapia de reposição hormonal, menarca (primeira menstruação) precoce e menopausa tardia e nunca ter tido filhos;
  • Hiperplasia atípica: é o espessamento do endométrio causado por exposição ao estrogênio, presente em mulheres que não ovulam todos os meses.
  • Obesidade;
  • Pressão alta;
  • Diabetes;
  • Câncer prévio: câncer de mama ou de ovário e tratamento com tamoxifeno ou radioterapia na região pélvica;
  • Histórico familiar: mulheres com síndrome de Lynch (câncer colorretal hereditário não polipose) também correm maior risco de desenvolver câncer de endométrio.

Ovário

Sinais e sintomas

  • Desconforto ou dor abdominal, como gases, indigestão, cólicas e inchaço;
  • Sensação de empachamento mesmo depois de refeição leve;
  • Náusea, diarreia, prisão de ventre ou necessidade frequente de urinar;
  • Perda ou ganho de peso inexplicável;
  • Perda de apetite;
  • Sangramento vaginal anormal;
  • Cansaço incomum;
  • Dor nas costas;
  • Dor durante o ato sexual;
  • Alterações na menstruação.

Fatores de risco

  • Idade: o risco de câncer de ovário aumenta com a idade e metade das pacientes tem mais de 60 anos;
  • Não ter filhos: quanto mais filhos você tem, menor o risco de ter esse câncer;
  • Histórico familiar: casos de câncer de ovário na família aumentam seu risco de ter a doença;
  • Síndromes familiais de câncer: portadoras de síndrome familial de mama e ovário, de câncer colorretal hereditário não polipose, também chamada de síndrome de Lynch, de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 e alterações nos genes BRIP1, RAP51C ou RAD51D têm alto risco de desenvolver câncer de ovário.

Vulva

Sinais e sintomas

  • Nódulo vermelho, rosa ou branco, de superfície áspera ou rugosa na vulva;
  • Ardência, dor ou coceira na área genital;
  • Dor ao urinar;
  • Sangramento fora do período menstrual.

Fatores de risco

  • Idade: a maioria das mulheres diagnosticadas tem mais de 50 anos e a incidência é maior nas que têm mais de 70 anos;
  • Infecção por HPV: os papilomavírus humanos (HPVs) são causa de 40% dos cânceres da vulva;
  • Neoplasia intraepitelial vulvar: é uma lesão pré-cancerosa, geralmente causada pelo HPV, formada por células anormais na camada mais superficial da pele da vulva, que pode e deve ser tratada antes que evolua para o câncer;
  • Infecção por HIV: o vírus diminui as defesas do organismo e reduz sua capacidade de combater o vírus HPV.
Fonte: Dr. Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo

Avaliação de conteúdo

Você gostaria de avaliar esse conteúdo?
Esse conteúdo foi útil?
Gostaria de comentar algo sobre esse conteúdo?
Ao continuar você confirma ter ciência de nossa Política de Privacidade e dos respectivos Avisos de Privacidade e Proteção de Dados presentes em nosso Portal de Privacidade.
CAPTCHA
Esta pergunta é para testar se você é humano e para evitar envios de spam

Veja também

A bebida alcoólica eleva o risco de um câncer de boca?
A bebida alcoólica pode ser, sim, um fator de risco para o desenvolvimento de um câncer. Essa associação ocorre não apenas para um tumor de cabeça e pescoço, como boca, faringe e laringe. O álcool também pode implicar problemas no...
Podcast Rádio Cancer Center #20 - O cirurgião oncológico
Conheça o papel deste especialista essencial A conversa de hoje é sobre o papel do cirurgião oncológico . Vamos falar da atuação desse especialista que é vital para o tratamento do câncer. Trata-se de um profissional que não somente é...
Podcast Rádio Cancer Center #19 - Julho Verde e a reabilitação de um câncer de cabeça e pescoço
Conheça mais as possibilidades terapêuticas da fonoaudiologia e da estomatologia Neste Julho Verde, mês de conscientização para o combate aos tumores de cabeça e pescoço ( leia mais a seguir ), é importante falar de reabilitação. É fundamental ressaltar as...
Como eu me tornei uma oncologista
Para marcar este 9 de julho, Dia do Oncologista, saiba mais sobre a profissão com o depoimento da Dra. Maria Nirvana da Cruz Formiga, oncologista clínica do Departamento de Oncogenética do A.C.Camargo “A oncologia é uma área que me encantou...
Julho Verde: 9 mitos & verdades sobre o câncer de cabeça e pescoço
Julho Verde: os tumores de cabeça e pescoço representam o nono tipo de câncer mais comum no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Incluindo todas as áreas da cavidade oral, como a língua e boca, e...