Conheça a história do A.C.Camargo
Nascido em 1953 a partir do sonho e da persistência de Antônio e Carmen Prudente. Há mais de 70 anos, o A.C.Camargo acredita que a vida é muito maior do que o câncer.
Jornada
Nossa história
1934
Criação da Associação Paulista de Combate ao Câncer (APCC)
Embrião institucional do futuro A.C.Camargo, criado com a missão de combater o câncer.
1946
Mobilização para viabilizar o Hospital do Câncer
Carmen Prudente fortalece a mobilização social em torno da criação e sustentação do hospital.
1953
Inauguração do Hospital do Câncer
Nasce o Hospital do Câncer
Início da trajetória assistencial dedicada ao câncer. A formação médica também passa a fazer parte da instituição, aproximando assistência e ensino.
1964
Criação da Oncologia Pediátrica
Ampliação da especialização do cuidado oncológico, com estrutura dedicada à população pediátrica.
1997
Expansão de ensino e pesquisa
Criação da Pós-Graduação em Oncologia, Escola de Enfermagem e Biobanco, fortalecendo formação e produção científica.
1999
Participação no Projeto Genoma Humano do Câncer
Avanço da pesquisa molecular e genômica aplicada à oncologia.
2010
Inauguração do Centro Internacional de Pesquisa (CIPE)
Marco importante para a integração entre assistência, ensino e pesquisa e para a aproximação entre médicos e cientistas.
2012
Cirurgia robótica e acreditação internacional
Início do programa de cirurgia robótica e conquista de acreditação pelo Canadian Council on Health Services Accreditation.
2013
Hospital A.C.Camargo passa a se chamar A.C.Camargo Cancer Center
Marco formal do posicionamento Cancer Center. O A.C.Camargo foi a primeira instituição oncológica do Brasil a adotar o modelo Cancer Center.
2015
Qmentum International: nível Diamante
Reforço dos padrões internacionais de qualidade e segurança assistencial.
2016
Institucionalização dos Tumor Boards
Cuidado multidisciplinar e coordenado
Formalização dos fóruns multidisciplinares para discussão de casos complexos. O modelo também incorpora jornada integrada e navegação do paciente.
2024
13 Centros de Referência e evolução do modelo de gestão
13 CRs e nova maturidade de gestão
Os CRs avançam como unidades de negócio, com maior autonomia, metas de desempenho e gestão integrada e orientada a resultados.
2025
Ingresso no PROADI-SUS
Impacto para além da instituição
A.C.Camargo formaliza sua entrada no programa e amplia seu papel na qualificação da oncologia e na disseminação de conhecimento para o SUS.
Personalidade
Antônio Cândido de Camargo, o A.C.Camargo
Grande mentor de Antônio Prudente, o cirurgião Antônio Cândido de Camargo presidiu a Associação Paulista de Combate ao Câncer (embrião do Hospital do Câncer) até sua morte, em 1947.
Professor da cadeira de clínica cirúrgica desde a fundação da Faculdade de Medicina, em 1913, até 1934, Camargo transmitiu ao discípulo os primeiros ensinamentos da área e todo o conhecimento adquirido em Genebra e Viena.
Integrante da equipe de Jacques Reverdin, um dos grandes nomes da cirurgia no século 20, foi pioneiro da neurocirurgia no Brasil, com contribuições importantes para o tratamento de tumores de cérebro e medula. Em sua homenagem, o Hospital do Câncer passou a se chamar A.C.Camargo Cancer Center.
Uma jornada de protagonismo
e inovação desde 1953
Antônio Prudente
Fundador do A.C.Camargo
Antônio Prudente Meireles de Moraes é natural de Piracicaba, interior de São Paulo. Nasceu em 8 de julho de 1906, filho do casal Antônio Prudente de Moraes (sexto filho do 1º Presidente da República civil do país) e Maria França Meireles, a Dona Marieta.
Celestino Bourroul
Médico e professor
O médico e professor Celestino Bourroul, então vice-presidente do Conselho Social da Associação Paulista de Combate ao Câncer (embrião do Hospital do Câncer) assumiu a presidência da entidade em 1947, logo após a morte do então presidente Antônio Cândido de Camargo.
