Leucemias Infantis | A.C.Camargo Cancer Center

Leucemias Infantis

Leucemia é o câncer que tem origem na medula óssea, onde são produzidas as células do sangue. Da medula, células leucêmicas atingem o sangue e, a partir dele, infiltram os gânglios linfáticos, o baço, o fígado, o sistema nervoso central, os testículos e outros órgãos.

Dia Internacional do Câncer na Infância: atenção a possíveis sinais e sintomas

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“Através de Nossas Mãos” é o mote de uma campanha mundial de conscientização; saiba como identificar um tumor pediátrico e conheça a parceria entre o A.C.Camargo e o Sabará Hospital Infantil

O Dia Internacional do Câncer na Infância, que desde 2001 acontece em todo 15 de fevereiro, reafirma quão essencial é ter atenção a um problema que atinge, anualmente, mais de 300 mil crianças e jovens com idade entre 0 e 19 anos, que são diagnosticadas mundo afora.

Já no Brasil, só para este 2022, a estimativa do INCA é de 4.310 novos casos para o sexo masculino e de 4.150 para o feminino.

Iniciativa da Childhood Cancer International (CCI), a data visa educar profissionais de saúde e o público em geral sobre o câncer infanto-juvenil em relação ao acesso aos melhores tratamentos e medicamentos.

E, claro, também visa apoiar crianças e adolescentes com câncer e suas famílias.


Dia Internacional do Câncer na Infância: Através de Nossas Mãos 

Para o triênio 2021–2023, a campanha mundial liderada pela CCI usa a hashtag #throughourhands, espalhando a mensagem que a maior taxa de sobrevivência é alcançável Through our Hands (Através de Nossas Mãos, em tradução livre).

Simbolizando que o câncer infantil é curável, a campanha utiliza uma imagem que representa a “Árvore da Vida”, onde veem-se mãos, que estão ali para simbolizar a cura em contexto regional, nacional e internacional. Já as raízes representam as ações para garantir o sucesso no tratamento. Veja:

Logomarca do Dia Internacional do Câncer na Infância: é uma árvore desenhada a partir de mãos que imitam as folhas, são mãos nas cores cinza, laranja, azul, vermelha, verde e marrom

Sinais e sintomas

•    Febres e infecções recorrentes, que ocorrem porque o corpo não tem glóbulos brancos saudáveis suficientes para combater infecções – em alguns casos, a febre ocorre também devido à produção de substâncias pirogênicas provocadas pela neoplasia
•    Sangramentos pelo nariz e nas gengivas, porque o organismo não tem plaquetas suficientes para coagulação do sangue
•    Dor ou sensação de inchaço abaixo das costelas, que pode ser causada pelo aumento do baço ou do fígado devido à infiltração de células leucêmicas nesses órgãos
•    Sangramentos e hematomas que aparecem facilmente
•    Fraqueza e cansaço
•    Dores de cabeça, tontura ou dificuldade para respirar
•    Perda de apetite
•    Dor nos ossos ou nas juntas
•    Petéquias, ou seja, pontos vermelhos que aparecem na pele causados por pequenos sangramentos sob a pele
•    Caroços na virilha, nas axilas ou no pescoço, que podem ser azulados, arroxeados ou cor da pele. Esses nódulos também podem aparecer em torno dos olhos, em tons verde-azulados

•    Ínguas, principalmente no pescoço

•    Quando as ínguas estão dentro do tórax, podem causar desconforto respiratório e tosse que piora rapidamente

•    Rápido aumento do abdômen

•    Pode ocorrer febre, sudorese e perda de peso 

•    Perda de equilíbrio
•    Dificuldade de enxergar
•    Descoordenação motora
•    Dor de cabeça, sobretudo se o incômodo acordar a criança no meio da noite ou da manhã ou se a dor for motivo para a criança parar de brincar

Para um câncer de rim pediátrico (tumor de Wilms) que é mais comum em crianças entre 6 meses e 5 anos de vida, em cerca de 90% dos casos a criança não apresenta sintomas e está clinicamente bem. 

