Bexiga
De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 9.480 brasileiros vão receber diagnóstico de câncer de bexiga em 2018, sendo 6.690 homens e 2.790 mulheres. O câncer da bexiga, chamado carcinoma urotelial, geralmente tem início na camada superficial do revestimento interno do órgão e pode se disseminar pela parede da bexiga, pelos gânglios linfáticos ou pelo sangue.
Sintomas
- Sangue na urina é o sintoma mais comum e visível, mas nem sempre é possível perceber o sangue na urina a olho nu. Além disso, a presença de sangue na urina pode indicar outras doenças, como pedras nos rins e na bexiga e infecção urinária.
- Mudanças nos hábitos de urinar.
- Dor ao urinar.
- Necessidade frequente de urinar.
Vale lembrar que esses sintomas são comuns a outras doenças e indicam que um urologista deve ser consultado.
Diagnóstico
O câncer de bexiga pode ser diagnosticado através de exames por imagem como ultrassom, tomografia e ressonância magnética. Eles podem mostrar alterações suspeitas que vão ser confirmadas ou não por uma cistoscopia, que é um tipo de endoscopia que permite visualizar o interior da bexiga por meio de uma câmera introduzida pela uretra. Nesse procedimento também extrai-se uma amostra de tecido que é encaminhada para uma biópsia. Outro exame que pode ajudar no diagnóstico é a citologia oncótica urinária, que busca células cancerosas numa amostra de urina.
Estadiamento
O estadiamento é uma forma de classificar a extensão do tumor, se ou quanto ele afetou os gânglios linfáticos ou outros órgãos. Para isso é usada uma combinação de letras e números: T de tumor, N, de nódulos (ou gânglios linfáticos) e M de metástase, e números que vão de 0 (sem tumor, ou sem gânglios afetados ou sem metástase) a 4, este último indicando maior acometimento.
Fatores de risco
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não significa que você vai ter câncer de bexiga.
- Fumo: O fumo é o principal fator de risco para o câncer de bexiga e a possibilidade de um fumante ter câncer de bexiga é de duas a três vezes maior que o de um não fumante. As substâncias presentes no fumo são absorvidas pelo sangue, que é filtrado nos rins, e coletadas na urina.
- Sexo: o câncer de bexiga é mais comum em homens.
- Idade: o risco de ter câncer de bexiga aumenta com a idade e costuma atingir pessoas acima dos 40 anos.
Tratamento
A cirurgia é a principal forma de tratamento do câncer de bexiga e pode envolver a remoção de tumores por meio de cistoscopia, que os médicos chamam de ressecção transuretral de bexiga, ou a retirada completa da bexiga, a cistectomia radical, dependendo da extensão da doença. Quando o tumor é invasivo, sua remoção pode ser feita por cirurgia robótica, que é mais precisa e reduz o tempo de recuperação do paciente, acelerando a alta hospitalar.
Após e retirada dos tumores por cistoscopia, pode-se injetar a vacina BCG dentro da bexiga, que funciona como imunoterapia.
A quimioterapia tem papel importante no tratamento do câncer de bexiga, tanto antes como depois da cirurgia. Pacientes cujos tumores invadiram o músculo da bexiga podem se beneficiar da terapia neoadjuvante, isto é, realizada antes do ato cirúrgico e que reduz o tamanho dos tumores. A quimioterapia também é indicada para casos em que há alto risco de metástase e para pacientes em que o tumor se espalhou para gânglios linfáticos, pulmões, fígado ou outros órgãos. No câncer de bexiga, a radioterapia é usada como paliativo.
Reabilitação
Pacientes que tiveram de remover a bexiga precisam passar por uma cirurgia reconstrutora para que possam urinar, esse procedimento é feito já na cirurgia de remoção do órgão. Há três formas de realizá-lo: a primeira delas usa parte do íleo (intestino delgado) para fazer uma nova bexiga, que é mais efetivo em homens, proporcionando bom controle durante o dia, embora 20% dos pacientes tenham incontinência à noite. Mulheres que fazem essa cirurgia muitas vezes precisam de um cateter para eliminar a urina.
A segunda opção é usar também o íleo para fazer um tubo que conecta os ureteres, os canais que levam a urina produzida nos rins para a bexiga, à pele do umbigo. A urina será coletada numa bolsa de urostomia. A última opção, usada com menos frequência, cria uma bolsa interna conectada ao umbigo, que precisa ser esvaziada pelo paciente com cateter a cada três ou quatro horas.
O que é um Centro de Referência?
No A.C.Camargo, os atendimentos são organizados de acordo com o tipo de tumor, integrando a linha de cuidado com equipes médicas e multiprofissionais dedicadas às necessidades dos pacientes de cada Centro de Referência.
Saiba maisDúvidas Frequentes
Encontre respostas rápidas para as perguntas mais comuns sobre o câncer de pulmão e seus diversos aspectos.
É um tumor que se forma na parede da bexiga, órgão responsável por armazenar a urina. Ele geralmente começa nas células do revestimento interno e pode se espalhar para camadas mais profundas e em casos mais avançados se disseminar para ganglios e outros órgãos.
O tabagismo é o maior fator de risco, já que substâncias do cigarro passam para a urina e irritam a bexiga. Exposição a produtos químicos no ambiente de trabalho também pode aumentar o risco como indústrias de tintas, borracha, têxtil, couro, corantes. Infecções ou irritações cronicas também podem aumentar o risco de câncer. Além de irradiação pelvica, historico familiar ou pessoal de tumores uroteliais.
O sintoma mais comum é a presença de sangue na urina (hematúria). Outros sinais incluem dor ao urinar, vontade frequente de urinar e dor na região pélvica.
O diagnóstico é feito com exames de urina, cistoscopia (um exame com câmera dentro da bexiga) e exames de imagem, como tomografia, ressonância ou mesmo ultrassonografia.
Sim, especialmente quando descoberto nos estágios iniciais. Nesses casos, a taxa de sucesso do tratamento é alta.
Podem incluir cirurgia para retirar o tumor, quimioterapia local (na bexiga), imunoterapia (local na bexiga ou sitêmica) e, em casos avançados, cirurgia para retirar toda a bexiga (cistectomia), além de radioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou terapia alvo, a depender do estagio do tumor e caracaterísticas do mesmo
Sim. O cigarro é o principal fator de risco e parar de fumar reduz consideravelmente a chance de desenvolver a doença, e mesmo em quem ja desenvolveu o câncer, diminui o risco de uma má evolução e de menos efeitos tóxicos do tratamento. Parar de fumar traz sempre benefícios a curto e a longo prazo.
Em alguns casos, sim. Quando a bexiga precisa ser retirada, o paciente pode precisar de reconstrução para armazenar e por vezes também de uma outra forma de eliminar a urina.
Sim. Como existe risco de o câncer voltar, o acompanhamento regular é essencial.
Além da equipe médica, o A.C.Camargo Cancer Center oferece psicólogos, grupos de apoio e acompanhamento multiprofissional para dar suporte durante toda a jornada.
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