Fernando Gentil
Cirurgião
Fernando Gentil nasceu em 1921, numa abastada família de nove irmãos. Seu pai era um dos donos do Banco Frota & Gentil. Aos 16 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde cursou Medicina na Universidade Federal. Formou-se aos 21 anos. Nos anos 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, seguiu para os Estados Unidos e se especializou no Memorial Sloan-Kettering, de Nova York. Lá, foi assistente até 1949 de George T. Pack, uma das maiores autoridades em cirurgia oncológica e um dos primeiros a acreditar na quimioterapia como forma de combate ao câncer.
Jorge Fairbanks Barbosa
Cirurgião
Jorge Fairbanks Barbosa nasceu em 1915, em São Simão, interior de São Paulo. Filho e irmão de médicos, é o cirurgião criador da especialidade de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Brasil, implantada por ele a partir de 1952, quando o A.C.Camargo Cancer Center ainda não tinha sede própria e funcionava como Instituto Central do Câncer no Hospital Santa Cruz, em São Paulo.
Humberto Torloni
Ele dizia que não tinha coragem para encarar uma cirurgia. Mas como não definir como corajoso um homem que aceitou ser patologista por sugestão do médico Antônio Prudente e, já como primeira missão, aprendeu a lavar e fechar cadáveres nas aulas de autópsia? E que, pouco tempo depois, entrou num navio em Santos até Nova York e seguiu de trem para Saint-Louis para aprender tudo sobre a anatomia patológica? Voltou dos Estados Unidos com um catálogo dos equipamentos mais modernos de então. E com o sonho de transformar o novo hospital, recém-inaugurado, num modelo de excelência.
Ricardo Brentani
Estava no A.C.Camargo desde 1984, quando o megaempresário suíço Daniel Ludwig ali instalou a filial brasileira do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e escolheu Brentani para dirigi-la, tudo por sugestão do pesquisador Humberto Torloni. Em 1990, a convite do presidente do A.C.Camargo, José Ermírio de Moraes Filho, e de Dona Carmem Prudente, fundadora da instituição nos anos 50, Brentani assumiu a condução do Hospital.
Figuras da nossa história
Antônio Prudente
Antônio Prudente Meireles de Moraes é natural de Piracicaba, interior de São Paulo. Nasceu em 8 de julho de 1906, filho do casal Antônio Prudente de Moraes (sexto filho do 1º Presidente da República civil do país) e Maria França Meireles, a Dona Marieta.
Antônio, o neto predileto de Prudente de Moraes, estava marcado para ser, no mínimo, um Senador da República. Preferiu a Medicina, mais precisamente a oncologia, por meio de produção científica em busca da cura do câncer. Formou-se médico em 1928. Um ano depois defendeu tese sobre fibromiomas uterinos e foi aprovado com louvor. Seguiu em 1929, para Berlim, Alemanha. Queria aprender as novas técnicas cirúrgicas do professor Franz Keysser, um dos grandes nomes do século 20.
Bisturis elétricos. Essa era a síntese da técnica desenvolvida por Keysser e sua equipe. A eletrocirurgia abriu novas possibilidades de tratamento de tumores até então considerados inoperáveis. A técnica consistia em utilizar não só o bisturi elétrico como também botões e placas elétricas com as quais se conseguia a coagulação dos tecidos tumorais.
Toda a família Prudente acompanhou Antônio em sua viagem. Foram para Berlim seus pais, as quatro irmãs e até uma empregada da casa. Só o irmão mais velho ficou. Já estava casado. Ao voltar da Alemanha, em 1931, Prudente tornou-se assistente de técnica cirúrgica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Mas já demonstrava a tendência a considerar o exercício da medicina uma missão, ao assumir o cargo de cirurgião do Departamento Estadual de Lepra. Trabalhou até 1937 como cirurgião plástico no atendimento a pacientes devastados pela hanseníase.
Sua trajetória contra o câncer começou a tomar forma em 1933, quando uma série de cinco artigos de sua autoria foi publicada no jornal O Estado de S.Paulo. Os artigos falam da perplexidade diante do mistério sobre a origem do câncer e técnicas de tratamento.
"(...) o câncer é uma moléstia de perfeita curabilidade, quando tratada a tempo", afirmava Antônio Prudente, logo no primeiro artigo da série, publicado em 4 de setembro de 1933. Os fatores essenciais para o sucesso são "a educação do povo" e a necessidade de "diagnóstico precoce".
