Mulher branca de uns 30 anos, cabelo castanho comprido, camiseta verde, segura uma gota vermelha com um sorriso; fundo vermelho

Tudo sobre doação de sangue

Quando você faz uma doação de sangue, doa esperança para quem mais precisa e também ajuda no tratamento dos pacientes com câncer.

​A doação de sangue é uma atitude adotada por cerca de 1,7% dos brasileiros, um índice que pode subir mais diante da grandiosidade desse gesto. 

Tranquilize-se: nossa área de Hemoterapia e Terapia Celular garante os padrões de qualidade e excelência, seguindo de forma rigorosa as normas vigentes para a realização da coleta de sangue, sobretudo em tempos de covid-19.

Temos um corpo clínico composto por médicos especialistas em Hematologia e Hemoterapia, além de equipe de enfermagem e de biomédicos com qualificação e capacitação.

Também reunimos o que há de mais moderno e seguro em termos de técnicas, materiais e equipamentos.
 

Doação de sangue: estoques no limite

Os bancos de sangue trabalham sempre com os estoques no limite. Devemos considerar que, por mais que a medicina tenha evoluído e a tecnologia proporcione aos pacientes transfusões mais seguras e componentes do sangue mais específicos para cada situação, ainda não se descobriu um substituto tão eficiente e seguro – ou até mesmo uma forma de “fabricar” o sangue.

Até os dias atuais, o paciente que necessita de transfusões para o sucesso de seu tratamento depende completamente da solidariedade do doador voluntário. Por isso, a doação de sangue deve ser estimulada constantemente e é fundamental a conscientização de todos sobre a sua importância.

No A.C.Camargo, você pode agendar sua doação de sangue neste formulário.

Se ainda estiver em dúvida, a seguir, confira perguntas e respostas, além de um podcast, que esclarecem questões frequentes entre as pessoas sobre a doação de sangue e plaquetas. Há até um bloco com os mitos e verdades mais comuns, podcast, gente que doa e pode inspirar você...


Horários de funcionamento

Segunda a sexta, das 8h às 17h
Sábados, das 8h às 15h
O Banco de Sangue não abre aos domingos e feriados

Endereço
Rua Castro Alves, 131, Aclimação - São Paulo - SP
Telefone: (11) 2189-5000 – Selecione a opção 5 do menu telefônico (agendamento de doação de sangue) de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Ilustração de uma bolsa de sangue, verde com contornos brancos

Entendendo a doação de sangue

Para doar sangue, você deve:

•    Pesar acima de 50 quilos
•    Ter entre 18 e 60 anos (candidatos com idade entre 16 e 18 anos podem doar mediante autorização dos pais ou responsáveis e candidatos com idade entre 60 e 69 anos podem doar se tiverem realizado ao menos uma doação anteriormente)
•    Estar em boas condições de saúde, em repouso mínimo de seis horas e ter feito uma refeição nas últimas três horas sem alimentos gordurosos
•    Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;
•    Não possuir nenhuma doença crônica do tipo cardíaca, vascular, renal ou reumática
•    Não ter tido câncer
•    Não ter tido gripe ou febre nos últimos 15 dias
•    Não estar grávida, ter tido aborto ou parto há menos de três meses ou estar amamentando
•    Não ter feito nenhum procedimento endoscópico nos últimos seis meses
•    Não ter feito tatuagem ou piercing há menos de 12 meses
•    Não ter fator de risco, antecedentes ou infecções atuais por agentes transmitidos pelo sangue
•    Não ter viajado para regiões endêmicas para malária, zika, chikungunya, dengue e febre amarela e não ter residido por mais de três anos na Europa, devido ao risco de Creutzfeldt-Jakob (doença da vaca louca)
•    Não ter recebido transfusão há menos de um ano

Obs.: o uso de medicamentos, vacinas, acupuntura e piercing são avaliados individualmente.

No caso de dúvidas, entre em contato por telefone com o Banco de Sangue pelo (11) 2189-5000 – selecione a opção 5 do menu telefônico (agendamento de doação de sangue) de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Todas as pessoas que, em uma primeira avaliação, se encaixem nos critérios da questão anterior podem candidatar-se à doação.

Após o cadastro, o candidato é submetido a uma avaliação de dados vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura) e dosagem de hemoglobina, conhecida popularmente como "teste de anemia".