Os principais sinais clínicos são o aumento do abdômen ou um nódulo palpável na barriga.

Pode haver também hematúria (sangramento na urina).

Este tumor no sistema nervoso simpático, quase sempre, se desenvolve em crianças de até 5 anos, mas costuma ser diagnosticado entre 1 e 2 anos de idade.

Ocorre mais frequentemente na barriga e costuma se disseminar precocemente para os ossos. 

É comum o paciente ter dor nos ossos, levando a um comportamento com choro frequente, irritabilidade e mal-estar geral.

Sinais e sintomas:
•    Hematomas
•    Diarreia
•    Perda de apetite e de peso
•    Fadiga
•    Nódulos no abdome, na lombar, no pescoço ou no tórax
•    Dor nos ossos (causada pela disseminação do câncer)
•    Pálpebras caídas e olhos saltados
•    Abdômen inchado ou distendido
•    Círculos escuros sob os olhos ou ao seu redor
•    Tosse ou dificuldade para respirar
•    Dificuldade para engolir
•    Fraqueza ou paralisia das pernas
•    Febre, anemia e pressão alta
•    Inchaço das pernas ou do escroto
•    Problemas para urinar ou defecar
•    Dor de cabeça, tontura

Mais comuns em adolescentes, costumam acometer sobretudo os ossos longos das penas e braços, ou a bacia, causando dores locais. 

Essas dores aumentam gradativamente e, em casos mais avançados, pode aparecer um nódulo na perna ou no local onde está o tumor.


Parceria A.C.Camargo e Sabará Hospital Infantil 

A união entre as duas instituições é mais uma medida que vai de encontro à proposta do Dia Internacional do Câncer na Infância.

É que os casos de câncer infantil costumam ser complexos e exigem uma equipe multiprofissional que esteja bem alinhada para fazer o melhor tratamento possível.

O A.C.Camargo é focado em câncer e o Sabará é um hospital especializado no tratamento da criança. A junção dessas duas expertises faz com que as discussões fiquem mais enriquecedoras.

E só com muita discussão e estudo podemos atingir as altas taxas de cura que hoje são possíveis no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. 


Fonte: Doutora Cecília Costa, líder do Centro de Referência em Tumores Pediátricos do A.C.Camargo

A.C.Camargo e Sabará: a parceria no tumor board na busca pelo melhor tratamento oncológico infantil possível

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Reuniões multidisciplinares de profissionais da saúde discutem a conduta terapêutica mais efetiva para casos complexos de câncer

Tumor board: rapidez na condução do tratamento, clareza na decisão a ser tomada pela equipe médica e segurança. Esses são alguns dos benefícios ao paciente dessas reuniões que contam com a participação de diversos profissionais de saúde: médicos cirurgiões, oncologistas, radioterapeuta, radiologistas, pesquisadores, pediatras e demais especialidades para debater a conduta terapêutica mais efetiva para casos complexos de câncer.

Com a parceria entre A.C.Camargo e Sabará, firmada em maio de 2021, os tumor boards do Centro de Referência (CR) em Tumores Pediátricos serão feitos em parceria com o Hospital Infantil Sabará, localizado em São Paulo/SP.

A expectativa é que a cooperação entre os dois hospitais rendam caminhos cada vez mais assertivos no combate ao câncer.

Câncer infantil

“Os casos de câncer pediátrico costumam ser complexos e necessitam de uma equipe multiprofissional que esteja bem alinhada para fazer o melhor tratamento possível. Só com muita pesquisa, discussão e estudo podemos atingir as altas taxas de cura que hoje são possíveis no tratamento de crianças e adolescentes com câncer”, diz a Dra. Cecília Maria, líder do CR de Tumores Pediátricos do A.C.Camargo.

