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Hepatites B e C são o principal fator de risco para câncer de fígado

 
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Hepatites B e C são o principal fator de risco para câncer de fígado

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Para muitos, é automático pensar em doenças do fígado e relacioná-las à cirrose e, consequentemente, ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. De fato, este é um importante fator de risco para o desenvolvimento de câncer de fígado, assim como a obesidade e o diabetes.

A principal causa, porém, são as hepatites crônicas B e C. Para a primeira, há vacinas na rede pública disponíveis para prevenção. No entanto, para a segunda ainda não há vacinas, mas existe tratamento efetivo. Outros cuidados incluem proteção sexual e uso de seringas e agulhas descartáveis.

Outros fatores de risco

  • Aflatoxinas: toxinas produzidas por fungos e que muitas vezes aparecem em lotes de amendoim, milho e nozes armazenados em condições precárias. Não se assuste: o Ministério da Agricultura faz inspeções periódicas nesses estoques e, quando há presença dessa substância, eles são interditados e destruídos.
  • Anabolizantes: é preciso evitar e ter cuidado com o consumo desses suplementos;
  • Síndromes metabólicas: já atinge 25% dos americanos. São considerados portadores de síndromes metabólicas indivíduos que apresentam pelo menos três dos seguintes sintomas: pressão alta, gordura abdominal, taxa de glicemia alta em jejum, níveis altos de triglicérides e níveis baixos de HDL, o colesterol bom. Esse quadro está relacionado ao diabetes, às doenças cardiovasculares e também ao câncer de fígado.

Diagnóstico

Geralmente, a doença é pouco sintomática nas fases iniciais e, quando os principais sintomas aparecem, já indicam doença em fase avançada, incluindo a perda de peso, o aumento do volume abdominal e a icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele pelo acúmulo de bilirrubina no organismo).

O diagnóstico desse tumor é feito pela associação de exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética) e laboratoriais (dosagem de Alfafeto-proteína – uma substância produzida pela maior parte dos tumores). Eventualmente, uma biópsia de lesões suspeitas pode ser necessária. O PET-CT também pode ser útil no estadiamento e na decisão terapêutica em casos selecionados. Consulte sempre um especialista, em caso de dúvidas.

Saiba mais sobre o câncer de fígado.

 

Dr. Felipe José Fernández Coimbra - CRM 93020
Diretor do Departamento de Cirurgia Abdominal
Especialista em Cirurgia Oncológica - RQE nº 30634
Especialista em Cirurgia Geral - RQE nº 30635

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