Cistos no ovário apresentam risco para desenvolvimento do câncer?

Publicado em: 28/09/2015 - 21:09:00

Pequena lesão comum nas mulheres durante o ciclo menstrual, o cisto de ovário desaparece em algumas semanas após seu surgimento, sem causar nenhum sintoma. Em outros casos, porém, podem ser mais duradouros, quando não relacionados ao ciclo menstrual. No aspecto oncológico, contudo, sua relação com câncer em casos de cistos simples é quase inexistente.



Geralmente, os cistos no ovário não causam alterações hormonais nem afetam a fertilidade da mulher. Dentre seus principais sintomas, destacam-se dores abdominais ou na região pélvica, enjoos e vontade de urinar frequentemente – sinais que merecem acompanhamento médico e que são relacionados com cistos volumosos. "Nesses casos, realizam-se exames como a ultrassonografia, para identificar o motivo das dores", afirma Dr. Glauco Baiocchi, diretor do Núcleo de Ginecologia Oncológica do A.C.Camargo. O aspecto físico de uma lesão é importante para entender sua real natureza, e a avaliação de um especialista é essencial para uma análise correta dos exames e melhor diagnóstico.

Com maior incidência entre os 50 e 70 anos de idade, o câncer de ovário é assintomático em seu estágio inicial e somente 25% dos casos são diagnosticados precocemente – quando há maiores chances de sucesso no tratamento. "A maioria dos casos da doença é a partir dos 50 anos de idade, então a prevalência dos cistos, mesmos os sólidos, antes desse período, costuma ser benigna", diz o oncologista.
 

Teratomas

Um tumor sólido, de características benignas, que pode surgir é o teratoma. Comum na menacme, época da menstruação da mulher, o teratoma é uma massa sólida embrionária, que surge da célula germinativa do ovário. Apesar de peculiar, não apresenta relação com a incidência de câncer.

Seu diagnóstico pode ser realizado com a ajuda de ultrassom ou ressonância magnética. "O método padrão de tratamento é a cirurgia, pois a tendência do teratoma é crescer e causar complicações ao ovário. Se detectado precocemente, não apresenta urgência para a retirada", explica Dr. Glauco Baiocchi.

Dr. Glauco Baiocchi Neto - CRM 97501
Diretor do Núcleo de Ginecologia Oncológica
Especialista em Cancerologia Cirúrgica - RQE nº 42471

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