BI-RADS 1 e 2 na mamografia | A.C.Camargo Cancer Center Pular para o conteúdo principal
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BI-RADS 1 e 2: o que significam esses resultados na mamografia

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BI-RADS 1 significa que a mamografia não encontrou nenhuma alteração; BI-RADS 2 significa que o exame identificou achados, mas todos claramente benignos. Nas duas situações, a conduta é a mesma: manter a rotina de rastreamento.

 

Se o seu laudo veio classificado como BI-RADS 1 ou BI-RADS 2, a primeira informação que você precisa ter é tranquilizadora: ambas as categorias indicam ausência de sinais suspeitos de câncer e estão entre os resultados mais frequentes entre as mulheres que fazem mamografia regularmente. A diferença entre elas não está no risco, que é praticamente nulo em ambas, mas na descrição do que o radiologista viu nas imagens.

 

Neste conteúdo, você vai entender o que cada categoria significa, quais achados benignos costumam aparecer no laudo, se um resultado BI-RADS 2 pode evoluir para algo mais sério e por que a rotina de exames continua sendo importante mesmo com resultados normais.

O que significa BI-RADS 1?

BI-RADS 1 significa exame negativo: as mamas foram avaliadas por completo e nenhuma alteração foi encontrada, sem nódulos, calcificações suspeitas, assimetrias ou distorções de arquitetura. É o resultado normal por excelência, e a única recomendação que o acompanha é seguir o rastreamento de rotina indicado para a sua idade e o seu perfil de risco.

 

Dentro da classificação BI-RADS, a categoria 1 representa a avaliação completa e sem achados. Ou seja: o exame foi tecnicamente adequado, as imagens permitiram analisar todo o tecido mamário e nada foi identificado.

O que significa BI-RADS 2?

BI-RADS 2 significa que o exame encontrou um ou mais achados, mas todos com características tipicamente benignas, sem qualquer suspeita de câncer. O risco de malignidade associado à categoria 2 é essencialmente zero, e a conduta é a mesma da categoria 1: manter o acompanhamento de rotina, sem necessidade de exames adicionais ou controles antecipados.

 

A diferença em relação ao BI-RADS 1, portanto, é que, na categoria 2, o radiologista identificou e documentou no laudo um ou mais achados tipicamente benignos. Esse registro é importante: além de caracterizar a alteração como benigna, ele serve como referência para a comparação com exames futuros e pode evitar investigações desnecessárias caso o mesmo achado seja identificado novamente. 

Achados benignos comuns em um laudo BI-RADS 2

Alguns achados aparecem com frequência nos laudos classificados como categoria 2. Conhecê-los ajuda a ler o documento com mais tranquilidade:

 

  • Cistos simples: bolsas de líquido, muito comuns, especialmente entre os 35 e os 50 anos. Não são câncer e não se transformam em câncer.
  • Fibroadenomas calcificados: nódulos benignos antigos que acumularam cálcio, um sinal típico de benignidade.
  • Calcificações vasculares: depósitos de cálcio nas paredes de pequenos vasos da mama, associados ao envelhecimento natural.
  • Calcificações cutâneas e macrocalcificações: grandes, dispersas e com aspecto característico, são achados tipicamente benignos.
  • Linfonodos intramamários: pequenos gânglios normais que podem existir dentro do tecido da mama.
  • Próteses mamárias e cicatrizes cirúrgicas estáveis: também são descritas no laudo e classificadas como achados benignos.

Termos técnicos como esses fazem parte do vocabulário padrão do laudo. Se quiser entender cada seção do documento, do tipo de incidência à densidade mamária, veja o nosso guia sobre como entender o resultado da mamografia.

BI-RADS 2 pode evoluir para 3 ou virar câncer?

Um achado corretamente classificado como BI-RADS 2 não vira câncer: cistos simples, calcificações benignas e fibroadenomas calcificados são alterações benignas por natureza, e não lesões em transformação.

