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Transplante de medula óssea:
saiba tudo sobre o procedimento
Transplante de medula óssea: saiba tudo sobre o procedimento

Daniel Garcia, oncologista clínico, e Jayr Schmidt, head de Hematologia, assinam série de artigos com informações sobre o tratamento

O transplante de medula óssea, também chamado de transplante de células hematopoiéticas, pode ser utilizado para o tratamento de alguns tipos de câncer e também para algumas condições mais raras. A medula óssea é um tecido líquido e esponjoso presente no interior dos ossos longos e é popularmente mais conhecida como “tutano”. Ela produz todas as células que compõem o sangue, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, que se desenvolvem a partir de um tipo de célula encontrada na medula óssea chamada de célula-tronco hematopoiética. 

O corpo é capaz de direcionar as células-tronco hematopoiéticas para se desenvolverem nos componentes sanguíneos necessários naquele momento. Este é um processo muito ativo, no qual a medula óssea produz milhões de células diferentes a cada hora. A maioria das células-tronco permanece na medula até serem transformadas em células sanguíneas maduras, que são liberadas na corrente sanguínea para realizarem funções específicas como transportar oxigênio (glóbulos vermelhos), fornecer proteção contra infecções (glóbulos brancos) e ajudar na formação do coágulo (plaquetas). 

Um pequeno número de células-tronco, no entanto, pode ser encontrado no sangue circulante, o que permite que sejam coletadas em determinadas circunstâncias. Várias estratégias podem ser empregadas para aumentar o número de células-tronco hematopoiéticas no sangue antes da coleta.Alguns dos tratamentos mais eficazes para o câncer, como a quimioterapia e a radiação, são tóxicos para a medula óssea. Em geral, quanto maior a dose, mais tóxicos são os efeitos na medula óssea.

No transplante de medula, o paciente recebe doses muito altas de quimioterapia ou radioterapia, cujo objetivo é matar as células cancerosas que podem ser resistentes a doses mais comuns de quimioterapia. Por outro lado, infelizmente, isso também destrói as células normais da medula óssea, incluindo as células-tronco. Após o tratamento, o paciente deve ter um suprimento saudável de células-tronco transplantadas para que elas restabeleçam o processo de produção de células sanguíneas na medula óssea. 

As células que serão transplantadas podem ser retiradas diretamente da medula óssea, da corrente sanguínea - o que requer que o paciente receba uma medicação específica para aumentar o número de células-tronco hematopoiéticas no sangue – ou, ocasionalmente, de sangue obtido do cordão umbilical de um recém-nascido saudável (que podem ser armazenados em bancos de sangue de cordão umbilical).

Acompanhe na próxima semana, o segundo artigo sobre a série de transplante de medula óssea.