Setembro em Flor: hábitos e câncer do útero - A.C.Camargo Pular para o conteúdo principal
 
Publicado em:
 

Setembro em Flor: hábitos de saúde entram na conversa sobre prevenção dos tumores ginecológicos

Publicado em
4 minuto(s) de leitura

Durante o Setembro em Flor, campanha de conscientização sobre os tumores ginecológicos, a atenção se volta para a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico. Segundo a Estimativa 2026-2028 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 37 mil mulheres brasileiras devem receber, a cada ano, o diagnóstico de câncer do colo do útero, do corpo do útero ou do ovário. A atenção aos sinais do corpo, a realização dos exames de rastreamento indicados para cada faixa etária e a vacinação contra o HPV estão entre as principais medidas para reduzir os riscos e ampliar as chances de diagnóstico precoce.

HPV, vacina e rastreamento na prevenção do câncer de colo do útero

Entre os tumores ginecológicos, o câncer do colo do útero merece atenção especial por estar diretamente relacionado à infecção persistente pelo HPV. A vacinação e o rastreamento com o exame preventivo são estratégias fundamentais para sua prevenção. Já outros tipos de câncer, como o de endométrio, também estão relacionados a fatores associados ao estilo de vida e à saúde metabólica.

O que a pesquisa revela sobre os hábitos das mulheres

Uma nova pesquisa nacional realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados amplia essa discussão ao revelar os hábitos de saúde da população brasileira. O levantamento "A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos" ouviu presencialmente mais de 2 mil pessoas, em todas as regiões do país, e permitiu observar comportamentos específicos entre homens e mulheres.

Entre as mulheres entrevistadas, 65% apresentam índice de massa corporal (IMC) acima da faixa considerada adequada para a saúde, sendo 37% com sobrepeso e 28% com obesidade. Entre os homens, o índice é de 59%. Os dados também mostram que 49% das mulheres afirmam nunca praticar atividade física, ante 35% dos homens.

Excesso de peso e câncer de endométrio: qual é a relação

Embora a pesquisa não avalie a relação entre esses hábitos e a ocorrência de câncer, a literatura médica já associa o excesso de peso a um maior risco de alguns tumores ginecológicos. No caso do câncer de endométrio, por exemplo, o tecido adiposo pode contribuir para uma maior produção de estrogênio, hormônio relacionado ao desenvolvimento da doença.

"Quando falamos em prevenção dos tumores ginecológicos, é importante olhar para além do rastreamento. Vacinação e exames periódicos continuam sendo fundamentais, mas também precisamos considerar fatores relacionados ao estilo de vida. O excesso de peso, o sedentarismo e o tabagismo são aspectos que merecem atenção porque podem estar associados a diferentes mecanismos relacionados ao desenvolvimento de câncer", explica o Dr. Glauco Baiocchi Neto, líder do Centro de Referência em Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo.

Tabagismo e HPV: por que o cigarro pesa no câncer de colo do útero

O tabagismo também entra nessa discussão. Em uma etapa anterior da mesma pesquisa, 17% dos entrevistados declararam ser fumantes ativos e 33% relataram exposição ao fumo passivo. A literatura aponta que as substâncias presentes na fumaça do cigarro podem interferir na resposta do organismo à infecção pelo HPV, dificultando sua eliminação e contribuindo para a persistência da infecção, um dos fatores relacionados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Para o especialista, a prevenção deve ser encarada de forma ampla. "Não existe uma única medida capaz de prevenir todos os tumores ginecológicos. O cuidado passa por acompanhamento médico e atenção aos hábitos de vida. Quanto mais informação a mulher tiver sobre os fatores de risco e sobre as formas de prevenção, maiores são as possibilidades de cuidar da própria saúde de maneira antecipada", afirma o Dr. Glauco Baiocchi.

Metodologia

A Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, entrevistou, face a face, 2.015 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs). A amostra foi controlada a partir de quotas de sexo, idade, PEA, região e condição do município. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p., com intervalo de confiança de 95%. Após a coleta, foi aplicado um fator de ponderação para corrigir eventuais distorções em relação ao plano amostral; devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%. A etapa de campo ocorreu entre os dias 25 e 30 de junho de 2026. Estatístico responsável: Neale El-Dash, Conre 8656-A.

Perguntas frequentes sobre o Setembro em Flor

Quer agendar uma consulta? Fale pelo WhatsApp

WhatsApp