Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT)

O Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT) foi criado em 1997. É o primeiro serviço de prevenção e tratamento do tabagismo oferecido a pacientes em um centro oncológico.

Liderado pela equipe de Saúde Mental com apoio interdisciplinar da área de Pulmão e Tórax, o GAT tem como missão atuar na pesquisa, na prevenção e no tratamento da dependência da nicotina para os doentes com câncer que fazem tratamento na instituição. 

O atendimento no GAT inicia-se com uma avaliação realizada pela equipe de Psiquiatria, com a definição da melhor opção de tratamento para aquele indivíduo. São avaliados: o nível de dependência de nicotina, o número de tentativas anteriores para deixar o cigarro, a presença de comorbidades e a necessidade de terapia medicamentosa. A área de Pulmão e Tórax avalia patologias pulmonares, incluindo o câncer de pulmão. 

Posteriormente, o paciente é encaminhado para o Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT) realizado pelo serviço de Psicologia. Os encontros são semanais com duração de 90 minutos ao longo de cinco semanas consecutivas com seis participantes por vez.

Para mais informações, inclusive para indivíduos que não são da instituição, entre em contato com a Central de Relacionamento pelo telefone: (11) 2189-5000.

Coordenação
Dr. Alexandre Shoji - CRM: 115.975
Head da área de Saúde Mental

O tabagismo traz prejuízos a todos os órgãos do organismo. Tratando-se de câncer, os principais órgãos acometidos são: pulmão, esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, laringe, faringe, boca e mama. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Estima-se que 47% da população masculina e 12% da população mundial feminina fumem. Nos países desenvolvidos, 24% das mulheres fumam. O tabaco é responsável por mais de 10 mil mortes por dia no mundo.

Há outros dados não menos alarmantes: 30% das mortes por câncer estão relacionadas ao tabagismo. O tabagismo está envolvido em 90% dos cânceres de pulmão e também em vários outros tipos de câncer, entre eles o de orofaringe, bexiga, rins e mama. Também estão relacionadas ao uso do tabaco, a doença coronariana, a doença pulmonar obstrutiva crônica e o acidente vascular cerebral, entre tantas outras doenças.

- Os componentes do cigarro: o cigarro é composto por cerca de 4.700 substâncias tóxicas. Apresenta uma fase particulada (composta pela nicotina e pelo alcatrão) e uma fase gasosa (monóxido de carbono, amônia etc.). Todas estas substâncias estão presentes na fumaça do cigarro, em consequência da combustão do tabaco. A nicotina é a substância que causa dependência, sendo por isso o tabagismo classificado como uma doença. Apesar de o cigarro ser a maneira mais comum de consumo do tabaco, devemos lembrar que qualquer forma de consumo (cachimbo, charuto, narguilé, fumo-de-corda) leva à exposição a esses componentes tóxicos do tabaco.

- A fumaça entra pela boca: para o fumante, o primeiro local de contato dos componentes do tabaco com o organismo ocorre na boca. Nesta localização, os componentes da fumaça do cigarro já causam muitos prejuízos para a saúde bucal. Dentes amarelados, manchas nos dentes e na boca, maior predisposição para cáries dentárias e mau hálito estão entre as principais alterações. Além disso, o câncer dos lábios, o câncer da boca e da língua estão associados ao consumo de tabaco. Além de ser o primeiro local a sofrer as consequências nocivas do tabaco, a boca é a porta de entrada natural para a fumaça do cigarro se propagar pelo organismo e causar danos em diversos outros órgãos.

O cigarro é o responsável direto por mais de 90% dos casos de câncer de pulmão e está relacionado a mais de uma dezena de tipos de câncer, como esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, boca, laringe, faringe, garganta e mama.

