Paratireoide
As paratireoides são quatro glândulas que ficam no pescoço, atrás da tireoide, cuja função é controlar os níveis de cálcio no sangue por meio da produção do hormônio paratireoideano ou paratormônio (PTH).
Quando há produção excessiva de PTH, os níveis de cálcio no sangue sobem, causando uma condição chamada hipercalcemia. Em 85% dos casos, esse quadro chamado hiperparatireoidismo é causado por tumores benignos (adenomas), por hiperplasia (crescimento anormal, mas benigno da glândula). Em 1% dos casos, é resultado de um câncer raro, o carcinoma de paratireoide.
Se não for tratado, tanto as doenças benignas quanto o câncer podem causar osteoporose, fraturas e cálculos renais. Essas doenças atingem igualmente homens e mulheres, geralmente acima dos 30 anos e, costuma ser descoberto por meio de exames de sangue que mostram elevação dos níveis de cálcio.
Sintomas
A maior parte dos adenomas e hiperplasias são assintomáticas por longos períodos. Nos casos mais avançados e de câncer de paratireoide, como consequência da hipercalcemia, pode-se observar:
- Dor nos ossos e no corpo
- Osteoporose
- Fraturas espontâneas
- Massa palpável no pescoço
- Desidratação
- Náusea e vômito
- Cólica renal
- Pedras nos rins
- Insuficiência renal
- Arritmia cardíaca
- Fraqueza muscular
- Cansaço
- Perda de peso
- Confusão mental
Diagnóstico
O diagnóstico se inicia pela investigação da hipercalcemia por meio de exames de sangue, raio-X, cintilografia óssea, cintilografia de paratireoides e tomografia computadorizada. Alguns tumores malignos das paratireoides somente são descobertos após cirurgia para tratamento da hipercalcemia e análise microscópica da amostra de tecido, que indica se houve invasão ou não do tecido saudável por células cancerosas.
Estadiamento
O estadiamento é uma forma de classificar a extensão do tumor e se ou quanto ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos. Para isso, é usada uma combinação de letras e números: T de tumor, N de nódulos (ou gânglios linfáticos) e M de metástase, além de números que vão de 0 (sem tumor, sem gânglios afetados ou sem metástase) a 4, este último indicando maior acometimento.
Fatores de risco
As causas do adenoma e do câncer das paratireoides não são conhecidas. As hiperplasias estão associadas a insuficiência renal.
Tratamento
O tratamento das doenças de paratireoide é cirúrgico, quando são retirados a glândula e os tecidos vizinhos afetados pela doença. Por isso, é importante que esse procedimento seja feito por médico especializado em cabeça e pescoço, já que a suspeita pré-operatória de câncer e a capacidade de reconhecer a doença durante a cirurgia são fundamentais para o sucesso do tratamento.
A complementação do tratamento, nos casos de câncer, é feita com radioterapia, mas só é necessária em casos avançados da doença. O paciente precisa ser acompanhado por endocrinologista posteriormente.
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Dúvidas Frequentes
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É um tumor maligno que se forma nas glândulas paratireoides, pequenas estruturas localizadas atrás da tireoide, responsáveis por regular o cálcio no sangue. Ele acontece quando células dessas glândulas crescem de forma descontrolada, produzindo excesso de hormônio paratireoideo (PTH).
Os sintomas estão relacionados ao excesso de cálcio no sangue (hipercalcemia) e incluem: sede excessiva, vontade de urinar com frequência, fraqueza muscular, dor óssea, cálculos renais, dor abdominal e, em casos mais avançados, confusão mental.
Não. É considerado extremamente raro. Muitas vezes, o diagnóstico começa com exames de sangue que mostram cálcio alto de forma persistente.
O diagnóstico envolve exames de sangue (para medir cálcio e PTH), exames de imagem (ultrassom, cintilografia, tomografia) e, em alguns casos, biópsia.
Sim. Quando diagnosticado precocemente e tratado com cirurgia adequada, as chances de cura são altas.
O tratamento principal é a cirurgia para retirar a glândula paratireoide afetada. Em casos mais avançados, podem ser associados medicamentos para controle da hipercalcemia e, raramente, radioterapia.
Sim. Existe risco de recidiva, especialmente nos primeiros anos após a cirurgia. Por isso, o acompanhamento rigoroso é fundamental.
Sim. Após a retirada da glândula doente, pode ser necessário monitorar e ajustar os níveis de cálcio com suplementação temporária até o equilíbrio ser restabelecido.
Sim. O acompanhamento inclui consultas periódicas, exames de sangue para monitorar cálcio e PTH e exames de imagem, quando necessário.
No A.C.Camargo Cancer Center, contamos com endocrinologistas, cirurgiões oncológicos e equipe multidisciplinar preparados para diagnosticar e tratar tumores raros como o câncer de paratireoide, oferecendo cuidado integral e suporte emocional.
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