Estando tudo dentro da normalidade, após essa avaliação, o candidato responde a uma entrevista sobre seus antecedentes médicos, epidemiológicos, de viagens, hábitos sexuais e outros pontos de extrema importância para a segurança do candidato e do paciente que receberá o sangue doado. 

As pessoas que possuam algum histórico de doença que possa oferecer à própria saúde riscos decorrentes da retirada do volume de sangue destinado à doação, bem como aquelas que foram expostas a situações de risco para infecções transmissíveis através do sangue, são recusadas como doadores.

A grande maioria das doações de sangue ocorre de maneira segura e sem intercorrências.

Em alguns casos, podem ocorrer reações leves como ansiedade, tonturas, palidez cutânea, náuseas, sudorese, desmaios ou pequenos hematomas; reações mais graves são raras.

Essas complicações habitualmente ocorrem nas dependências do Banco de Sangue e são prontamente atendidas pelas equipes médica e de enfermagem do Serviço. 

Para evitar essas intercorrências, é importante que o doador não omita nenhuma condição que contraindique a doação, na entrevista, e siga as instruções fornecidas pelo Serviço, tanto durante como no período pós-doação.

Vale a pena desmistificar as suposições de que o doador corre o risco de se contaminar ao doar sangue, que o sangue "engrossa", "afina", ou que doar sangue "vicia"; todo o material utilizado é descartável e não há risco de contaminações. 

O sangue doado é reposto pelo organismo em curto intervalo de tempo e não há mudanças na espessura ou viscosidade do sangue devido à doação.

Durante a entrevista clínica, o doador é questionado sobre seus antecedentes médicos, doenças crônicas, uso de medicamentos, infecções recentes, realização de procedimentos cirúrgicos, odontológicos ou endoscópicos, viagens recentes a regiões endêmicas para doenças transmitidas através do sangue, hábitos sexuais, uso de drogas ilícitas e condições gerais de saúde.

São muitas as doenças e situações que restringem o candidato à doação de sangue, sempre com o objetivo maior de proteger a integridade física do paciente que receberá o sangue e de preservar a saúde do doador.

O sangue é testado com marcadores sorológicos para as seguintes doenças: Hepatite B e C, Sífilis, Doença de Chagas, AIDS, Pesquisa para HTLV I/II (vírus associado à leucemia/linfoma de células T).

São realizadas também a tipagem sanguínea ABO/Rh e a pesquisa de Anticorpos Irregulares, bem como a pesquisa de Hemoglobinopatias no sangue doado.

O doador recebe os resultados dos exames no endereço para correspondência informado e, caso haja alguma alteração no resultado, ele é comunicado; nesses casos, o comparecimento do doador é fundamental para o esclarecimento da alteração laboratorial observada no material coletado. 

O Banco de Sangue disponibiliza um período dedicado exclusivamente ao atendimento a doadores com resultados alterados.

Tabela de compatibilidade sanguínea

 

Alguns cuidados são necessários para garantir a não ocorrência ou minimizar os efeitos adversos após a doação:

•    Ingerir bastante líquido
•    Não tomar bebida alcoólica ou realizar exercícios físicos no dia da doação
•    Não fazer força com o braço que foi puncionado
•    Não fumar por, no mínimo, 2 horas
•    Não viajar de avião nas 2 horas seguintes
•    Aguardar 30 minutos para dirigir carro e 1 hora para dirigir motocicleta
•    Comunicar ao Banco de Sangue qualquer sintoma de processo infeccioso, como febre e diarreia, até 7 dias após a doação
•    Se o doador sentir alguns desses sintomas ou outro que não considere normal, deve comunicá-los imediatamente ou retornar ao Banco de Sangue, para avaliação e orientação médica

Sim. No AC.Camargo, todas as transfusões de hemácias e plaquetas são irradiadas e filtradas a fim de se minimizar os riscos de reações no paciente. 

Quem tem doenças autoimunes não pode realizar doações de sangue. Isto está previsto em legislação regulamentadora para atendimento em serviços de hemoterapia.

O sangue transfundido é fracionado em componentes como plaquetas, hemácias e plasma.

Esses componentes são prescritos pelo médico e aplicados em situações clínicas específicas, conforme as necessidades dos pacientes.