Um ano depois, em 1934, criou a Associação Paulista de Combate ao Câncer. A entidade teria como objetivos arrecadar recursos para combater o câncer, desenvolver campanhas públicas de educação, propiciar especialização por meio de ensino para médicos, enfermeiros, dentistas e assistentes sociais e manter intercâmbio de programas com organizações similares no Brasil e no exterior.
O primeiro presidente da APCC foi o antigo mestre de Prudente em cirurgia, Antônio Cândido de Camargo. Juntos, eles organizaram a base da luta contra o câncer. Juntos, começaram a construção do Instituto Central para tratamento dessa doença.
Figuras da nossa história
Celestino Bourroul
O médico e professor Celestino Bourroul, então vice-presidente do Conselho Social da Associação Paulista de Combate ao Câncer (embrião do Hospital do Câncer) assumiu a presidência da entidade em 1947, logo após a morte do então presidente Antônio Cândido de Camargo.
Bourroul foi também mestre fundador da Faculdade de Medicina, em 1913, e assumiu a cadeira de História Natural Médica. Um ano depois, tornou-se chefe da cátedra de Parasitologia.
Durante toda sua trajetória como médico, chefiou a Medicina de Homens da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde, a cada manhã, examinava doente por doente de seu departamento naquele hospital.
Celestino Bourroul criou em 1953 a Escola de Cancerologia do A.C.Camargo Cancer Center, pioneira na implementação do 1º programa de Residência Médica em Oncologia no Brasil. A escola já formou mais de mil oncologistas, meta atingida em 2010, que atuam espalhados pelo Brasil e em países como Argentina, Bolívia, China, Colômbia, El Salvador, Equador, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela.
Figuras da nossa história
Fernando Gentil
Fernando Gentil nasceu em 1921, numa abastada família de nove irmãos. Seu pai era um dos donos do Banco Frota & Gentil. Aos 16 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde cursou Medicina na Universidade Federal. Formou-se aos 21 anos. Nos anos 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, seguiu para os Estados Unidos e se especializou no Memorial Sloan-Kettering, de Nova York. Lá, foi assistente até 1949 de George T. Pack, uma das maiores autoridades em cirurgia oncológica e um dos primeiros a acreditar na quimioterapia como forma de combate ao câncer.
Gentil retornou ao Brasil no final da década de 1940 e atuou como cirurgião no Hospital do Servidor Público, do Rio de Janeiro, até ser convidado por Antônio Prudente para chefiar o Departamento de Cirurgia Pélvica do A.C.Camargo Cancer Center.
Em meados dos anos 70, o cirurgião Fernando Gentil propôs uma cirurgia conservadora para o câncer da mama, que consistia em remover do lado do tumor a glândula mamária, sempre que possível preservando-se o complexo areolomamilar, associada à linfadenectomia axilar. Do lado oposto, removia-se a glândula, preservando-se o complexo areolopapilar. Na reconstrução foram usadas próteses de silicone colocadas abaixo dos músculos peitorais. Os resultados estéticos desse procedimento são extremamente gratificantes, quando comparados à mastectomia radical.
Cinco anos depois, ao apresentar os primeiros resultados dessa cirurgia, em uma reunião científica no próprio A.C.Camargo, onde estavam presentes Umberto Veronesi, de Milão, Urban, do MSKCC, Adair Eiras, do INCA, e José B.S.Neto, do A.C.Camargo, defensores da cirurgia de Halsted (a cirurgia radical das mamas) Gentil foi deselegantemente criticado por eles. Mais tarde, recorda-se o oncologista Ademar Lopes, que trabalhou com Fernando Gentil e assumiu a direção da Cirurgia Pélvica após sua morte, os mesmos colegas começaram a adotar um procedimento cirúrgico até mais conservador, que é a quadrantectomia associada ao esvaziamento axilar.
Gentil, ao morrer, em 1989, tinha mais de quatrocentos casos de cirurgia conservadora para o câncer de mama, representando, assim, um marco na história desse tipo de cirurgia. Os primeiros sessenta casos dessa cirurgia estão publicados no Journal of Surgical Oncology, 14: 173-93 (1980). Ele nomeia, aqui no A.C.Camargo, um Complexo Ambulatorial direcionado ao tratamento de tumores como próstata, pênis, bexiga, estômago, intestino, esôfago, entre outros.
