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Entenda a relação entre o HIV e o câncer

 
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Entenda a relação entre o HIV e o câncer

Pacientes oncológicos soropositivos, com cuidados especiais, conseguem bons resultados em seus tratamentos. Entenda quais são

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Pacientes oncológicos soropositivos, com cuidados especiais, conseguem bons resultados em seus tratamentos. Entenda quais são

Alguns pacientes portadores do vírus HIV têm o desafio de fazer o tratamento contra o câncer e o vírus da imunodeficiência humana ao mesmo tempo. Os cuidados para esses pacientes são especiais, pois o HIV interfere na capacidade do corpo de combater infecções. Por isso, é necessário uma equipe especializada e um centro de referência para garantir o melhor desfecho clínico possível para esses pacientes.  

Cuidados especiais 

Para o paciente oncológico portador do HIV, é fundamental o acompanhamento conjunto do médico oncologista e do infectologista, pois a terapia antirretroviral deve ser mantida durante o tratamento contra o câncer.  

A infecção por HIV pode levar ao aumento de gânglios linfáticos e infecções, simulando uma disseminação do câncer. Por isso, exames de imagem como tomografia, ressonância magnética e PET-CT podem resultar em falsos positivos, sendo muitas vezes necessário fazer biópsia das lesões suspeitas para confirmação. 

O acompanhamento conjunto do oncologista e do infectologista também é importante para o cuidado com as medicações: alguns medicamentos oncológicos podem interagir com a terapia antirretroviral e, caso a interação seja significativa, o tratamento do câncer ou do HIV precisam ser ajustados. 

O HIV pode favorecer o aparecimento de alguns tumores 

Vários fatores podem contribuir para o aumento da incidência de malignidade em pacientes infectados pelo HIV, como a imunossupressão, os efeitos diretos do próprio vírus, coinfecção com outros vírus oncogênicos e fatores ambientais.

Os vírus mais comuns que causam câncer nos pacientes com HIV são o herpesvírus humano-8 (HHV-8), causando o sarcoma de Kaposi; o papilomavírus humano (HPV), resultando em câncer de colo de útero, canal anal e cabeça e pescoço; o vírus Epstein-Barr, causando os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin.

Com o início da terapia antirretroviral generalizada na população portadora de HIV, a incidência de algumas neoplasias reduziu drasticamente, como o sarcoma de Kaposi e os linfomas.

Estudos mostraram que em pacientes com HIV que iniciaram imediatamente o tratamento com o antirretroviral reduziu em 64% o risco de desenvolver câncer quando comparado aos pacientes que adiaram o uso do medicamento.  

Esses pacientes podem fazer quimioterapia?  

Os pacientes portadores do vírus HIV que fazem o tratamento contra o câncer ao mesmo tempo podem sim fazer a quimioterapia. O médico oncologista responsável pelo caso fará a recomendação do número e frequência das seções. Nesse momento é importante o acompanhamento do médico infectologista e a atuação em conjunto entre os dois especialistas. As reduções na carga viral e a restituição da função imunológica podem resultar em uma melhor capacidade de tolerar a quimioterapia e menos infecções oportunistas.

A mesma recomendação se aplica às seções de radioterapia.

Tratamento de pacientes com HIV em um cancer center

No A.C.Camargo Cancer Center, o paciente oncológico com HIV recebe tratamento integral, sendo acompanhado pelas equipes de oncologia, infectologia e outras especialidades necessárias em um mesmo local. A boa comunicação entre as equipes e a experiência do corpo clínico tornam o tratamento do paciente mais seguro e com maior qualidade. 

Para os casos complexos e que fogem dos protocolos clínicos específicos, é feita uma avaliação de forma individualizada nos tumor boards, reuniões feita por uma equipe multiprofissional de especialistas em assistência, ensino e pesquisa do câncer que contribui para o tratamento de forma a beneficiar o paciente com o melhor desfecho clínico. 

Para saber mais sobre os tratamentos oferecidos pelo A.C.Camargo, clique aqui

 

Fonte: Dr. Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C.Camargo Cancer Center. 
 

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