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Gravidez e câncer: é possível ser mãe após o tratamento oncológico?

 
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Gravidez e câncer: é possível ser mãe após o tratamento oncológico?

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Muitas pacientes diagnosticadas com câncer podem ter receios sobre o efeito da medicação em sua fertilidade. Com os avanços tecnológicos e científicos da medicina, porém, o desejo de ser mãe biológica não precisa ser deixado de lado, necessariamente, por conta da doença, pois o diagnóstico de câncer pode não limitar a questão da maternidade futura. 

No tratamento contra o câncer de mama, por exemplo, cerca de 40% a 50% dos casos podem evoluir para a infertilidade, variando conforme o tipo de tratamento empregado e a idade da paciente. Mulheres muito jovens têm chance maior de retorno natural da fertilidade, mas também devem realizar preservação dos óvulos.

“Quando as pacientes chegam ao consultório, o assunto da gravidez quase sempre vem à tona. Por isso, antes de iniciar o tratamento oncológico, converso sobre medidas de preservação de fertilidade, como captação de óvulos que ficam congelados para que possam ser utilizados quando a paciente puder engravidar com segurança”, explica a médica oncologista Solange Moraes Sanches, vice-líder do Centro de Referência em Tumores da Mama.

A especialista alerta que essa recomendação deve ser feita para pacientes que possuem tipos de câncer curáveis, com baixo risco de reincidência. Cada caso deve ser avaliado individualmente, pensando no bem-estar da paciente. Mas, caso a mulher tenha desejo de ser mãe, é válido pensar em formas alternativas de fertilização.

“Para as pacientes de câncer de mama que estão na fase de pós-tratamento com hormonioterapia (que reduz o risco de retorno do tumor), foi apresentado um novo estudo com notícias animadoras. Segundo os pesquisadores, para algumas dessas mulheres é seguro interromper a hormonioterapia após dois anos, engravidar e depois voltar ao tratamento. Esse estudo foi apresentado no ano passado, no San Antonio Breast Cancer Symposium, que aconteceu no Texas (EUA)”, explica Dra. Solange.

Gravidez durante o tratamento oncológico

Algumas mulheres podem ser diagnosticadas com câncer durante a gravidez. Nesses casos, durante o primeiro trimestre de gestação, elas não podem receber quimioterapia, sob risco de afetar a viabilidade do bebê. 

“Em casos específicos, a paciente pode receber quimioterapia com medicamentos que não prejudicam a gravidez partir do segundo trimestre. São situações raras e de alta complexidade, que necessitam de uma avaliação rigorosa por parte da equipe médica”, diz.

O A.C.Camargo conta com o Centro de Referência em Tumores da Mama, dedicado ao diagnóstico, ao tratamento e à reabilitação das pacientes diagnosticadas com câncer de mama. É um atendimento global e personalizado, desde o diagnóstico preciso, passando pelo planejamento individualizado do tratamento, recursos para reabilitação física e emocional de cada paciente até a retomada da rotina pessoal e profissional.

Câncer de mama no Brasil

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), serão 73.610 novos casos de tumores na mama em 2023 no Brasil, muitos deles atingindo mulheres em sua idade fértil, ou seja, quando ainda ovulam, têm período menstrual e podem engravidar.
 

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