Figuras da nossa história
Jorge Fairbanks Barbosa
Jorge Fairbanks Barbosa nasceu em 1915, em São Simão, interior de São Paulo. Filho e irmão de médicos, é o cirurgião criador da especialidade de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Brasil, implantada por ele a partir de 1952, quando o A.C.Camargo Cancer Center ainda não tinha sede própria e funcionava como Instituto Central do Câncer no Hospital Santa Cruz, em São Paulo.
O sobrenome Fairbanks pertence a uma linhagem imemorial de desbravadores. Estava na lista de 31 passageiros do Mayflower, legendária embarcação que deixou a Inglaterra para aportar nos Estados Unidos. Quase dois séculos depois, em 1825, um norte-americano descendente dos pilgrims, George Edward Fairbanks, desembarcava no Brasil. Era um médico que na Bahia integrou o Conselho de Salubridade Pública.
Jorge diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1939. Otorrinolaringologista, ele foi um dos primeiros médicos a realizar cirurgias para surdez em São Paulo. Nada se compararia, no entanto, ao êxito alcançado por Fairbanks no Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, que chefiou de 1953 a 1968, no então Hospital do Câncer. A padronização das técnicas operatórias na especialidade não existia. Fairbanks as criou.
Fairbanks publicou mais de cem trabalhos em revistas e livros técnicos de vários países. Dentre as publicações no Brasil e exterior, destacam-se Tratamento Cirúrgico dos Tumores de Cabeça e Pescoço, editado por Grune & Stratton, em Nova York, em 1974, então um tratado definitivo sobre as cirurgias na especialidade; e Esvaziamentos Cervicais e Seus Problemas, do Fundo Editorial Prócienx, 1962.
Fundou em 1967 a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, tendo sido seu primeiro presidente. Era membro da Associação Paulista de Medicina; membro titular da Academia de Medicina de São Paulo; Fellow of the International College of Surgeons; presidente do Departamento de ORL da Associação Paulista de Medicina; Foreign corresponding member of The Society of Head and Neck Surgeons; Fellow du College International des Cirurgiens (França).
Em julho de 1977, após sofrer uma cirurgia no coração, Jorge Fairbanks Barbosa desenvolveu o chamado "pulmão de choque", uma complicação pós-operatória fatal naqueles tempos. Passou uma semana inteira na UTI, lúcido, escrevendo bilhetes, pensando em discutir soluções para o seu caso com os médicos de plantão. Daquela vez não foi possível. Morreu aos 62 anos, no dia 4 de agosto de 1977. Em sua homenagem, o A.C.Camargo Cancer Center abriga um Complexo Ambulatorial com seu nome, voltado principalmente ao tratamento de tumores de cabeça e pescoço.
Figuras da nossa história
Humberto Torloni
Ele dizia que não tinha coragem para encarar uma cirurgia. Mas como não definir como corajoso um homem que aceitou ser patologista por sugestão do médico Antônio Prudente e, já como primeira missão, aprendeu a lavar e fechar cadáveres nas aulas de autópsia? E que, pouco tempo depois, entrou num navio em Santos até Nova York e seguiu de trem para Saint Louis para aprender tudo sobre a anatomia patológica? Voltou dos Estados Unidos com um catálogo dos equipamentos mais modernos de então. E com o sonho de transformar o novo hospital, recém-inaugurado, num modelo de excelência.
A vida do Dr. Humberto Torloni misturou-se à vida do A.C.Camargo Cancer Center desde a sua fundação, em 1953. Na verdade, desde antes: Dr. Torloni ajudou a fundar o hospital, participando de uma gincana para arrecadar dinheiro para a sua construção. Ganhou a gincana, o apreço do Dr. Antônio Prudente, um emprego e a confiança absoluta para propor ideias novas. E como propôs: desenhou mesas de autópsia feitas em mármore; montou um impressionante arquivo de fotografias de lesões para conhecimento dos médicos; criou o arquivo de registros dos pacientes – ou seja, catalogou a história do câncer no nosso hospital. Fundou o nosso Departamento de Anatomia Patológica, e seu nome batiza a EPOAHT - Escola de Patologia Oncológica Avançada Humberto Torloni, fundada em 2014. Contribuiu para a história do câncer no país.