Mulher branca, loira, 40 anos, batom vermelho, rosto em close
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Não tenho bolsa de marca, minhas bolsas são das minhas plaquetas, que ajudam a salvar vidas. Venha você também ser um influenciador da saúde, da vida, faça a diferença!
Cláudia dos Santos Brandão, doadora frequente de plaquetas no A.C.Camargo
Ilustração de uma bolsa de sangue, verde com contornos brancos

Entendendo as plaquetas

Além dos glóbulos vermelhos, o sangue contém glóbulos brancos, plaquetas e plasma. As plaquetas são fragmentos celulares provenientes da medula óssea e sua principal função é participar do processo da coagulação, responsável pela suspensão das hemorragias.

Pacientes com câncer sofrem redução do nível de plaquetas no sangue em decorrência do tratamento oncológico e do próprio diagnóstico. 

No A.C.Camargo Cancer Center, 60% das transfusões realizadas são de plaquetas.

Os pré-requisitos são semelhantes aos de uma doação de sangue. Há também algumas condições especiais:

•    O doador de plaquetas deve ter mais de 60 kg
•    Não ter utilizado anti-inflamatórios pelo menos cinco dias antes da doação
•    Não deve ter ingerido alimentos gordurosos nas últimas três horas
•    Nos três dias anteriores à doação, não deve consumir medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico (AAS), anti-inflamatórios e alguns tipos de anti-hipertensivos
•    É necessária uma contagem de plaquetas e ter uma quantidade mínima para realizar o procedimento
•    O doador também precisa de veias de fácil acesso e que produzam um fluxo adequado de sangue para o equipamento

A doação de plaquetas pode ser feita a partir de uma doação de sangue normal ou por meio do procedimento plaquetaférese, em que somente as plaquetas são retiradas.

Para doar plaquetas por plaquetaférese, o doador deve fazer uma doação de sangue total e solicitar seu cadastro para doação de plaquetas.

Caso os testes de sangue não apresentem problemas, o doador será convidado para a doação de plaquetas, com agendamento telefônico prévio.

Se o doador tiver doado sangue há menos de três anos e tenha a carteirinha de doador com testes "não reativos", ele está apto a doar plaquetas.

Após 48 horas da doação, o organismo já repôs a quantidade de plaquetas retirada. De qualquer maneira, é importante esperar pelo menos uma semana para fazer uma nova doação. 

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determina que uma pessoa só possa doar plaquetas até no máximo 24 vezes por ano, em média, duas vezes por mês.

Uma pessoa pode doar plaquetas até 24 vezes ao ano.

Saiba mais no item anterior.

•    Plaquetas: duram 5 dias
•    Hemácias: duram 28 dias
•    Plasma: dura 1 ano

Ilustração de uma bolsa de sangue, verde com contornos brancos

A doação de sangue em tempos de covid-19

A orientação médica para pessoas que tomaram a vacina contra a covid-19 e que querem doar sangue é aguardar alguns dias (veja abaixo) para realizar a doação de sangue.

Para cada tipo de vacina, a recomendação é:

•    Coronavac/Sinovac/Butantan: pode doar sangue 48 horas após ter tomado a vacina
•    Astrazeneca/Oxford/ Fiocruz: pode doar sangue 7 dias após ter tomado a vacina
•    Pfizer: pode doar sangue 7 dias após ter tomado a vacina
•    Janssen: pode doar sangue 7 dias após ter tomado a vacina
•    Vacina contra a gripe: pode doar sangue 48 horas após ter tomado a vacina

Lembrando que talvez seja mais prático doar sangue antes de tomar a vacina, assim não é preciso respeitar uma quarentena.

Não aumentam. Como adotamos as medidas de segurança indicadas, realizar o seu procedimento é uma prática segura. 

Estamos prontos para acolher nossos pacientes, assistindo-os de forma segura em todas as fases de seu tratamento. 

Dessa forma, estabelecemos o Atendimento Oncológico Protegido – um conjunto de processos para o paciente prosseguir com seu tratamento, em tempos de pandemia. 

Todas as práticas adotadas estão de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. 

