A oncologia personalizada do A.C.Camargo

Publicado em: 11/09/2019 - 16:09:16
Diagnóstico
Institucional
Genética

Pacientes contam com novas ferramentas de diagnóstico e tratamento para maior precisão no combate ao câncer

 

Ao longo dos anos, os avanços científicos proporcionaram não só um maior número de tratamentos contra o câncer como também uma maior personalização, considerando as peculiaridades de cada pessoa.

Do uso cada vez mais frequente de big data até a união da matemática, física e da engenharia com a medicina, muitos dos avanços científicos mostrados apontam para tratamentos cada vez mais personalizados.

Seja na quimioterapia convencional ou nas chamadas terapias-alvo, por exemplo, o medicamento pode ter eficácia e efeitos colaterais variados entre os pacientes. Isso acontece por dois motivos: primeiro, cada paciente apresenta características genéticas que determinam como ele metaboliza os medicamentos; segundo, os tumores são formados por células com alterações genéticas e, algumas delas, respondem aos medicamentos, enquanto outras são ou tornam-se resistentes durante o tratamento.

“A personalização no tratamento permite precisão ao escolher terapias mais adequadas, bem como a dosagem correta para tratar um paciente com câncer de forma efetiva, com menor toxicidade e maior eficácia”, explica o Dr. Jayr Schmidt Filho, head do Núcleo de Onco-hematologia do A.C.Camargo Cancer Center.

 

No A.C.Camargo

A oncologia personalizada não é algo do futuro: já está presente para os pacientes do A.C.Camargo Cancer Center, que podem contar com aconselhamento genético, por exemplo, que disponibiliza testes para identificar mutações genéticas.

Já a biópsia líquida, outra forma de personalização, é utilizada para acompanhamento e planejamento terapêutico de pacientes já em tratamento.

“A biópsia líquida é feita por meio de uma simples coleta de sangue, sem a necessidade de internação e com menor risco para o paciente. É um recurso que passou a ser oferecido recentemente no Brasil”, comenta o Dr. Jayr.

Após a coleta de sangue são analisados pequenos fragmentos de DNA, que se desprendem da célula tumoral para a corrente sanguínea. O resultado dessa biópsia pode revelar, por exemplo, porque um paciente deixou de responder bem a um tratamento que antes era satisfatório.

“Essa evolução da medicina focada em cada pessoa e em suas necessidades específicas tornam o tratamento mais preciso, além de trazer melhor qualidade de vida para os pacientes e de ser mais um passo na luta contra o câncer”, finaliza o Dr. Jayr.

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