Nascido em 1924 na minúscula Itapuí, quinto de dez filhos de uma família veramente italiana, ele optou pela Medicina por simplicidade – não sabia o que fazer e achou que seria interessante seguir a carreira do irmão mais velho, médico. Acabou cursando a Escola Paulista de Medicina (hoje Unifesp) de 1942 a 1948.
Revelou-se a sua enorme vocação. O Dr. Torloni foi fundador da Sociedade Brasileira de Anatomia Patológica, médico da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde, onde coordenou a classificação internacional de Doenças Oncológicas durante sete anos. Foi Diretor da Divisão Nacional do Câncer do Ministério da Saúde, Diretor do Instituto Ludwig de pesquisa contra Câncer, Diretor do Hospital do Câncer, onde depois de deixar a diretoria continuou a trabalhar como médico. Existem centenas de trabalhos com o seu nome em revistas especializadas, tanto nacionais como internacionais.
Pequenino, bem-humorado, de uma lucidez e brilhantismo até os últimos meses de sua vida, o Dr. Torloni inspirou gerações de médicos, pesquisadores, qualquer um que teve o privilégio de conversar com ele, tanto aqui dentro, como na história da medicina brasileira. Mais do que uma mente brilhante, era um agregador. Construía pontes, como diz o Dr. Luiz Paulo Kowalski, Diretor do Departamento de Cabeça e Pescoço. A vida do Dr. Torloni é sim uma aula de coragem e, como de costume entre as pessoas grandes, de generosidade.
Fica aqui sua última mensagem para quem quer ser médico, mas que vale para todas as pessoas: “Não tome decisões sobre a vida da criatura humana sem ter a certeza de que seria a mesma coisa que você faria se fosse o paciente. Coragem. Paciência. Divida suas dúvidas. O ser humano merece você, tanto para te ensinar quanto para você nos salvar”.
Figuras da nossa história
Ricardo Brentani
Estava no A.C.Camargo desde 1984, quando o megaempresário suíço Daniel Ludwig ali instalou a filial brasileira do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer e escolheu Brentani para dirigi-la, tudo por sugestão do pesquisador Humberto Torloni. Em 1990, a convite do presidente do A.C.Camargo, José Ermírio de Moraes Filho, e de Dona Carmem Prudente, fundadora da instituição nos anos 50, Brentani assumiu a condução do Hospital.
Nos 21 anos em que esteve à frente do hospital, promoveu uma revolução no A.C.Camargo. Seguindo o sonho de Antônio Prudente e sua esposa Carmem, que por duas décadas uniram esforços desmedidos para erguer a instituição oncológica pioneira no país, Brentani formou inúmeros cientistas e médicos que mudaram a história do câncer no Brasil. E inseriu a nação no cenário mundial da pesquisa oncológica e da genômica. Orgulhava-se em dizer que "este hospital alcançou índices de sucesso no tratamento do câncer só comparáveis aos dos principais centros oncológicos internacionais".
Carmen Annes Dias
Carmen, nascida no Natal de 1911, era filha de um casal pioneiro da capital gaúcha. Em 1934, a família mudou-se para o Rio, acompanhando o pai, Heitor Annes Dias, médico pessoal do presidente Getúlio Vargas na antiga capital federal. Durante o Estado Novo, viveram no Flamengo, perto do Palácio do Catete.
Fluente em espanhol, italiano, inglês, francês e alemão, Carmen aprendeu russo e japonês já adulta.
Seu casamento com Antônio Prudente foi uma experiência transformadora, e ela adotou o sobrenome Prudente como símbolo da luta contra o câncer.
Autora de 15 livros, viajou pelos cinco continentes, sempre palestrando sobre a Rede Feminina de Combate ao Câncer no Brasil em congressos e organizações assistenciais. A renda de seus livros era destinada às obras do hospital.
Para conhecer mais sobre essa história, baixe o livro “O Sonho de Carmen”.
Um mundo que supera o câncer.
O legado de Carmen se reflete no futuro que queremos construir.
Honrar a vida, desafiando as fronteiras da oncologia, promovendo educação e pesquisa.
Nossos valores
Os princípios presentes em cada escolha
- Respeito à vida
- Gerar e compartilhar conhecimento
- Compromisso social
- Consciência no uso dos recursos
- Excelência sempre
O câncer é uma doença de perfeita curabilidade, quando tratada a tempo. Os fatores essenciais para o sucesso são “a educação do povo” e a necessidade de “diagnóstico precoce”.