A parceria das duas instituições altamente especializadas garante o melhor diagnóstico para cada caso. “O A.C.Camargo é focado em câncer e o Sabará é um hospital especializado no tratamento da criança. A união dessas duas expertises, dois hospitais de ponta, faz com que as discussões fiquem mais enriquecedoras”, explica.

Dra. Cecília comenta sobre a primeira discussão de um caso clínico que entrou pelo Sabará e que pode ser discutido em tumor board. “Foi extremamente valiosa a interação entre as duas instituições. Trouxemos elementos fundamentais para discussão para poder fazer o melhor pelo paciente”.

Atualmente, dois casos do CR de Tumores Pediátricos são debatidos em tumor board. A expectativa é que esse número aumente ao longo do tempo. 

Quem tem câncer, tem pressa. Lembre-se de observar os sinais e sintomas do câncer e mantenha as suas rotinas de diagnóstico e tratamento. Para agendar uma consulta conosco aqui.
 

Entenda o tipos de leucemia neste vídeo

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Assista e conheça as diferenças entre os tipos linfoide e mieloide

Leucemia é o câncer que tem origem na medula óssea, onde são produzidas as células do sangue. Muita gente diz que a leucemia é o câncer dos glóbulos brancos, que são as células de defesa do organismo, mas a doença pode atingir outros tipos de célula também.

Da medula, essas células alcançam o sangue e, a partir dele, podem atingir os gânglios linfáticos, o baço, o fígado, o sistema nervoso central (cérebro e coluna vertebral), os testículos e outros órgãos.

Para entender o que acontece de errado no sangue quando a pessoa tem leucemia, é importante entender o que faz o sangue e a medula serem normais.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa para 2020 foi de 10.810 novos casos, sendo 5.920 homens e 4.890 mulheres.

A doença também é conhecida por acometer crianças com frequência.

Assim, entenda a diferença entre os tipos linfoide e mieloide neste vídeo a seguir: com a palavra, a Dra. Marina de Mattos Nascimento, médica titular do Centro de Referência em Tumores Hematológicos do A.C.Camargo Cancer Center.

 

 

Doação de medula óssea: este infográfico mostra como funciona

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Tire todas as suas dúvidas sobre o processo e saiba o passo a passo para este ato que salva vidas

Doação de medula óssea, uma das atitudes mais generosas e altruístas que um ser humano pode ter.

Este procedimento servirá para o transplante de medula óssea, um tipo de tratamento que visa substituir uma medula óssea doente por uma saudável para restabelecer a produção normal das células sanguíneas.

É indicado para diversas doenças, como leucemia (leucemia adulto ou leucemia infantil), linfomas (linfoma de Hodgkin ou linfoma não Hodgkin), mieloma múltiplo, aplasia de medula e imunodeficiências.

O aumento do número de doadores voluntários brasileiros é imprescindível para aumentar as chances de encontrar uma medula compatível.

Além disso, a espera pelo doador costuma durar meses e isso pode ser um fator determinante para o sucesso do procedimento.

Confira o passo a passo e, se possível, participe: esta atitude poderá salvar vidas. 

 

Doação de medula óssea: este infográfico mostra o passo a passo em texto
Seja um doador de medula óssea!

Para fazer parte do time de doadores, é preciso fazer o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Criado em 1993 e coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), o REDOME reúne informações de pessoas dispostas a doar medula óssea para quem precisa de transplante. É o terceiro maior banco de doadores do mundo, com mais de cinco milhões de pessoas cadastradas.

Para ser um doador, é necessário:

  • Ter entre 18 e 55 anos de idade.
  • Estar em bom estado geral de saúde.
  • Não ter doença infecciosa ou incapacitante.
  • Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.


Cadastro

Para se cadastrar como um doador, basta procurar o hemocentro mais perto de você.

Para doadores já cadastrados, é importante manter os dados sempre atualizados, pois a equipe do REDOME entrará em contato se encontrar um paciente que seja compatível.

Clique aqui e saiba como se tornar um doador.

Clique aqui e veja como atualizar seus dados.


