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Dengue: pacientes oncológicos devem ficar atentos com o aumento no número de casos

Saiba quem pode tomar a vacina, como prevenir a doença e orientações sobre repelentes para pacientes em tratamento oncológico

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A dengue é uma doença que exige muito mais atenção por parte dos pacientes oncológicos, principalmente em casos de neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo.

Em 2024, entre janeiro e o início de fevereiro, já foram registrados quase 400 mil casos de dengue no Brasil de acordo com o Ministério da Saúde. São quase 100 mil casos a mais do que o registrado no mesmo período de 2023.

Vacina contra a dengue: quem pode tomar?

A vacina contém o vírus vivo atenuado e, por isso, é contraindicada para pessoas imunocomprometidas, como no caso dos pacientes oncológicos que estejam em tratamento de quimioterapia ou radioterapia. Essas pessoas só podem tomar a vacina contra a dengue, no mínimo, seis meses após o tratamento de controle do câncer. 

Por isso, é importante que pacientes oncológicos conversem com o médico para orientações sobre a vacina.

Sinais e sintomas da dengue

  • Febre alta e/ou persistente
  • Dor de cabeça ou atrás dos olhos
  • Dores musculares e nas articulações
  • Náusea e vômitos frequentes
  • Diarreia ou dor forte na barriga
  • Sangramento espontâneo
  • Diminuição da urina
  • Manchas vermelhas pelo corpo

Como prevenir

Como estamos vivendo um aumento preocupante do número de casos de dengue em todo o país, é preciso redobrar os cuidados para evitar a proliferação do mosquito: 

  • Não deixe água parada em vasos de planta, pneus ou garrafas no quintal. Atenção às varandas e jardins: pratos nas plantas devem ser evitados ou preenchidos com areia.
  • Use repelente: existem alguns tipos comprovadamente eficazes contra o mosquito, como os compostos por ao menos 20% de icaridina.
  • O Aedes aegypti costuma circular mais durante o final da tarde, período do dia em que o paciente oncológico não pode se esquecer de repassar o repelente.

Uso de repelente para paciente oncológico

  • Durante o tratamento oncológico, a pele tende a ficar mais ressecada. O uso diário de hidratante é muito importante, a fim de evitar pequenas fissuras na pele e irritações que podem ser causadas pelo repelente.
  • Cuidado para não passar o repelente na região dos olhos, mucosas e áreas com feridas.
  • Nas regiões em que a pele fica coberta, o repelente deve ser aplicado sobre a roupa. Somente nas áreas não cobertas por roupas é que o repelente pode ser aplicado direto sobre a pele.
  • Alergias causadas por repelentes são raras. Mas, em caso de coceira ou urticária (placas vermelhas pelo corpo), suspenda o uso do repelente e fale com o seu médico o mais rápido possível.
     
FONTE: Dr. Ivan França, médico infectologista e líder do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do A.C.Camargo
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