  • Pessoas candidatas à doação de sangue com diagnóstico ou suspeita de covid-19 e que apresentaram doença sintomática, mesmo nos casos leves/moderados, deverão ser consideradas inaptas por um período de 10 dias após a completa recuperação (assintomáticas e sem manifestações clínicas prolongadas que contraindiquem a doação);
  •  Pessoas candidatas à doação de sangue que apresentaram um teste diagnóstico para SARS-CoV-2 (por exemplo, teste PCR ou pesquisa de antígenos em swab de nasofaringe) positivo, mas permanecem assintomáticas, deverão ser consideradas inaptas por um período de 10 dias da data da coleta do exame; 
  • Pessoas candidatas à doação de sangue que tiveram contato próximo a um caso confirmado de covid-19 durante o seu período de transmissibilidade, conforme definição do Ministério da Saúde, nos últimos 10 dias, com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico e/ou laboratorial de covid-19, deverão ser consideradas inaptas pelo período de 7 dias após o último contato com essas pessoas;
  •  Pessoas candidatas à doação de sangue que permaneceram em isolamento voluntário ou indicado por equipe médica devido a sintomas de possível infecção pelo SARS-CoV-2 deverão ser consideradas inaptas pelo período que durar o isolamento, conforme definição do Ministério da Saúde.

Sim. Clique aqui para conferir todas as regras para a triagem clínica dos candidatos à doação de sangue relacionadas ao risco de infecção pelo SARS-CoV-2.


 

Linha Aspas Simples
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Uma doação pode salvar até 4 vidas. Uma grande necessidade de nossos pacientes é a transfusão plaquetas, que atuam na coagulação do sangue e no controle de sangramentos. É um componente vital para o tratamento de pacientes com leucemias e outros tipos de câncer, além de pacientes submetidos a transplantes de medula óssea.

Doutora Marta Lemos, coordenadora do serviço de hemoterapia e terapia celular do A.C.Camargo
Ilustração de uma bolsa de sangue, verde com contornos brancos

Mitos e verdades sobre a doação de sangue

Mito

Sim, há quem sinta dor, mas nesse caso há muita relação com a sensibilidade da pessoa e o grau de ansiedade, e não com o tamanho da agulha.

Alguns doadores relacionam a dor ao profissional que está puncionando a veia, mas esses profissionais são muito bem treinados e estão aptos a proporcionar uma boa experiência aos nossos doadores.

Mito

Entre os principais medos da população - e também um dos maiores mitos sobre o assunto – o ato de doar sangue não causa alterações na espessura ou viscosidade do sangue. 

A doação de sangue também não está relacionada ao surgimento de doenças, como anemia. O procedimento é realizado com materiais descartáveis para evitar o risco de qualquer tipo de infecção que um reutilizável poderia trazer. 

A doação de sangue também não emagrece, uma vez que a quantidade retirada é rapidamente recuperada pelo próprio organismo.

Verdade

Homens podem doar até quatro vezes ao ano. Já as mulheres, três.

Verdade

A recomendação que se faz ao doador de sangue é evitar, no mesmo dia, atividades de risco, que exijam grande esforço físico. Caso trabalhe em escritório, por exemplo, pode retomar ao ofício normalmente. 

De qualquer modo, a lei trabalhista assegura ao empregado que realizar a doação de sangue o abono do dia de trabalho.

Depende

Neste caso, o fator determinante é o tempo. Se a tatuagem tiver ocorrido há pelo menos um ano, a doação de sangue pode ser realizada. Caso contrário, essa doação será recusada na triagem, devido à desconhecida procedência da agulha utilizada na tatuagem. 

O período de um ano é o necessário para verificar alguma alteração patológica no sangue. Já quem utiliza piercings pode ser impossibilitado de doar, independentemente do tempo em que colocou o acessório.

Depende

É obrigatório o período de seis meses após um procedimento endoscópico para a doação de sangue.
 

Depende

Qualquer doença ou antecedentes que possam colocar em risco o doador serão avaliados pela equipe médica e de enfermagem quanto à contraindicação de doação.

Quem tiver alguma doença grave de coração nunca poderá doar sangue. Pode também ocorrer casos de ter contraindicação temporária, por exemplo:

•    Pressão arterial alta ou baixa na avaliação antes da doação.
•    Aumento ou diminuição dos batimentos cardíacos na avaliação antes da doação.

Verdade

Não existe um fator específico para explicar.

Talvez por ser uma época onde se tenha o aumento de gripes, resfriados e outras doenças que impedem a doação. 

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