O que pode acontecer, embora não seja o esperado, é que um achado previamente considerado benigno apresente alguma mudança de aspecto nos exames de acompanhamento. Nesse caso, o radiologista pode reavaliar a classificação e, se necessário, atribuir uma categoria diferente, como BI-RADS 3, que indica acompanhamento em intervalo curto, ou BI-RADS 4, que indica necessidade de investigação adicional. Isso não significa que o achado BI-RADS 2 tenha se transformado em câncer, mas sim que suas características deixaram de ser inequivocamente benignas e precisam ser reavaliadas.

É justamente por isso que a comparação com exames anteriores e a realização da mamografia de rotina continuam sendo importantes, mesmo quando os exames anteriores foram classificados como BI-RADS 1 ou 2.

Resultado normal não dispensa a rotina de exames

Pode parecer contraditório, mas é o resultado normal que melhor demonstra o valor do rastreamento: a mamografia anual cria um histórico de imagens da sua mama que torna cada exame seguinte mais preciso. Com a série de exames em mãos, o radiologista identifica com muito mais segurança qualquer mudança sutil, o que aumenta a chance de uma eventual alteração ser detectada em fase inicial, quando as taxas de cura do câncer de mama são muito altas.

 

O A.C.Camargo Cancer Center recomenda a mamografia anual a partir dos 40 anos para todas as mulheres, com início mais cedo para quem tem fatores de risco elevados, sempre a critério médico. Entre um exame e outro, fique atenta aos sinais e sintomas do câncer de mama: nódulo palpável, retração da pele ou do mamilo, vermelhidão persistente e saída espontânea de secreção merecem avaliação médica mesmo com uma mamografia recente normal.

 

Aliás, muitas dúvidas sobre o exame nascem de informações imprecisas que circulam por aí. O nosso conteúdo de mitos e verdades sobre a mamografia esclarece as mais comuns, da suposta relação com a dor ao intervalo ideal entre os exames.

Com que frequência repetir a mamografia após um resultado normal

Com um laudo BI-RADS 1 ou 2, a periodicidade do rastreamento segue a recomendação geral para o seu perfil, sem antecipações. Na prática:

 

  • A partir dos 40 anos: mamografia anual para todas as mulheres, mesmo sem sintomas e sem histórico familiar, conforme a recomendação adotada pelo A.C.Camargo Cancer Center.
  • Antes dos 40 anos: o rastreamento por imagem não é rotina para a população geral, mas pode ser indicado mais cedo para quem tem fatores de risco elevados, como histórico familiar importante de câncer de mama ou de ovário, mutações genéticas conhecidas na família ou radioterapia torácica prévia. Nesses casos, o médico define a idade de início e pode incluir outros exames no protocolo, como a ressonância magnética.
  • Sem limite superior fixo: a decisão de manter o rastreamento em idades mais avançadas é individualizada, considerando a saúde geral e a expectativa de vida, sempre em conversa com o médico.

Um detalhe prático que faz diferença: procure realizar a mamografia sempre em serviços que guardem o seu histórico, ou leve as imagens anteriores no dia do exame. A comparação entre os exames é o que permite classificar com segurança um achado estável como benigno, evitando idas e vindas desnecessárias.

Prótese de silicone, cirurgias e outras particularidades

Quem tem prótese de silicone também recebe classificação BI-RADS normalmente. As próteses podem aparecem no laudo como achado descrito, e o exame é realizado com incidências específicas (manobra de Eklund) que deslocam a prótese para visualizar melhor o tecido mamário. O mesmo vale para cicatrizes de cirurgias anteriores, reduções mamárias e biópsias prévias: uma vez documentadas, essas alterações estáveis são classificadas como benignas nos exames seguintes.

 

Por isso, informe sempre ao serviço de imagem o seu histórico de cirurgias, próteses e procedimentos nas mamas. Essas informações entram na interpretação do exame e evitam que uma alteração cirúrgica antiga seja confundida com um achado novo.

Rastreamento e acompanhamento no A.C.Camargo Cancer Center

No A.C.Camargo Cancer Center, referência em oncologia na América Latina, a mamografia de rastreamento é realizada com equipamentos de alta resolução e interpretada por radiologistas especializados em imagem mamária, com acesso ao seu histórico completo de exames.

 

Para manter a sua rotina de rastreamento em dia, agende sua mamografia ou encontre um especialista para orientar a periodicidade ideal para o seu perfil.

 
 
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