Doutora Raquel, branca, cabelo curto, camisa rosa de manga comprida, sorri de braços cruzados

“Isso me acalma, me acolhe a alma, isso me ajuda a viver”

 
Publicado em: 08/03/2022 - 08:03:54
Linha Fina

A obra de Marisa Monte e de outras divas, a paixão pelo trabalho, o mergulho em família e a atividade física regular: tudo isso gera a energia necessária para a Doutora Raquel Marcondes Bussolotti, Diretora de Operações do A.C.Camargo, tomar decisões à frente do maior Cancer Center da América Latina

As idílicas e cristalinas águas verdinhas da Ilha Rata, em Fernando de Noronha, são um combustível vitalício para a Doutora Raquel Marcondes Bussolotti, Diretora de Operações do A.C.Camargo. Afinal, esta ilha pernambucana traz memórias afetivas especiais, que representam uma espécie de aconchego.

Foi lá que, em duas ocasiões, ela mergulhou simultaneamente com o marido e os dois filhos, lembranças estas que geram um conforto para lidar com o desafio de comandar o maior Cancer Center da América Latina. 

Mais importante que as lembranças, porém, é o amor que a Doutora Raquel nutre pela área da saúde, a qual sua trajetória mistura a carreira de anestesiologista e gestora. 


Pai, a maior influência

O amor desta paulistana pela medicina, por cuidar, brotou na infância graças ao pai, que atuava como ginecologista, obstetra e como um gestor. Ele, inclusive, chegou a ter um pequeno laboratório de análises clínicas. 

Aos 5 anos de idade, a pequena Raquel já aprendia com o progenitor – que faleceu jovem, vítima de um infarto – como as análises eram feitas no “tubinho”.

Já aos 15 anos, seu pai a levou para um passeio inusitado: debutar numa sala de cirurgia para que a adolescente aprendesse como as coisas funcionavam. 

Assim, a Doutora Raquel jamais pensou em outra profissão e imagina que seu pai a preparou intencionalmente para seguir seus passos, embora não tenha tido a chance de perguntar a ele. 


Uma anestesiologista encantada por atender bebês

Apesar da vocação para a medicina, a única certeza para a Doutora Raquel nos primeiros anos de curso na Unifesp é que ela não queria virar cirurgiã, apesar de ser a atuação do pai.

Por adorar crianças, estagiar na pediatria e na neonatologia foi definidor e encantador – o ato de pegar um bebê e dar o primeiro atendimento da vida dele... Enquanto recorda, a Doutora não consegue ofuscar aquele brilho nos olhos de quem se encontrou, de quem tem paixão. 

Até que um outro estágio a levou para a carreira de anestesiologista, algo que preencheu, mesmo, sua vontade de desempenhar uma atuação clínica.


Nasce uma diretora pioneira

Era fevereiro de 1996. Um real valia um dólar. No rádio, só se ouvia Mamonas Assassinas. E a Doutora Raquel iniciava uma trajetória inconfundível no A.C.Camargo.

Foi pelas mãos do Doutor Eduardo Giroud, que havia sido seu professor e que ainda segue no A.C.C. como Head de Anestesiologia, que ela veio para atuar como anestesista – terminou a residência na sexta-feira e na segunda já estava por aqui. 

A guinada na carreira, que a colocou na posição de gestora, ocorreu de forma não planejada. Ela já auxiliava o Doutor Giroud em funções mais estratégicas, como gestão dos anestesistas e mudanças de protocolos, até que houve uma necessidade de alguém na gerência do centro cirúrgico. O Superintendente de Operações da época comentou sobre isso com o Doutor Giroud – e surgiu o nome da Doutora Raquel.

A médica assumiu a gerência do centro cirúrgico – e, ao mesmo tempo, passou a integrar um grupo de gerentes, a maioria de mulheres. Após cinco anos no centro cirúrgico, foi galgando posições: passou a gerente sênior do pilar de tratamento, depois a superintendente de operações até chegar ao cargo de diretora.

O fato de ser mulher nunca foi um obstáculo no A.C.Camargo, apesar de se posicionar firmemente em alguns casos. Sabe como é, cirurgiões trabalham sob pressão e querem muito ajudar os pacientes. Por isso, às vezes, acabam realizando algumas demandas em “alta temperatura”, o que faz o tom se elevar em alguns casos, mas ela sempre contorna essas situações com sabedoria.


Covid-19, um desafio incomparável 

Liderar uma equipe de cerca de 2 mil pessoas e administrar práticas assistenciais para uma média de 40 mil pacientes por mês durante a pandemia foi, e ainda é, a tarefa mais difícil da vida profissional da Doutora Raquel. 

Antes mesmo de a OMS comunicar que o mundo vivia uma pandemia, começou o planejamento de medidas que pudessem diminuir o impacto nos pacientes oncológicos.

Pensando na saúde e na segurança deles, a Doutora liderou, ao lado de um time multidisciplinar, um protocolo de triagem de pacientes e acompanhantes na entrada. Além disso, o grupo restringiu as visitas e delineou um fluxo diferenciado no setor da Emergência, assegurando que todas as pessoas com sintomas gripais fossem atendidas em um ambiente exclusivo. 

E participou ativamente de iniciativas tecnológicas, como o Pronto Atendimento Digital, um app em que os pacientes respondiam a uma série de questões e, a depender dos sintomas e sinais, recebiam a recomendação de comparecer à Instituição para melhor investigação, ou de permanecer em casa para observação e controle de sintomas, a fim de evitar a ida desnecessária ao setor de Emergência.

Também atuou na implantação da plataforma de telemedicina e ajudou na intensificação da comunicação com a mídia (TV, rádio e digital), pacientes e colaboradores.

Além disso, atuou no remanejamento de duas unidades de internação (42 leitos) e duas unidades de terapia intensiva (16 leitos), que foram exclusivamente destinadas a pacientes oncológicos com covid-19.


Jazz, MPB (das clássicas às atuais) e esportes

A veia esportiva, que aflorou desde sempre – na faculdade, praticou tudo que é modalidade –, sempre ajudou demais a lidar com a pressão. 

Se ela não correr, caminhar ou malhar, todas estas atividades complementadas com um banho glorioso, a rotina fica mais difícil. 
Praticando ou não atividade física, fato é que a MPB de nomes como Marisa Monte, Caetano Veloso e Chico Buarque embalam sua vida, bem como divas do jazz, das clássicas como Ella Fitzgerald às contemporâneas, como Madeleine Peyroux.

Como canta Marisa Monte, merecemos ler as letras e as palavras de gentileza ao nos comunicarmos com a Doutora Raquel Bussolotti, seja por escrito ou em voz viva, seja paciente ou colega de A.C.Camargo.

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