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Tumores cardíacos: eles existem?

 
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Tumores cardíacos: eles existem?

Confira a coluna Fala, Doutor, que traz as dúvidas mais frequentes entre os pacientes no consultório, por Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C. Camargo Cancer Center

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Fundo branco com uma ilustração de um coração, com uma foto do Doutor Daniel do lado direito, homem branco e jovem de jaleco

Fundo branco com uma ilustração de um coração, com uma foto do Doutor Daniel do lado direito, homem branco e jovem de jaleco

Confira a coluna Fala, Doutor, que traz as dúvidas mais frequentes entre os pacientes no consultório, por Daniel Garcia, oncologista clínico do A.C. Camargo Cancer Center

Tumores cardíacos primários

Os tumores cardíacos primários (que se originam no coração) são uma entidade rara, com uma frequência de 0,001 a 0,030%. 

Cerca de 80% desses tumores são benignos e, entre eles, o mais comum é o mixoma, responsável por 70% dos casos. 

Outras histologias benignas possíveis incluem rabdomiomas, miomas, fibroelastomas e lipomas. 

Os tumores malignos primários do coração são ainda mais raros: entre eles, 95% dos casos são sarcomas e os 5% restantes, linfomas. Os mais frequentes são os angiossarcomas, rabdomiossarcomas, leiomiossarcomas, fibrossarcomas e sarcomas indiferenciados. 


Tumores secundários

Embora os tumores cardíacos primários sejam extremamente incomuns, os tumores secundários não são. E, pelo menos em teoria, o coração pode ser alvo de metástase por qualquer neoplasia maligna capaz de se espalhar para locais distantes. 

A incidência exata de doença cardíaca metastática é desconhecida. Em geral, são consideradas como raras. No entanto, quando procurada, a incidência não parece ser tão baixa quanto a esperada, variando de 2,3% a 18,3%. 

Em uma das maiores séries de autópsias com mais de 1900 pacientes que faleceram de câncer, 8% tinham doença metastática envolvendo o coração. 


Como ocorrem

Os tumores cardíacos primários são, na maioria das vezes, esporádicos, mas podem ter um caráter hereditário em até 7% dos casos. 

Os tumores secundários, por outro lado, surgem de metástases provenientes de tumores malignos alojados em outros órgãos; podem migrar até o coração por via hematogênica (pela corrente sanguínea), linfática, invasão direta do mediastino ou crescimento do tumor para o interior do coração, seja pela veia cava ou por veias pulmonares, até o átrio direito ou esquerdo, respectivamente.

Embora nenhum tumor maligno sabidamente migra preferencialmente ao coração, alguns o envolvem com maior frequência do que outros, como, por exemplo, melanoma, tumores de pulmão, mama, rim e primários de mediastino. 


Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas de um tumor cardíaco são extremamente variáveis e dependem de fatores como: localização do tumor, tamanho, histologia (tipo do tumor) e presença ou não de outras metástases. 

Podem levar a quadros de insuficiência cardíaca, interferência nas válvulas do coração, arritmias, derrame pericárdico, embolias e sintomas constitucionais como febre e emagrecimento. 


Tratamento

O tratamento dos tumores cardíacos é bastante variável e depende principalmente da histologia. 

Enquanto os tumores benignos tenham um excelente prognóstico e sejam curados na maioria das vezes com cirurgia, os tumores malignos raramente são passíveis de cura e seu tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia.


Mais da coluna Fala, Doutor:
- Por que o câncer pode voltar, mesmo após um tratamento bem sucedido?

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