TMO no A.C.Camargo Cancer Center

O serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) do A.C.Camargo Cancer Center integra um seleto grupo de instituições brasileiras que operam em todas as modalidades do transplante: alogênico (aparentado e não aparentado) e autólogo (ou autogênico).
 
Composto por uma equipe interdisciplinar que contempla médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontologistas, assistentes sociais e psicólogos, o serviço de TMO atua com uma estrutura única que une equipamentos de última geração à expertise de toda a equipe.
 
Clique aqui para saber mais. 

Podcast Rádio Cancer Center #46 - Mães e o câncer

Linha Fina

Ouça, conheça e inspire-se com a história de três progenitoras 

Mães e o câncer: a notícia de um tumor na família já é suficientemente desafiadora. No caso de mães com crianças diagnosticadas com câncer, o desafio é duplo.

No episódio #46 do podcast Rádio Cancer Center, do A.C.Camargo Cancer Center, conheça a história de Cristina Massens, mãe da pequena Valentina; de Raquel Lukacs, mãe do Rafa; e de Gisele Gengo Begido, que mostra a visão de ser uma paciente com câncer com filhos pequenos (e que também tem uma mãe).

Juntas, elas contam suas experiências sobre maternidade e câncer. São relatos sensíveis e humanos mediados por Bruno Favoretto, Gustavo Fiorin e Silvia Vouliemme, da equipe do A.C.Camargo.

Você pode ouvir o podcast no player abaixo ou acessar através de seu tocador de música preferido, nos links abaixo:



Spotify
Google Podcasts
Deezer

 

Confira nossos outros episódios da Rádio Cancer Center aqui.
 

Talita Maira Bueno da Silveira da Rocha

Sobre

Ensino Superior em Medicina, concluído em 2003, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa

Mestrado em Ciências da Saúde, concluído em 2012, na Faculdade de Ciências Médicas Sta Casa – SP

Doutorado em Ciências da Saúde, concluído em 2016, na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Especialização em Hematologia e Hemoterapia, concluída em 2008, na Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

Registro
CRM 113065
Especialidade
Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular
Departamento
Hematologia
Centro de Referência
Neoplasias Hematológicas

Marina de Mattos Nascimento

Sobre

Ensino Superior em Medicina, concluído em 2008, na Universidade Federal do Espírito Santo

Especialização em Outros Níveis, concluída em 2013, na Associação Médica Brasileira

Especialização em Hematologia e Hemoterapia, concluída em 2012, na Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

Registro
CRM 131649
Especialidade
Oncologia Clinica
Departamento
Hematologia
Centro de Referência
Neoplasias Hematológicas

Jayr Schmidt Filho

Sobre

Líder do Centro de Referência de Neoplasias Hematológicas

Concluiu em 2007 o ensino superior em Medicina, na Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória e, em 2012, a Especialização em Transplante de Medula Óssea no Hospital das Clínicas.

Registro
CRM 127063
Especialidade
Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular
Departamento
Hematologia
Centro de Referência
Neoplasias Hematológicas

Jaqueline Sapelli

Sobre

Ensino Superior em Medicina, concluído em 2009, na Universidade do Extremo Sul Catarinense

Especialização em Hematologia e Hemoterapia, concluída em 2015, na Conselho Federal e Regional de Medicina

Registro
CRM 171561
Especialidade
Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular
Departamento
Hematologia
Centro de Referência
Neoplasias Hematológicas

Fernanda Lemos Moura

Sobre

Ensino Superior em Medicina, concluído em 1999, na Universidade Federal do Espirito Santo

Pós-

Graduação pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, concluído em 2004, na Associação Médica Brasileira

Mestrado em Ciências Médicas - Hematologia e Hemoterapia, concluído em 2008, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Especialização em Hematologia e Hemoterapia, concluída em 2004, na Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

Registro
CRM 96572
Especialidade
Clínica Médica
Departamento
Hematologia
Centro de Referência
Neoplasias Hematológicas