Médico de cabelo branco conversa com paciente mulher também grisalha, ambos com 60 anos

Mitos & verdades sobre o câncer de pele

Publicado em: 27/12/2021 - 00:12:22
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Um tira-dúvidas para você não correr riscos 

O clima esquenta e o câncer de pele se faz um risco presente.

A radiação ultravioleta (UV), presente nos raios solares, é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, tumor maligno mais comum no brasileiro. Por isso, a prevenção é fundamental. Além de saber mais os cuidados com a pele no verão, esclareça algumas dúvidas com o Dr. João Pedreira Duprat Neto, diretor do Núcleo de Câncer de Pele do A.C.Camargo. Confira:
 

Pessoas com pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de desenvolver o carcinoma basocelular.

Verdade. Quem possui menos pigmento na pele conta com menor proteção contra as radiações UV e, logo, têm mais risco de desenvolver câncer de pele.


Também é preciso se proteger dos raios solares em dias nublados.

Verdade. A emissão de raios ultravioletas independe de o céu estar ou não ensolarado. No caso de dias nublados, de nuvens claras e baixas, a insolação é menor - em torno de 40% - mas ainda assim é preciso se cuidar, principalmente em períodos maiores de exposição ao sol.

Para se proteger, acessórios como óculos de sol e chapéu são úteis, além do filtro solar. Essas recomendações são importantes principalmente para quem tem a pele muito clara (loiros e ruivos) e para aqueles que já foram diagnosticados com câncer de pele anteriormente. Se o rosto ou outras regiões do corpo ficam avermelhadas quando expostas ao sol, esses cuidados também devem ser sempre priorizados.
 

Protetor solar é fundamental na proteção da pele.

Verdade. O filtro solar é um dos principais modos de proteger a pele da emissão de raios ultravioletas (UVs), tornando-o um importante fator de prevenção do câncer de pele. Porém, seu uso deve ser feito corretamente: a aplicação deve ocorrer cerca de meia hora antes da exposição ao sol, para garantir melhor absorção na pele e deve ser reaplicado em cada duas ou três horas ou após se molhar.

Décadas atrás, no entanto, a maioria dos filtros solares protegia somente da incidência de raios UVB, pois acreditava-se que os raios UVA apenas bronzeavam a pele, sem causar danos. Posteriormente foi descoberta a relação do câncer de pele com a emissão de raios UVA e, atualmente a maioria dos filtros solares garante proteção para ambos os tipos de raios.

 

Na sombra, não é necessário passar filtro solar.

Mito. Mesmo na sombra, não estamos livres dos raios ultravioleta.


O guarda-sol nos blinda totalmente contra os raios solares.

Mito. Até debaixo dele, não se pode descuidar da proteção solar, pois a água do mar e a areia refletem a radiação solar expondo a pele aos raios UV.


Depilação a laser pode ser um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele.

Mito. O laser pode ser importante tanto na parte estética quanto na médica. Pode ser utilizado, por exemplo, na fototerapia, método terapêutico empregado quando há muitas lesões no paciente. No entanto, são técnicas distintas e que não devem ser utilizadas no tratamento de lesões cancerígenas.
 

Câncer de pele não melanoma pode evoluir para melanoma.

Mito. Trata-se de lesões distintas, que surgem em estruturas diferentes do corpo. Os três principais tipos de câncer de pele são:

  • Carcinoma basocelular - é o mais prevalente e encontra-se na epiderme (camada superior da pele). Tem aparência de feridas ou lesões avermelhadas. Podem ter sangramentos com pequenos "raspões".
  • Carcinoma espinocelular - surge em células escamosas e também se manifesta como feridas. Na fase inicial possui  lesão avermelhada semelhante a um eczema.
  • Melanoma - é o tipo mais raro e também mais agressivo. Geralmente, tem aparência semelhante à de uma pinta, com alterações no formato, tamanho ou cor.


Queimadura pode evoluir para câncer de pele.

Verdade. Esse tipo de dano na pele é comum e grandes queimaduras podem sim causar câncer. Nestes casos exige uma constante avaliação médica - principalmente em pacientes que apresentam uma ferida que demora a cicatrizar. Isso pode resultar em um tumor de pele até 30 ou 40 anos depois da lesão, por isso, é recomendado o acompanhamento regular por um especialista.

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