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Mês da mulher: o câncer e a vida por outro ângulo

 
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Mês da mulher: o câncer e a vida por outro ângulo

Um diagnóstico, um tratamento e um sonho resgatado. Conheça a história da Eliane.

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Uma mulher sentada em uma cadeira segurando um vidro com líquido aromático

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Uma mulher sentada em uma cadeira segurando um vidro com líquido aromático

Um diagnóstico, um tratamento e um sonho resgatado. Conheça a história da Eliane.

Não há nada mais comum na vida do que sermos pegos de surpresa. Principalmente naqueles momentos em que tudo parece estar em perfeita harmonia. É aí então que aparece um desafio pela frente

Para Eliane Batista Benevenuto, ex-paciente do A.C.Camargo Cancer Center, o susto foi grande, mas a confiança e a determinação também. Em maio de 2016, após uma desconfiança em um exame simples de toque durante o banho e uma biópsia em consulta com um mastologista, Eliane descobriu um carcinoma ductal in situ, um tipo de câncer de mama. Mesmo com o diagnóstico em estágio I e bom prognóstico, descobrir um câncer sempre será um choque.

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Sempre tive ótima saúde, então realmente foi um susto grande. Foi muito difícil frequentar um hospital, mas quando eu aprendi a olhar ele como minha segunda casa, como o lugar que me deu a oportunidade de viver novamente, aí só senti gratidão

Eliane Batista Benevenuto, ex-paciente do A.C.Camargo Cancer Center.

Mas, sabe qual o outro choque que muitas pessoas não conhecem sobre o câncer? É que muitos deles são tratáveis, curáveis e podem nunca mais voltar. Além de altas taxas de expectativa de vida. E uma vida com qualidade!

E foi aqui no A.C.Camargo que Eliane descobriu isso. Ela chegou até nós através da experiência de tratamento de uma tia anos antes e resolveu percorrer sua jornada com a gente. “Minha tia chegou no hospital com um prognóstico de 6 meses de vida e viveu 4 anos. Foi submetida a tratamentos de última geração”, frisa Eliane.  

Em sua história conosco, após muito acolhimento, direcionamento e alguns meses de quimioterapia e radioterapia, Elaine estava curada.    

A vida continua? Sim! Mas, não como antes. É impossível sair de uma experiência como essas do mesmo jeito que entrou. Assim, Eliane passou a enxergar a vida de outra forma e resolveu tirar um sonho da gaveta.

“Eu sempre tive vontade de empreender, mas quando estamos em um trabalho que parece estável é difícil querer sair e focar nos seus sonhos, né?! Mas, depois da minha vida ter sido virada de cabeça para baixo, eu resolvi os ressignificar”, conta Eliane.

Após meses de estudo e qualificação, em 2019, Eliane abriu a Kalila Aromas, uma empresa de fragrâncias comercializadas nos mais diversos formatos: velas, sprays, perfumes para ambientes, entre outros. E é ela quem produz tudo.

Mas, ao contrário do que parece, Eliane não apenas abriu uma empresa de produtos aromáticos. Na verdade, na busca pelo seu bem-estar durante o tratamento do câncer, ela encontrou uma forma de também proporcionar bem-estar a outras pessoas. 

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Durante a pandemia, estudando, observando o mercado e comportamentos percebi que, além do produto estar em alta, as pessoas estavam correndo muito, sabe?! Precisando de descanso, bem-estar e quem não se sente bem com um ambiente perfumado? Que traz paz, sossego, memórias

Eliane Batista Benevenuto, ex-paciente do A.C.Camargo Cancer Center.

E, assim, ela colocou seu sonho na rua e há 5 anos perfuma a vida de muitas pessoas levando uma sensação de bem-estar ao dia a dia de cada uma delas.

Falando em sonhos e priorizações, Eliane também fez questão de ressaltar o sentimento empático que vivenciou em seu tratamento aqui no A.C.Camargo Cancer Center. No seu ponto de vista, os médicos não estavam olhando apenas para o que era necessário fazer, mas para o que era bom para ela, com base em seus desejos, no que lhe confortava.

“Eles querem saber seus sonhos, suas prioridades. Se é ser mãe, por exemplo, sabendo que, a depender das doses de quimioterapia, a paciente pode ficar estéreo, opções já são apresentadas, existe apoio psicológico profissional, um time de enfermagem incrível, médicos empáticos, eu fui muito bem tratada”, ressalta Eliane.

Além disso, ela também dividiu conosco um grande aprendizado nesta experiência: a empatia não é fazer o que você quer para o outro, mas sim o que o outro espera. 

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