Médico analisando um pinta com um dermatoscópio

Dermatoscopia

A dermatoscopia é um método diagnóstico não invasivo que auxilia na avaliação das lesões pigmentadas da pele por meio do dermatoscópio, instrumento que permite uma visualização precisa de eventuais lesões cutâneas.

Adotada rotineiramente por todos os dermatologistas da Instituição, a dermatoscopia garante um aumento de precisão no diagnóstico de lesões suspeitas de câncer de pele, tanto melanomas quanto carcinomas, ainda em fases extremamente precoces.

Antes da dermatoscopia, o exame de sinais da pele era realizado a olho nu, sem nenhum auxílio. Dessa forma, não possibilitava a avaliação detalhada das lesões cutâneas e, em algumas situações, atrasava o diagnóstico de cânceres já instalados.
 

A microscopia confocal permite a visualização de estruturas microscópicas da pele (células e núcleos) sem a necessidade de biópsia. Ou seja, é um exame não invasivo que não requer injeções ou cortes.

Esse procedimento é realizado por meio de um aparelho que emite um laser de baixa potência que, quando entra em contato com a pele, garante a visualização das células e aumenta a acurácia do diagnóstico.

O aparelho de microscopia confocal foi desenvolvido há pouco mais de 15 anos, o que é considerado uma tecnologia recente na medicina. É utilizado como ferramenta complementar à avaliação clínica dermatológica em muitos países.

 

O mapeamento corporal total e a dermatoscopia digital compõem um exame que consiste no armazenamento de imagens macroscópicas e dermatoscópicas das pintas (ou sinais).

Utiliza-se um aparelho com software que permite armazenar centenas de imagens de diferentes pintas (ou sinais) para compará-las ao longo do tempo.

Nesse exame, são realizadas fotos de toda a pele do paciente – o mapeamento corporal total – permitindo, em exames subsequentes, a identificação de novas pintas ou mudanças no aspecto macroscópico das pintas já documentadas.

São feitas também fotos dermatoscópicas de todas as pintas a serem acompanhadas (dermatoscopia digital). As imagens são armazenadas para comparação ao longo do tempo, algo que pode evidenciar alterações precoces sugestivas de transformação maligna, possibilitando, assim, o reconhecimento precoce dos melanomas e o controle mais detalhado dos pacientes.

O exame é indicado para pacientes com risco de desenvolvimento de melanoma cutâneo: pessoas com muitas pintas, pele clara, cabelos ruivos ou loiros, olhos azuis ou verdes, múltiplas sardas, antecedente de queimadura solar na infância ou adolescência, exposição solar prévia intensa, histórico pessoal de câncer de pele não melanoma, e, principalmente, para pacientes com Síndrome dos Nevos Atípicos e antecedente pessoal e/ou familiar de melanoma.

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