O processo ocorre da seguinte forma: ao ser inalada, a fumaça chega aos pulmões. Depois de passar pela boca, a fumaça atinge outros órgãos como a faringe e a laringe, onde pode causar problemas como as faringites, as laringites e o câncer da laringe. Ao ser transportada através da traqueia e dos brônquios, a fumaça chega ao seu destino final, que são os pulmões. É neste órgão que ocorre o contato mais intenso entre o organismo e os componentes da fumaça do tabaco. Por ser o depósito final de todos os componentes da fumaça do tabaco, o pulmão é o órgão mais seriamente comprometido pelas doenças relacionadas ao tabagismo.

Enfisema pulmonar, bronquite e câncer de pulmão são as principais doenças observadas. A relação entre câncer de pulmão e o consumo de tabaco é bastante estreita. Quanto maior a quantidade de consumo de tabaco, maior será o risco de desenvolver câncer de pulmão. Por outro lado, após a cessação do tabagismo, observamos uma redução progressiva desse risco. Entretanto, mesmo depois de vinte anos de abandono do tabagismo, o risco é ainda ligeiramente maior do que o observado nas pessoas que nunca fumaram. A recomendação é de que as pessoas não fumem e, para aqueles que fumam, abandonar o consumo de tabaco o mais rapidamente possível. Dessa maneira, poderemos reduzir as taxas de mortalidade por doenças relacionadas ao uso do tabaco.

Além de causar mal a quem inala diretamente a fumaça do tabaco, os malefícios são estendidos mesmo aos não fumantes que inalam a fumaça proveniente dos cigarros dos fumantes. A exposição ambiental à fumaça do tabaco aumenta em cerca de 30% o risco de morrer por câncer de pulmão, infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Todas as doenças causadas pelo consumo de tabaco podem comprometer os tabagistas passivos. As mulheres e as crianças são as principais vítimas do fumo passivo. Não fumar é um sinal de respeito a si próprio e às pessoas que compartilham o mesmo ambiente.

No Estado de São Paulo, vigora uma lei que proíbe o fumo em locais fechados, disponível em: .

Cerca de 80% a 90% das pessoas começam a fumar antes dos 17 anos de idade e, com o tempo, tornam-se dependentes do tabaco. Uma vez estabelecida a dependência, é difícil abandonar o cigarro, mesmo tendo pleno conhecimento de todos os malefícios que ele pode trazer.

Entre os componentes do cigarro, a nicotina é uma droga psicoativa e a responsável pela dependência observada entre os fumantes. Ela chega ao sistema nervoso central em apenas 10 segundos, onde atua no sistema dopaminérgico, o mesmo que é afetado pela cocaína e anfetamina. Também aumenta a liberação de substâncias que vão levar à vasoconstricção, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Atitudes saudáveis como boa alimentação, atividade física, sono adequado e lazer contribuem para melhorar a qualidade de vida. Lembre-se sempre de que estilo de vida é uma questão de escolha. Em vez de fumar, pratique esportes e tenha uma vida saudável!

O melhor de parar de fumar é que nunca é tarde para isso; quanto antes melhor, porém sempre vale a pena deixar de fumar. Deixar de fumar vai devolver a você anos de vida, que seriam roubados pelo tabaco se você continuasse fumando. Segundo a American Cancer Society, os benefícios para quem deixa de fumar são muitos:

20 minutos sem fumar: diminui a frequência dos batimentos cardíacos. Diminui a pressão arterial. A temperatura dos pés e das mãos se eleva.
12 horas: monóxido de carbono atinge níveis normais no sangue.
24-48 horas: melhoram o olfato e o paladar.
2 semanas a 3 meses: melhoram a função pulmonar e a circulação sanguínea.
1 a 9 meses: redução de: tosse, congestão nasal, cansaço, falta de ar e risco do surgimento de infecções respiratórias.
1 ano: redução pela metade do risco de ataque cardíaco.
5 anos: redução do risco de desenvolver câncer de boca, garganta, esôfago e bexiga. O risco de um derrame cerebral passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.
10 anos: o risco de morrer de câncer de pulmão cai pela metade, comparado a quem continua fumando.
15 anos: o risco de sofrer um enfarte passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.
20 anos: o risco de desenvolver câncer de pulmão passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.

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